… saúde em Angola, para quem o dinheiro vale mais do que a vida de um ser humano. A primeira vítima foi um jovem que se sentiu mal, durante uma partida de basquetebol, no bairro em que vivia - o Alvalade -, pelo que foi levado pelos companheiros até a uma conhecida clínica do bairro, onde acabou por morrer sem ter sido assistido, por falta de dinheiro para pagar o tratamento. Aconteceu há cerca de 20 anos. O que é que até hoje mudou? Nada! In Nhuca Júnior. Imagem: Chrisguy Oliveira. Facebook

quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Cap. 12 - Doenças do Sistema Nervoso


O Sono é o Melhor Alimento Para os Nervos -- Desde os tempos mais remotos a humanidade conhece o enorme benefício de um sono reparador e, desde aquelas longínquas eras, os médicos se têm preocupado, no decorrer dos séculos, no sentido de que os seus doentes desfrutem desse benefício, pois constitui uma premissa iniludível para a sua saúde.

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Por isso, não pode ser motivo de surpresa o fato de os soporíferos constituírem um elemento essencial da farmacopéia médica, assim como da medicina popular, em muitas e diversas formas.

Mas precisamente a diversidade de remédios de tantos reclames deve causar-nos reparos. De fato, quanto maior for a abundância de remédios, em maior grau surge a suspeita de que nenhum deles é na realidade satisfatório.

Sono Natural e Narcose -- Em princípio, os únicos meios seguros para fazer dormir os pacientes foram o ópio e, um pouco mais tarde, a morfina, extraída daquele. Por isso se considerou um valioso enriquecimento da farmacopéia a descoberta, em 1869, do hidrato de cloral, que permitia ao médico prescindir em muitos casos da morfina, que implicava o perigo nada desprezível de provocar a habituação.

A imensa maioria dos soníferos derivam de um reduzido número de combinações químicas que provocam o complexo efeito narcótico, ou seja, que o seu principal resultado é a paralisação do cérebro com perda do conhecimento. A seguir, tem lugar a paralisação das regiões mais profundas do cérebro. E esse desaparecimento do estado de consciência considerou-se durante algum tempo como sono, mesmo quando o grande fiisiólogo GoItz demonstrou com o seu cão sem cérebro que este animal, ainda depois de lhe haver sido extirpado cirurgicamente aquele órgão, dormia exatamente como quando ainda o possuía. Mas presentemente pôs-se de parte tanto o investigador como as suas experiências.

Ensaios mais modernos e inspirados sobretudo por investigadores alemães têm demonstrado que o sono não tem relação com a narcose nem superficial nem fundamentalmente. Embora o sintoma mais notável do sono seja a perda de conhecimento, a verdade é que não se interrompe de todo a atividade cerebral durante' o sono, como o provam os sonhos e a capacidade de concentração durante o mesmo sono.

Mediante numerosas experiências chegamos ao estado atual da investigação e às idéias modernas acerca do fenômeno do sono. Este é o estado de excitação do centro parassimpático do sono. Daqui se conclui que o estado de sono, visto sob o ponto de vista biológico, é de natureza ativa e de nenhum modo uma paralisação do cérebro e das regiões cerebrais mais profundas (como a que é produzida pelos soporíferos). No decurso do sono devem recuperar-se as energias consumidas durante o dia, pois, se não for assim, o sono por si só não nos daria força para retomar as atividades. Durante o sono desenrolam-se poderosos e eficazes processos de recuperação, e precisamente é essa nova acumulação de energia absolutamente necessária, o que no «sono» produzido por soporíferos falta por completo, pois estes, tal como os narcóticos, exercem uma ação paralisadora no cérebro e, o que não é menos importante, em todo o metabolismo.

Não dispomos na realidade de nenhum soporífero, pois não conhecemos ainda nenhuma matéria capaz de provocar o sono fisiológico, influindo diretamente no centro do sono, e também ainda não sabemos de que modo ou mediante que matéria orgânica se produz a alteração rítmica do estado de excitação nos centros do sono e da vigília.

Tratamento da Insônia -- A insônia e apenas um sintoma e não uma doença. Se pudéssemos tratar a insônia com um autêntico sonífero faríamos desaparecer um sintoma, mas não atacaríamos a doença na sua raiz.

Embora não disponhamos desse autêntico sonífero, abusa-se monstruosamente dos chamados soporíferos químicos, que antes deviam chamar-se hipnóticos ou narcóticos e que, em parte, são de venda livre. Não menosprezamos produtos realmente valiosos da química sintética e que, nas mãos do médico, podem prestar, em certos casos, serviços consideráveis. Mas é preciso denunciar claramente o consumo sem entraves de qualquer soporífero perante o menor indício de insônia. Quando esta é autêntica, a descoberta da sua causa e o método da sua cura têm de confiar-se ao médico, para que o corpo recupere por si mesmo um sono reparador. Se o médico, no princípio, recorre a um soporífero, está no seu pleno direito.

Só quando a insônia é devida a esforço intelectual excessivo, ao nervosismo ou à neurastenia, etc., pode ser oportuno o emprego de um narcótico ligeiro, já que a iniciação do sono se favorece mediante a falta de percepção da maioria das excitações procedentes do mundo exterior. Todo o médico receitará alguns dos chamados soporíferos de efeito limitado, mas rápido. Mas também nestes casos podem bastar medidas naturais como, por exemplo, supressão das excitações e dos excitantes, exercício físico, alimentação sã e parca, suprimindo, pelo menos momentaneamente, a carne, os queijos duros e os ovos, variação nas distrações durante as horas livres, coisas que o homem supercivilizado e ansioso de prazer não procura fazer, alegando a suposta falta de tempo.

0 Gérmen de Trigo, Remédio Para os Nervos -- Os germens de trigo, além das tantas vezes repetidas vitaminas e minerais, contêm um grupo de matérias que o Prof. KoIlath localizou e que hamou auxonas. São o material para o crescimento, multiplicação celular e regeneração nos organismos animais, que hoje despertam grande interesse.

Se as auxonas faltarem, fica muito afetado o metabolismo. Se também faltar a vitamina B1 o metabolismo cessa absolutamente. As conseqüências serão a velhice prematura e a morte. Se, faltando as auxonas, persistir o consumo de vitamina B1, chega-se à descalcificação, à vida vegetativa ou à mesotrofia (seminutrição), como tecnicamente é expressada. A presença deste material em quantidade suficiente leva, por outro lado, a uma convalescença e renovação rápida de células e tecidos, isto é, à conservação da juventude e da saúde. Como essa reparação se consegue principalmente durante o sono, é este na sua forma natural a condição precisa para que a alimentação acertada possa ter efeitos autenticamente curativos.

De há muito tempo que se vendem germens puros de trigo em embalagens que os conservam frescos nos ervanários. O emprego culinário é muito simples. Polvilham-se, em bebidas frias ou quentes, tais como sucos de frutas, leite e cacau e batem-se, pouco a pouco, antes do seu consumo, também em sopas ou legumes, sempre depois da cocção. Sobretudo os alimentos lácteos e farináceos podem ser melhorados em sabor e qualidade mediante germens de trigo. Para pudins e pratos de farinha e sêmola, empregam-se os germens de trigo pelos seus efeitos gelatinosos. São imprescindíveis na preparação de alimentos crus, aproveitando-se especialmente nos leites fermentados, substituindo o açúcar. Na pastelaria, o uso de germens em partes iguais dá um sabor grato, parecido com o da noz.

Os germens de trigo devem ser parte normal da nossa alimentação diária, como alimentos profiláticos, especialmente nos casos de esgotamento e doenças dos nervos.

Reconstituintes Naturais Para a Fraqueza do Sistema Nervoso -- Ao chegarmos aqui, cumpre insistir, mais uma vez, nas especiais propriedades dietéticas da levedura, do leite e do mel para todas as pessoas que sofrem de debilidade ou de doenças do sistema nervoso. Muitos destes doentes têm comprovado a capacidade curativa destes alimentos simples e naturais, quando, impondo-se também uma vontade firme e decidida, tomaram diariamente meio litro de leite, algumas colheres pequenas de levedura seca e de mel misturados, durante algum tempo ou com caráter permanente, em vez dos excitantes ou drogas consumidos em quantidade excessiva. As características especiais destes alimentos já foram enunciadas na primeira parte deste livro.

0 Regime de Evers Para Doentes Nervosos (Especialmente na Esclerose Múltipla) -- Numerosas descobertas e observações inspiraram ao Dr. Evers a idéia de que uma grave doença nervosa, a esclerose múltipla, que começa com deformações inflamatórias na medula e no cérebro, seguidas de degenerescência do tecido nervoso, é apenas o último termo de uma alimentação defeituosa durante anos, como a que forçosamente traz consigo a desnaturalização dos alimentos. Apresenta, portanto, um regime curativo, no qual se suprime na medida do possível toda a desnaturalização; deste modo têm-se conseguido êxitos evidentes em casos leves ou pouco graves de esclerose múltipla, debatidos apaixonadamente nos Congressos Médicos e discutidos também noutras Clínicas.

Apesar de intensos trabalhos de investigação em todos os países civilizados, a verdade porém é que se tem chegado sempre ao resultado desanimador de que os tratamentos da esclerose múltipla estão destinados a malograrem-se sempre. Por isso, é possível que os bons resultados até agora alcançados pelo regime de Evers constituam um prometedor começo, que dê um novo incentivo ao estudo dos problemas relacionados com esta doença.

O regime assenta em idéias simples e claras que são, decerto, convenientes para toda a gente.

1. Os frutos, as raízes e o leite desempenham o papel fundamental, pois o homem toma-os apreciando-lhes perfeitamente o sabor, sem qualquer preparação nem amadurecimento.

2. Deixar os alimentos no modo mais natural possível.

3. Quanto menos se modificar um alimento para ter bom paladar, tanto mais valioso será para o homem.

A dificuldade assenta em que o regime e o paladar nem sempre se harmonizam. Mas a culpa não é do regime que se adapta completamente à natureza humana, e, sim, do nosso paladar. É que este tem-se vindo habituando mal no homem moderno com a equivocada alimentação nas últimas décadas. E agora é difícil renunciar aos alimentos cozidos, assados, fervidos e carregados de especiarias.

O Dr. Evers mostra como aqueles povos que têm sabido manter-se fiéis à alimentação dos seus predecessores não registram, ainda hoje, nem um só caso de esclerose múltipla, ao passo que onde a alimentação é refinada surge a esclerose e é tanto mais freqüente quanto maior é o refinamento. Nos Estados Unidos essa doença constitui já um «agudo problema social».

Alimentos Utilizados no Regime de Evers - Segundo a prescrição do Dr. Evers são permitidos os seguintes alimentos: fruta crua, raízes cruas, leite cru, manteiga, flocos de aveia crus, pão integral, ovos crus e mel.

Entre as frutas figuram: maçãs, peras, ameixas, avelãs, nozes, sementes de girassol, feijão verde tenro, cerejas, uvas, pêssegos, groselhas, framboesas, amoras, laranjas, bananas, amêndoas, castanhas-dopará, flocos. amendoins, tomates, cereais (grãos de trigo e de centeio germinados) e frutos secos (tâmaras, figos, uvas passas).

Entre as raízes contam-se, principalmente, as cenouras e o nabo.

Depois de haver observado durante dez anos o efeito deste regime em mais de 2.500 doentes, julga o Dr. Evers (cujos doentes foram cuidadosamente observados por vários professores universitários) poder afirmar o seguinte: piora o estado de um doente com esclerose múltipla, apesar de todos os meios curativos, e finalmente o doente fica incapacitado para andar e tem de se manter no leito; e se, depois de aplicar um regime alimentar em igualdade das restantes condições (cada qual submete-se a um tratamento em sua casa, vivendo como dantes) e lentamente ao fim de alguns anos, o doente aprende a andar de novo, e finalmente fica plenamente capacitado para o trabalho, está justificada a conclusão de que as melhoras se encontram em relação causal com o regime alimentar prescrito. A condenação, anteriormente implacável, desta enfermidade, com o seu qualificativo de «incurável», deve desaparecer. A esclerose múltipla de hoje é curável (segundo o Dr. Evers).

Para os alimentos autorizados, acima mencionados, o Dr. Evers propõe as seguintes quantidades diárias:

1. Grãos germinados, 50-250 g.
2. Pão integral, 125 g (não mais).
3. Flocos de aveia,, 70 g (não mais).
4. Fruta e raízes, 500 g (ou mais).
5. Leite, um litro.
6. Manteiga, 30 g (ou mais).
7. Ovos, um (ou mais).
8. Nozes, 50-100 g (ou mais).

É um fator decisivo para a quantidade consumida o apetite do doente (três refeições por dia). Se se chegar a sentir repugnância por estes alimentos, então observar um dia de jejum rigoroso, bebendo-se apenas água pura. Devem preferir-se os alimentos próprios da estação, e quanto mais frescos melhor. Só a aplicação rigorosa durante muitos anos do regime que pode obter êxito. A mudança total da alimentação exige do médico e do doente grande confiança mútua, e no doente, inflexível vontade de se curar. O regime nunca pode prejudicar. Depois da cura, voltar-se-á paulatinamente a misturar com os alimentos crus outros cozidos ou assados. Mas os frutos, as raízes, o leite e os produtos lácteos devem continuar a ser os alimentos principais.

A Alimentação no Tratamento e Profilaxia da Paralisia Infantil -- No tratamento da paralisia infantil (poliomielite), conforme as experiências obtidas durante os últimos anos, volta-se a dar grande importância à alimentação. Em todas as doenças infecciosas produz-se durante a fase aguda maior consumo de proteínas, gorduras, vitaminas e fermentos. Isto exige também a paralisia infantil, expressando-se tal fato com a perda considerável de peso durante as primeiras três a seis semanas. A perda de substância orgânica e de grande importância para a capacidade defensiva nesta grave doença. As substâncias defensivas estão geralmente unidas com um núcleo proteínico e devem estar representadas na alimentação diária.

Verifica-se realmente nos três primeiros dias, nos doentes de paralisia infantil, um crescente aumento de proteínas no sangue. Parece que a infecção levanta obstáculos à formação de matérias proteínicas celulares e de hemoglobina. A insuficiência de vitamina B1 (aneurina) e de vitamina B2 (lactoflavina) assume grande importância. O médico mexicano Dr. Castañeda deu boas informações acerca do bom resultado conseguido com o emprego de vitamina C e de vitamina B12; o tratamento aplaca imediatamente as dores e os espasmos musculares. Além disso, a vitamina B12 faz com que a recuperação da função muscular seja mais rápida. Isto é uma indicação de que a melhor profilaxia contra a paralisia infantil consiste numa alimentação que contenha também as citadas vitaminas em quantidade suficiente.

Com respeito à profilaxia simples e natural, são muito de ter em conta as experiências que mostram o efeito preventivo do alho. Quando aparece a epidemia, deve empregar-se abundantemente este velho remédio da medicina popular.

Conseguiram-se bons resultados com o consumo de um regime complementar que contém todos os alimentos importantes: proteínas, gorduras, hidrocarbonatos, minerais e vitaminas. Acrescenta-se ao regime para estes efeitos uma bebida que é uma emulsão de gorduras, albumina, ovos, xarope de cereais e leite. Este regime acrescenta-se às refeições correntes.

Uma colher pequena ou grande de doce de noz ou de amêndoa misturada com uma colher pequena de mel puro numa xícara de chá, dada a beber lentamente aos goles, torna-se para os doentes de paralisia infantil um alimento energético em que figuram todas as matérias nutritivas e funcionais necessárias para o tratamento dietético.

Uma ou outra vez, toma-se metade da quantidade de doce de noz ou de amêndoa completando-o com a gema de um ovo.

A Alimentação dos Psicopatas -- A vitamina 136 e o ácido glutâmico, bem conhecidos como elementos essenciais na formação de proteínas, conseguem efeitos curativos nos doentes mentais (psicopatas) pela sua função desintoxicadora no metabolismo cerebral. Conhecem-se atualmente experiências muito a favor da existência de um metabolismo defeituoso, inclusive na esquizofrenia. O Dr. Roland Fischer (da Seção de Investigações de Psiquiatria do Departamento de Saúde do Canadá), pôde observar em animais sintomas de intoxicação com injeção de soro de esquizofrênicos. Sabe-se, além disso, que a vitamina B6 e o ácido glutâmico desintoxicam produtos metabólicos intermédios do metabolismo encefálico, como, por exemplo, o amoníaco, e podem melhorar ou até mesmo curar o brusco e considerável aparecimento da fadiga, a indecisão, as desordens na sensibilidade, a amnésia e a depressão.

Se considerarmos, porém, que estas importantes matérias funcionais só se consomem mediante uma alimentação realmente completa e natural, não nos deve ser penoso adotar decididamente tal método de alimentação.

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terça-feira, 29 de Setembro de 2009

Labirintite, Tonturas ou Vertigem


Clínica de Tratamento Prof. Dr. JJ Barros

Labirintite. Existe tratamento ou cura, para os sintomas de tonturas, tonteira, vertigem, zumbido no ouvido, entre outro sintomas? E, sem remédios? Suas causas, diagnóstico e tratamento.

http://www.atm.hostmidia.com.br/labirintites_ou_tonturas.htm

Muitas pessoas (inclusive crianças), sofrem de sintomas de labirintite: como tontura (ou tonteira), vertigem, zumbido no ouvido, sensação de ouvido tampado, mas não sabem que pode estar sendo originadas, devidos a problemas musculares e ligamentares, entre outros componentes da face que, por não estarem na posição de conforto, acabam comprimindo a artéria do labirinto, levando a uma redução de seu volume sanguíneo, podendo ocasionar no paciente, sintomas relacionados ao labirinto.

Além dos sintomas de tonturas (ou tonteiras), vertigens, sensação de ouvido tampado ou zumbidos (chamadas de labirintite); esses problema muscular - ligamentar, pode ocasionar diversos outros tipos de sintomas, como barulhos no ouvido, dores de cabeça, dor no ouvido, pescoço, braços, peito, olhos, enjoos, fotofobia (aversão a luz), entre diversos outros sintomas.

Obs: Um paciente pode apresentar um só sintoma ou diversos outros sintomas, associados.

Às vezes, os pacientes com sintomas de tontura ou vertigem (chamadas de labirintites), sofrem durante meses e até anos, levado-os ao consumo de muitos remédios (com seus efeitos colaterais) e por vários tipos de exames e tratamentos, sem resultados; sem saber que esses sintomas, podem estar sendo causados, por problemas nos ligamentos e músculos. Sintomas esses, que aparecem ou pioram ao levantar da cama, andar, movimentar a cabeça, agachar, ou mesmo estando parado, sem se movimentar ou quando passam por situações de estresse.

Os sintomas de tonturas, vertigem ou zumbido, (chamados de labirintite) interferem bastante, na parte emocional do paciente, podendo aumentar o seu estresse e a irritabilidade.

“O tratamento das sintomatologias, com essa origem, é efetuado, sem a necessidade da utilização de medicamentos, restrições alimentares, exames ou exercícios fisioterápicos, que possam trazer algum incômodo para o paciente”.

Obs: Segundo pesquisas recentes, o uso contínuo de certos medicamentos, para tratamento das tonturas, vertigens ou zumbidos (Labirintites), indicados para idosos acima de 64 anos, podem induzir sintomas, associados ao mal de Parkinson (falso mal de Parkinson). Esse problema pode ocorrer, com medicamentos do tipo flunarizina e cinarizina. Quais são os nomes comerciais, da cinarizina e da flunarizina? Cinarizina: Cinageron, Antigeron, Stugeron, Coldrin, Cronogeron, Exit, Vessel, Sureptil e Verzum. Flunarizina: Flunarin, Fluvert, Vertizine D, Sibelium, Flumax e Vertix. Essas drogas, são potenciais bloqueadoras de dopamina, uma das principais causas do Parkinson.

O que é labirintite?
“Labirintite” é um termo popular, usado geralmente para designar, problemas relacionados ao equilíbrio, entre outros problemas (como tontura, tonteiras, vertigem ou zumbidos). Na verdade, o termo correto a ser usado é “labirintopatia”, que significa "doença do labirinto" e não labirintite, cujo significado correto é a inflamação ou infecção do labirinto, o que é uma manifestação bastante rara.

É importante que as pessoas e profissionais da saúde, tenham conhecimento da existência dessa origem músculo – ligamentar, de diversos tipos de sintomas, cujo tratamento, em muitos
O tratamento para os sintomas de origem ligamento - muscular, visa restabelecer “o equilíbrio perdido”
e, com isso, a remissão dos sintomas.
casos, conta com a participação de profissionais de várias áreas da saúde.
O tratamento para os sintomas de origem ligamento - muscular, visa restabelecer “o equilíbrio perdido”
e, com isso, a remissão dos sintomas.

Os sintomas de tonturas, tonteiras ou vertigem (labirintopatias) ou labirintite, normalmente tem como origem o labirinto. “Labirinto” é um órgão localizado junto aos ouvidos, que informam ao nosso cérebro, sobre a orientação espacial e do “equilíbrio” do nosso corpo. “Tontura” (de acordo com o dicionário médico), é a instabilidade física associada com falta de equilíbrio. “Tonteira” é a sensação alterada de orientação no espaço. “Vertigem” é a sensação de movimento oscilatório ou giratório do próprio corpo ou do entorno com relação ao corpo. Ao abaixar ou levantar ou rodar a cabeça, nos portadores de tontura, tonteira ou vertigem (chamadas labirintite), sentem perda desse equilíbrio. Essas alterações de equilíbrio podem ser pequenas, até casos que impedem de o paciente de executar as suas tarefas do dia a dia.

As causas da Labirintite (ou Labirintopatia):
1) Por problema de irrigação do labirinto.
2) Uso de certos medicamentos.
3) Hereditariedade.
4) Causas Virais.
5) Associadas à sintomas de ATM, DTM e estress. A maior parte dos casos, tem essa origem.

Os sintomas de origem músculo - ligamentar, como tonturas ou vertigens (labirintites), atrapalham muito a qualidade de vida do paciente. Principalmente, devido ao receio que a tontura volte a aparecer, a qualquer momento. Também pode prejudicar bastante, suas atividades profissionais.

O tratamento para esses sintomas, com essa origem, normalmente não requer medicamentos, evitando assim os efeitos colaterais, que algum medicamentos possuem. Alguns desses sintomas, como os zumbidos (tinnitus) e ouvido tampado, podem ser causados pela compressão da tuba auditiva, pelo músculo.

Tuba auditiva é um tubo que liga o ouvido médio e a cavidade nasal. Esse tubo é encarregado de equilibrar a pressão do ar externo no ouvido médio (ouvido médio - região localizado atrás do tímpano onde fica localizado os ossículos do ouvido). Ao lado, desenho esquemático da válvula, existente na tuba auditiva.

São os músculos que comandam a abertura e fechamento da tuba auditiva, através de uma válvula e um conjunto de dois músculos, que tem uma ligação com o palato mole. Normalmente ao deglutirmos essa válvula se abre, regulando essa pressão (por isso que ouvimos um barulho dentro do ouvido, ao deglutirmos). Se esses músculos entrarem em espasmos (a semelhança o que ocorre nos olhos, pescoço e peito), nos problemas da ATM, podem interferir na abertura e fechamento dessa válvula, podendo causar sintomas de zumbido e a sensação do ouvido tampado (veja figura esquemática acima).

ATM (ou DTM) e problemas do labirinto:
Pode parecer estranho, mas grande parte dos problemas do labirinto, como nas tonturas ou vertigens (chamadas de labirintite ou labirintopatia), podem ser relacionados por problemas de ATM ou DTM, pela má posição ou faltas de alguns dentes, entre outros problemas, que acabam “desequilibrando” os ligamentos (espécie de fio que une dois lados), os músculos e alguns outros componentes da face; levando o paciente, em muitos casos, a ter sintomas de tontura, tonteira, vertigem, sensações de ouvido tampado e alguns casos de zumbidos. Além das labirintites (labirintopatias), podemos ter sintomas de dor de cabeça ou dores reflexas no ouvido, olhos, músculos peitorais, fotofobias (aversão a luz), estalos na movimentação da boca, enjôos, bruxismo ou briquismo, torcicolos, entre outros problemas, cujo tratamento é feito por nós, odontologistas.

Quando estamos em situação de estresse, por exemplo, podem ocorrer o aparecimento ou o aumento dos sintomas de tonturas ou vertigens (chamadas de labirintites), entre outros sintomas, em paciente com problemas de desequilíbrios ligamentares e musculares, devido à maior tração exercida nesses ligamentos e músculos, já tensionados, por por não estarem na posição de conforto. O mesmo pode ocorrer, com os músculos que estão em volta da cabeça, gerando dores de cabeça, como a enxaqueca, migrânea ou cefaleia tensional; sintomas esses, às vezes, bastante intensos..

Dores de Cabeça: Enxaquecas, Migrâneas e Cefaleias Tensionais:
Mas, qual a origem das maiorias sintomas de dor na cabeça? Mais de 90% são de origem muscular, gerados, devidos a um aumento excessivo na produção de ácido láctico, pelos músculos, devido a sobretensão que ocorre, nos músculos localizados em torno da cabeça, gerando, com isso, sintomas de dor de cabeça (essa sobretensão, acaba gerando espasmos, nesses músculos – conhecida como câimbras musculares – problema semelhante, do que ocorre nas pernas).

Para que isso não ocorra é necessário que os músculos, quando não utilizados, estejam na posição de repouso (ou equilíbrio); quando isso não ocorre, temos sintomas de dor. Quando esse esforço muscular é muito grande pode haver uma parada na atividade desse músculo (para evitar um mal maior, como uma lesão nesse músculo), gerando limitação ou dificuldade de abrir a boca em alguns casos.

Zumbidos e problemas de ouvido tampado, tonturas ou vertigens (labirintites); problemas da garganta e/ou disfunção?
Há muita evidência estatística em uma conexão entre estes três problemas, a maioria dele que vem dos estudos na Suíça e nos EUA. Se você fizer exame dos grupos das pessoas, combinados com cuidado para a idade e o sexo, você encontra lá é uma proporção muito mais elevada dos povos com zumbidos naqueles que têm problemas da garganta (como gripes e resfriados, entre outros problemas na garganta) ou problemas da articulação temporomandibular, em comparação à aqueles que não a possuem.

Certamente o otorrino alemão, Costen em 1930 descreveu uma conexão entre problemas dos maxilares e uma combinação do desequilíbrio, as tonturas (chamadas de labirintites), sensações de o ouvido tampado e o zumbido. Pelas pesquisas de hoje em dia parece definitivamente haver alguma conexão direta entre estes problemas.

Uma ligação, entre problemas articulares e do labirinto e o ouvido médio é difícil de compreender, mas aquela entre problemas da garganta e o labirinto é fácil, desde que há completamente um número de reflexos que ligam o órgão do labirinto com a garganta e vice-versa. Os problemas de um podem criar problemas do outro. Assim, como os problemas nas ATMs, podem causar dores nos músculos, que comandam as movimentações dos olhos, e em outros músculos, alguns distantes da cabeça, como os músculos peitorais, entre outros.

Alguns casos, ilustram bem essa relação entre os zumbidos, sensações de ouvido tampado, tonturas e ATM ou DTM:

1- Uma paciente jovem ao levantar a língua em direção ao palato, com a boca aberta, aparecia os sintomas de tonturas e ao abaixar a língua, os sintomas de tonturas desapareciam.

2- Um paciente ao colocar um elástico para promover o afastamento dos dentes para colocação de banda ortodôntica (banda ortodôntica – anel metálico, que é colocado em volta dos dentes para utiliza-lo para ancoragem ou para movimentação dos dentes), sentia sintomas de tontura (chamada de labirintite) e, ao retirar esses elásticos dos dentes, os sintomas melhoravam. Por várias vezes esse paciente tentou fazer a movimentação dentária, mas toda vez que colocava os elásticos, os sintomas de tonturas voltavam. O paciente, acabou desistindo de fazer essa correção dentária.

3- Paciente homem, adulto, sofria de sintomas de tonturas e vertigens (chamada de labirintites), a muitos anos e, devido a intensidade de seus sintomas, teve de contratar um motorista particular, pois os seus sintomas o impediam de dirigir.

Hoje ele dirige normalmente, sem os sintomas, que tanto atrapalhavam os seus afazeres. Ele se apresenta assintomático, a mais de 25 anos.

Perguntas frequentemente efetuadas, pelos nosso pacientes:

1- Tenho sintomas de labirintite (tontura e vertigem), intensas a muitos anos e não tenho encontrado tratamento, para os meus sintomas. Os remédios que tomo para labirintite, me fazem mal.

R: É possível que os seus problemas de tonturas e vertigens (chamada de labirintite), possa ter tratamento e, sem o uso de medicamentos.

Diversos pacientes atendidos por nós, sofriam desses problemas. Alguns deles, apresentavam pouca intensidade, em seus sintomas. Outros, apresentavam sintomas, bastante intensos, a ponto de leva-los a procura de hospitais, afim de conseguir algum alívio, em seus problemas de tontura, tonteira ou vertigem.

Hoje, eles não sofrem mais com esses sintomas e, não necessitam tomar mais remédios, livrando-os dos sintomas colaterais, que muitos desses remédios apresentam.

2- Tenho sintomas de labirintite (tontura, zumbidos e ouvido tampado), já diagnosticada nos exames que eu já fiz. Também, tenho sintomas de dores de cabeça, tenho torcicolo e dores no ombro. Pode ter tratamento ou cura, para os meus sintomas e, sem remédio?

R: Através de um exame (que normalmente, não traz nenhum incômodo ao paciente) e avaliação clínica do paciente, procuramos determinar, qual a origem de cada um desses sintomas, se é possível trata-los e, sem o uso de medicamento.

3- Pode ocorrer sintomas de labirintites (tontura, vertigem ou zumbido), em criança ou adolescente?

R: Temos crianças e adolescentes com 9, 13 anos ou mais e até idosos, com 85 anos, que já foram tratados (muitos casos, a diversos anos) e hoje, já não sofrem mais, com esses sintomas.

Comentário, de um pacientes, entre centenas de casos, que foram atendidos por nós e, que hoje se encontram livres, desses problemas. Esse paciente, sofria de sintomas de labirintite, (tonturas), durante anos:

Estou escrevendo esse comentário, para quem sabe seja uma informação útil, para o senhor e para muitas outras pessoas que sofrem, como eu sofri. Muito obrigado, seu trabalho é muito importante, parabéns. Obrigado, Renato Aguiar.

“O estresse, a raiva, o rancor e a mágoa, que guardamos e não damos oportunidade para dissipa-los, quer através de atividades de lazer, quer não perdoando e esquecendo-os, criam sérios problemas em nosso corpo e mente. Muitas pessoa adoecem, por não saberem dissipar esses problemas”. Um pouco de estresse é bom, mas quando é em excesso, torna-se um grande problema.

“É preciso, que o profissional tenha bastante experiência, para poder diferenciar os sintomas com essa origem, de outros causas, afim que possamos ter resultados, no tratamento dessas sintomatologias”.

Nossa clínica, localizada em São Paulo, capital, é dedicada há mais de cinquenta anos, no diagnóstico, tratamento e estudos; com centenas de pacientes atendidos com esses problemas, proporcionando, devido a isso, o alívio rápido dos sintomas, com essa origem, na maioria dos casos.

Fale conosco, pelo telefones: (11) 2296-4943 ou (11) 2092-6159 para esclarecer suas dúvidas, para orientações ou caso deseje agendar um horário, para melhor podermos avaliar os seus sintomas. Teremos grande prazer de ajuda-lo. Para envio de E-mail, coloque também, o nome de sua cidade (obs: não responderemos E-mails, com arquivos anexados ou atachados). Nosso E-mail: cjjbres@uol.com.br


Clínica Prof. Dr. JJ Barros de Dr. Luiz Fernando Barros.
(50 anos)
Pioneira no diagnóstico e tratamento da ATM ou DTM e seus sintomas.
Cirurgias, ortodontia, implantes.
Rua Miguel Venditi 56 - São Paulo, São Paulo.
Site: http://www.atm.hostmidia.com.br
27/09/2009.(Domingo)

http://www.atm.hostmidia.com.br/labirintites_ou_tonturas.htm

sábado, 26 de Setembro de 2009

Comer é o melhor remédio











Marie Claire.107.fevereiro.2000. Antibióticos naturais

A feira vale uma farmácia: muitos alimentos funcionam bem no combate a bactérias e vírus, curando infecções. Quando incorporados à dieta, esses antibióticos naturais fortalecem o sistema imunológico, prevenindo doenças

Alho e cebola
Protegem contra o desenvolvimento de vírus e bactérias. São também vermífugos. Devem ser consumidos crus, porque quando fritos ou assados perdem suas propriedades. Uma maneira de ingerir o alho mais facilmente é espalhar um ou dois dentes moídos sobre a refeição (almoço), diariamente.

Geléia real
Favorece a renovação de todas as células, desde a médula óssea até a pele, cabelos e unhas e previne doenças infecciosas. O produto deve ter procedência confiável e ser guardado na geladeira num pote de vidro. Todos os dias, deve-se retirar uma pitadinha com espátula de madeira (metal ou plástico não servem pois deixam resíduos) e pôr debaixo da língua. É importante que seja em jejum e antes mesmo de escovar os dentes.

Laranja
Um copo pequeno de suco de laranja-lima ou lima-da-pérsia todos os dias, pela manhã, fortalece o sistema imunológico e previne doenças como resfriados, gripes e viroses. As laranjas pêra ou seleta devem ser evitadas, porque sua acidez agride a mucosa do estômago. O melhor é comer a fruta, já que o bagaço é também excelente fonte de fibra.

Iogurte natural
É uma boa fonte de cálcio, que fortalece dentes e ossos, além de ajudar a refazer a flora intestinal destruída pelos antibióticos. O ideal é preparar o iogurte em casa, livre de conservantes: ferva dois litros de leite e, quando estiver morno, adicione um copo de iogurte natural industrializado na temperatura ambiente. Abafe com um pano, embrulhe com jornal e deixe descansar de um dia para outro. É importante só usar recipiente de vidro.

Gengibre
Atua como um desinfetante do organismo, impedindo que os germes se desenvolvam; é contra-indicado para quem tem hipertensão, porque eleva a pressão. Um pedacinho cru, mascado como se fosse chiclete, afasta dor de garganta e mau hálito. Outra maneira de ingerir o gengibre é extrair o sumo na centrífuga, misturar com mel e guardar no freezer. Depois é só pegar um pouquinho dessa mistura gelada, todos os dias, usando como medida uma colher de café.

Algas
Ricas em sais minerais, clorofila e iodo. Ajudam o organismo a combater infecções. A mais popular é a kombu (à venda em casas de produtos naturais), que pode ser frita ou usada em sopas. A spirulina (à venda em cápsulas) atua como um desinfetante natural do organismo, matando os germes. A ágar-ágar (gelatina natural) desintoxica e fortalece unhas e cabelos e pode ser misturada com frutas.

Agrião
Além de ser uma boa fonte de ferro e iodo, evita a invasão das bactérias. Deve ser consumido cru, em saladas. O chá de agrião é bom para quem está resfriado.

Própolis
É um ótimo antibiótico, mas não pode ser ingerido por muito tempo seguido porque acaba agindo, também, contra as bactérias que são importantes para o bom funcionamento do organismo. Durante o processo infeccioso, use 10 gotas de própolis (adultos com mais de 45 kg), duas vezes por dia. Crianças devem tomar 5 gotas.

Inhame
Fortalece o sistema imunológico e ajuda a ganhar massa muscular. Pode ser preparado como purê, sopa, frito ou cozido. A sopa é ótima para combater resfriados, bronquite e pneumonia. É feita com inhame cozido e duas colheres de sopa de alho cru moído por cima. Deve ser temperada com pasta de soja (missô) e tomada quente, uma vez por dia. Uma porção da mesma sopa, bem grossa, pode ser colocada entre duas gazes e aplicada sobre os pulmões, para ajudar na recuperação de bronquite e pneumonia.

Fonte: Prof. Bartolomeu Alberto Neves, fitoterapeuta e especialista em medicina chinesa. Por Valéria Martins. Ilustrações: Braz

http://marieclaire.globo.com/edic/ed107/sau_comida1.htm

sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Comer fora de horas engorda


Toda a nossa biologia está adaptada aos ciclos dia-noite de 24 horas
Investigação vem sustentar velha convicção: comer fora de horas faz mesmo engordar
03.09.2009 - 21h23 Ana Gerschenfeld

PÚBLICO ÚLTIMA HORA

Adeus, petisco da meia-noite? Vetado o copinho de leite com chocolate acompanhado de umas bolachinhas que nos sabia tão bem durante as longas noites de Inverno, sentados em frente da televisão ou do computador? A acreditar nos resultados de um estudo ontem publicado on-line pela revista Obesity, reduzir o número de calorias e fazer exercício físico poderão não chegar para travar o aumento do peso; a hora a que comemos também pode ser importante.

Nada disto parece muito novo: já sabíamos que não convém comer muito ao jantar — e os nutricionistas alertam as pessoas em dieta para não comerem durante a noite. A novidade é que, pela primeira vez, a relação entre comer à noite e engordar foi cientificamente comprovada.

Somos animais diurnos e o nosso metabolismo é pautado pela alternância do dia e da noite. Fred Turek e os seus colegas da Universidade Northwestern, nos EUA, especialistas dos ritmos circadianos (os ritmos biológicos de 24 horas associados à alternância dia-noite neste planeta) tinham reparado que os trabalhadores nocturnos, que não podem deixar de fazer uma refeição a meio da noite, têm tendência para engordar.

Para tentar determinar a realidade do fenómeno, realizaram experiências em ratinhos: um grupo de animais foi alimentado apenas à noite e outro apenas de dia. Como os ratinhos são animais nocturnos, os que comiam de noite estavam a fazê-lo nas horas “normais”, mas os que comiam de dia estavam a fazê-lo no período “errado”.

Todos os ratinhos tinham uma dieta rica em gorduras e todos faziam o mesmo tipo de exercício físico. Ao fim de seis semanas, os que comiam fora de horas pesavam 48 por cento mais do que no início, ao passo que os que comiam nas horas normais de vigília só tinham engordado 20 por cento.

Será que vamos ter de abdicar dos nossos queridos lanchinhos nocturnos? Contactada por e-mail, Deanna Arble, autora principal do estudo, responde: “Apesar de não sermos ainda capazes de determinar o horário de alimentação adequado a cada pessoa, podemos pelo menos dizer que os seres humanos devem evitar comer durante a fase normal de sono, porque isso pode conduzir a um aumento de peso. Mas não devemos esquecer as calorias. Se uma pessoa come calorias a mais todos os dias, a hora da refeição provavelmente já não conta: vai ganhar peso. E se um jantar mais ligeiro permite diminuir a quantidade total de calorias ingeridas, isso pode ser mais benéfico do que o horário das refeições”, escreve.

“Mas para aqueles que não estão a comer calorias a mais e que estão a ganhar peso à mesma, o nosso trabalho sugere um novo factor a ter em conta.”

quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

Paludismo (malária)



O paludismo (malária) é uma infecção dos glóbulos vermelhos causada pelo Plasmodium, um organismo unicelular.

O paludismo transmite-se através da picada do mosquito Anopheles fêmea infectado, por uma transfusão de sangue contaminado ou então por uma injecção dada com uma agulha previamente utilizada numa pessoa infectada. Existem quatro espécies de parasitas (Plasmodium vivax, Plasmodium ovale, Plasmodium falciparum e Plasmodium malariae) que podem infectar os humanos e causar paludismo.

Os medicamentos e os insecticidas têm feito com que o paludismo seja muito raro nos países mais desenvolvidos, mas a infecção continua a ser muito frequente nos países tropicais. As pessoas originárias dos trópicos em visita a outros países ou os turistas que regressam dessas áreas estão por vezes afectados e causarão, possivelmente, uma pequena epidemia.

O ciclo de vida do parasita começa quando um mosquito fêmea pica um indivíduo infectado. O mosquito aspira sangue que contém parasitas do paludismo, os quais chegam às suas glândulas salivares. Quando o mosquito pica outra pessoa, injecta parasitas com a sua saliva. Uma vez dentro da pessoa, os parasitas depositam-se no fígado, onde se multiplicam. Amadurecem no decurso de 2 a 4 semanas e depois abandonam o fígado e invadem os glóbulos vermelhos. Os parasitas multiplicam-se dentro dos glóbulos vermelhos, o que finalmente faz com que eles rebentem.

Plasmodium vivax e Plasmodium ovale podem permanecer nas células do fígado enquanto vão, periodicamente, libertando parasitas maduros para a corrente sanguínea, provocando ataques com os sintomas do paludismo. Plasmodium falciparum e Plasmodium malariae não permanecem no fígado. Contudo, se a infecção não for tratada ou receber um terapêutica inadequada, a forma madura do Plasmodium falciparum pode persistir na corrente sanguínea durante meses e a forma madura do Plasmodium malariae durante anos, provocando ataques repetidos com os sintomas do paludismo.

Sintomas e complicações

Os sintomas costumam começar entre 10 e 35 dias depois de um mosquito ter injectado o parasita na pessoa. Em geral, os primeiros sintomas são febre ligeira e intermitente, dor de cabeça e dor muscular, calafrios juntamente com uma sensação de doença (mal-estar geral). Às vezes os sintomas começam com arrepios e tremores seguidos de febre, os quais duram entre 2 e 3 dias; confundem-se frequentemente com a sintomatologia da gripe. Os sintomas subsequentes e os padrões que a doença segue variam para cada tipo de paludismo.

Dados para recordar acerca da malária
Os medicamentos preventivos não são 100 % eficazes.
Os sintomas podem começar um mês ou mais depois de o indivíduo ter sido infectado por uma picada de mosquito.
Os primeiros sintomas são inespecíficos e costumam confundir-se com o da gripe.
É importante estabelecer um diagnóstico rapidamente e começar o tratamento, particularmente para a malária por P. falciparum, que é mortal, chegando a 20 % das pessoas infectadas.
Anopheles

O Anopheles é o mosquito transmissor da malária.

No paludismo por Plasmodium falciparum pode verificar-se uma alteração da função cerebral, complicação denominada malária cerebral. Os sintomas consistem em febre de pelo menos 40ºC, dor de cabeça intensa, vertigens, delírio e confusão. O paludismo cerebral pode ser mortal. Em geral afecta as crianças, as mulheres grávidas e os turistas que se dirigem para zonas de alto risco. No paludismo por Plasmodium vivax pode haver delírio quando a febre estiver alta, mas, se não for esse o caso, os sintomas cerebrais não são frequentes.

Em todas as variedades de paludismo, o número total de glóbulos brancos costuma ser normal, mas o número de linfócitos e de monócitos, dois tipos específicos de glóbulos brancos, aumenta. Em geral, se o paludismo não for tratado, aparece icterícia ligeira e o fígado e o baço aumentam de volume. (Ver secção 16, capítulo 167) É frequente que a concentração de açúcar no sangue (glicose) diminua ainda mais nas pessoas que têm uma grande quantidade de parasitas. Os valores de açúcar no sangue podem descer posteriormente naqueles que são tratados com quinina.

Às vezes o paludismo persiste apesar de no sangue aparecerem apenas números baixos de parasitas. Os sintomas incluem apatia, dores de cabeça periódicas, sensação de mal-estar, falta de apetite, fadiga e ataques de calafrios e febre. Os sintomas são consideravelmente mais ligeiros e os ataques não duram tanto como o primeiro.

Se um indivíduo não receber tratamento, os sintomas do paludismo por Plasmodium vivax, por Plasmodium ovale ou por Plasmodium malariae regridem espontaneamente em 10 a 30 dias, mas podem recorrer com intervalos variáveis. O paludismo por Plasmodium falciparum é mortal, chegando a 20 % dos afectados.

A febre hemoglobinúrica é uma complicação rara do paludismo causada pela ruptura de uma grande quantidade de glóbulos vermelhos. Em seguida liberta-se um pigmento vermelho (hemoglobina) na corrente sanguínea. A hemoglobina, que é logo excretada com a urina, faz com que esta apresente uma cor escura. Esta febre ocorre quase exclusivamente nos doentes com malária crónica por Plasmodium falciparum, especialmente nos que foram tratados com quinina.

Diagnóstico

O médico suspeita que um indivíduo apresenta malária quando este tem ataques periódicos de calafrios e febre sem causa aparente. A suspeita é maior se, durante o ano anterior, a pessoa visitou alguma zona na qual o paludismo é frequente e se, além disso, o seu baço aumentou de volume. O facto de se identificar o parasita numa amostra de sangue confirma o diagnóstico. É possível que sejam necessárias mais do que uma amostra para estabelecer o diagnóstico, porque a taxa de parasitas no sangue varia com o passar do tempo. O resultado do laboratório deve identificar a espécie de Plasmodium encontrado no sangue, porque o tratamento, as complicações e o prognóstico variam conforme a espécie.

Prevenção e tratamento

As pessoas que vivem em zonas endémicas ou então que viajam para lá devem tomar as suas precauções. Podem utilizar insecticidas com efeitos de longa duração quer dentro das suas casas quer nas zonas anexas, colocar redes nas portas e janelas, usar mosquiteiro sobre as suas camas e aplicar repelente contra mosquitos na pele. Também devem usar roupa suficiente, em particular depois do pôr do Sol, protegendo a pele o mais possível contra as picadas dos mosquitos.

É possível iniciar algum tipo de medicação para prevenir o paludismo durante uma viagem a uma zona endémica. O medicamento começa a ser tomado uma semana antes, continua-se durante toda a estada e prolonga-se durante mais um mês depois de ter abandonado a zona. O fármaco mais frequentemente utilizado é a cloroquina. Contudo, muitas zonas do mundo têm espécies de Plasmodium falciparum que são resistentes a este fármaco. Outras medicações compreendem a mefloquina e a doxiciclina. No entanto, a doxiciclina não pode ser tomada por crianças menores de 8 anos ou mulheres grávidas.

Nenhuma terapêutica é completamente eficaz no momento de evitar a infecção. Os turistas que tenham febre enquanto se encontram numa zona infestada de malária deverão ser examinados de imediato por um médico. O indivíduo pode começar a tomar, por conta própria, uma combinação de fármacos como a pirimetamina-sulfadoxina, até conseguir ajuda médica.

O tratamento depende do tipo de malária e de, na zona geográfica em concreto, existirem espécies de parasitas resistentes à cloroquina. Para um ataque agudo de malária por P. falciparum numa zona que se sabe possuir espécies resistentes à cloroquina, a pessoa pode tomar quinina ou receber quinidina endovenosa. Noutros tipos, a resistência à cloroquina é menos frequente e, por consequência, a pessoa afectada toma-a, habitualmente, seguida de primaquina.

Sintomas e tipos de paludismo

Paludismo por P. vivax e por P. ovale
Um ataque pode começar bruscamente com um calafrio intenso, seguido de sudação e febre que aparece e desaparece. No decurso de uma semana, fica estabelecido o padrão típico de ataques intermitentes. Um período de dor de cabeça e mal-estar pode ser seguido de arepios intensos. A febre dura de 1 a 8 horas. Uma vez que ela regride, a pessoa sente-se bem, até aparecerem os calafrios seguintes. No caso do paludismo por P. vivax, os ataques costumam surgir todas as 48 horas.

Paludismo por P. falciparum
Um ataque pode começar por calafrios. A temperatura sobe gradualmente, para depois baixar de forma brusca. O ataque pode durar de 20 a 36 horas. A pessoa pode sentir-se mais doente do que com o paludismo por P. vivax, além de sofrer de uma dor de cabeça intensa. Entre os ataques, durante intervalos que oscilam entre as 36 e as 72 horas, podem sobrevir sintomas depressivos e manifestar-se um pouco de febre.

Paludismo por P. malariae
Um ataque costuma começar bruscamente. O referido ataque é semelhante ao do paludismo por P. vivax, mas aqui repete-se cada 72 horas.

http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D210%26cn%3D1738

imagem: WIKIPEDIA

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Alho, suas propriedades medicinais


Benefícios do alho
O alho é originário da Ásia Central, e desde 1500 suas propriedades medicinais já eram conhecidas em diversos países.

Na antiga China e na Índia, era utilizado para diminuir a coagulação sangüínea, e no Egito e na Grécia era considerado afrodisíaco. No século XIX Luis Pasteur, grande químico francês, demonstrou as propriedades anti-sépticas do alho.
Nos últimos anos os cientistas começaram a estudá-lo mais intensamente.

Muitas pesquisas enfocam os efeitos do alho no colesterol e na pressão arterial e indicam que a alicina, uma substância química que se forma quando ele é esmagado e confere o seu odor característico, reduz os níveis de colesterol e promove a diminuição da pressão arterial.

Por sua vez, parte da alicina é rapidamente degradada em outros compostos sulfúricos, como o ajoeno, que também pode ter propriedades medicinais.
Os benefícios do alho podem ser atribuídos a sua ação antioxidante, combatendo os radicais livres, sendo esses altamente reativos, prejudicando a estrutura celular e o funcionamento normal do metabolismo da célula.

O alho tornaria menos provável a agregação das plaquetas (as células envolvidas na coagulação sangüínea) e a sua aderência às paredes das artérias, reduzindo a chance de um infarto do miocárdio.

Há evidências de que ele dissolve as proteínas formadoras de coágulo, que podem afetar o desenvolvimento da placa aterosclerótica. Além disso, reduz discretamente a pressão sanguínea, principalmente graças à sua capacidade de dilatar os vasos sanguíneos e ajudar a circulação do sangue.
Outras pesquisas em andamento indicam que o alho contém potencial anticancerígeno.

Por enquanto, acredita-se que o seu consumo diminui o risco de câncer de cólon no ser humano. Além disso, as pesquisas em animais de laboratório mostraram que ele ajuda a diminuir o câncer de mama, pele e pulmão, além de ajudar a prevenir o câncer do cólon e do esôfago.

A quantidade de alho a ser consumida para se obter algum benefício à saúde ainda não foi determinada. Alguns médicos alemães receitam 4 gramas, ou o equivalente a 2 dentes, diariamente, para tratar da hipertensão ou do colesterol elevado.

Algumas pessoas, no entanto, desenvolvem azia (pirose), gases intestinais e diarréia quando tomam doses altas de alho.

Matéria elaborada pela Equipe RGNutri
http://www.sitemedico.com.br/sm/materias/index.php?mat=767
Imagem: WIKIPEDIA

terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Facundo Cabral. Não estás deprimido, estás distraído.


Distraído em relação à vida que te preenche, distraído em relação à vida que te rodeia, golfinhos, bosques, mares, montanhas, rios.
Não caias como caiu teu irmão que sofre por um único ser humano, quando existem cinco mil e seiscentos milhões no mundo. Além de tudo, não é assim tão ruim viver só. Eu fico bem, decidindo a cada instante o que desejo fazer, e graças à solidão conheço-me. O que é fundamental para viver.

Não faças o que fez teu pai, que se sente velho porque tem setenta anos, e esquece que Moisés comandou o Êxodo aos oitenta e Rubinstein interpretava Chopin com uma maestria sem igual aos noventa, para citar apenas dois casos conhecidos.

Não estás deprimido, estás distraído.
Por isso acreditas que perdeste algo, o que é impossível, porque tudo te foi dado. Não fizeste um só cabelo de tua cabeça, portanto não és dono de coisa alguma. Além disso, a vida não te tira coisas: te liberta de coisas, alivia-te para que possas voar mais alto, para que alcances a plenitude.
Do útero ao túmulo, vivemos numa escola; por isso, o que chamas de problemas são apenas lições. Não perdeste coisa alguma: aquele que morre apenas está adiantado em relação a nós, porque todos vamos na mesma direção.

E não esqueças, que o melhor dele, o amor, continua vivo em teu coração.
Não existe a morte, apenas a mudança.
E do outro lado te esperam pessoas maravilhosas: Gandhi, o Arcanjo Miguel, Whitman, São Agostinho, Madre Teresa, teu avô e minha mãe, que acreditava que a pobreza está mais próxima do amor, porque o dinheiro nos distrai com coisas demais, e nos machuca, porque nos torna desconfiados.
Faz apenas o que amas e serás feliz. Aquele que faz o que ama, está benditamente condenado ao sucesso, que chegará quando for a hora, porque o que deve ser será, e chegará de forma natural.
Não faças coisa alguma por obrigação ou por compromisso, apenas por amor.

Então terás plenitude, e nessa plenitude tudo é possível sem esforço, porque és movido pela força natural da vida. A mesma que me ergueu quando caiu o avião que levava minha mulher e minha filha;
a mesma que me manteve vivo quando os médicos me deram três ou quatro meses de vida.
Deus te tornou responsável por um ser humano, que és tu. Deves trazer felicidade e liberdade para ti mesmo.
E só então poderás compartilhar a vida verdadeira com todos os outros.
Lembra-te: "Amarás ao próximo como a ti mesmo".
Reconcilia-te contigo, coloca-te frente ao espelho e pensa que esta criatura que vês, é uma obra de Deus, e decide neste exato momento ser feliz, porque a felicidade é uma aquisição.

Aliás, a felicidade não é um direito, mas um dever; porque se não fores feliz, estarás levando amargura para todos os teus vizinhos.
Um único homem que não possuiu talento ou valor para viver, mandou matar seis milhões de judeus, seus irmãos.
Existem tantas coisas para experimentar, e a nossa passagem pela terra é tão curta, que sofrer é uma perda de tempo.
Podemos experimentar a neve no inverno e as flores na primavera, o chocolate de Perusa, a baguette francesa, os tacos mexicanos, o vinho chileno, os mares e os rios, o futebol dos brasileiros, As Mil e Uma Noites, a Divina Comédia, Quixote, Pedro Páramo, os boleros de Manzanero e as poesias de Whitman; a música de Mahler, Mozart, Chopin, Beethoven; as pinturas de Caravaggio, Rembrandt, Velázquez, Picasso e Tamayo, entre tantas maravilhas.

E se estás com câncer ou AIDS, podem acontecer duas coisas, e ambas são positivas:
se a doença ganha, te liberta do corpo que é cheio de processos (tenho fome, tenho frio, tenho sono, tenho vontades, tenho razão, tenho dúvidas)
Se tu vences, serás mais humilde, mais agradecido... portanto, facilmente feliz, livre do enorme peso da culpa, da responsabilidade e da vaidade,
disposto a viver cada instante profundamente, como deve ser.

Não estás deprimido, estás desocupado.
Ajuda a criança que precisa de ti, essa criança que será sócia do teu filho. Ajuda os velhos e os jovens te ajudarão quando for tua vez.
Aliás, o serviço prestado é uma forma segura de ser feliz, como é gostar da natureza e cuidar dela para aqueles que virão.
Dá sem medida, e receberás sem medida.
Ama até que te tornes o ser amado; mais ainda converte-te no próprio Amor.

E não te deixes enganar por alguns homicidas e suicidas.
O bem é maioria, mas não se percebe porque é silencioso.
Uma bomba faz mais barulho que uma caricia, porém, para cada bomba que destrói há milhões de carícias que alimentam a vida.

Facundo Cabral

http://www.calixto.com.br/facundo/facundocabral.asp

Imagem: http://alemmarpeixevoador.blogspot.com/

Chá de Caxinde retarda a velhice


Pedro Catarino, doutorado em biotecnologia, de nacionalidade portuguesa, que está a trabalhar com plantas medicinais num trabalho de cooperação com a Universidade Metodista de Angola, e a empresa petrolífera ESSO, disse que “estão a ser feitas experiências fito-terapêuticas em algumas plantas para se saber a melhor forma de as utilizar e identificar os princípios activos dos efeitos medicinas sobre os cidadãos. No final da pesquisa vamos divulgar os resultados das pesquisas no tratamento das doença”.

Pedro Catarino acrescentou que os resultados têm sido satisfatórios e que as primeiras pesquisas estão a ser feitas com o chá de caxinde para descobrir quais são os efeitos e as melhores formas de preparar o chá sem fazer perder grande parte das moléculas activas terapêuticas para a saúde humana.

Explicou que começou pela planta chá de caxinde por não existirem muitos estudos sobre a planta. Os trabalhos vão desde a extracção da planta e a e verificação e testagem nos pacientes, como anti-depressivo. A primeira fase do estudo foi saber como as pessoas utilizavam o chá e quais são os seus efeitos. A grande descoberta foi verificar que o óleo extraído da planta tem uma actividade superior à da ampicilina e que as folhas podem servir de repelentes contra os mosquitos e retarda o envelhecimento das populações.

http://jornaldeangola.sapo.ao/18/56/plantas_medicinais_abundam_em_angola

segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

K, a vitamina esquecida



A vitamina K tem vindo a ser ligada à saúde dos ossos. Coração e até da próstata, mas as articulações e as cartilagens podem beneficiar de uma suplementação com vitamina K. Esta vitamina que é muito pouco conhecida – a maioria dos profissionais de saúde liga-a apenas à coagulação do sangue – tem vindo a demonstrar papeis nunca antes suspeitados, tais como impedir a calcificação das nossas artérias.
O Professor Vermeer constata que os efeitos benéficos desta vitamina se estendem para além da saúde cardiovascular e óssea. Ele declara “Todas as doenças das cartilagens poderão beneficiar com a vitamina K2.”
A constatação das fontes de vitamina K tais como os vegetais verdes, produtos fermentados (natto e queijo), está a aumentar embora a maioria das pessoas ainda não tenha consciência dos efeitos benéficos e das fontes desta vitamina.

A vitamina K é conhecida como a vitamina esquecida pois é continuamente ofuscada por outros nutrientes mais bem conhecidos ou mais mediatizados. Contudo, esta vitamina liposolúvel é absolutamente essencial para formarmos ossos fortes e saudáveis, pois serve de “cola” que ajuda a inserir o cálcio e os outros minerais na matriz dos ossos. Inclusivamente, alguns estudos apontam para o facto que esta vitamina pode ter uma acção equivalente à dos medicamentos mais usados para a ostoporose, tipo Fosamax, mas sem os seus gravíssimos efeitos secundários.
A vitamina K também é essencial à prevenção da doença cardíaca, pois previne o endurecimento das artérias. Nas cartilagens, ossos, e articulações ela estimula a osteocalcina - uma proteína que aglomera os minerais no osso. Para além da sua conhecida acção pró-coagulante a vitamina K tem outros efeitos benéficos, nomeadamente:

Útil contra a doença de Alzheimer
Topicamente, reduz a descamação causada por agressão cutânea
Interfere com a insulina e com a glicemia (açúcar no sangue)
Propriedades antioxidantes
Benéfica com os tratamentos do cancro
Há que entender que a vitamina K tem várias formas, nomeadamente a K1 derivada das plantas e abundante nos espinafres, brócolos e couves; e a K2 produzida pelas bactérias amigas que colonizam o nosso intestino. Os alimentos fermentados como o natto e o kefir, têm tipicamente a maior concentração de K2 (menaquiona).
Na falta destes nutrientes é aconselhável fazer uma suplementação com menaquiona.


publicado por Anti-Envelhecimento às 17:25

http://anti-envelhecimento.blogs.sapo.pt/97885.html

sábado, 19 de Setembro de 2009

O que é a Medicina?


A Medicina é a ciência que trata da prevenção, tratamento e atenuação das patologias e distúrbios que afetam o organismo Humano. Hoje, o médico tem acesso a mais alta tecnologia na área de equipamentos médicos para auxiliá-lo no exercício de sua profissão, mas nas regiões interioranas esse tipo de recurso ainda é muito escasso. Para ser um bom profissional, o médico precisa ser bastante interado das disciplinas de Anatomia, Fisiologia, Histologia, Bioquímica e Patologia, além de Estatística e Psicologia.


É função deste profissional:

1. Assistir pessoas ou coletividades na preservação e tratamento de doenças;

2. Entrevistar pacientes sobre seus sintomas atuais e passados;

3. Prescrever medicamentos, regime e tratamento médico especializado;

4. Manter um registro dos pacientes examinados, do seu quadro clínico e do tratamento administrado ou prescrito;

5. Estudar os exames e análises clínicas.

6. Estudar as enfermidades e os transtornos que afetam o organismo humano.

Para a consolidação da carreira, esse profissional precisa ter amor à profissão, empenho, responsabilidade, um conhecimento sólido dentro de sua área e constante atualização, pois ele é o único que conhece o corpo humano a tal ponto de identificar as doenças que os aflige e o modo correto tanto de tratá-las como preveni-las. Além do mais, é necessário que o médico se especialize numa área determinada, de sua preferência.

ESPECIALIZAÇÕES

Durante os estudos, o ideal é que o médico identifique sua especialização, para que possa ir se desenvolvendo nela no decorrer do curso, mas é somente depois de terminada a graduação é que pode se especializar. São diversas as áreas, tais como: Anestesiologista, Anatomopatologista, Analista ou Patologista Clínico, Angiologista, Clínico Cirurgião, Dermatologista, Endocrinologista, Especialista em Doenças Tropicais, Especialista em Medicina do Trabalho, Especialista em Medicina Desportiva, Especialista em Medicina Espacial, Fisiatra, Foniatra, Gastroenterologista, Geriarinolaringologista, Oncologista, Ortóptico, Ortopedista, Pediatra, Proctologista, Puericultor, Pneumologista, Pesquisador, Radiologista, Reumatologista, Sanitarista, Traumatologista, Tisiogista, Urologista, Venerologista, Psiquiatra, Professor, dentre outras.

LOCAL DE TRABALHO

O médico exerce sua atividade individualmente (em consultório particular e de empresas) ou em equipe: em ambulatórios, dispensários, policlínicas, hospitais, casas de saúde, maternidade, asilos, abrigos e empresas. Também trabalha integrado ao Serviço Público, tais como em Ministérios, Secretarias Civis e Militares, Instituto Médico-Legal, Tribunais de Justiça do Trabalho, Previdência Social, comissões de Higiene e Segurança do Trabalho, serviços médicos de bordo, dentre outros, e nas Instituições de Pesquisa e Instituições de Ensino.

Fontes
SOARES, Natalício. Guia de Profissões. Curitiba, Bolsa Nacional do Livro, p. 167.

http://www.infoescola.com/profissoes/medicina/

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Doença de Chagas é a mais esquecida de todas as doenças negligenciadas


Washington Castilhos

Doenças esquecidas

A Iniciativa de Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi, na sigla em inglês) é uma organização fundada em 2003 e voltada para a produção de remédios para quatro doenças prioritárias e muitas vezes ignoradas: malária, doença do sono, leishmaniose e Chagas

A iniciativa, com sede na Suíça, é resultado da parceria de várias instituições de pesquisa e saúde do mundo, como os Médicos Sem Fronteiras, o Instituto Pasteur na França, o Conselho Médico da Índia, o Ministério da Saúde da Malásia e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Brasil.

Chagas, a mais esquecida de todas

Para o economista belga Eric Stobbaerts, membro do DNDi, de todas as quatro a doença de Chagas é a mais negligenciada. "A doença recebeu, em 2007, apenas 0,25% do dinheiro destinado às quatro", disse em entrevista à Agência FAPESP.

Stobbaerts foi diretor da Médicos Sem Fronteiras no Brasil entre 2007 e 2008, após ter ocupado a mesma posição na Espanha de 1998 a 2004. Fez trabalhos humanitários em conflitos militares no Líbano (1988), Afeganistão (1990 e 1991), Iraque (1991) e Bósnia (1993 a 1995).

O economista participou, na semana passada, do Simpósio Internacional do Centenário da Doença de Chagas, realizado pela Fiocruz no Rio de Janeiro. Na entrevista a seguir, ele fala sobre a epidemiologia da doença de Chagas, dos fatores que a fazem ocupar uma posição silenciosa no mundo e como, paradoxalmente, a chamada globalização da doença pode chamar mais atenção para ela.

Que lugar a doença de Chagas ocupa no rol das chamadas doenças negligenciadas?

Eric Stobbaerts - É a mais negligenciada de todas. Um dos indicadores é determinado pelo dinheiro destinado à pesquisa para as doenças negligenciadas vindo das iniciativas pública e privada, que foi de US$ 2,5 bilhões em 2007. Desse montante, apenas 0,25% foi para a doença de Chagas, o que representa cerca de US$ 10 milhões, metade dos quais é aplicada em pesquisa básica.

Outro indicador dessa negligência é que a probabilidade de termos um novo medicamento para a doença é baixa, uma vez que nos últimos 30 anos (de 1975 a 2005) foram desenvolvidos 1.556 medicamentos, dos quais 21 eram para as outras doenças desta lista e nenhum para Chagas.

A que se deve essa situação?

Stobbaerts - Ao perfil do doente. Chagas é chamada de "doença silenciosa" porque atinge pacientes de populações das áreas rurais, que não têm voz e têm muito pouca consciência de seu direito ao tratamento. Há aí uma negligência social e política por parte da indústria farmacêutica, dos governos e da mídia. A doença é silenciosa porque atinge uma população silenciosa.

A epidemiologia da doença justifica essa situação?

Stobbaerts - Esse é um outro sinal do descaso, uma vez que todos os números da doença são baseados em estimativas. Segundo fontes oficiais, a ocorrência varia de 8 milhões a 16 milhões de pessoas no mundo, essencialmente nos 21 países endêmicos latino-americanos, onde são estimadas 14 mil mortes por ano.

Sabemos que muitas dessas mortes são notificadas como cardiopatias, não como resultado de Chagas. A forma mais comum é a morte súbita, ou seja, as pessoas nem sabem que têm a doença. E ainda há o risco de 100 milhões de pessoas contraírem a doença.

Epidemiologicamente falando, há também um fato importante a ser considerado: atualmente, devido à crescente mobilidade das pessoas, encontramos casos nos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão e Europa. Está havendo uma globalização da doença. O paradigma de que Chagas é um mal latino-americano está caindo.

Paradoxalmente, essa globalização da doença não pode atrair mais atenção para ela, fazendo com que seja menos negligenciada?

Stobbaerts - Sem dúvida, essa é uma oportunidade para a doença abandonar sua posição de doença silenciosa. Já está havendo uma preparação dos corpos médicos dos países não-endêmicos, que não estão preparados para ela.

Há uma tomada de consciência mundial e tem se questionado a ausência de soluções no programa de prevenção da doença. Uma coisa é controlar o vetor, mas o que fazemos com as pessoas infectadas? Há apenas dois medicamentos desenvolvidos nos últimos anos. São tóxicos e não há um consenso médico sobre usá-los nas duas fases da doença - a aguda e a crônica. Não são eficazes, como os medicamentos antirretrovirais para a Aids, por exemplo.

A diferença entre Chagas e problemas como a Aids é que as pessoas soropositivas se mobilizaram rapidamente. Para Chagas, não há sequer uma associação de doentes. O círculo do silêncio é perpetuado, mesmo depois de cem anos da descoberta da doença.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=doenca-chagas-mais-esquecida-todas-doencas-negligenciadas&id=4333

quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

Vacina da gripe A pode causar paralisia e morte



DIÁRIO ECONÓMICO 17/09/09 07:45

O Governo britânica alerta que a vacina da gripe A pode ter efeitos graves.

O Governo britânico alerta que a vacina da gripe pode provocar paralisia e insuficiência respiratória, levando mesmo à morte.

O Executivo do Reino Unido, através da Agência de Protecção de Saúde, entidade responsável pela supervisão da saúde pública, enviou um documento secreto a 600 neurologistas a exigir saber por que razão não foi tornada pública as possíveis consequência da vacina da gripe A, avança o "Correio da Manhã".

A carta, enviada no passado dia 29 de Julho, revela que a vacina da gripe A pode provocar uma doença neurológica grave, a síndrome Guillain-Barré, que causa paralisia, insuficiência respiratória e pode levar à morte.

O documento cita o exemplo de uma vacina semelhante nos Estados Unidos, em 1976, que causou mais mortes do que a gripe.

Questionado pelo CM sobre estes efeitos secundários da vacina, o presidente da Associação Portuguesa dos Médicos de Saúde Pública, Mário Jorge Rêgo, afirmou que "essa situação é muito bem conhecida da classe", salientando que "quase todas as vacinas podem causar essa síndrome, mas o aparecimento destes casos são raros".

Vertigens. Causas


A vertigem não é uma doença, mas uma manifestação de um problema orgânico ou de um desajuste funcional dos elementos que participam na manutenção do equilíbrio corporal. Deve-se a uma falha na informação recebida pelo cérebro sobre a posição do corpo e os seus movimentos, uma informação proveniente de três fontes: a sensibilidade, que regista a posição das diferentes partes do corpo; a visão, que determina a relação do corpo relativamente ao espaço circundante; e o órgão do equilíbrio do aparelho vestibular, que pressente os movimentos da cabeça. Com a informação proveniente destas fontes, o cérebro pode avaliar o estado estático ou dinâmico do corpo e ordenar os ajustes necessários para manter o equilíbrio. Mas, se estas fontes de informação falham ou, ainda, se a informação for contraditória, a causa de perturbações funcionais ou orgânicas, o cérebro não pode elaborar convenientemente os dados que recebe e surge, então, a sensação de vertigem.

As causas das vertigens são muito diversas e, em muitos casos, não chega a ser possível determinar a origem do problema. Classicamente, distingue-se a vertigem devido a um problema no aparelho vestibular do ouvido interno (vertigem periférica) e como tendo a sua origem numa disfunção do sistema nervoso central (vertigem central). O motivo mais habitual da vertigem corresponde a uma alteração no ouvido interno: doença de Ménière, processos inflamatórios (labirintite) ou infecciosos, traumatismos, intoxicações, perturbações vasculares, tumores, entre outras. Mas a sua origem também pode radicar em lesões ou alterações circulatórias do tronco cerebral e do cerebelo, doenças gerais, problemas oculares e até problemas de natureza psicológica.

Manifestações

A manifestação que define a vertigem é uma peculiar impressão de deslocação do meio relativamente ao indivíduo ou do indivíduo em relação ao meio, como se tudo girasse em volta da pessoa afectada ou como se esta girasse em volta do seu próprio eixo, ao que se junta uma sensação de instabilidade ou desequilíbrio. E tudo isto sem que a vítima ou o que a rodeia se mova - é uma sensação subjectiva, que corresponde a uma informação falsa da realidade. Mas a sensação parece tão real e é tão intensa que implica uma perda do equilíbrio e obriga a pessoa a parar ou mesmo sentar-se para prevenir uma queda.

Há quem defina a vertigem como "náusea'', mas na verdadeira náusea, consequente por exemplo de uma diminuição da pressão arterial, a sensação de instabilidade corporal não se faz acompanhar da sensação de rotação que caracteriza a verdadeira vertigem. É verdade que a vertigem também costuma ser acompanhada por algumas manifestações típicas que também se podem apresentar em caso de náuseas, principalmente enjoo ou mesmo vómitos e suores frios. Pelo contrário, apenas a autêntica vertigem se faz acompanhar de um sintoma particular denominado nistagmo, que consiste num movimento oscilatório e rítmico dos olhos em determinada direcção, enquanto dura a crise. Por outro lado, quando a vertigem se deve a determinadas alterações do ouvido interno, pode ser acompanhada por outros sinais e sintomas que reflectem a perturbação, como zumbidos no ouvido ou diminuição da audição.

Geralmente, a vertigem apresenta-se em forma de crise, que tem um início súbito e uma duração muito variável. Dependendo da causa, a crise pode ser única, repetir-se isolada e imprevisivelmente ou apresentar-se com uma certa frequência, umas vezes com intervalos irregulares e outras de um modo mais regular. No entanto, em determinadas ocasiões, a vertigem pode persistir durante dias e até ao longo de semanas. As possibilidades são tantas que se torna impossível determinar um padrão, uma vez que a forma de aparecimento do problema depende essencialmente do factor causal.

Falsas vertigens. Em determinadas situações, costuma ter origem uma sensação vertiginosa em pessoas muito sensíveis, sem que exista qualquer alteração no ouvido interno, nem nas estruturas encefálicas que controlam o equilíbrio. Convém recordar que a vertigem pode desencadear-se simplesmente ao girar com rapidez e repetidamente sobre si mesmo, principalmente no momento em que se pára - isto é perfeitamente normal. Existe também uma sensação típica de vertigem que, por vezes, pode ser sentida quando estamos num sítio alto, por exemplo num andaime ou numa escarpa: trata-se da chamada "vertigem das alturas" e acontece, principalmente, devido à falta de referência de um ponto visual próximo juntamente com a sensação de insegurança que implica a situação e uma espécie de atracção pelo vazio. Outro caso é o "enjoo do movimento", que surge ao viajar de carro, numa estrada com muitas curvas, ou de barco. Deve-se, principalmente, à informação recebida pelo cérebro, relativamente à posição do corpo, que se torna confusa devido aos vários movimentos oscilantes. Nestes casos, não existe nenhuma anomalia anatómica subjacente, mas apenas uma alteração momentânea que requer unicamente alívio sintomático.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

O médico responde [+]
No último ano, o meu pai sofreu várias crises de vertigens e, apesar de lhe terem sido feitos vários exames, os médicos não conseguiram descobrir a causa...

O diagnóstico da origem das vertigens, por vezes, é simples, principalmente quando as crises adoptam uma forma típica e são acompanhadas por sintomas característicos, como acontece com a doença de Ménière, uma das mais comuns de crises repetidas. No entanto, outras vezes, são necessários muitos exames de diagnóstico, alguns sofisticados e não isentos de incómodos para o paciente, até se conseguir chegar a uma conclusão. É mesmo possível que não se consiga determinar a origem concreta do problema, por mais estudos que se façam. Este facto tem duas leituras possíveis: por um lado, significa que como não se sabe cientificamente o que se passa, não é possível resolver a situação de uma forma definitiva, tendo como única alternativa recorrer a um tratamento sintomático; mas, por outro lado, significa que se descartaram todas as hipóteses mais perigosas como, por exemplo, a existência de um tumor. Nesta perspectiva, o facto de se ter submetido a vários exames sem ter encontrado uma justificação para o problema, apesar de frustrante, pode ser considerado positivo, pois quer dizer que não é uma consequência de uma alteração realmente grave - se o fosse, teria sido detectado através dos vários exames.

Vertigem postura! [+]

Esta perturbação caracteriza-se pelo aparecimento de crises de vertigens quando se adoptam determinadas posições da cabeça, específicas e constantes em cada caso particular. As crises são muito intensas, mas de curta duração, cerca de um ou dois minutos, e costumam ser acompanhadas por náuseas, vómitos e alterações do equilíbrio corporal. Não se conhece bem a origem do problema, mas sem dúvida que está relacionado com uma perturbação localizada no ouvido interno: ao que parece, deve-se à formação de partículas de carbonato de cálcio que flutuam no líquido contido no labirinto e, ao adoptar-se uma determinada posição da cabeça, depositam-se sobre as células sensoriais e provocam um estímulo anómalo. Não existe um tratamento eficaz para esta perturbação, embora felizmente costume resolver-se espontaneamente em poucos dias ou semanas. Até então, a única coisa a fazer é evitar as posições da cabeça que desencadeiam o acesso vertiginoso.

http://www.medipedia.pt/home/home.php?module=artigoEnc&id=545

quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

Ataques de pânico e pânico patológico


Sintomas de um ataque de pânico
Um ataque de pânico implica o aparecimento súbito de, pelo menos, quatro dos sintomas seguintes:
Dificuldade respiratória ou sensação de estar a sufocar.
Vertigens, instabilidade ou desmaio.
Palpitações ou ritmo cardíaco acelerado.
Tremuras ligeiras ou acentuadas.
Sudação.
Falta de ar.
Náuseas, dor de estômago ou diarreia.
Sensação de irrealidade, estranheza ou separação do meio envolvente.
Sensações de adormecimento ou de formigueiros.
Ruborização ou calafrios.
Dor ou incomodidade no peito.
Medo de morrer.
Medo de «tornar-se louco» ou de perder o controlo.

O pânico é uma ansiedade aguda e extrema que é acompanhada por sintomas fisiológicos.

Os ataques de pânico podem ocorrer em qualquer tipo de ansiedade, geralmente como resposta a uma situação específica relacionada com as principais características da ansiedade. Por exemplo, uma pessoa com fobia às serpentes pode entrar em pânico quando encontra uma delas. No entanto, estas situações de pânico diferem das que são espontâneas, não provocadas e que são as que definem o problema como um pânico patológico.

Os ataques de pânico são frequentes: mais de um terço dos adultos manifestam-nos todos os anos. As mulheres são entre duas a três vezes mais propensas. A perturbação por pânico é pouco corrente e diagnostica-se em um pouco menos de 1 % da população. O pânico patológico começa geralmente na adolescência tardia ou cedo na idade adulta.

Sintomas e diagnóstico

Os sintomas de um ataque de pânico (entre outros, dificuldade respiratória, vertigens, aumento do ritmo cardíaco, sudação, falta de ar e dor no peito) alcançam a sua intensidade máxima no prazo de 10 minutos e normalmente dissipam-se dentro de poucos minutos, não sendo por isso possível ao médico observá-los, mas somente o medo da pessoa de sofrer outro terrível ataque. Como os ataques de pânico se produzem, frequentemente, de modo inesperado ou sem razão aparente, muitas vezes as pessoas que os manifestam preocupam-se antecipadamente com a possibilidade de sofrê-los de novo (uma situação conhecida como ansiedade antecipatória) e evitam os lugares onde sofreram ataques anteriormente. O facto de evitar os lugares que se temem denomina-se agorafobia. (Ver secção 7, capítulo 83) Se a agorafobia é suficientemente intensa, a pessoa pode chegar a enclausurar-se no seu próprio domicílio.

Como os sintomas de um ataque de pânico implicam muitos órgãos vitais, as pessoas muitas vezes preocupam-se pensando que sofrem de um problema do coração, dos pulmões ou do cérebro e procuram a ajuda de algum médico ou dirigem-se a um serviço de urgência. Embora os ataques de pânico sejam incómodos (às vezes de forma extrema), não são perigosos.

Tratamento

De modo geral, as pessoas recuperam dos ataques de pânico sem tratamento; alguns desenvolvem um pânico patológico. A recuperação sem tratamento é possível naqueles que têm ataques de pânico ou de ansiedade antecipatória recorrentes, particularmente se estiverem repetidamente expostos à situação ou ao estímulo que os provocam. As pessoas que não recuperam por si mesmas ou que não procuram tratamento continuam a suportar os processos de sofrimento e de recuperação de cada um dos ataques de maneira indefinida.

As pessoas respondem melhor ao tratamento quando compreendem que o pânico patológico implica processos tanto biológicos como psicológicos. Os medicamentos e a terapia do comportamento podem controlar, geralmente, a sintomatologia. Além disso, a psicoterapia pode ajudar a resolver qualquer conflito psicológico subjacente aos sentimentos e aos comportamentos ansiosos.

Os medicamentos utilizados para tratar a perturbação por pânico incluem os antidepressivos e os fármacos ansiolíticos, como as benzodiazepinas. Todos os tipos de antidepressivos tricíclicos (como a imipramina), os inibidores da monoaminooxidase (como a fenelzina) e os inibidores selectivos da recaptação de serotonina (como a fluoxetina) demonstraram ser eficazes. Embora se tenha provado a eficácia de várias benzodiazepinas em ensaios controlados, só o alprazolam está especificamente aprovado para tratar a perturbação por pânico. As benzodiazepinas actuam mais rapidamente do que os antidepressivos, mas podem causar dependência física (Ver secção 7, capítulo 92) e são mais propensas a desencadear certos efeitos secundários, como sonolência, alterações da coordenação e aumento do tempo de reacção.

Quando um medicamento é eficaz, previne ou reduz em grande medida o número de ataques de pânico. Pode ser necessário tomar um fármaco durante longos períodos se os ataques de pânico reaparecerem depois de se ter interrompido o tratamento.
A terapia de exposição, um tipo de terapia de comportamento na qual a pessoa é exposta repetidamente ao factor que desencadeia o ataque de pânico, ajuda, muitas vezes, a diminuir o terror. A terapia de exposição continua até que a pessoa desenvolva um alto grau de comodidade perante a situação que provocava a ansiedade. Além disso, as pessoa que temem sofrer um desmaio durante um ataque de pânico podem praticar um exercício que consiste em rodar numa cadeira ou respirar rapidamente (hiperventilar) até que sintam que vão desmaiar. Este exercício demonstra-lhes que não vão desmaiar durante o ataque de pânico. Praticando devagar, as respirações profundas (controlo respiratório) ajudam muitas pessoas com tendência a hiperventilar.

A psicoterapia com o objectivo de conhecer e compreender melhor os conflitos psicológicos subjacentes pode também tornar-se útil. Um psiquiatra acompanha a pessoa para determinar se este tipo de tratamento é adequado. De forma menos intensa, a psicoterapia de apoio é sempre apropriada porque um terapeuta pode proporcionar informação geral acerca da perturbação, do seu tratamento e das esperanças reais de melhorar e pelo apoio que confere uma relação de confiança com o médico.

http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D109%26cn%3D958

Hospital Geral de Luanda nas ruínas chinesas


«Eram 23 horas e já quando nos despedíamos da equipa de serviço,

SEMANÁRIO ANGOLENSE

ao fim do primeiro turno do «plantão» montado pelo Semanário Angolense, um dos médicos ainda foi a tempo de mostrar as grandes fissuras que se vêem um pouco por todo o edifício construído por chineses, para depois tecer um comentário cáustico: «Um dia isto aqui vai acontecer a segunda DNIC, vai desabar».»


Imagem: o milagre chinês em Xangai
Building Collapsed In Shanghai
http://www.zonaeuropa.com/200906c.brief.htm#012

Pensamento Junguiano


PERFIL

Carl Gustav Jung nasceu em Kesswil, cantão da Turgóvia, região às margens do lago Constança, Suíça, no dia 26 de julho de 1875. Filho de Johann Paul Jung, pastor protestante da igreja reformada e de Emile Preiswerk. Sua mãe era uma dona de casa instruída e culta que o incentivou à leitura do Fausto de Goethe na adolescência.

A infância foi vivida no campo, em contato com a natureza e entre os livros da silenciosa biblioteca de seu pai, onde leu textos de filosofia e teologia.

Quando chegou à Universidade de Basiléia para estudar medicina, Jung detinha razoável conhecimento de filosofia, nutrindo especial interesse pelas idéias de Kant e Goethe. O seu entusiasmo filosófico leva-lo-ia, ainda, às idéias de Schopenhauer e às de Nietzsche, que exerceriam significativa influência na construção de sua teoria psicológica.

Concluído o curso de medicina, Jung dedicou-se à psiquiatria, como assistente do professor Eugene Bleuler no Burgholzi Psychiatric Hospital, da Universidade de Zurich, interessando-se preponderamente pela esquizofrenia.

O contato com a obra de Freud ocorreu através do livro A interpretação dos sonhos, cuja leitura por Jung deu-se em dois momentos. No primeiro, a obra não lhe causou impacto nem despertou interesse. Em segunda leitura, percebeu a extensão e a profundidade com que Freud tratou a questão dos sonhos. Essa leitura aproximou os dois maiores estudiosos do inconsciente numa amizade, fecunda e tumultuada, que durou cerca de sete anos.

Nos primórdios de sua relação com Freud, Jung permaneceu receptivo à teoria da sexualidade infantil. Todavia, ao longo do tempo em que estudou e praticou a psicanálise freudiana, não conseguiu encontrar, nos seus fundamentos teóricos, elementos que dessem conta dos fenômenos com os quais se defrontava no tratamento de psicóticos, principalmente esquizofrênicos. Nesses pacientes, a doença decorria de grave dissociação da mente, não apresentando traços de uma etiologia sexual.

A partir desse impasse, Jung desenvolveu estudos de alquimia, mitos e lendas na busca de elementos que contribuíssem para a elucidação das questões levantadas pela clínica da psicose. Foram principalmente essas questões que o fizeram demandar outras perspectivas de análise, tais como a abordagem simbólica e a hermenêutica. Com o instrumental teórico oferecido por esses métodos, identifica nos mitos, lendas e processos alquímicos a estrutura e a dinâmica psíquica por ele encontrados na clínica da psicose.

A partir dessa constatação, são fundados os pilares em cima dos quais Jung afima que essa estrutura, enquanto forma, seria um componente da psique, presente em todos os indivíduos desde o nascimento, chegando então à sua hipótese mais refinada - a da existência de um substrato desconhecido na mente humana, responsável pelo lado obscuro da psique, que ele denominou de inconsciente coletivo que configura a dimensão objetiva da psique e contém o aprendizado resultante da experiência humana em todos os tempos, herdado pelo indivíduo como disposições ou virtualidades psíquicas.

O inconsciente coletivo, dotado de propósito ou intencionalidade, cuja força energética repousa em elementos primordiais ou arcaicos denominados arquétipos, é determinante dos fatos psíquicos. Jung considera que é a psique coletiva, no seu embate com o ambiente externo e suas exigências, que gera o que ele denominou de inconsciente pessoal, e não as vicissitudes da pulsão como postula a teoria freudiana.

Galileu, ao abandonar o finalismo e quaisquer considerações qualitativas no exame da realidade, marcou o início da ciência moderna: a física passa a apoiar-se exclusivamente em relações quantitativas e mensuráveis. Esse modelo, influenciado pelo racionalismo cartesiano, consolida-se com Isaac Newton, cujo método de investigação centra-se nas relações de movimento, base de quaisquer fenômenos encontrados na natureza.

A mecânica newtoniana vê o espaço e o tempo como entidades dotadas de grandeza absoluta. As relações de movimento existentes num universo dominado pelo espaço e pelo tempo constituem os pilares da física, paradigma da ciência moderna, modelo que foi extrapolado para as ciências biológicas, humanas e sociais.

Na procura de respostas fora do quadro teórico da ciência moderna, Jung contrapõe-se ao modelo científico dominante, buscando sustentação teórica na perspectiva finalista, abolida da ciência desde Galileu e, desse modo, expõe-se à crítica da comunidade científica, diante da qual tem o seu status de pesquisador questionado, sendo-lhe atribuída atitude mística na condução dos estudos psicológicos.

Adotando postura empirista, Jung encaminha-se para uma abordagem fenomenológica do fato psíquico, com sustentação no método hermenêutico. Wilhelm Dilthey, filósofo neokantiano, que se preocupou fundamentalmente com as diferenças entre a metodologia das ciências naturais e a dos estudos humanos, aponta esse método como o mais adequado para as ciências humanas. A hermenêutica é a ciência da compreensão e da interpretação que constituem a especificidade das ciências do espírito.

Como a dimensão inconsciente da psique é inacessível a um exame direto, o modo possível de investigação da realidade psíquica estaria fundado no exame e na interpretação dos seus produtos. Freud e Jung usam, ambos, o método interpretativo como caminho de aproximação da realidade psíquica. Na perspectiva freudiana essa interpretação é analítica, causal e reducionista. Enquanto do ponto de vista junguiano é amplificadora, finalista, prospectiva e sintética.

O fato de Jung ter-se definido pelo finalismo não significa que tenha assumido algum tipo de irracionalidade em seu trabalho científico. O seu racionalismo não é de ordem cartesiana, mas sustenta-se na estrutura interpretativa, com metodologia fenomenológica. No corpo de sua obra, encontram-se referências em que ele opõe-se à interpretação metafísica ou sobrenatural da realidade psíquica, argumentando que o dado empírico ou fenomenológico é o único que conta e que pode ser examinado pelo estudioso da psicologia humana.

J.J. Clarke1 diz que Jung estaria mais à vontade no ambiente científico contemporâneo, que parece romper com a linearidade do modelo newtoniano. De fato, o paradigma emergente sinaliza que a realidade escapa ao enquadramento linear, causal e mecanicista proposto pela ciência moderna.

Para Jung a ciência é projeção psíquica dos cientistas e os modelos teóricos aproximações e não retratos fiéis da realidade. Nessa perspectiva, o conhecimento científico está mais perto de uma metáfora por meio da qual o mundo é interpretado que de um conjunto de dados articulados enunciadores de uma verdade confirmada. Para ele, cada teoria, como criação da mente, está subordinada à interioridade do cientista que a formulou, cuja realidade psíquica é projetada no mundo exterior na forma de teoria científica. Jung via a ciência como um mito destinado a explicar o universo cuja natureza íntima, para ele, permaneceria para sempre incognoscível. Essa visão é um dos pilares em que se assenta o quadro epistemológico do modelo científico emergente.

Carl Gustav Jung faleceu em 06 de junho de 1961. Criador da psicologia analítica e reconhecido como um dos sábios do século, deixou significativas contribuições científicas para o estudo e compreensão da alma humana. Sua obra reflete profundo interesse pelas questões espirituais, enquanto fenômenos psíquicos.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
(1) EM BUSCA DE JUNG - J. J. Clarke
Rio de Janeiro: Ediouro, 1993 - p. 45

(Desculpem, não sei qual o URL deste texto)
Imagem: http://alemmarpeixevoador.blogspot.com/