sábado, 18 de julho de 2009

TERROR sexual


Terrorismo sexual no Congo
há mais expulsões e crimes que em Darfur
AUTOR: Dominic JOHNSON. Traduzido por Cristina Santos

Na República Democrática do Congo exerce-se uma violência de extrema brutalidade contras as mulheres, sobretudo por parte das milícias ruandesas. Entretanto o mundo observa este genocídio.

Quando chegou à clínica, a mulher levava um saco de plástico. Contou que andava à procura das suas filhas pequenas já há algum tempo. Dirigiu-se ao chefe da milícia na aldeia e perguntou-lhe se ele tinha visto as meninas. Ele riu-se dela e disse: “Comeste todos os dias. Achas que sacrificamos cabras?”, e deu-lhe os ossos. Desde então ela leva no seu saco de plástico os dois pequenos crânios, os restos das filhas.

Outra mulher levantou a saia. Entre jorros de sangue e pus apareceu o filho, estava grávida de seis meses. Tinha sido violada várias vezes por muitos homens. Todo o seu ventre era uma ferida enorme e terrível. O bebé entrou imediatamente na sala de operações. Não sobreviveu.

As cenas que ocorrem no pavilhão para mulheres violadas do Hospital de Panzi, da cidade congolesa de Bukavu, em algumas ocasiões ultrapassam o imaginável. Não são raros os casos de mulheres que, após terem sido violadas, levam um tiro na vagina. Uma mulher foi violada e o marido obrigado a assistir, depois os homens armados despedaçaram o marido vivo e obrigaram a mulher a comer os genitais. “Há dez anos que só consigo dormir com soníferos” – conta Christine Schuler-Deschryver, que se ocupa do pavilhão das mulheres do Hospital de Panzi por encargo da Sociedade alemã para a Cooperação Técnica (GTZ). “Isto não é uma guerra, é terrorismo sexual.”

Os anos de trabalho com mulheres que sofreram brutalidades levaram esta belgo-congolesa, uma mulher alta, antes de presença orgulhosa, ao borde de um colapso psíquico. Não é muito diferente do que acontece à inglesa Lyn Lusi noutra grande cidade no leste do Congo, Goma, que juntamente com o seu marido congolês dirige o hospital DOCS, da organização de assistência norte-americana “Heal Africa”, onde também tem que providenciar constantemente tratamento cirúrgico às vítimas de violação. Quando, com o seu claro e nítido inglês de Oxford, descreve o sofrimento das mulheres, é notório um grande esgotamento e consternação, que se juntam aos problemas de uma vida quotidiana que nunca está garantida na República Democrática do Congo.

A região do leste do Congo, Kivu, é hoje a região bélica em piores condições do mundo, há mais expulsões e crimes que em Darfur. Passaram-se anos até que a violência inumana exercida nesta região pela milícia contra os civis fosse levada em conta internacionalmente. Enquanto no Congo tinha lugar uma guerra interna entre os senhores da guerra, cada um apoiado por um exército estrangeiro diferente, os acontecimentos permaneciam ocultos nos bosques e montanhas pouco acessíveis de Kivu.

No entanto, desde as eleições de 2006, no Congo há oficialmente paz e democracia, por isso o caos em Kivu é um problema que se destaca ainda mais. O Hospital de Panzi, em Bukavu, converteu-se, mais do que o DOCS de Goma, num lugar habitual de peregrinação para os políticos e jornalistas. Hoje em dia não faltam as reportagens, documentários e informações sobre a violência sexual em Kivu. No Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres publicaram-se inúmeras notas de imprensa acusadoras, os remetentes vão desde a Sociedade para os Povos Ameaçados até a deputada da CDU Michaela Noll.

Muitas reportagens centram-se em casos concretos horríveis, nos quais o Congo aparece como o que sempre foi aos olhos da Europa: o coração das trevas, impenetrável e incompreensível. Quando depois destas reportagens, acabado o tratamento, as mulheres voltam às suas casas, é como se as estivessem a mandar de novo para o inferno, onde mais uma vez estarão imersas na violência. Pouco se pode fazer por elas, pensa o consumidor dos meios de comunicação, que não seja dar-lhes atenção médica.

A violação acompanhada das torturas mais brutais é um fenómeno relativamente recente no Congo. Até há dez anos era algo desconhecido. As numerosas milícias do leste do Congo, conhecidas como “Mai Mai”, que utilizam água mágica para ficarem invulneráveis, e que desde os distúrbios dos anos 60 seguem as velhas tradições secretas com os seus rituais e tabus, antes era proibido qualquer contacto sexual: as mulheres eram impuras e as crianças puras, por isso um guerreiro não devia olhar para nenhuma mulher, enquanto que as crianças, ao contrário, podiam ser os melhores guerreiros.

Desde então, todas as partes que combatem no Congo, sejam as milícias tribais ou o exército nacional, usam a violação para mostrar o seu poder e como meio de intimidação. E a maioria dos crimes de guerra sexuais em Kivu – todas as investigações coincidem – são cometidos pelas milícias hutu, do Ruanda. Para lá foram os principais autores do genocídio de 1994, no qual morreram 800.000 pessoas, a maioria tutsis. Após a queda do regime fugiram para o Congo, onde lutaram durante anos ao lado do governo contra os rebeldes da zona leste. Agora o Estado já não precisa deles, e eles formaram o seu próprio Estado dentro do Estado, controlando as minas de ouro e estanho, com campos de treino na selva, cobrança de impostos em mercados e nas ruas e um arsenal impressionante. Organizados politicamente nas FDLR (Forças Democráticas de Libertação do Ruanda), os seus chefes governam no exílio congolês com os mesmos métodos de terror que antes empregavam no Ruanda. Uma boa parte dos combatentes de base são demasiado jovens para terem tido um papel activo no genocídio de 1994, mas os que mandam ainda são dessa época ou foram recrutados por responsáveis do genocídio.

Por isso, há que entender os crimes sexuais no Congo como uma continuação do genocídio do Ruanda. Estima-se que 60% das violações registradas na província de Kivu tenham sido cometidas pelas milícias hutus ruandesas. É uma estratégia que algumas vezes se impõe e outras se elimina, como constata o investigador holandês Hans Romkema, que estudou as milícias in situ. “As FDLR têm uma hierarquia. Quando há um comandante local razoável, a violação é muitas vezes castigada.”

Dado que muitos comandantes das FDLR em Kivu também fizeram parte anteriormente do exército congolês, não é de surpreender que o governo não faça nada contra eles. Além disso, também os soldados governamentais são responsáveis por crimes sexuais. O único grupo no leste do Congo que combate as milícias hutu ruandesas são os rebeldes tutsi congoleses do general dissidente Laurent Nkunda. No entanto, no estrangeiro considera-se que Nkunda, mais do que as FDLR, é o principal obstáculo para a paz no país.

É um escândalo. A comunidade internacional, que hoje lamenta em público sem reservas a sua passividade durante o genocídio ruandês, no Congo permanece agora de braços cruzados perante os sucessores activos daquele genocídio. A ONU continua com a sua política de repatriações “voluntárias” das milícias para o Ruanda. Deste modo, desde 2001 conseguiram afastar do Congo 6.715 combatentes das FDLR, mas o núcleo duro, entre 3.000 a 7.000 homens, permanece lá, e quantos menos forem, mais usam o terrorismo para exercer o seu domínio. Segundo, Romkema, cerca de metade das duas províncias de Kivu encontra-se sob o controlo directo ou indirecto das FDLR e das milícias locais. E um dirigente da organização, sancionado pela ONU, vive na Alemanha com estatuto de refugiado político e apresentou uma acção judicial contra a sua expulsão.

Entender os crimes sexuais no leste do Congo como uma estratégia político-militar, cujos autores têm nome e apelidos, seria o primeiro passo para fazer alguma coisa contra este genocídio. Os amigos dos genocidas entenderam isto antes da comunidade internacional. Esse círculo, que ou nega o genocídio de 1994 ou acusa todos menos os seus autores, agora é apologista do terror sexual no Congo. Um queixa-se que, segundo diz, os Estados Unidos da América obrigaram a ONU a incluir a violação entre os factos a julgar pelos tribunais para crimes de guerra. Outro trata de denegrir o trabalho de Christine Schuler-Deschryver assinalando que parte dos seus antepassados eram colonos belgas, e que ela e o seu marido trabalham para a organização alemã GTZ, quando a Alemanha também é culpada do espólio de minerais no leste do Congo.

São inúteis as tentativas para que se separe a atenção do componente político do terrorismo sexual no Congo. Aos apologistas do genocídio não lhes resta muito tempo. Este mês, os governos do Congo e do Ruanda concordaram com a ONU, os EUA e a União Europeia elaborar, antes do dia 1 de Dezembro, um plano para desmantelar as milícias do leste do Congo por via militar. Que depois se faça realmente alguma coisa, dependerá da pressão da opinião pública internacional. Esta deve entender de uma vez por todas que as crueldades que se cometem contra as mulheres congolesas são um problema que tem solução e não um lamentável fenómeno cultural.

http://www.tlaxcala.es/pp.asp?lg=po&reference=4276
TER

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Onde é que vamos parar, Santo Deus?


Os parentes de Eva Adão ficaram quatro dias sem saber do seu paradeiro, depois de ter dado entrada no banco de urgência deste hospital. Ela, afinal, já estava morta.

SEMANÁRIO ANGOLENSE

A direcção da instituição só com pressão da imprensa é que resolveu esclarecer o caso, falando de uma alegada «troca» de nomes…
Paciente «desaparece» no «Josina Machel» Os restos mortais da cidadã Eva
Adão, 43 anos, que foi dada como desaparecida pelos familiares 24 horas depois da mesma ter dado entrada no banco de urgência do Hospital Josina Machel, segundo noticiara a Rádio Ecclesia na segunda-feira, foram sepultados quarta-feira última no cemitério do Camama.

Os momentos que antecederam a morte de Eva Adão foram marcados por uma situação pouco comum de se ver num país que se preze. Conforme narrado por André Francisco, irmão da falecida, Eva Adão padecia de malária e deu entrada no banco de urgência do Hospital Josina Machel às 19 horas do dia 24 de Junho, também uma quarta-feira, depois de ter passado pelo Hospital dos Cajueiros, no Cazenga. Um dia depois, Eva Adão já não se encontrava no banco de urgência onde foi atendida inicialmente. «Procuramos por todo hospital e não encontramos a minha irmã. Os médicos diziam que só o pessoal do turno anterior podia dar explicações», diz André Francisco ainda consternado.

O nosso interlocutor diz que na altura, e nos dias que se seguiram, fizeram todas as diligências no sentido de encontrar Eva Adão. «Disseram-nos que no computador estava registado que ela tinha recebido alta, mas nós sabíamos que não», diz o irmão da desditosa senhora. Acrescentou que fizeram de tudo para encontrarem a sua parente, inclusive falaram com o director da instituição, mas esta mostrou pouco interesse em resolver o caso, até que recorreram à imprensa, no dia 29 de Junho, segunda-feira. Nesse dia, sob pressão do jornalista da emissora católica angolana, a direcção do Josina Machel reúne a equipa medica em serviço no dia 24 e conclui-se que, afinal, Eva Adão acabara por falecer a 25 de Junho, mas que, no relatório, o seu nome havia sido trocado com o de uma outra paciente que entretanto recebera já alta, no dizer da instituição.

Esta falha, associada à falta de comunicação entre os dois turnos é que terá causado os constrangimentos que levaram com que os familiares de Eva Adão ficassem sem saber o seu paradeiro durante 4 dias, o tempo em que ficou desaparecida. Eva Adão vivia no município do Cazenga, na zona das antenas. Estava desempregada, dedicando-se esporadicamente ao comércio informal. Mas na maior parte do tempo, para a sua subsistência e dos três filhos, dependia da ajuda de familiares e vizinhos. SA

Vão tratar-se no estrangeiro


SEMANÁRIO ANGOLENSE

Londres, a capital da Grã-Bretanha, é e continuará a ser, seguramente por muito tempo, o destino preferido de alguns angolanos, maioritariamente «notáveis», quando toca a procurar cuidados médicos. É ai onde, há já alguns anos, com alguma frequência, o presidente da Assembleia Nacional, Fernando Dias dos Santos, «Nandó», e o seu predecessor, Roberto de Almeida, fazem os seus «check-ups» num exercício onde têm a «companhia» de figuras como o veterano do MPLA, Mendes de Carvalho, ou o presidente do Tribunal Supremo, Cristiano André. Há seguramente mais do que 4 «notáveis» angolanos a procurarem assistência médica na Inglaterra. Eventualmente, esta estatística não fará justiça aos serviços oferecidos na capital britânica, que, obviamente, são de «primeiro mundo».

De outra maneira os «notásseis» não voltariam àquela cidade. É também certo que a estatística não faz justiça ao número aproximado de angolanos que vão regularmente a Londres procurar assistência médica. Mas sejam os números reais ou aproximados, a verdade é que estão longe de rivalizar com o que se passa, actualmente, em relação ao Brasil, país que recebe, sem dúvida, mais angolanos numa semana do que a Inglaterra num semestre. Entre exames médicos e internamentos, as estatísticas são concludentes: pacientes angolanos representam 18% do total de estrangeiros admitidos no hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, que disputa com o Albert Einstein, da mesma cidade, o título de melhor hospital da América Latina.

Números revelados pela imprensa brasileira indicam que nos referidos hospitais os angolanos perdem por muito pouco em termos de «taxa de admissão» para cidadãos norte-americanos, que representam 20 %, e franceses, que respondem por 19 %. Deise de Almeida, superintende para o comércio e marketing do Sírio-Libanês, foi citada pela imprensa como tendo dito que o hospital foi obrigado a investir na área de atendimento a pacientes estrangeiros.

Os serviços de assistência a estrangeiros no «Sírio-Libanês» deverão registar até ao final do ano um incremento de 30 por cento, mais 10 por cento do que foi observado em 2007. A assistência médica a estrangeiros garante ao Brasil um encaixe de cerca de 600 milhões de dólares por ano. No Hospital «Albert Einstein» o número de pacientes estrangeiros admitidos passou de 2,3 mil em 2006, para 3,6 mil em 2008. Os pacientes são indicados por médicos estrangeiros, ou por agências especializadas que também ajudam os pacientes a procurar acomodação adequada. Mas não é seguramente por questões de acomodação que o Presidente José Eduardo dos Santos recorre a médicos brasileiros.

O recurso a serviços desta natureza vem de longe, sendo que durante anos ele usou os serviços da Clínica São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Em 2006, em meio a alguma urgência, José Eduardo dos Santos foi assistido no hospital Samaritano, eventualmente o «top» de gama na «cidade maravilhosa». Foi no Brasil, mais concretamente no Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, que o ministro da Administração do Território, Virgílio de Fontes Pereira, procurou atendimento médico adequado depois de um aparatoso acidente de viação em que se envolveu vão para aí dois anos. É também por razões de saúde que André Mingas, assessor do Presidente da República para os Assuntos Regionais e Locais, se tornou um passageiro regular dos voos para o Brasil, onde tem procurado solução médica para uma insistente maleita.

Deputados, homens de negócios, familiares de dirigentes políticos, e jornalistas angolanos são frequentemente vistos em hospitais e estabelecimentos similares das principais cidades brasileiras. Foi em São Paulo onde o antigo ministro do Interior, Osvaldo Serra Van-Dúnem, procurou assistência num processo que acabou, lamentavelmente, por resultar na sua morte após uma intervenção cirúrgica. Pacientes angolanos tratados em hospitais de luxo do Brasil representam 18 por cento do total de estrangeiros admitidos no hospital Sírio-Libanês
SA

Ministério da Saúde de Angola


A morte de uma criança na portaria da Televisão Pública de Angola (TPA) motivou a abertura de um inquérito para se apurar as responsabilidades dos profissionais que rejeitaram prestar assistência médica à jovem Mingota.

A CAPITAL

Na verdade, todo o sistema de saúde deveria ser inquirido, tendo em conta o mau serviço que se presta. Mas não apenas o sistema de saúde.
O próprio Governo. Afinal, milhões de dólares foram gastos na reabilitação de hospitais e construção de novas infra-estruturas hospitalares que, em boa verdade, não ajudaram a melhorar o quadro. O Governo construiu e reabilitou sem calcular as verdadeiras necessidades daí a insipiência de instituições como o Hospital Geral de Luanda e outras que submetem os cidadãos enfermos a um profundo calvário. Isso, assim, não está certo.


Governo Angolano
Com todos os avanços económicos que o país apregoa a meio mundo, algumas notícias que chegam aos cidadãos soam, simplesmente, como um tremendo absurdo. Fala-se em crescimento económico, mas os indicadores de subdesenvolvido parecem agudizar-se cada vez mais. Um exemplo foi a noticia segundo a qual morrem, só na pediatria de Luanda, cinco crianças por dia devido a malária, uma doença que pode ser curável e, mais do que isso, evitada com uma boa qualidade de vida. Duas questões se colocam aqui: a saúde vai muito mal e os angolanos vivem, mesmo, em condições deploráveis. De facto, em nada adianta termos indicadores económicos de fazer inveja ao mundo quando as condições de vida em nada dignificam esses mesmos indicadores de que tanto nos gabamos.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Embaixadora da Boa Vontade chorou por ter visto criança a morrer no Bengo



SEMANÁRIO ANGOLENSE

A embaixadora da Boa Vontade do UNICEF, Victoria Becker, «chorou e ficou bastante traumatizada» ao assistir, na segunda-feira, 29, à morte de uma criança, no Hospital Provincial o Bengo (Província de Angola a Norte de Luanda). Fonte do Ministério da saúde informou ao SEMANÁRIO ANGOLENSE que o bebé nasceu com sete meses de gestação e, ao invés de permanecer numa incubadora, estava somente numa cama. «Por outro lado, o recém-nascido não era alimentado havia três dias, porque a mãe, que também se encontra doente, não possui leite para amamentar, nem dinheiro para comprá-lo e o hospital não se dignou a comprar esse alimento para dar ao bebé.

Portanto, a criança morreu por negligência dos responsáveis do hospital», considera a nossa fonte. Victoria Becker questionou a direcção do estabelecimento hospitalar por que motivo a criança ali estava exposta, mas a justificação dada é que o hospital não possui uma única incubadora.

Para aumentar o drama que a embaixadora do UNICEF começou a viver em Caxito, a seguir ela deslocou-se à Pediatria «David Bernardino», em Luanda, e ali constatou igualmente o falecimento de várias crianças, mas desta feita por sarampo. «Em Angola ainda se morre de sarampo?», indagou, chocada, a embaixadora do UNICEF, ante choros e dor de várias mães e pais. Indignada, Victoria Becker, esposa do antigo tenista sueco Boris Becker, pretendia regressar à Alemanha sem implementar o programa que a trouxe a Angola, de combate ao sarampo.

«A embaixadora só não abandonou Angola de imediato devido a vários pedidos que lhe foram feitos por diversas entidades. Mas ela vai levar uma imagem muito negativa das autoridades sanitárias angolanas».
PM
SA

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Criança morre por negligência no hospital pediátrico de Luanda


SEMANÁRIO ANGOLENSE

Uma criança, de 12 anos de idade, faleceu no passado dia 11 de Junho, na Pediatria David Bernardino, em Luanda, por negligência médica, informou ao SEMANÁRIO ANGOLENSE Inácio Júlio Miguel, pai do petiz. Segundo a nossa fonte, a morte deu-se depois que ele e a mulher levaram o filho, que «estava acanhado», àquela unidade hospitalar pública para ser assistida. Postos lá, a médica de serviço, identificada apenas por Fernanda, disse a Conceição Domingos, mãe do garoto Argélio Inácio: «Dona, ponha-se na rua, a esta hora já não atendo ninguém, estou cansada e vou dormir», ante os murmúrios de protesto de mães e pais com filhos enfermos. Então, Inácio Miguel insistiu, mas, segundo ele, a senhora dita médica olhou-o com ares de poucos amigos, levantou-se da cadeira, puxou a secretária, ofendeu a sua mãe, fechou-lhe a porta na cara e abandonou o local.

Ele suplicou, falou para os presentes, mas a «doutora Fernanda» manteve-se insensível. Às 4 horas, Inácio Miguel dirigiu-se ao enfermeiro de serviço, «muito paciente», mas este disse que nada podia fazer «sem ordens superiores». «Olhou-me caridosamente, pediu que o entregasse a criança, apalpou-a e fez-lhe os primeiros socorros. Às 4:50, a respiração voltou ao normal», conta. A Doutora Paula, médica que viria a render a «doutora Fernanda», surgiu às 5:30, mas já não encontrou a colega. Pediu que a localizassem para que lhe entregasse as chaves, mas, debalde, Fernanda tinha ido mesmo embora, abandonando o turno e os doentes.

A médica substituta então solicita ao enfermeiro os processos. Inácio rende homenagem ao enfermeiro e à Dra. Paula, que «fizeram das tripas coração» para tentar salvar o seu filho e outros dois pequenos, dos quais um era filho de um tenente das Forças Armadas Angolanas (FAA), que também viriam a falecer. «O enfermeiro estava fatigado e sonolento, mas mesmo assim fez todos os esforços e auxiliou a Dra. Paula», reconheceu. «Se a senhora Fernanda lhes tivesse assistido imediatamente, com o auxílio do enfermeiro, creio que as crianças se teriam salvo», conjectura Inácio Miguel.

O pai de Argélio estranha o facto de se ter passado um boletim de óbito, no qual se alegava que a criança morrera de «anemia severa». «Como é possível, se ele não foi submetido a nenhum tipo de análise clínica, nem foi autopsiado?», interrogou-se. A atitude da médica Fernanda, que deve ter prestado juramento, contrasta com os dizeres que vêem nos corredores da Pediatria, segundo os quais: «O utente é o foco da nossa atenção» e «Para um atendimento humanizado, unamos as nossas forças».
Pascoal Mukuna
SA

Cidadã morre por lhe negarem assistência em hospital público


(…) Acho que este governo e seus assessores merecem ser destituídos todos eles. –

SEMANÁRIO ANGOLENSE

Palavras de um interveniente no último «Fórum da Rádio Ecclesia», programa da emissora católica angolana aberto à participação popular em directo, que tratou do assunto. O SEMANÁRIO ANGOLENSE retoma-o com a devida vénia A esmagadora maioria dos cidadãos angolanos terá ficado em estado de choque no último domingo após se ficar a saber que uma sua concidadã tinha acabado de morrer, por lhe terem negado assistência num hospital público, precisamente o «Américo Boavida», que é um dos «melhores» que temos no sistema nacional de saúde. Depois de lhe ter sido negada a assistência, Domingas de Sousa Francisco acabaria por falecer na portaria da TPA (Televisão Pública de Angola), onde a mãe recorrera para denunciar o descaso de que a sua filha estava a ser vítima.

Escândalo do grosso. Ou mesmo um crime contra a humanidade? Não é a primeira vez que isso sucede. E decerto que não será a última, tal o estado quase caótico em que se encontra a rede hospitalar pública, que apenas servirá os mais desafortunados, a grande maioria, porque os iluminados, uma minoria, lá sabem como se virar nas clínicas privadas, quando não vão ao estrangeiro até para tratarem de um simples abcesso dentário ou removerem uma unha encravada. E, talvez seja por isto mesmo, que os hospitais do povo estão como estão: com médicos mandriões (não todos) e enfermeiros piores (não todos), além de carecerem até de coisas simples.

Só quem é obrigado a recorrer a eles certamente sabe as peripécias por que se tem de passar para se ser atendido com um mínimo de dignidade. A este verdadeiro escândalo, que é frequente, embora nem todos cheguem ao conhecimento geral e talvez por isso é que não se tem uma ideia exacta da forma desumana com que muitos cidadãos são aí tratados, o ministério da Saúde respondeu com a instauração de um inquérito, blá, blá, blá, que nunca mais tal irá acontecer, blá, blá, blá. Já se advinha que se irá encontrar um bode expiatório para pagar pela demissão do governo em relação aos problemas da saúde. O problema, certamente, não se resolvera com este inqueritozito que se instaurou no «Américo Boavida». Esta muito além da responsabilização da enfermeira que se baldou para o caso da paciente, por não lhe terem dado a gasosa da ordem.

O próprio governo, no geral, por seu lado, terá respondido com a criação, em conselho de ministros, de um serviço de emergências médicas. Contudo, até provas em contrário e pelo que já nos habituou, mais parece uma outra conversa para boi dormir. Diante do caso, que resultou no falecimento da jovem Domingas de Sousa Francisco, a coitada da Mingota, de apenas 20 anos, houve indignação quase geral, como demonstram as declarações dos cidadãos que participaram no último «Fórum» da Rádio Ecclesia, na quarta-feira, que o SEMANÁRIO ANGOLENSE retoma com a devida vénia.

Nzangakami Afonso, desempregado – Isso que aconteceu com esta cidadã de apenas 20 anos de idade, que viu a vida acatar na portaria da TPA, demonstra a falta de credibilidade e um nível de desorganização bastante elevado por parte do Hospital Américo Boa Vida. Isso prova quão reais são as reclamações que a população tem vindo a fazer relativamente a muitas questões que têm sido banalizadas em muitos locais públicos.

Augusto Simão Toko, electricista – Casos deste género só mesmo em Angola e em países onde a sinistralidade é uma prioridade. As pessoas dizem que o país está a crescer, está a desenvolver-se em vários sectores, mas os nossos governantes não mostram isso. Porque, para que haja desenvolvimento, é necessário que primeiramente tenhamos saúde. Mas no nosso país é o contrário: os que se acham donos do país nunca estão atentos com os problemas dos cidadãos. Isso mostra mais uma vez o quanto difícil tem sido difícil para os cidadãos recorrerem aos hospitais públicos. O caso da jovem que perdeu a vida na portaria da TPA só aconteceu por um certo descaso das pessoas que a rejeitaram recebê-la no hospital Américo Boa Vida.

Eduardo Pinto José, taxista
– Eu já presenciei muitas cenas do género em vários hospitais estatais e que culminaram mesmo em morte. Relativamente à jovem que acabou perdendo a vida na portaria da TPA, é de dizer que trabalho de verdade não se vê nestes nossos governantes. Não se acredita nisto. O país é rico e tem tudo para que as pessoas passem por estes caminhos e por estes actos de negligência. É complicadíssimo compreender situações desta natureza num país como Angola, que está atingir patamares muito altos. O governo precisa de trabalhar mais e arduamente, para que situações do género não voltem a acontecer.

Rebeca Tango, empregada doméstica – Desde que se implementou, nos hospitais públicos, as consultas gratuitas, os abusos com os pacientes cresceram consideravelmente em todas as unidades hospitalares da cidade capital. Quando se vai a um hospital público para uma determinada consulta, o indivíduo tem de ir preparado com algumas moedas a mais no bolso. Caso, contrário perdemos o nosso paciente mesmo na portaria.

David Miranda, funcionário público – O procedimento da enfermeira que rejeitou a assistência médica à cidadã de 20 anos de idade é considerado nos pressupostos da lei como uma inconstitucionalidade, porque quebra o princípio do direito à saúde. Logo, é um crime. A senhora deve ser intentada judicialmente. Gostaria que o titular deste ministério levasse a cabo um inquérito para apurar o culpado deste acidente e acompanhar o processo até ao fecho da história.

Ekuikui Lourenço, estudante – O pessoal que rejeitou a assistência médica à menina de 20 anos no Américo Boa Vida teve um procedimento muito desumano ao destratar ou rejeitar a senhora. O hospital não teve uma maior preocupação no caso desta cidadã. E em muitos casos, os recepcionistas e catalogadores também é que têm dificultado as coisas já logo na entrada, onde o segurança cobra um certo valor para comprar um cigarro e, quando se chega no banco de urgência, verifica-se outras manias das enfermeiras. Adicionando estas situações todas com a corrupção, resulta nestes casos mesmo. Mas eu queria aqui ressaltar um pormenor muito importante dentro de tudo isto, que é a vida da pessoa humana que fica em jogo. Haja amor e fé, por favor!

Eliseu Sabino, trabalhador por conta própria – Até agora, ainda prevalece a teoria da gasosa nas unidades hospitalares da nossa cidade. É com muita lástima e angústia que reagi quando me apercebi que alguém tinha perdido a vida na portaria da TPA, por negligência de um ou mais «caturras» que rejeitaram prestar os primeiros socorros à mesma no hospital Américo Boa Vida. Está demais, acho que este governo e seus assessores merecem serem destituídos todos eles. O povo, precisa de um governo mais justo e capaz de resolver os problemas da população na sua maioria. Estamos há sete anos de paz e (já) não temos muitas razões para que fenómenos desta natureza ocorram constantemente no nosso país.

Moisés da Silva, contabilista. – As unidades hospitalares estão sendo construídas com somas avultadas de dinheiro. Médicos de países onde a formação de quadros na área de medicina é uma prioridade, o governo está a contratar. Mas, enfermeiros com uma boa conduta, estes sim, nós ainda não temos. São estes que andam por aí a promover a corrupção em todos os cantos das unidades hospitalares. Isto o governo já tinha de levar a peito há muito tempo. Precisamos melhorar os nossos serviços de saúde.
SA

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Fenômenos paranormais na literatura médica (2)


Robert S. Bobrow

Department of Family Medicine, Health Sciences Center, Stony Brook, New York, USA

Métodos
Não há base de dados todo-inclusivo para pesquisa paranormal ou inexplicada, nem existe um MEDLINE Medical Subject Heading (MeSH) para isto. Portanto, as publicações citadas foram achados com MEDLINE (1966-2000) usando as palavras-chave "paranormal", e "psíquico", ou tomadas da coleção do autor de relatórios raros ou interessantes reunidos com o tempo. Isto cria um viés de seleção, mas no caso de fenômenos inexplicados, um único estudo positivo, se a reportagem é precisa, exige atenção. Por exemplo, se muitas pessoas que reivindicam capacidades psíquicas são estudadas e mesmo uma pessoa coerentemente parece tê-las, isto é significativo, desde que não há atualmente nenhuma base científica para capacidades psíquicas. Esta revisão tenta apresentar um espectro de trabalho por médicos que fornecem explicações parciais para acontecimentos médicos inexplicáveis.

Feitiçaria
Uma entidade multifacetada que antecede o Cristianismo, a feitiçaria comumente se refere a um combate cerimonial de maléficas (ou negativas) forças espirituais. Está num sentido oposto ao da oração, que se refere aos bons (ou positivos) poderes de espiritualidade. Ironicamente, as pessoas ficaram conhecidas por orar para o infortúnio de seus inimigos, e Kirkpatrick (7) informou um caso bem documentado de feitiçaria que pareceu uma mulher de 28 anos filipina-americana systemic lupus erythematosis com envolvimento renal. A biópsia renal mostrou glomerulonephritits focal membranoso e doença imune-complexa; o paciente era proteinúrico (4 +) com RBC e moldes de WBC, anêmico (Hgb 9,0 g/ dL) e teve um ESR (Westergren) de 149 mm/h. Ela não podia tolerar a terapia de prednisone e os níveis de sorum creatinine começaram a subir. Relutante para tomar quantias crescentes de prednisone, ela retornou à remota aldeia filipina de seu nascimento onde o médico de feiticeira 'retirou a maldição colocada nela por um pretendente prévio'. Retornou à América três semanas mais tarde, sem medicamento, parecendo normal. Ela recusou mais testes ou tratamentos, e dois anos mais tarde passou por uma gravidez normal, com tranqüilidade, com proteinuria intermitente, e deu à luz uma menina saudável. Estava ainda bem quando o relatório foi publicado quatro anos depois de sua viagem. O autor achou improvável que a biópsia de lúpus positivo do paciente repentinamente desaparecesse, e não podia explicar isso.

Cura à Distância
Definido como 'um ato ciente, dedicado à atividade mental para tentar beneficiar a outra pessoa o fazendo bem tanto física quanto emotivamente a uma certa distância’, a ‘cura à distância' inclui estratégias que pretendem curar por alguma troca ou canal de energias supra-físicas' (8). Como nenhum contato direto ou ingestão ocorrem, poderia ser qualificada como feitiçaria. Astin (8) revisou 5 estudos selecionados aleatoriamente sobre oração e 11 estudos de toque terapêutico sem contato. Um resultado positivo do tratamento em ao menos um dos efeitos foi mostrado para 2 dos 5 estudos de oração e para 7 das 11 publicações terapêuticas de toque. Os 2 estudos positivos de prece, no entanto, feitos em unidades de tratamento coronário, fracassaram em corroborar um ao outro, j´que os parâmetros de melhora não se sobrepuseram. Resultados favoráveis para o toque terapêutico foram observados para dor, ansiedade, e a cura de ferida. A base teórica para o toque terapêutico foi questionada, no entanto, num estudo onde médicos experientes eram incapazes de detectar um 'campo de energia' (a mão do examinador, a 8-10 cm. de distância) (9). E um estudo recentemente publicado (10) descobriu que o toque terapêutico não era melhor que placebo para síndrome do túnel do carpo. Astin também incluiu outras formas de cura à distância, tais como o Reiki, o qigong externo e a 'cura mental remota', a última mostrou um efeito favorável em pressão arterial diastólica num estudo controlado (11).

terça-feira, 7 de julho de 2009

Os violadores


(recebido via email)
Alerte as mulheres que conhecer. A QUE PONTO CHEGAMOS... ESTÁ NA MODA A DROGA DO E S T U P R O Advertência sobre uma nova droga que está na moda!!!!! Homens, passem isto às suas amigas, namoradas, filhas e mulheres.


Pais, alertem os seus filhos e filhas! As pessoas que costumam freqüentar discotecas ou lugares semelhantes, devem Ter muito cuidado e ficar alerta quando alguém oferecer-lhes uma bebida. Há uma nova droga que está na moda e que se chama 'Progesterex'. Esta droga está sendo utilizada por violadores em festas para abusar das Suas vítimas.


Já existem vários relatos envolvendo essa droga,Principalmente com garotas, que no dia seguinte se lembram só de terem Entrado na boate e depois disso maisnada. Como o caso de uma jovem que foi a um bar com as amigas e depois de ter Tomado uma bebida no copo errado sumiu sem avisar, e no outro dia amanheceu Em um quarto de motel totalmente nua, entre quatro homens desconhecidos.

Apavorada e sem conseguir se mover (pois como a droga inibe o sistema nervoso central ela provoca a paralisia parcial nas pernas por até 8horas após o fim da amnésia). Quando teve condições ligou para que seu noivo fosse buscá-la, depois do exame de corpo delito, foi encontrado esperma de oito (8) Homens diferentes Que mantiverem relação sexual com ela naquela noite enquanto estavadesacordada.


Progesterex é utilizada por veterinários para esterilizar animais grandes. Diz-se que esta droga se usa em conjunto com Rophynol, uma droga que ao ser Dissolvida em qualquer bebida, produz amnésia (a vítima não se recorda de Nada do que se passou!!!). Progesterex, que também se dissolve facilmente serve para evitar a gravidez . Desta forma, o violador não tem que se preocupar com testes de paternidade para ser Identificado meses depois. Atenção!! Os efeitos do Progesterex não são temporários.Qualquer mulher Que tome isso, JAMAIS, entenda-se bem, JAMAIS PODERÁ TER FILHOS!!


Estas Pessoas sem escrúpulos conseguem obter este produto muito facilmente em Qualquer Faculdade de Veterinária. Também é utilizada para roubos, a homens Ou mulheres, ou mesmo para tirar um órgão humano para tráfico de órgãos! O Progesterex está sendo divulgado em muitos lugares havendo mesmo sites Que ensinam a usá-lo. POR FAVOR, FAÇAM UM FORWARD A TODOS OS SEUS AMIGOS, EM ESPECIAL ÀS MULHERES! Não custa nada e pode evitar problemas... Por favor, não poupem esforços, DIVULGUEM!!!!!

Imagem: http://ingridcerveira.blogspot.com/

Fenômenos paranormais na literatura médica (1)


Robert S. Bobrow

Department of Family Medicine, Health Sciences Center, Stony Brook, New York, USA

Resumo
Fenômenos paranormais - acontecimentos que não podem ser explicados pela ciência atual - são relatados regularmente na medicina. As pesquisas mostraram que a maioria da população dos Estados Unidos e Grã Bretanha possui ao menos uma crença paranormal. A informação foi recuperada por procuras na MEDLINE usando as palavras-chave 'paranormal' e "psíquico", e da própria coleção do autor. Os relatórios são predominantemente de médicos, e de literatura indexada revisada por pares da MEDLINE. Isto é uma amostra representativa, já que não há nenhuma base de dados para fenômenos médicos paranormais. São apresentados e discutidos: um caso sistêmico de eritematose lupus curado por feitiçaria; uma análise de estudos de cura à distância; acupuntura, como uma ponte entre o que agora é aceito mas que recentemente era considerada paranormal; um estudo cuidadosamente-feito de um psíquico; alucinações auditivas informando uma paciente, corretamente, que ela tinha um tumor de cérebro; dois quase-idênticos relatórios de morte auto-prenunciada; licantropia (a ilusão de ser um animal); o desenvolvimento do inconsciente coletivo de Carl Jung coletivo inconsciente; hipnose - ainda questionada apesar do benefício terapêutico documentado, e um relatório bem documentado de uma pessoa falando uma linguagem estrangeira, aparentemente ignorante (xenoglossia) enquanto hipnotizada; e múltiplos exemplos de crianças que revelam os detalhes da vida de uma pessoa morta desconhecida. A incapacidade dos paradigmas existentes de explicar estas observações não as nega; antes, revela uma necessidade para mais pesquisa.

Introdução
Fenômenos paranormais - acontecimentos que não podem ser explicados pela ciência existente- são ocasionalmente mas constantemente relatados na literatura médica. Estes podem ser relatórios de caso, experimentações controladas de uma cirurgia, ou um estudo de um indivíduo particular. O objetivo deste artigo é trazer conjuntamente uma coleção diversa de relatórios, predominantemente da literatura indexada revisada por pares da MEDLINE, que compartilha este tema. Desde que progresso científico freqüentemente começa com uma observação, espera-se que agrupando estes papéis antes isolados se crie um entendimento maior destes fenômenos.

Paranormalidade varia com o lugar e a época. Evidencias sugestivas de reencarnação é bastante paranormal no Ocidente; na Índia dos Hindus, é aceita. A acupuntura estava além da crença e da razão quando foi introduzida no Ocidente por volta de 1970. Enquanto seu raciocínio científico permanece ardiloso, estudos legítimos subseqüentemente validaram algum efeito terapêutico (1-3). Por razões desconhecidas, o número de americanos que possui ao menos uma crença paranormal aumentou agudamente durante os últimos 25 anos (4). A maioria da população agora aceita ao menos uma de tais crenças (4). Numa votação patrocinada pela Newsweek em 1996, dois terços dos que responderam crêem que o poder de percepção extra-sensorial (PES) era real (5). Numa votação da Gallup no mesmo ano achou que 72% dos americanos acreditam na existência literal de anjos (4). A situação é semelhante na Grã Bretanha: numa pesquisa de 1997 da MORI (6), 7 de 10 pessoas acreditavam em alguma forma de atividade paranormal. Numa pesquisa de 1998 da MORI, a maioria dos que responderam acreditavam em telepatia e PES.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Geriatria. A morte


A Morte


Expectativa de vida
Momento num café
quando o enterro passou
Os homens que se achavam no café
Tiraram o chapéu maquinalmente
Saudavam o morto distraídos
Estavam todos voltados para a vida
Absortos na vida
Confiantes da vida.
Um no entanto descobriu num gesto largo e demorado
Olhando o esquife longamente
Este sabia que a vida é uma agitação feroz e sem finalidade
Que a vida é traição
E saudava a matéria que passava
Liberta para sempre da alma extinta.

Manuel Bandeira. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980. p.128

André Malraux ( 1901-1976 ), pensador francês, escreveu que na vida somos hóspedes de passagem...

A morte é um processo biológico natural e necessário. É condição indispensável à sobrevivência da espécie e fundamental para a "aventura humana sobre a terra". Através da morte a vida se alimenta e se renova. Desta maneira a morte não seria a negação da vida e sim um artificio da natureza para tornar possível a manutenção da vida.

O conceito puramente biológico de morte, entretanto, não é bem aceito pelo homem. O homem tende a analisar a morte filosoficamente criando aspectos que transcendem aqueles puramente biológicos.

A morte é vista de maneira diferente segundo diferentes grupos sociais e de acordo com aspectos religiosos, éticos e culturais. Basicamente a sociedade ocidental rejeita a morte procurando constantemente vencê-la e para isso se baseia no seu desenvolvimento científico. A tentativa de vencer ou no mínimo contornar a morte leva a centenas de situações que muitas vezes se confundem com a ficção.

A duração máxima da vida humana atualmente é de cerca de 120 anos. Alguns centros científicos dedicados ao estudo dos mecanismos de morte trabalham com uma expectativa de levar a vida até os 400 anos... Trabalhos científicos parecem demonstrar que o processo de envelhecimento que leva à morte não é um processo passivo mas sim ativo e programado.

Este programa estaria na intimidade das células, dentro dos cromossomos que contém nosso patrimônio genético. Nasceríamos já com a morte predeterminada geneticamente...

A ciência que estuda a morte é denominada tanatologia. A morte é a cessação da vida devida a alterações irreversíveis que ocorrem no metabolismo celular. A tanatologia estuda aspectos biológicos, sociais, psicológicos, emocionais, legais e éticos relativos à morte.

A biologia da morte sinteticamente é a destruição celular devido a ausência de entrada de energia. No processo de falta de energia estão a falta de oxigênio e a parada da circulação sangüínea, que levam à ruptura da estrutura celular e em conseqüência dos tecidos e dos órgãos. O organismo não tem como estocar oxigênio e a sua falta leva rapidamente ao processo de morte celular.

As células nervosas não agüentam mais do que 8 minutos sem oxigênio ao contrário das células da pele que podem sobreviver por várias horas.

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http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3171&ReturnCatID=1770

sábado, 4 de julho de 2009

Fibrilação auricular. Caos eléctrico no coração


Actualizado sábado 04/07/2009 01:54 (CET)

CRISTINA G. LUCIO EL MUNDO

MADRID.- "Jovem, activo e sem preocupações de saúde", Ángel Rabadán não esperava receber más notícias quando, em 1997, decidiu submeter-se a uma revisão rotineira. Porém, o gesto do então funcionário da Assembleia municipal de Madrid, torceu-se quando o médico lhe disse "não podes ir, o electrocardiograma não é normal".

O diagnóstico chegou em seguida: fibrilação auricular. Segundo lhe explicaram, havia um problema com o ritmo do seu coração. A actividade eléctrica da aurícula era caótica, o que afectava a regularidade da 'bomba' vital.

Ángel compreendeu então que essas "palpitações e cansaço" que levava notando há um par de anos e às quais "não havia dado nenhuma importância" eram consequência da enfermidade.

Segundo explica Jesús Almendral, chefe do serviço de Electrofisiologia Clínica do Hospital de Sanchinarro de Madrid, é habitual que o transtorno permaneça oculto durante um tempo. "Há pessoas que, sobretudo ao princípio, não notam nenhum sintoma o que atribuem ao esgotamento, o pulso acelerado ou a fatiga que apreciam noutras circunstâncias", comenta.

No caso de Ángel, havia, ademais, outros factores que haviam 'escondido' o diagnóstico. Era jovem – só 41 anos – e o seu coração não apresentava nenhuma patologia prévia, algo pouco habitual no transtorno. Por isso, os médicos catalogaram o seu quadro como 'raro'.

Segundo dados da secção de Electrofisiología e Arritmias da Sociedade Espanhola de Cardiologia, esta enfermidade é mais comum em pessoas de idade avançada – ao redor de 10% dos maiores de 75 anos padece-a – e só aparece em pacientes com problemas de hipertensão, valvulopatias ou que tenham sofrido um enfarto ou angina de peito.

Ángel tinha um bom prognóstico e começou a tratar-se com fármacos anti arrítmicos e anticoagulantes (para evitar embolias, a complicação mais grave do transtorno). Porém, a enfermidade não respondia e as palpitações e o cansaço que ao princípio só notava de vez em quando começaram a instalar-se na sua vida diária.

As náuseas e síncopes não tardaram em chegar. "Estava muito limitado, passava fatal. Desvanecia-me cada dois por três e o pulso podia chegar-me a 180 incluso estando sentado, era desesperante", comenta Rabadán, quem assegura que não olvidará o dia em que perdeu o conhecimento na praia das suas duas meninas pequenas.

"Chegou um momento em que acreditei que assim não poderia viver", assegura.

Fármacos ou cirurgia
Porém, este madrileno recuperou a esperança depois de passar pela sala de operações para submeter-se a uma ablação da fibrilação auricular com cateter, uma técnica relativamente nova que é capaz de 'anular' a zona onde se produz a falha eléctrica no coração, pelo que este recupera a normalidade.

"Supõe praticamente a cura", comenta o especialista do Hospital Clínico de Barcelona Josep Brugada, quem preside a Sociedade Europeia de Arritmias desde 2007.

"Nos últimos 20 anos produziram-se importantes avanços no âmbito das arritmias, como o desenvolvimento desta técnica, que permite melhorar a qualidade de vida do paciente", ajuntou.

Coincide com o seu ponto de vista Jesús Almendral, todo um pioneiro em Espanha na realização desta técnica quem, contudo, recorda que nem todos os pacientes com fibrilação auricular podem beneficiar-se dela.

"Sempre há que valorar os riscos, pelo que se pode aplicar em pacientes de idade não muito avançada, que não tenham o coração alterado e que não estejam bem controlados com medicação", sublinha Almendral.

"Há que avaliar o caso de cada pessoa", acrescenta este especialista. Dependendo da idade, dos sintomas e a resposta, o médico decide se tratar só pelos medicamentos – para tratar o ritmo ou a frequência –, que em muitas pessoas são efectivos, ou optar por outras técnicas, como a ablação ou incluso a cirurgia.

Precisamente, a agência estado-unidense do medicamento (FDA pelas suas siglas em inglês) acaba de aprovar um novo fármaco, a dronedarona, para tratar este transtorno, que parece que se relaciona com um menor número de efeitos secundários.

Três anos depois de submeter-se à intervenção, Ángel assegura que a sua vida mudou por completo. Submete-se a revisões periódicas, sobretudo porque segue necessitando apoio farmacológico com antiarritmicos -fármacos que se associam com importantes efeitos secundários – e, ademais, evita comidas copiosas e substâncias estimulantes, como o álcool. Mas não voltou a ter novas crises. "É como se houvesse voltado a nascer", conclui.

(Ilustração: Luis S. Parejo)

Perigos dos sumos de frutas











«NUNCA pensei k pudesse acontecer-mealgo assim. As imagens k vos mando ñ foram encontradas na net, nem sãoforjadas,. Foram tiradas por mim em minha casa no Sábado, depois de terdecidido tomar um copo de sumo em pacote (Compal – frutos tropicais) terachado esquisito o sabor e ter descoberto no sumo, qualquer “coisa” estranha.




Vai daí, decidi abrir literalmente o dito pacote e… SURPRESA!!!! O kdescobri dentro do pacote deixou-me simplesmente HORRORIZADO, tendo-m provocado um ataque de vómitos. Decidipartilhar convosco este momento por formas a evitar k vocês passem pelo mesmo.
Como o pacote foi comprado numa dessas “cantinas” de “Mamadou”,ñ há comprovativo de compra para reclamar só m resta encontrar um laboratório especializado que possa analisar a “COISA”, para aomenos saber do que se trata e quão nocivo é para a saúde.








Informação complementar: Lote – L29510801F Data e Expiração – 02/2010Conselho: sempre k s prestarem a consumir umpacote de sumo, abram-no por completo (por cima) e despejem o conteúdo numa jarra para evitar surpresas.»

Recebido via email

sexta-feira, 3 de julho de 2009

OMS diz que gripe suína não pode mais ser contida


Portal Terra JB ONLINE

CIDADE DO MÉXICO - Em um seminário sobre a gripe suína, realizado no México, a diretora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, afirmou que a propagação do vírus H1N1 pelo mundo não pode mais ser contida. - Pelo que vemos hoje, com mais de 100 países registrando casos da doença, sua dispersão internacional não pode ser contida - disse Chan.

No entanto, ela ressaltou que a maioria dos casos registrados até o momento tem sintomas moderados. - A grande maioria dos pacientes tem sintomas leves e consegue se recuperar totalmente em cerca de uma semana, muitas vezes sem qualquer tratamento médico - afirmou.

Chan destacou a importância da vigilância em relação ao desenvolvimento da doença. - Constantes mutações são o mecanismo de sobrevivência do mundo microbiológico e, como todos os vírus de gripe, o H1N1 tem a vantagem do fator surpresa ao seu lado - enfatizou.

Margaret Chan afirmou ainda que um dos grandes desafios durante a pandemia de gripe suína é manter a população informada, sem causar alarmismo e fazendo as pessoas entenderem quando não precisam se preocupar e quando realmente precisam de cuidados médicos urgentes.

Segundo ela, alguns grupos, como gestantes e pessoas com problemas médicos anteriores, correm mais riscos de desenvolver casos graves da doença.

05:55 - 03/07/2009

Parar De Fumar




A nicotina é mais viciante que a heroína, isso é um facto, e a heroína é proibida na maioria dos países do mundo. Por isso pode ser preciso ajuda para que pare de fumar. Além da heroína, os médicos classificaram a nicotina a frente do álcool e da cocaína em termos de dependência. Fumar mais do que 4 cigarros por dia pode induzir numa dependência vitalícia da nicotina.

Se você quer parar de fumar ou quer ajudar alguém a parar de fumar? Se a sua resposta é SIM, a próxima pergunta é como pode parar de fumar? Como pode ajudar alguém a parar de fumar e deixar esse hábito malcheiroso? Em casos raros é muito fácil parar de fumar, a pessoa acorda num dia e decide que nunca mais vai tocar num cigarro e nunca mais fumam. Tão simples como isso.

Na minha experiência muito pouca gente gosta de fumar, são só os que fumam há pouco tempo que fumam até estarem viciados e ai começam a tentar lutar contra o hábito e contra o vicio de fumar. Ai as pessoas querem parar de fumar mas não conseguem porque não encontram a motivação e a força de vontade de largar um dos maiores vícios do mundo.

Já pensou em como parar de fumar? Cada vez que acende um cigarro você deve saber que quando acabar de o fumar vai perder 5 a 20 minutos da sua vida, isso está provado. Os fumadores também ficam com dentes amarelos, perdem densidade óssea que aumenta o risco de osteoporose que causa os ossos a quebrarem com facilidade ou a ficarem distorcidos quando ficar mais velho. Fumar afecta os pulmões, tornando mais difícil fazer desporto. Fumar causa problemas de fertilidade e afecta a saúde sexual dos homens e das mulheres, as mulheres que usam a pílula podem ficar com graves problemas de saúde, incluindo ataques cardíacos. Os homens tem tendência a ficar com disfunção eréctil. É por isso que deve pensar em como parar de fumar.

Os cigarros, charutos e cachimbos quando fumados tem mais de 4000 químicos tóxicos que afectam o organismo e a saúde da pessoa de uma forma rápida. Os efeitos secundários de fumar são os seguinte: risco elevado de doença, cicatrização e recuperação lenta de feridas, menos performance física, mau cheiro e mau hálito, dentes manchados e pele cinzenta. Todos os tipos de tabaco fazem mal à saúde. A maioria dos fumadores tentam substituir os cigarros normais por outros tipos de tabaco que parecem mais saudáveis como os filtrados e os com pouco alcatrão e nicotina mas a única coisa que ajuda uma pessoa a escapar dos problemas do tabaco é parar de fumar. O difícil pode ser em descobrir a forma correcta de como parar de fumar. …

Os fabricantes de tabaco tem que por avisos em todos os maços de tabaco a falar sobre os perigos que o tabagismo provoca à nossa saúde… mesmo sabendo o mal que faz porque é tão difícil deixar de fumar? Segundo estudos dos Estados Unidos o tabaco é responsável em uma em cada cinco mortes nos USA. Fumar causa também a diminuição da esperança média de vida. Os cigarros são a droga mais viciante e destrutiva que uma pessoa pode comprar sem prescrição ou receita médica. Se não deixar de fumar é muito provável que fique com cancro dos pulmões. Dito isto porque é tão difícil deixar de fumar e porque é que tantas pessoas fumam?

Antes da Primeira Guerra Mundial o tabaco era fumado em charutos. Nessa altura o tabaco era para os ricos. Os cigarros que basicamente eram restos da criação de charutos, eram fumados pela classe média. O número de pessoas que fumava cigarros aumentou exponencialmente quando as empresas de tabaco começaram a produzir cigarros em massa. A clientela eram os soldados da Primeira Guerra Mundial.

Um ingrediente presente em todos os cigarros é a nicotina. A nicotina é mais viciante que a heroína, isso é um facto, e a heroína é proibida na maioria dos países do mundo. Por isso pode ser preciso ajuda para que pare de fumar. Além da heroína, os médicos classificaram a nicotina a frente do álcool e da cocaína em termos de dependência. Fumar mais do que 4 cigarros por dia pode induzir numa dependência vitalícia da nicotina.

Os fabricantes de cigarros não estão a ajudar as pessoas a ficar livres da nicotina segundo estudos americanos. Entre o ano de 1998 e 2004 a quantidade de nicotina dos cigarros aumentou a um ritmo constante, estudos mostraram que todas as marcas aumentaram significativamente a quantidade de nicotina que é absorvida nos pulmões do fumador. No geral a quantidade de nicotina aumentou em 10%. A Malrboro, Newport e a Camel são as 3 marcas mais comuns entre os fumadores jovens, todas metem mais nicotina nos cigarros. Nos cigarros de mentol a nicotina aumentou 20%. Mesmo com toda esta informação pode ser difícil que pare de fumar.

As pessoas que sofrem de tabagismo tem dificuldade em deixar esta dependência. Os fumadores ficam cegos pelos efeitos a curto prazo da nicotina. Além da nicotina os fumadores raramente sabem que um cigarro contém acetileno (combustível utilizado para soldar), cianeto, oxido de nitrogénio, monóxido de carbono, todos prejudiciais à saúde. Estes químicos também são utilizados como veneno. Então porque é difícil parar de fumar?

Factores psicológicos contribuem muito para a dependência do tabagismo. Pessoas que estão rodeadas de fumadores, família e amigos, tem uma grande facilidade de ficarem fumadores. Como o tabaco é viciante por natureza, o fumador vai ter muitas dificuldades em largar o vício. Um ambiente permissivo e indiferente em relação ao tabaco vai produzir um número significante de fumadores.

http://comoparardefumar.com/
http://web.educom.pt/escolovar/cigarro_pulmoes.htm

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Encontrado o limite da mente humana: 4 por vez


Um novo estudo descobriu o limite máximo de itens que podemos armazenar na nossa mente consciente, ou memória de trabalho.


Memória de trabalho é a versão mais ativa da memória de curta duração, que se refere ao armazenamento temporário de informação. A memória de trabalho está ligada à informação na qual nós podemos prestar atenção e manipular.

No estudo, os pesquisadores apresentaram aos voluntários conjuntos de quadrados de diferentes cores. Em seguida era mostrado novamente um conjunto de quadrados sem as cores. Em seguida era mostrado um único quadrado colorido em um local do conjunto e era perguntado se aquele quadrado estava na mesma posição do início do teste.Enquanto uma pessoa comum pode apenas manter três ou quatro coisas na mente ao mesmo tempo, algumas pessoas conseguiram memorizar quantidades incríveis de informação na memória de trabalho. Competidores do World Memory Championship comumente se lembram de centenas de dígitos em ordem depois de apenas cinco minutos. Mas mesmo estes mestres da memória parecem começar com as mesmas capacidades básicas de todos e melhoram suas habilidades com estratégias e truques.

Houve um famoso estudo feito com um maratonista que aprendeu a associar os dígitos juntos de maneira que eles eram significativos para ele relativos a uma maratona. Ele conseguia repetir listas de até 80 dígitos na ordem correta. Mas se fosse dado para ele uma lista de palavras, ele se lembrava em média de sete, assim como todo mundo.

Este novo estudo utilizou um modelo matemático que tomava como premissa que as pessoas possuem um número fixo de soquetes em sua memória de trabalho e cada um deles pode conter apenas um item. Quando estes soquetes estão preenchidos, o modelo previu, as pessoas começariam a tentar adivinhar a resposta. Baseado nisso o modelo conseguiu prever vários resultados dos testes com uma precisão impressionante.

Mesmo que haja um limite para o número médio de coisas que uma pessoa possa lembrar uma única vez, a capacidade básica da memória de trabalho varia entre indivíduos. Aqueles que conseguiam bons resultados nas tarefas da memória de trabalho também pareceram ir bem no aprendizado, compreensão de texto e solução de problemas.

A informação que se pode reter na mente de uma única vez é a informação que nós inter-relacionamos. Os cientistas acreditam que uma memória de trabalho melhor leva a melhores capacidades em solucionar problemas.

Não se sabe o que causa essas variações, mas as pessoas podem melhorar o desempenho de sua memória de trabalho com treinamento. Quando as crianças praticam estas tarefas elas ficam melhores. E não são apenas as taxas da memória de trabalho que melhoram, mas sua atenção e raciocínio também se ampliam.

Os pesquisadores ainda não sabem como estas habilidades trabalham juntas, mas parece que a atenção e a memória são primas.

O estudo foi publicado na edição de 14 de abril da revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Via: Hypescience

http://www.vidauniversitaria.com.br/blog/?p=11843

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Introdução - Telergia 2


Fluidos?-- Para explicar os fenômenos parapsicológicos de efeitos físicos, muito se tem falado de fluídos (por tanto EN, extranormal) que emanariam do corpo humano. O grande parapsicólogo Robert Amadou em 1953 mostrou que esta idéia já constava em lendas e mitos da mais remota antigüidade.

A melhor prova da existência de certos "fluídos" encontraremos na comprovação e análise dos fenômenos. Não obstante, antes dessa prova indireta, exporemos algumas experiências e observações que pretendiam comprovar diretamente esse "fluído", que incluimos dentro do que, em geral, chamaremos desde já telergia.

O magnetismo animal - O Dr. Franz Anton Mesmer passa por ser o inventor da teoria (falsa) do magnetismo animal, também chamado mesmerismo: "Esta ação recíproca exerce-se por meio de correntes que saem e entram nos corpos, sendo tanto mais intensa a influência quanto maior for a analogia entre os corpos. Portanto, nada age mais eficazmente sobre o homem do que o mesmo homem". O agente dessa influência seria um fluido universalmente difundido, análogo, não idêntico, ao magnetismo físico.

Mesmer, porém, teve conhecimento de que um jesuíta, o Padre Maximiliano Hell, afirmava que "curava" doenças, especialmente do estômago e dos dentes, friccionando os pacientes suavemente com um imã. Mesmer começou então a pensar que o fluido universal poderia ser dirigido sobre o corpo de outra pessoa, influenciando-a e, por fim, curando-a (?). Mais tarde, soube que outro sacerdote, o padre I. I. Gassner, afirmava que curava (?) seus pacientes somente pelo tato. Influenciado por essas pretenções, Mesmer modificou pouco a pouco suas teorias, chegando a defender propriedades específicas no fluído ou magnetismo animal.

As idéias de Mesmer tiveram a mais ampla e rápida difusão. As controvérsias começaram também imediatamente.

A pedido do rei da França foram nomeadas, em 1784, duas comissões. A primeira constava de quatro médicos escolhidos pela Faculdade de Medicina, de París, e de cinco cientistas escolhidos entre seus membros pela Academia de Ciências, também de Paris. Entre estes, estavam os famosos sábios Franklin e Lavoisier. A segunda comissão foi nomeada pela Academia de Medicina, "Société Royale de Médecine". Ambas apresentaram parecer negativo, expressado em frases taxativas pelo seu relator, o Dr. Bailly: "Os membros da comissão (...) concluíram unanimemente (...) que este fluido (...) não existe".

De fato não houve tal unanimidade. Um dos comissionados, o Dr. Laurent de Jussieu, recusou-se a subscrever o relatório e publicou o seu próprio, concluindo (erradamente) que, às vezes, alguma coisa "passa do homem ao seu semelhante e produz uma ação sensível". (Sim, pura sugestão).

Passados sessenta anos, a Academia, em 1831, se retrata (erradamente) para em 1837 retratar-se da retratação (agora sim acertadamente).

Desenho significando os "fluídos".
O que diz a Ciência - As polêmicas tão acirradas no fim do século XVIII e primeira metade do século XIX, davam a impressão de que terminariam com uma posição quase unanime dos cientistas da segunda metade do século XIX, contra o mesmerismo, substituindo-o pelo hipnotismo (e sugestão). Mas a questão dos "fluidos" ou magnetismo animal, modificadas ou sob outros nomes, de novo entrou nas publicações da época.

Uma análise imparcial logo descobre dois erros. O erro dos mesmeristas, além de querer precisar prematuramente em que consistia essa força, foi o de querer reduzir ao chamado magnetismo animal, todos os fenômenos parapsicológicos de efeitos físicos, inclusive externos ao corpo humano. O erro dos contraditores foi o de não admitir nenhuma manifestação do magnetismo animal ou de alguma força mais ou menos equivalente, explicando tudo pela sugestão, imaginação, cansaço, reflexos... E fora do corpo humano?

As exceções da regra - O Dr. Philips Durand de Gros, foi o primeiro a sistematizar admiravelmente a distinção entre mesmerismo e hipnotismo . Foi apoiado depois nada menos que pelo grande parapsicólogo Emile Boirac. Todos os fenômenos dos antigos mesmeristas, podem realizar-se sem "fluidos". Hoje isto é evidente. Mas isto não quer dizer que não se possa exteriorizar um "fluido" humano que age sobre objetos externos (veremos que sobre objetos físicos, animais pequenos e platas). Escrevia Durand de Gros: "A sugestão (ou hipnotismo) e o mesmerismo (quando age fora do corpo humano) são dois agentes diferentes, igualmente reais, independentes um do outro".

Hoje, se confirmavam as exceções que Jussieu admitia quando se negava a assinar o parecer totalmente negativo da comissão de 1784. O "magnetismo animal" (uma força humana, classificada então dentro do mesmerismo), ao menos em manifestação apreciável, pertence ao campo parapsicológico: manifestações à margem do normal, não são freqüentes, dão-se unicamente em algumas pessoas, em circunstâncias especiais.

Isto já fora descoberto por James Braid. Parecia que o famoso médico de Manchester daria um golpe mortal à teoria do mesmerismo, mas viu-se obrigado ele próprio a reconhecer que, em casos excepcionais, surgiam fenômenos maravilhosos que não podiam ser enquadrados na teoria de meramente hipnotismo. "Parece que se deve considerar o hipnotismo e o magnetismo como dois agentes diferentes".
Repetindo: o hipnotismo sobre pessoas, o magnetismo sobre objetos, plantas e animais pequenos.

O fluido "curador" - Os mesmeristas aplicavam seus fluidos com fins terapêuticos. Sem deixar de reconhecer, mais uma vez, que tais "curas" nada têm a ver com o fluido, não é menos verdade que, como se observou recentemente, os estudos científicos realizados pelos parapsicólogos com os curandeiros têm demonstrado que algiuns entre eles alguma vez manifestam telergia de modo notável.

Assim, por exemplo, no caso da Sra. Tommasini. Em 1939, os parapsicólogos doutores Boschi e Ruata, apresentaram-lhe pessoas colhidas dentre os próprios clientes. Comprovaram o "magnetismo" emitido pela Sra. Tommasini. Em alguns casos ficou excluída qualquer outra hipótese que não fosse este "magnetismo". Ela aplicava a mão sobre a parte afetada dos doentes, durante uns minutos, até vinte. A senhora Tommasini, educada e sincera, dizia sentir como que um esvaziamento de seu organismo. Experimentava um decréscimo de força, agitação nervosa, dores difusas. A emissão de fluido "curador" (?) fazia uma curva ascendente e logo descendente, a julgar pelos efeitos na Sra. Tommasini.

O caso da senhora Tommasini é típico em certa classe de curandeiros. Alguns magnetizadores ou mesmeristas especiais, devem classificar-se neste mesmo contexto parapsicológico.
Outras vezes, o magnetismo de alguns curandeiros se deduz indiretamente. O Dr. J. Esdaille foi um dos mais importantes cirurgiões dos chamados mesmeristas. E' claro que tratava-se de hipnotismo e não de mesmerismo. O ambiente, aliás, em que exercia sua profissão, ajudava muito à sugestão... Calcutá era, naquele tempo, um outro mundo. Seus indígenas eram pessoas simples, abertas a toda classe de crendices e mistérios, impressionados pelo prestígio do cirurgião europeu.

Numa ocasião, porém, aparece o magnetismo: os ajudantes de Esdaille se esforçaram, em vão, por colocar em sono hipnótico um paciente. O Dr. Esdaille se aproxima subreticiamente, por trás, e sem ser percebido pelo paciente logo o "magnetiza", colocando-o em profundo sono.

Noutra ocasião, um menino de doze anos não quer deixar-se hipnotizar. Para que não se distraísse, os ajudantes do Dr. Esdaille vendaram-lhe os olhos. Inutilmente tentaram hipnotizá-lo. Sem ser percebido pelo menino, Esdaille faz os passes "magnéticos", colocando o menino em transe tão profundo, que puderam fazer, sem anestesia, uma difícil e prolongada operação cirúrgica no braço, recolocando os ossos de uma fratura complicada. A criança só acordou três horas mais tarde.

Estes casos são fenômenos parapsicológicos. O que aqui nos interessa é que Esdaille, como tantas outras pessoas semelhantes, parece ser um psíquico capaz de liberar certas forças parapsicológicas e, concretamente, o chamado "magnetismo animal". E essa força, captada, mesmo levissimamente pelo paciente, desencadeava a hipnose, por sugestão.

Grandes cientistas, independentemente dos mesmeristas, afirmam ter comprovado e descoberto o fluido humano de certos curandeiros. Por exemplo, os efeitos "desta propriedade tem sido observados nos enfermos, em 1846, por Arago e em 1858 pelo Dr. Pineaud. Em 1868 Bailly sustentava numa tese a existência de uma "força nêurica radiante".

Em 1880 o Dr. Baréty, servindo-se de uma jovem histérica, acreditava ter posto em evidência a existência de "uma força particular do corpo humano conhecida vulgarmente sob o nome de magnetismo animal" e que ele, seguindo Bailly, que já citamos, chama "força nêurica radiante", na volumosa obra que publicou após sete anos de investigação.

"Fluídos" emanando de uma psíquica em experiências de
telecinesia.

Sintomas de desgaste físico - O "esvaziamento" orgânico do mesmerista tem sido notado. É evidente que tal "esvaziamento", ao menos em grandíssima proporção, não passa de uma auto-sugestão, contra a qual advertem aos principiantes todos os bons manuais de hipnotismo. Mas, há casos e casos. Alguns psíquicos, ignorantes inclusive das idéias mesméricas, até adversários do mesmerismo, têm experimentado maior ou menor "esvaziamento" próprio.

Eis uma descrição modo de exemplo: "Não posso deixar d advertir os efeitos que o ato de magnetizar realiza em mim, como magnetizador. Sinto após cada manipulação algo prolongada, uma diminuição de minhas forças, uma debilidade que me molesta os joelhos ao caminhar depois de magnetizar. A cor de meu rosto passa a amarelo-pálido, perco o apetite, a digestão se dificulta, não sinto nenhum desejo sexual... custa-me pensar... estes fatos não guardam nenhuma relação com o esforço muscular que realizo durante as manipulações, pois é escasso. Pressupõem, necessariamente, perda do meu fluido vital".

Este fato tantas vezes afirmado por alguns curandeiros, era já interpretado (erradamente!) por Mesmer de outro ponto de vista: "Um corpo em situação de harmonia é insensível ao magnetismo;... pelo contrário, um corpo que tenha perdido a harmonia (doente), embora de ordinário não fosse sensível ao magnetismo é-o agora... Curada a doença, o magnetismo perde seu influxo. A receptividade do magnetismo aumenta com as doenças".

Pessoas "elétricas" -- Ângelo Achille, chamado " o Mago de Nápoles", foi estudado em 1947 por uma comissão de parapsicólogos da "Societá Italiana de Metapsichica", de Roma. Além de constatar incontestavelmente, alguns movimentos de objetos, à distância (telecinesia) e alguns outros fenômenos parapsicológicos, o professor Maurogordato comprovou que Achille, quando da realização dos fenômenos, manifestava um potencial elétrico de duzentos milivolts (nas demais pessoas este potencial oscila entre 24 e 40) do que procedia, ao menos em parte, o seu "poder magnético".

Casos semelhantes são freqüentes, dentro, claro está, da raridade dos fenômenos Parapsicológicos.

http://www.clap.org.br/artigos/fenomenos/f_telergia2.asp

terça-feira, 30 de junho de 2009

Hospital em Luanda recusa assistência médica a jovem de 20 anos


30-06-2009 / 9:07 / TPA
Depois de ter sido negada assistência, Jovem de 20 anos morre na portaria da TPA

Uma jovem de 20 anos de idade, morreu Sábado último na portaria da Televisão Pública de Angola (TPA), depois de ter sido recusada assistência no Hospital Américo Boavida, em Luanda.

O infortúnio aconteceu quando Teresa Manuel de 50 anos de idade, vinda de Malanje a 3 dias, acorreu a TPA para pedir auxílio depois de negada assistência nos hospitais acima citados por falta de cama.

Segundo Teresa Manuel, a filha sofria de meningite e, dirigiu-se ao hospital, onde não foi recebida. Suplicando por uma ambulância, para agilizar a doente, foi-lhe pedida um valor monetário. Desesperada percorreu a cidade em direcção ao Maria Pia. Mas o grito de ajuda terminou com ultimo suspiro da sua filha, na portaria da televisão.

O hospital Américo Boavida, justificou a falta de camas para o atendimento imediato, mas responsabiliza os agentes do turno pela falta de profissionalismo prestado.

O caso mexeu a sociedade e as reacções não se fizeram esperar. A ordem dos enfermeiros e dos médicos responsabilizam os culpados.

O ministro instaurou um inquérito para que os verdadeiros culpados se pronunciem, para não denegrirem o bom-nome da instituição.

http://www.tpa.ao/

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O gene canário da morte súbita


Delia Jiménez Martín Mucha
Actualizado domingo 28/06/2009 11:56 horas

EL MUNDO

Em 30 de Junho de 2002 morreu Fani Encinoso Ojeda com 14 anos. O seu coração deteve-se enquanto jogava com as suas amigas num parque cercano da sua casa. Em 20 de Maio de 2003, Selene, a sua irmã de nove anos, nadava numa piscina. Acabou no fundo da água. Outra morte súbita. Em 25 de Junho de 2007, Celeste Encinoso Ojeda, gémea de Selene, cerca de 14 anos, desfrutava das frenéticas subidas e descidas duma das montanhas russas da Disneyworld Paris. O músculo que devia bombear o sangue ao organismo não o fez. Três filhas, três que se foram de repente. Ou três mortes carentes de resposta. Três paragens cardíacas em meninas de menos de 15 anos.

Perder uma filha é uma tragédia incomensurável. Duas? Três? Como qualificar a sua perda? Que se passou? Que mal acaba com a vida de três meninas duma mesma família? Os seus médicos não tinham resposta. E restava uma quarta irmã, a última que salvar, Natalia. Não podia ser uma casualidade. O seu caso converteu-se num enigma médico de relevância mundial.

Alberto Encinoso Sánchez e Fátima Ojeda Pérez começaram a sua luta para salvar Natalia. Sem saber que haviam outras famílias que buscavam a mesma resposta. Mais de 30 falecidos oficialmente por esta classe de morte súbita na ilha da Grande Canaria ["umas 100", segundo o cálculo de Fátima]. Sem explicação científica. Todos se foram de repente. A grande maioria jovens que não chegaram aos 25 anos e uma percentagem enorme tinha as suas raízes no sul da ilha...

Desde a morte da segunda menina, os Encinoso Ojeda extremaram ainda mais as provas médicas. Os especialistas do Serviço Canário da Saúde submeteram as meninas a electrocardiogramas e ao Holter [uma prova diagnóstica que coincide na monitorização ambulatória do registo electrocardiográfico por um tempo prolongado]. Os especialistas coincidiam em que as pequenas estavam sãs e que não havia motivos para preocuparem-se.

Quando aconteceu a terceira morte já não lhes acreditavam. Havia mais casos. Teresa Macías, uma avó de 74 anos, titubeia ao responder sobre a família que perdeu. Melancolia no seu rosto. As suas íris reflexam, por duplicado, a luminosa janela da sua casa cerca da alameda de Colón, em Las Palmas. Perdeu o seu irmão Emiliano, quando era assistente, em 1954. Perdeu também a sua irmã de 13 anos. "Foi preparar o café e caiu". Ficou estendida numa cabana. Os médicos diagnosticaram "derrame de sangue por difteria". Uma conclusão fácil. " E me morreram mais dois irmãos". Quatro de 10 no total.

Falando quase em sussurros, conta também como deixou este mundo a sua filha de 21 anos. Em 1997 estava de passeio por uma reunião canaria. Faleceu de repente, um caso mais. Pelo ramo familiar de Teresa, começaram a morrer sobrinhos, parentes próximos...

Começaram a buscar a razão das suas mortes. Faziam-se revisões médicas e todas saíam bem. Exames clínicos correctos. Nenhuma conclusão, o mesmo que diziam aos Encinoso Ojeda. Até que um profissional canário decidiu que havia de encontrar uma resposta. Fernando Wangüemert, chefe do serviço de cardiologia da Clínica São Roque. Desde 1998, começou a sua busca da verdade científica. Via morrer as suas pacientes. Reunia-se com 200 pessoas, familiares das vítimas, e tinha que lhes dizer "não sei a resposta" [ano após ano]. Mas não desistiu "seguiu intentando, mas não sei, dizia-lhes. Quiçá a pior resposta que poderia dar um médico, mas fazia-o". Ainda assim continuava com as suas pesquisas. "Eu não sou um investigador. Sou um médico de batalhas, que vê pacientes dia a dia. Que apenas tem tempo", rememora para Crónica o que se dizia a si mesmo então.

Os electrocardiogramas revelavam corações sãos. As ecografias não apresentavam nenhuma anomalia mecânica. Que fazer? Chamava doutores de todas as partes do mundo. Enviava provas, sangue, relatava sintomas... a distintos hospitais, centros de investigação. Buscava indícios, pistas. Descartaram-se vírus, bactérias, infecções... "A impotência retornava. A gente chegava a dizer que estavam sendo castigados por Deus".

Até que se topou com os irmãos Brugada [Pedro, Josep e Ramón], os génios catalães da cardiologia que até têm o seu próprio síndrome [baptizado com o seu apelido]. Eles orientaram-no e juntos conseguiram desvendar o que se passava. Foi em Janeiro de 2008. Exploraram o último rincão do corpo humano: o genético. E deu resultado. Wangüemert recebeu a noticia e gritou. Saltou como um lunático. Dizem que poucos homens têm um eureka! Na sua vida. Este era o seu. Dez anos depois e depois de milhares de exames médicos descobria-se a razão de tantas mortes. Uma raríssima enfermidade chamada cientificamente Taquicardia ventricular polimórfica catecolaminérgica. O porquê de tanta morte súbita. O porquê de Fani, de Selene, de Celeste...

Esta semana, este sensível médico de capital de província sentou-se junto aos irmãos Brugada para apresentar o seu informe ao mundo [e o trailer dum documentário sobre o caso chamado Em busca dum porquê]. Fazia-o com um meio sorriso. Salvaram-se com o seu descobrimento centenas de vidas [ainda que pelo seu efeito exponencial se poderiam falar de milhares].

No seu relatório, os Brugada explicaram as razões desta enfermidade. Surge por uma mutação no gene [o RyR2]. Esta falha hereditária origina que ante una descarga excessiva de adrenalina – por esforço físico ou por uma emoção intensa – o coração se colapse.

Tudo coincidia. Os Encinoso Ojeda recordaram as mortes das suas pequenas. Fani estava correndo toda a tarde na bicicleta com os seus primos ["Cheguei a tempo de colher a minha menina nos braços e de escutar como expirava", rememora a mãe]. Selene encontrava-se nadando com outro menino. Jogavam a submergir-se e a resgatar os objectos que previamente haviam lançado ao fundo da piscina. A menina morreu no acto. Celeste não resistiu às frenéticas subidas e baixadas da montanha russa. Todos os esforços físicos com alta carga de adrenalina. Por fim souberam o que se passou.

Em busca do paciente zero
Quando os investigadores descobriram a resposta começou outra missão: saber quem tinha o gene defeituoso. A maioria dos que sofrem essa enfermidade [57,3%] não mostra nenhum sintoma antes do primeiro ataque. "A aparição do primeiro poderia ser o fim", afirma o doutor Wangüemert. Realizaram-se análises genéticas a mais de 1.000 pessoas. Deles 129 resultaram positivo e a sua vida corre alto risco [a idade média da morte pelo gene é de 18 anos e sete meses].

Para controlar a sua enfermidade, receitam-se medicamentos betabloqueantes [sintetizando: bloqueiam os efeitos da adrenalina no organismo]. Os 30% dos que deram positivo deverão utilizar um pequeno desfibrilador inserto no peito [custa uns 36.000 euros aproximadamente].

Esther G. utiliza um [não quer dar o seu apelido por temor a ser estigmatizada]. Três das suas quatro irmãs também [em 1976, o seu único irmão varão morreu numa piscina municipal]. Na sua família demonstra-se o enorme poder multiplicador do mal: cinco de seis irmãos nasceram com ele. Eles, no total, têm cinco filhos e dois herdaram a maligna variante do RyR2. "No futuro se quiserem ter filhos deverão inseminar-se in vitro. Assim se realizará uma selecção para evitar que o ADN mau passe ao futuro bebé", sentencia, com conhecimento do tema, Esther.

A genealogia tem sido transcendental nesta magna história científica. Já que, se é uma enfermidade endogamica, como afecta a tantas pessoas que em muitos casos não compartem nenhum apelido? E aqui aparece um novo protagonista nesta investigação. Não um cientista renomado, nem sequer um especialista. Carmelo Pérez é o eixo desta parte do estudo. Professor de Religião num instituto [e parente de um dos deudos], começou a cutucar no Registo Civil, em arquivos eclesiásticos. Ia unindo os dados e famílias e passava do século XX, ao XIX, ao XVIII... Até que chegou a comprovar que todos os personagens que aparecem nesta reportagem são parentes. Descobriu o paciente zero: um homem nascido em 1726.



Por que é tão importante exercitar a mente?



No mundo moderno, fazer exercícios físicos já é prática comum que atrai cada vez mais adeptos, preocupados em manter o corpo em forma. O que muitas pessoas não sabem é que o cérebro também precisa ser exercitado. Afinal, de que adianta um corpo enxuto se a memória falha e o cérebro não é exercitado ou já não dá conta das tantas informações inerentes ao trabalho diário?

Vivemos em um cenário de mudanças rápidas, em que a busca do conhecimento, as tarefas do dia-a-dia e outras tantas atividades impõem um rotina agitada a muitas pessoas, o que exige muito da mente. Mesmo que o nosso cérebro tenha múltiplas capacidades, devemos aprender a desenvolvê-las.

As Palavras Cruzadas, o Sudoku e problemas de Lógica, entre outros, constituem instrumentos indicados por neuropsiquiatras e terapeutas para exercícios que eles chamam de “ginástica cerebral”. De um lado, ajudam a fugir da sobrecarga das informações rotineiras, de outro, a ativar a aprendizagem, a memória, a auto-estima e a criatividade. O cérebro precisa trabalhar! Quanto mais informações os neurônios recebem, mais e mais criam novas ligações entre eles, as chamadas sinapses.

A ciência já constatou que existem diversos exercícios que deixam a mente sempre afiada, ágil, esperta. Desde inocentes palavras-cruzadas até games sofisticados. A explicação é simples. Quanto mais sinapses você cria, mais possibilidade de raciocínio rápido você tem. E todos esses joguinhos estimulam isso.

Tanto a rotina, na qual a pessoa é absorvida pelo trabalho, como a falta de atividades são um veneno para a mente. O cérebro pode ser comparado a um músculo que, se não for usado, atrofia. Por isso, a ginástica cerebral é importante para pessoas de qualquer idade, mesmo para aquelas que não apresentam qualquer distúrbio.

Nas pessoas mais velhas, a ginástica cerebral ajuda até mesmo no tratamento do Mal de Alzheimer, impedindo o avanço rápido da doença. O professor Ian Robertson, do Trinity College de Dublin (Irlanda), vai além. Segundo ele, palavras cruzadas, sudoku e outros exercícios que estimulam a atividade mental podem ajudar a manter o cérebro 14 anos mais jovem nas pessoas idosas.

Infelizmente, pesquisas demonstram que muitos desperdiçam um tempo precioso assistindo à televisão – em média quatro horas por dia. Esse hábito é uma das melhores maneiras de deixar o cérebro flácido, porque a pessoa fica passiva diante do aparelho de TV.

É com satisfação que vemos nossas revistas Coquetel atraindo cada vez mais a atenção do público jovem, como também sendo o passatempo preferido de tantas pessoas mais velhas. Estamos levando aos brasileiros, de todas as idades, uma diversão que faz muito bem à saúde!

* Henrique Ramos é diretor editorial das Revistas Coquetel, da Ediouro.

Via: Unimais
http://www.vidauniversitaria.com.br/blog/?p=14724

domingo, 28 de junho de 2009

Edgar Cayce, profeta onírico



«Edgar Cayce ficou muito conhecimento por ter habilidades especiais. Durante mais de trinta anos de sua vida Edgar profetizou. Deitava no sofá e, de olhos fechados e com as mãos na altura do estômago, entrava em um transe auto induzido que lhe permitia acessar o inconsciente coletivo, rede-que-conecta-tudo-e-todos e/ou dimensões que transcendem a imaginação humana. Cayce tinha a habilidade de navegar e ditar enquanto “dormia”, para os presentes no plano material, suas visões e vivências. Em um desses acessos, contou a um enfermo o país, a rua, e o laboratório aonde deveria buscar o medicamento, quando este ainda se encontrava em teste.

Além de ter a capacidade de sentir e diagnosticar enfermidades humanas, também mergulhava nos oceanos e andava pelos desertos. Contornava o Sol e a Terra. Soprava profecias. Algumas dessas profecias foram: a queda da bolsa de valores de 1929, a mudança dos pólos (pole shift, ver Terrance McKenna), construções humanas submersas no oceano atlântico, e a idéia de que a civilização pré-dinastia egípcia eram sobreviventes de Atlântida.

Edgar Cayce nasceu em 19 de março de 1877 e morreu dia 3 de janeiro de 1945. Enquanto sua passagem na Terra foi físico, americano filho de fazendeiros, nascido ao sul de Hopkinsville, Kentucky.»

http://expurgacao.wordpress.com/2008/09/02/edgarcayce/

sábado, 27 de junho de 2009

Música dos Bee Gees pode salvar vidas, dizem médicos americanos



'Stayin' Alive', hino dos anos 70, tem ritmo de massagem cardíaca.
Maioria dos americanos tem medo de fazer procedimento.

Do G1, em São Paulo


'Stayin' Alive', do Bee Gees: ideal para combater paradas cardíacas. (Foto: Randee St./Reuters)

Médicos americanos especializados em atendimento de emergência descobriram que a música "Stayin' alive', da banda britânica Bee Gees, tem o ritmo perfeito para ser seguido durante procedimento de massagem feito em vítimas de ataque cardíaco.

De acordo com o manual da American Heart Association, as compressões no peito da vítima devem ser feitas, durante o procedimento de ressuscitação cardiopulmonar, em um ritmo de 100 vezes por minuto. O ritmo do refrão de "Stayin' alive" é de 103 batidas por minuto.

A ressuscitação cardiopulmonar, conhecida pela sigla em inglês "CPR", é uma técnica que consiste em compressões no peito do paciente vítima de ataque cardíaco e respiração boca-a-boca. É utilizada em emergências como parada cardíaca ou respiratória.
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Segundo a associação americana, o procedimento de CPR aumenta em três vezes a chance de sobrevivência de um paciente com parada cardiorrespiratória, mas boa parte das pessoas tem medo de utilizá-lo por não saber qual o ritmo ideal das massagens cardíacas.

Em um estudo condizido pelo cardiologista David Matlock, da faculdade de medicina da Universidade de Illinois, constatou-se que aqueles que realizavam o CPR ao som da música dos Bee Gees conseguia acertar o ritmo das massagens.

http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL801841-6091,00-