terça-feira, 22 de março de 2011

Por que a picada de abelha dói tanto?


Quem já foi picado, sabe: ferroada de abelha dói para valer.

Nos EUA até dois milhões de pessoas são alérgicas ao veneno de insetos que picam, mas mesmo aqueles que não são alérgicos devem ficar alertas, a picada da abelha vai doer mesmo assim.

O local fica vermelho, inchado e dói. É uma dor que persiste depois daquela sensação inicial na hora da ferroada. Quando estes insetos picam, eles injetam uma substância química chamada melitina em suas vítimas. Este veneno ativa receptores de dor, o que resulta naquela sensação de queimadura. Depois, como o ferrão tem a forma de uma espada entalhada, quando ele penetra a pele da vítima, ele fica preso lá, para entrada de mais veneno.

Se você não for alérgico, seu sistema imunológico vai reagir à picada, mandando líquidos para dissolver o melittin, causando a vermelhidão e o inchaço. A dor pode durar vários dias, mas nada que uma compressa gelada e um anti-histamínico não resolvam. [LifesLittleMysteries]

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Parar de fumar melhora o colestero


Segundo uma nova pesquisa, fumantes que conseguem parar de fumar podem ter mais um benefício para a saúde: perfis de colesterol melhorados. O aumento nos níveis de colesterol “bom” vem com o abandono, apesar do ganho de peso.

Alguns pequenos estudos também têm demonstrado que fumar reduz o colesterol bom (HDL) e aumenta o colesterol ruim (LDL). Para testar o impacto do tabagismo sobre os níveis de colesterol de forma mais rigorosa, e num cenário realista, os pesquisadores recrutaram mais de 1.500 fumantes, incluindo uma proporção de pessoas com sobrepeso e obesas.

O participante médio fumava cerca de 21 cigarros por dia antes do início do estudo. Depois de um ano em um dos cinco programas de cessação do tabagismo, 334 (36%) tinham conseguido parar de fumar.

Os pesquisadores descobriram que aqueles que pararam de fumar experimentaram um aumento médio de cerca de 5%, ou 2,4 miligramas por decilitro (mg/dL), no colesterol HDL. Os abstêmios também experimentaram um aumento de partículas grandes de HDL, que são importantes para reduzir o risco de doença cardíaca.

Os efeitos foram um pouco mais fortes nas mulheres. No entanto, não parece importar quantos cigarros eram fumados no início do estudo: os que fumavam mais se beneficiaram do mesmo jeito que os que fumavam menos.

Se confirmado em pesquisas futuras, a descoberta pode lançar luz sobre o forte e misterioso relacionamento entre tabagismo e saúde do coração. Até 20% das mortes por doença cardíaca são atualmente atribuídas ao tabagismo, mas ninguém sabe ao certo o que está por trás desse efeito. Fumar provavelmente afeta o sistema cardiovascular em uma variedade de maneiras, incluindo os níveis de oxigênio reduzidos e o desgaste sobre o próprio coração.

Só houve uma desvantagem em largar o hábito: o eventual ganho de peso. O grupo que parou de fumar ganhou uma média de cerca de 5 kg em comparação com nem 1 kg no grupo que voltou a fumar.

Muitos participantes já estavam com sobrepeso no início do estudo, com um índice médio de massa corporal (IMC) de 29,6. Um IMC entre 20 e 25 é geralmente considerado saudável. O ganho de peso normalmente piora os níveis de colesterol, tanto aumentando o tipo ruim quanto diminuindo o tipo bom.

Como resultado, os pesquisadores acreditam que o ganho de peso pode ter compensado alguns dos efeitos benéficos observados nos abstêmios. Ou seja, outras vantagens sobre os níveis de colesterol podem ter sido mascaradas pelo ganho de peso após o abandono do cigarro.

Segundo os pesquisadores, os médicos devem avisar ex-fumantes sobre a necessidade de uma dieta saudável e exercício físico regular durante o período de abandono.

Ainda assim, os resultados não provam que a cessação do tabagismo provoca melhorias nos níveis de colesterol. Mais estudos são necessários para descartar outras explicações possíveis, incluindo o papel das mudanças no consumo de álcool, que é conhecido por afetar o HDL.

Os pesquisadores avisam que também não está claro exatamente como a cessação do tabagismo pode afetar os níveis de colesterol, embora pudesse ter a ver com mudanças nas proteínas que controlam a distribuição de colesterol. Fumar pode prejudicar essas proteínas.

Porém, há benefícios bastante prováveis: estudos anteriores mostraram, por exemplo, que para cada 1 mg/dL de aumento do colesterol HDL, cai o risco de um evento cardiovascular em até 3% num período de 10 anos. Portanto, se a ligação se mantém, a melhoria dos lípidos no sangue por si só diminuiria o risco do ex-fumante de um ataque cardíaco ou derrame em até 6% nos 10 anos após terem largado o cigarro. [Reuters]

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Os riscos da gordura localizada


Muitos já ouviram, pelo menos uma vez, que a gordura acumulada no abdômen era a mais perigosa, aquela que mais trazia riscos para o corpo. Contudo, uma pesquisa da Universidade de Cambridge, determinou que qualquer excesso de gordura, concentrado em qualquer parte do corpo, faz tão mal para a saúde quanto os “pneuzinhos”. Ter um alto índice de gordura corporal pode trazer riscos para o seu coração tanto quanto a gordura localizada na barriga.

Os cientistas analisaram informações sobre saúde de 58 estudos anteriores, incluindo 221.934 pessoas que foram monitoradas por 10 anos ou mais. Ao final do estudo, 14.297 participantes tiveram um ataque cardíaco ou um derrame. Foi determinado que a circunferência da cintura, a proporção entre cintura e quadril e o índice de gordura corporal tiveram papeis similares no risco da pessoa desenvolver problemas no coração.

“Este estudo mostrou que a gordura da barriga é como qualquer outra gordura quando se analisa os riscos de doenças no coração. Se você carrega peso na cintura ou em qualquer outro lugar, não importa. Faz mal de qualquer jeito”, disse a pesquisadora Emanuele Di Angelantonio.

A professora de epidemiologia, Rachel Huxley, da Universidade de Minnesota, escreveu um editorial para acompanhar a publicação do estudo de Cambridge. Contudo, ela diz que ter o corpo em forma de maça ainda é pior do que o corpo em forma de pêra. Alguns estudos mostram que a “barriguinha” está mais associada a problemas de metabolismo, como resistência a insulina e diabetes tipo 2, do que a gordura localizada em outras partes do corpo.

O endocrinologista Michael Jenson explica que, quando as pessoas engordam nas coxas, novas células de gordura são criadas e funcionam normalmente. Mas, quando elas engordam na barriga, as células de gordura existente se expandem e perdem a habilidade de armazenamento e perda.

Uma explicação possível para o estudo da equipe de Emanuele e as opiniões diversas é que a circunferência da cintura e proporção entre cintura e quadril pode ser calculada de maneiras diferentes em cada estudo, enquanto o índice de massa corporal é calculado de maneira universal. Mesmo assim, “ter controle do tamanho de sua cintura é uma boa maneira de cuidar da saúde”, disse Jenson. “As pessoas podem ter medo da balança, mas eles têm que vestir calças todos os dias”. [MSNBC]

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O que é pior para a saúde: estar desempregado ou ter um emprego ruim?


Uma nova pesquisa mostra que estar em um péssimo trabalho pode ser tão ruim ou pior para a saúde do que estar desempregado.

Por mais estressante que estar sem trabalho seja, o peso psicológico de ser mal pago e muito exigido afeta a saúde da mesma forma. Pior: os participantes do estudo que estavam desempregados e passaram a trabalhar para um emprego de má qualidade agravaram sua saúde mental.

Os pesquisadores analisaram os resultados de um inquérito com mais de 7.000 pessoas que vivem na Austrália. Foram sete anos de respostas, começando em 2001.

A qualidade do emprego foi graduada com base em quatro fatores: o estresse e o nível de demanda, a quantidade de funcionários que disseram ter controle sobre seu trabalho, a segurança no trabalho (ou potencial para um futuro) e se o pagamento era ou não justo.

Os participantes também responderam a um questionário de saúde mental que avaliou sintomas de depressão e ansiedade, assim como emoções positivas, incluindo sentimentos de alegria e serenidade.

Em geral, os empregados tinham melhor saúde mental do que os desempregados. Porém, depois que os pesquisadores levaram em conta fatores que poderiam influenciar os resultados, como idade, sexo, estado civil e nível de ensino, a saúde mental dos indivíduos desempregados estava igual, ou melhor, do que a saúde mental das pessoas com empregos de baixa qualidade.

Aqueles com os empregos de qualidade mais pobre também apresentaram maior queda em saúde mental ao longo do tempo do que os desempregados.

Já as pessoas empregadas em um trabalho de alta qualidade aumentaram 3 pontos na saúde mental. Os com trabalho de má qualidade diminuíram 5,6 pontos.

Essa diferença de pontos é considerada clinicamente relevante, o que significa que as mudanças na saúde mental das pessoas são observáveis.

Segundo os pesquisadores, os resultados sugerem que as políticas governamentais não devem focar só na redução do desemprego, mas na qualidade e nas condições dos postos de trabalho também, inclusive em benefícios, horas e flexibilidade.

Uma forma de melhorar a qualidade do trabalho seria oferecer as proteções necessárias para promover a segurança no emprego. Por exemplo, não ter um contrato de trabalho cria um sentimento de insegurança. Os empregadores poderiam reduzir a quantidade de contrato de trabalho independente e trazer de volta a noção de que, se você trabalha para uma empresa, terá um futuro nela.

Organizações também podem tentar reduzir o número de “escolhas forçadas” dos funcionários, como ir trabalhar ou cuidar de uma criança doente. Políticas de horário flexível não obrigam as pessoas a escolher entre trabalho e família.

Por último, os pesquisadores sugerem que se acabe um pouco com a ideia de emprego de meio período. Os benefícios destes trabalhos podem não ser suficientes para o sustento de uma família. [LiveScience]

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O cérebro prefere música clássica


Dizer “esta música é muito boa” ou “nossa! Que música horrível” é muito comum. Todos têm seus gostos particulares e rejeitam artistas e bandas que fogem das preferências pessoais. Mas, uma pesquisa publicada no periódico científico BMC Research Notes revela que talvez haja um padrão. Segundo o artigo, as pessoas tendem a gostar das músicas que soam “complexas” aos ouvidos, mas que são “decifráveis e armazenadas” pelo cérebro, como as composições eruditas.

O autor do estudo, Nicholas Hudson, biólogo da Australian Commonwealth Scientific and Industrial Research Organization, disse que o cérebro comprime a informação musical como um software de computador faz com um arquivo de áudio: ele identifica padrões e remove dados desnecessários ou redundantes. A música clássica, por exemplo, pode parecer complexa para quem ouve, mas o cérebro consegue encontrar padrões para o trabalho de compressão. Pouca coisa é descartada. Hudson usou programas de compressão de músicas para imitar como o cérebro age e usou músicas que já haviam sido analisadas em um estudo de 2009 que mediu como 26 voluntários curtiam músicas de diferentes gêneros musicais como clássico, jazz, pop, folk, eletrônica, rock, punk, techno e tango.

Entre as músicas que o biólogo escolheu, “I should be so Lucky” da Kylie Minogue foi comprimida a 69,5% de seu tamanho original; “White Wedding” do Billy Idol foi diminuída a 68,5%; e a Terceira Sinfonia do Beethoven foi reduzida a 40,6% do seu tamanho inicial. O cérebro, como o software encontraram mais padrões na música do compositor alemão. Com as outras músicas, ele teve pouco trabalho de compressão, pois o resto foi “jogado fora”. Fazendo uma comparação, as músicas mais “comprimíveis” foram aquelas escolhidas como as mais agradáveis no estudo de 2009.

Mas, porque nosso cérebro gosta mais das músicas que o fazem trabalhar mais para comprimi-las? “É da nossa natureza sentir mais satisfação ao atingir uma meta quando a tarefa é mais difícil. As coisas fáceis trazem um prazer superficial. As músicas mais simples, com poucos padrões de compressão, rapidamente ficam irritantes e deixam de ser estimulantes”, disse Hudson. Esta é uma explicação para aquela sensação de enjoar rapidamente de uma música. O teste também incluía barulhos aleatórios que só puderam ser comprimidos a 86%. O resultado foi que estes sons causaram indiferença e tédio nas pessoas.

Já foi dito que música clássica ajuda a memória, ajuda o foco nos estudos e pode até deixar as pessoas mais inteligentes. Este é mais um estudo que comprova a qualidade da música clássica, mas, como diz o ditado: gosto não se discute. [LifesLittleMysteries]

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Está tendo um ataque de pânico? Não respire fundo


Um novo tratamento, chamado treinamento respiratório de capnometria assistida (TRCA), se tornou mais eficaz em controlar um ataque de pânico.

A nova técnica altera a respiração, se concentrando em diminuí-la para aliviar a sensação de sufocamento que acompanha o ataque. Ela tem se provado mais eficiente em aliviar os sintomas de distúrbios do pânico de curto prazo e a hiperventilação do que a terapia psicológica tradicional. Também pode tornar as pessoas menos propensas a ataques de pânico.

Os transtornos do pânico são caracterizados por episódios recorrentes de terror súbito junto com sintomas físicos como palpitações cardíacas, mãos suadas e hiperventilação. O TRCA foi eficaz porque conseguiu mudar os sintomas psicológicos e de estado fisiológico anormal dos pacientes.

41 pessoas com transtorno de pânico e agorafobia, uma condição na qual as pessoas temem ter um ataque de pânico em um lugar onde não podem obter ajuda, participaram de experimentos. Os pacientes foram aleatoriamente designados para quatro semanas (com sessões duas vezes por dia) de TRCA ou treinamento cognitivo.

Os pacientes do treinamento cognitivo passaram 17 minutos duas vezes por dia analisando os pensamentos catastróficos associados com seus ataques de pânico. Os pacientes TRCA passaram a mesma quantidade de tempo aprendendo a alterar a sua respiração usando um capnomêtro, um aparelho que mede os níveis de dióxido de carbono e de oxigênio, e a frequência cardíaca e respiratória.

Capnômetros portáteis são normalmente utilizados por paramédicos durante emergências, mas, neste caso, os pesquisadores usaram para dar aos pacientes informações sobre a sua respiração. Os pacientes do treinamento cognitivo também tiveram suas medidas fisiológicas tomadas com o capnômetro, mas não viram ou discutiram os resultados.

Em ambos os grupos, os sintomas de pânico geral (como palpitações e tremores) e pensamentos de pânico caíram, e os participantes se sentiram mais no controle. Mas apenas as sessões de TRCA reverteram a hiperventilação e os sintomas físicos que acompanham o pânico, como tonturas, falta de ar e sensação de sufocamento.

Segundo os pesquisadores, o tratamento funciona através da normalização dos níveis basais de dióxido de carbono no sangue, tornando as pessoas menos propensas a hiperventilação e dando-lhes as ferramentas necessárias para reverter um ataque.

Quando as pessoas estão em pânico, geralmente os demais pedem para que elas se acalmem e “respirem fundo”. Mas isso pode não ser uma boa ideia, pelo menos não para quem está hiperventilando.

A hiperventilação acontece quando as pessoas respiram de forma rápida e profunda, e expelem uma quantidade anormalmente elevada de dióxido de carbono, o que provoca sintomas como tontura e dormência. Esses sintomas tendem a fazer com que as pessoas sintam que estão sufocando, de modo que elas respiram mais rápido e mais profundamente, agravando o problema.

Ou seja, nesse caso, respirar fundo não é uma instrução útil. Respirar mais devagar também não adianta, se o paciente ainda estiver respirando profundamente. A nova terapia usa a resposta biológica para ensinar o paciente a respirar menos profundamente e aliviar os sintomas de pânico.

Os pesquisadores acreditam que seja desafiador para os pacientes aprender a não respirar fundo, porque eles sentem uma falta de fôlego. Por isso que eles precisam do feedback de dióxido de carbono e, idealmente, também de oxigênio; apenas para confirmar-lhes de que os sintomas não são por asfixia. [LiveScience]

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Dieta mediterrânea pode melhorar o desempenho mental


Adote o estilo grego: um novo estudo indica que as pessoas que comem e bebem como os mediterrâneos podem pensar um pouco mais claramente na velhice; e a dieta mediterrânea não só é boa para o cérebro, como para o resto do corpo.

Para determinar os potenciais benefícios à saúde dessa dieta, os pesquisadores analisaram os hábitos alimentares e a função cognitiva de cerca de 4.000 mediterrâneos com 65 anos ou mais.

A dieta do Mediterrâneo é tradicionalmente associada ao consumo de muito vinho, frutas, verduras, legumes, azeite e peixe, além do baixo consumo de carne vermelha. Essa lista de alimentos é reconhecida por ajudar a prevenir várias doenças, incluindo doenças cardíacas, câncer e diabetes.

Os pesquisadores deram aos participantes duas pontuações de dieta diferentes, uma que refletia a adesão à dieta tradicional da população grega, e outra baseada em quão bem os participantes cumpriram as Diretrizes Alimentares dos EUA de 2005 (que dá menos peso a peixe e legumes e indica uma ingestão moderada de álcool em comparação com a dieta mediterrânea). O declínio cognitivo dos participantes foi avaliado a cada três anos, com base em medidas como a memória e habilidades matemáticas básicas.

De uma pontuação máxima de 55 na escala da dieta mediterrânea – que refletia uma dieta grega por excelência – o participante do estudo recebeu uma média de 28. Aqueles com maior pontuação pareciam ter um declínio cognitivo mais lento ao longo do tempo, mesmo depois de considerar outros fatores, como educação.

As diferenças tinham um significado prático. Se houvesse dois idosos da mesma idade com pontuações diferentes na dieta mediterrânea, o indivíduo com uma pontuação 10 pontos maior tinha um desempenho cognitivo como se fosse 3 anos mais jovem do que o outro adulto com 10 pontos a menos.

Uma pontuação melhor com base nas Diretrizes Alimentares dos EUA não pareceu influenciar as taxas de declínio cognitivo. Os pesquisadores apontam algumas explicações para tais efeitos, por exemplo, o papel potencial do vinho em proteger o cérebro contra danos. Os alimentos tradicionais do Mediterrâneo também podem reduzir o estresse oxidativo e a inflamação que devem desempenhar um papel no mal de Alzheimer.

Os resultados são consistentes com outros estudos que encontraram um menor risco de declínio cognitivo e mal de Alzheimer entre aqueles com maior pontuação na dieta mediterrânea, apesar de que esses estudos usaram métodos diferentes para medir a aderência à dieta.

Porém, uma vantagem de seguir uma dieta mediterrânica é a capacidade de se concentrar em determinados alimentos e não apenas em nutrientes individuais. Integrar mais legumes, mais azeite, peixe e consumo moderado de vinho junto a uma maior atividade física é bom para o cérebro, sem dúvida. [Reuters]

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Cientistas descobrem molécula que altera memória


Cientistas descobriram uma molécula que serve para apagar, ampliar ou reforçar as memórias. Dias ou semanas mais tarde, é possível fazer algo para aumentar as memórias armazenadas anteriormente.

Os pesquisadores localizaram uma enzima do cérebro que desempenha um papel fundamental na manutenção da memória de longo prazo.

Para testá-la, os pesquisadores condicionaram ratos a associar certo gosto a uma sensação de mal estar no estômago. Essa memória se tornou codificada no cérebro deles e, meses depois da experiência nauseante, os ratos ainda evitavam quaisquer alimentos com sabor semelhante.

Para alterar as memórias dos ratos, os pesquisadores os treinaram para associar determinados alimentos com dor de estômago, e, em seguida, injetaram um vírus que induz as células a expressar uma enzima que altera a memória. A enzima é chamada de proteína Quinase M zeta, ou PQMzeta.

Havia uma versão do vírus estimulante, e uma mutante bloqueante. O aumento das enzimas aumentou a capacidade do rato de lembrar da sensação, enquanto a atividade de bloqueio mutante apagou a memória.

Segundo os cientistas, a PQMzeta parece trabalhar de uma maneira diferente de outros remédios para a memória, que aumentam meios naturais do nosso cérebro de consolidação da memória, ou transformam as experiências diárias em memórias duradouras.

O palpite da equipe é que PQMzeta é parte integrante da “sustentabilidade” das memórias. A manutenção da memória pode não ser um processo passivo. Os resultados sugerem que os mecanismos de manutenção da memória são ativamente mantidos, e mesmo manipulados.

Outras moléculas têm sido implicadas na manutenção da memória, mas PQMzeta é uma espécie de molécula mestre. Os pesquisadores acreditam que, no futuro, é possível que esta proteína seja o alvo de drogas para a memória.

Os medicamentos podem tratar doentes de mal de Alzheimer, reforçando suas memórias, ou indivíduos com transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e pacientes com fobia, diminuindo suas memórias de medo.

Segundo os pesquisadores, a área do cérebro que cuida da memória é capaz de aprender coisas novas e se alterar constantemente. Não há dano causado pela proteína a tal ponto de interferir nessa habilidade. [LiveScience]

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Cientistas criam rastreador de tumores


Ele, basicamente, é um pequeno laboratório que fica dentro de seu corpo e “manda relatórios” sobre possíveis tumores para os médicos.

O rastreador é pequeno o suficiente para ser implantado no seu corpo com a ajuda de uma agulha. O interior do aparelho é recheado de nanopartículas, cada uma feita para rastrear certos tipos de moléculas, produzidas por tumores ou por células cardíacas danificadas.

A membrana permeável do rastreador permite que moléculas do corpo passem por ele sem que as nanopartículas saiam.

Para analisar a situação, basta que o paciente passe por ressonância magnética e os cientistas analisem aglomerados de partículas no rastreador.

O próximo passo da invenção é achar maneiras de obter os resultados sem precisar apelar para uma ressonância magnética desnecessária. [PopSci]

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9 coisas que você não sabe sobre cães



Já que o cão é o melhor amigo do homem há cerca de 15.000 anos, você poderia pensar que os seres humanos os conhecem muito bem. Surpreenda-se com essa lista, que mostra que nossos animais de estimação preferidos são muito mais do que acreditamos:

1) ELES PEGAM NOSSAS DOENÇAS

Em relação ao que nos faz mal, somos muito parecidos. Cerca de 6 milhões de cães são diagnosticados com câncer a cada ano. Eles também têm versões caninas de raras doenças humanas como uma neuronal que leva à incapacidade de caminhar ou controlar os músculos. Cachorros e humanos partilhando as mesmas doenças pode ser uma “boa” coisa: as pesquisas são mais fáceis de executar em animais, dando aos médicos um modelo da doença humana, e aos cães uma chance de cura.

2) ELES PODEM CHEIRAR NOSSAS DOENÇAS

Doenças como câncer, diabetes ou epilepsia podem ser detectadas por cães. Estudos mostram que os animais podem ser treinados para farejar câncer de pulmão, mama, pele, bexiga e próstata. Pesquisadores suspeitam que eles sentem “perfumes” extremamente tênues emitidos por células anormais. Eles também são muito usados para ajudar pessoas doentes. Pacientes com diabetes, por exemplo, cuja saúde pode ser prejudicada quando o açúcar aumenta em seu sangue, podem ser avisadas por cães (que detectam o odor destas flutuações) antes mesmo de sentir os sintomas. Também há casos relatados de cães que podem alertar pessoas epilépticas 45 minutos antes de um ataque começar.

3) ELES “PENSAM”

Segundo pesquisas, os cães podem ser tão inteligentes quanto crianças de 2 anos. Border collie é a raça de cães no topo da categoria “inteligência”, capaz de entender até 200 palavras. Os poodles, pastores alemães, Golden retrievers e Dobermans completam o “top cinco” de raças mais inteligentes. O popular labrador vem em sétimo. Raças de cães de caça mais antigas, como buldogues e beagles, estão entre os alunos mais lentos do mundo canino. Ao contrário de raças de cães mais novas, projetadas para o companheirismo e a sociabilidade, as raças mais velhas foram criadas para farejar e caçar, com mais músculos do que cérebro.

4) ELES PODEM NOS DEIXAR DOENTES

Cães podem transportar patógenos aos humanos. A raiva, uma doença neurológica fatal, é a mais famosa. Porém, vacinas exigidas por lei podem interromper sua disseminação. Em alguns casos, alimentos para cães podem causar intoxicação alimentar em humanos, graças à contaminação pela bactéria Salmonella. Agora, o mais apavorante de tudo é um estudo que descobriu que os seres humanos podem contrair a lombriga parasita Toxocara canis apenas através de um afago na pele de seus cães infectados. A lombriga, que cresce nos intestinos de cães, pode crescer na parte de trás do olho de seres humanos, causando cegueira. Também podem se alojar em fígados e pulmões humanos. Essas infecções são raras, ainda assim, veterinários alertam que a higiene é importante para os proprietários de cães; lavar as mãos antes das refeições e após brincar com seu animal de estimação é indispensável.

5) ELES TAMBÉM TÊM INVEJA

Estudos sugerem que os cães sabem quando não estão recebendo tratamento justo. Quando cachorros faziam tarefas e não ganhavam nada por isso, mas outros cães sim, os não recompensados começavam a ficar agitados, arranhando-se e evitando o olhar dos cães recompensados. Eles também param de fazer a tarefa muito mais rápido do que se estivessem sozinhos e não fossem recompensados. Porém, eles não são tão invejosos quanto nós: os animais não pareciam se importar se outros cães ganhavam salsicha, enquanto eles só ganhavam pão, e também não ligaram se um outro cão ganhava comida sem fazer nada enquanto eles tinham fazer truques. Ainda assim, as conclusões são boas evidências de que a inveja não é só coisa de primata.

6) MAS NÃO SE SENTEM CULPADOS

Você pode ter sido muito injusto com seu cão. O fato é que, quando ele lhe dá aquele “olhar de pena”, não significa que ele esteja se sentindo culpado ou assumindo seu erro. Ele está apenas respondendo a sua repreensão. Quando os donos de cães repreendiam os animais por terem comido um lanche, eles olhavam com “cara de culpa” independentemente de terem mesmo ou não comido o lanche. Na verdade, os cães que foram injustamente acusados muitas vezes pareciam mais culpados. Ou seja, aquele olhar expressivo não significa nada, só que você está gritando com ele.

7) CÃES DÓCEIS VIVEM MAIS

Pesquisas afirmam que cães obedientes e de raças dóceis vivem mais. Os estudos compararam o uso de energia, as personalidades, as taxas de crescimento e a expectativa de vida de 56 raças de cães. Depois de controlar fatores como tamanho do corpo, os pesquisadores descobriram que raças agressivas viviam menos. Eles cresciam mais rapidamente, e tinham maiores necessidades de energia. Os resultados sugerem que, a procura de selecionar e cruzar raças com certa personalidade, os humanos inadvertidamente tocaram em características ligadas ao metabolismo e longevidade.

8 ) ELES SÃO A RAÇA DE MAMÍFEROS MAIS DIVERSA

Os cães apresentam uma incrível diversidade de forma corporal. Um estudo constatou que as diferenças entre os crânios de raças de cães são tão pronunciadas como as diferenças entre espécies de mamíferos completamente distintas. Um crânio de Collie, por exemplo, é tão diferente de um crânio de pequinês quanto o crânio de um gato é de uma de morsa. Toda esta diversidade faz dos cães uma espécie excelente para estudar genética.

9) ELES FAZEM PARTE DA NOSSA VIDA SOCIAL

No passado, as pessoas viam os animais como seres sagrados. O cão tinha um papel espiritual. O cão de três cabeças chamado Cérbero guardava o submundo do mito grego, enquanto os embalsamadores egípcios escolheram o deus cão Anúbis como seu patrono. No folclore maia, os cães levavam os mortos para sua vida no “além”. No Nepal, o Festival de Outono de Tihar tem um dia especial para honrar os cães com guirlandas de flores e alimentos. Hoje em dia, os cães são vistos como simples animais de estimação, porém muito populares e queridos. 80% dos proprietários de cães relataram que interagem com seus cães por mais de duas horas por dia. Muitos relatam que vêem seus animais de estimação como filhos. O melhor amigo do homem pode até mesmo trazer mais amigos aos seus donos. Um estudo de 2000 descobriu que andar com um cachorro pelo menos triplicou o número de interações sociais que uma pessoa tinha. Mais do que isso: os cães incitam contato social mesmo quando o animal parece feroz ou o proprietário não está bem vestido. [LiveScience]

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segunda-feira, 21 de março de 2011

Vitamina A desempenha papel fundamental na saúde


A vitamina A é talvez uma das mais importantes para a manutenção da saúde do ser humano. Desempenhando um papel na nutrição do globo ocular e na manutenção do equilíbrio da pele e mucosas, essa vitamina está presente em vegetais, frutas e fígado animal.
Uma pesquisa realizada no Van Andel Research Institute (VARI) mapeou os chamados receptores nucleares órfãos TR4 e descobriu que a vitamina A desempenha um papel fundamental em determinadas funções fisiológicas, incluindo a formação das células espermáticas e no desenvolvimento do sistema nervoso central.

DIARIODIGITAL

Os receptores nucleares têm função de activar genes importantes no copo humano. Os receptores nucleares «órfãos» são um grupo de receptores cujos «ligantes», ou seja, substâncias a que se ligam receptores, ainda não foram identificadas, e cujas funções fisiológicas não foram muito bem investigadas.
Estudos anteriores já haviam determinado a importância dos derivados da vitamina A, como o retinol e os ácidos retinóicos, em funções fisiológicas.
Os resultados da pesquisa do grupo da VARI mostram que a vitamina A activa os receptores nucleares TR4. «O TR4 desempenha funções no esperma lipídico de células de produção e regulação de lipoproteínas, o desenvolvimento do sistema nervoso central, e da regulamentação da produção de hemoglobina no embrião. Assim, podemos imaginar que a vitamina A pode desempenhar um papel mais importante na fisiologia humana do que acreditávamos anteriormente», diz Edward Zhou, um dos autores do estudo.
«Evidências recentes mostram que os receptores nucleares órfãos são necessários para muitas funções fisiológicas essenciais no corpo humano, e pode ser usado para ajudar a descobrir alvos de drogas para doenças humanas», diz Zhou.
«Além disso, a identificação de ligantes para os receptores nucleares normalmente leva à descoberta de novos tipos de drogas terapêuticas para doenças humanas», ressalta o cientista.

Imagem: grazinutri.blogspot.com

Pessoas trabalhadoras e responsáveis vivem mais


Nada de relaxar: segundo um novo estudo, o tipo de pessoa trabalhadora e prudente é a que vive mais tempo.

Ou seja, se você quer melhorar sua saúde, não deve apenas fazer academia, mas envolver-se em projetos significativos e produtivos.

A pesquisa seguiu 1.528 crianças superdotadas desde o início dos anos 1920 até sua morte. A parte sobre saúde e longevidade do projeto vem sendo estudada há 20 anos. Entre os resultados, o estudo mostra que pessoas conscientes e prudentes vivem alguns anos a mais do que os despreocupados.

Também, o casamento prolonga a vida dos homens, mas faz pouca diferença para as mulheres. Os laços sociais são impulsionadores de longevidade para ambos os sexos. Trabalhadores que avançaram em suas carreiras e assumiram mais responsabilidade também tinham maior probabilidade de viver uma vida longa e saudável.

As crianças recrutadas para o estudo foram identificadas por seus professores como os alunos mais brilhantes durante os anos 1920. Na época, o professor Lewis Terman queria estudar se a inteligência levava ao sucesso na vida adulta.

Traços de personalidade de cada criança foram registrados, como outras informações biográficas e demográficas. Elas mostraram uma grande variação na forma como foram bem sucedidas mais tarde na vida; as carreiras variaram de correspondente internacional a físico atômico e de caminhoneiro a secretária.

Lewis Terman morreu em 1956, e mais de três décadas depois, outros cientistas transformaram a pesquisa em um estudo de saúde. Eles também adicionaram novas informações sobre os participantes, incluindo certificados de óbito.

A grande surpresa foi que a personalidade e o caráter das crianças podem prever a sua saúde e longevidade através das décadas. Mais do que o nível socioeconômico, a persistência, a confiança e os laços sociais realmente importavam para promover a saúde.

Crianças confiáveis e prudentes, em média, evitavam riscos e tinham relações estáveis, um grande impulso para a saúde, a felicidade e a longevidade. Os genes também desempenhavam um papel na longevidade.

Esses traços de personalidade prolongaram a vida das pessoas por uma média de dois a três anos, oequivalente a 20 a 30% menor risco de morte precoce.

Em muitos casos, os participantes fizeram a sua própria sorte: uma personalidade responsável ajudou a evitar até mesmo riscos aparentemente aleatórios. A geração estudada foi a que lutou na Segunda Guerra Mundial, e a posição de combate mais estressante estava no Pacífico.

Quando os cientistas analisaram os que lutaram na guerra, encontraram uma correlação surpreendente. Não foi ao acaso que as crianças mais impulsivas e irresponsáveis acabaram combatendo no Pacífico.

O casamento também ajudou os homens. Os que se casaram, e ficaram casados, eram propensos a viver além da idade de 70 anos, mas menos de um terço dos homens divorciados chegaram a essa idade. Homens que nunca se casaram sobreviveram aos que se divorciaram, mas não aqueles que permaneceram casados.

Os pesquisadores acreditam que as esposas são portas a um círculo social. Com o divórcio, os homens perdem apoio social, importante para a saúde e a felicidade.

Outra descoberta é que tanto homens quanto mulheres com traços considerados mais “femininos”, como desejo por companhia e compartilhamento de sentimentos, vivem mais do que as pessoas com traços mais fechados, “masculinos”.

Embora a personalidade pareça afetar a longevidade, os pesquisadores afirmam que os brinchalhões da turma de hoje não devem temer uma morte precoce. As pessoas podem mudar, e aqueles que reforçam a sua ética de trabalho mais tarde na vida também vêem os benefícios na saúde e longevidade. [LiveScience]

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Quantos sentidos um humano tem?


Os humanos percebem, reagem e pensam com uma vasta coleção de neurônios ligados em rede, estimuladas pelo mundo externo. Nenhum estudo jamais mostrou que nós recebemos ou processamos informações de outras maneiras, a não ser com nosso sistema nervoso. Mesmo assim, o que percebemos pode ir além dos básicos cinco sentidos: visão, olfato, paladar, audição e tato.

O sentido do tato, por exemplo, é uma variedade imensa de sensações causadas por diferentes neurônios com papéis determinados. O toque pode ser leve, pode ter um pouco de pressão, pode ser erótico, vibrar e causar outras sensações como dor ou percepção de variação de temperatura. Todas resultam de células sensoriais que estão ajustadas de maneira diferente.

Existem, também, sentidos nada óbvios. Os receptores cinestésicos existem para detectar o movimento dos músculos e tendões, o que nos ajuda a controlar nossos membros. Outros receptores nos ajudam em nossa orientação, nos deixando equilibrados. Alguns podem ajudar, inclusive, a detectar o nível de oxigênio em certas artérias.

E o sexto sentido? Para aqueles que acreditam no lado paranormal dos nossos sentidos, ainda há a possibilidade de experiências extra-sensoriais. [LifesLittleMysteries]

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Poluentes ambientais afetam o crescimento de meninos russos


Segundo uma nova pesquisa, meninos expostos a níveis elevados de poluentes ambientais são menores do que seus semelhantes. Os meninos com a maior exposição a certos poluentes também tinham, em média, dois pontos a menos no índice de massa corporal (IMC), uma medida de peso relativo à altura.

Pesquisadores seguiram cerca de 500 meninos russos por três anos, e descobriram que aqueles com os maiores níveis de bifenilos policlorados (PCBs) em seu sangue eram quase três centímetros mais baixos do que os meninos com menor quantidade de PCB em seus corpos. Um padrão semelhante foi encontrado em meninos com maior exposição ao poluente dioxina.

No passado, PCBs eram usados em tudo, desde eletrodomésticos e lâmpadas fluorescentes até isolantes e inseticidas. Produtos químicos foram proibidos nos anos 1970 por causa dos riscos potenciais à saúde, mas os PCBs continuam sendo uma preocupação de saúde pública porque sobrevivem no meio ambiente e se acumulam na gordura dos peixes, mamíferos e aves.

Pesquisas já ligaram PCBs a um risco elevado de câncer, diabetes tipo 2 e outras doenças. Um estudo com crianças em Taiwan também constatou que aquelas expostas a PCBs no útero eram mais baixas do que as não expostas.

As dioxinas são substâncias tóxicas formadas por combustão, por exemplo, nos incineradores de resíduos ou incêndios florestais, e em alguns processos industriais. Dioxinas presentes na atmosfera são depositadas em plantas, solos e água, e entram na cadeia alimentar quando ingeridas por gado e peixes.

A exposição a dioxinas conduz a maiores taxas de câncer e alterações nas taxas de natalidade, resultando em mais bebês do sexo feminino e menos do sexo masculino.

A exposição pré-natal aos PCBs, mas não a dioxinas, também tem sido associada ao baixo peso ao nascer. E junto com as diferenças na estatura e peso dos meninos pré-púberes, os pesquisadores descobriram que os com níveis mais elevados de PCBs cresceram significativamente mais devagar: cerca de 0,2% por ano durante o período de estudo de três anos.

Os garotos russos incluídos no estudo têm exposições muito superiores a esses poluentes do que a população geral dos EUA, por exemplo, provavelmente um resultado da proximidade com uma fábrica de produtos químicos que gera a dioxina como subproduto. Porém, um pequeno número de pessoas nos EUA e outros países desenvolvidos vivem em regiões com exposições que combinam, ou até mesmo ultrapassam, as vistas na pesquisa.

Os pesquisadores ainda não sabem ao certo por que PCBs ou dioxinas poderiam afetar o crescimento de meninos. Mas a pesquisa sugere que as dioxinas interferem nos genes que regulam o desenvolvimento normal, enquanto o PCB perturba a regulação dos hormônios da tireóide, o que pode afetar o crescimento. [Reuters]

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Depressão piora a dor em pacientes com artrite de joelho


Segundo um novo estudo, a depressão pode tornar a dor da artrite de joelho pior. As descobertas podem explicar porque alguns pacientes experimentam um nível de dor elevado, apesar de seus raios-X indicarem o contrário.

Artrite de joelho, ou osteoartrite de joelho, é uma forma de artrite em que a cartilagem da articulação do joelho “quebra”, levando à fricção do osso. Geralmente afeta pessoas acima de 50 anos, e ocorre mais frequentemente em obesos. Os sintomas podem incluir dor ou rigidez em torno do joelho, inchaço no joelho e limitação de movimentos.

Os pesquisadores alertam que a relação entre dor e depressão sugere que ambos devem ser considerados pelos médicos no tratamento de pacientes com osteoartrite, particularmente naqueles cujos raios-X não indicam danos graves nas juntas.

O estudo incluiu 660 homens e mulheres sul-coreanos com 65 anos ou mais. Os participantes foram avaliados quanto à gravidade de sua artrite de joelho através de raios-X. Entrevistas e questionários foram utilizados para avaliar se os pacientes sofriam de depressão.

Como esperado, os níveis de dor atribuídos a artrite de joelho foram maiores nos pacientes cujos raios-X indicaram maior dano articular. Porém, os pesquisadores descobriram que os transtornos depressivos foram associados com um aumento da dor em pacientes com artrite de joelho moderada a leve, mesmo quando os raios-X não mostraram lesões articulares significativas.

A ligação pode até explicar porque alguns pacientes continuam a experimentar dor crônica mesmo após passarem por cirurgia de substituição do joelho. Às vezes a dor e a incapacidade após a cirurgia não tem explicação médica, e a verificação de depressão entre os pacientes pode ser uma boa opção.

Segundo os cientistas, a contribuição da depressão à dor da osteoartrite foi quase tão importante quanto o dano indicado nos raios-X. No entanto, mais pesquisas são necessárias para explicar ou provar uma relação de causa e efeito entre as duas condições. [LiveScience]

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Segundo a OMS: A radiação nos alimentos é 'muito mais séria' de que o previsto


A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu de que a detecção de radiação nos alimentos depois do terramoto que danificou a planta nuclear de Fukushima no Japão é um problema muito mais sério do que o previsto originalmente.

ELMUNDO.ES

"Está claro que é uma situação séria", disse desde Manila Peter Cordingley, porta-voz da delegação para o Pacífico Oeste da OMS.
"É muito mais sério do que pensávamos nos primeiros dias, quando acreditávamos que este tipo de problema podia limitar-se a 20 ou 30 quilómetros", declarou.
A radiação detectada em verduras, pó, leite e água contaminada estão aumentando o temor na região, pese a que funcionários nipónicos assegurem que os níveis não são perigosos.
O Governo japonês proibiu a venda de leite sem processar desde a prefeitura de Fukushima e de espinafres desde outra área próxima, e disse que poderia anunciar mais tarde restrições adicionais a outros alimentos.
Cordingley disse que a OMS não teme evidência de que os alimentos contaminados desde a prefeitura de Fukushima tenham chegado a outros países.
As autoridades registaram na água corrente níveis de iodo radioactivo três vezes superior ao limite legal numa população situada a 40 quilómetros da central nuclear de Fukushima, segundo comunicou o Governo, que também explicou que esta descoberta não implica um risco iminente para a saúde.
Na localidade de Litatemura, com cerca de 4.000 habitantes, os níveis de iodo estão situados nos 965 bequerelios por cada quilograma de água, frente aos 300 bequerelios por quilo estabelecidos como limite a partir do qual não é aconselhável beber água.
Em referência à radioactividade advertida nos vegetais cultivados nas prefeituras de Gunma, Tochigi (centro) e Chiba (centro-este), o organismo assegurou que não supõe uma ameaça para a saúde, pese a que ultrapassa os limites normais.
Nestas prefeituras, localizadas ao sul de Fukushima, detectou-se uma radiação excessiva nas folhas dos espinafres. Assim, as autoridades de Gunma ordenaram às cooperativas locais que interrompam o envio de produtos hortícolas e assumam a devolução dos enviados.
O maior problema está nos espinafres de algumas localidades de Ibaraki (centro-este), que superam 27 vezes os níveis legais de radioactividade. Sem dúvida, as autoridades delegaram nos governos municipais a decisão de cessar voluntariamente o comércio de alimentos possivelmente contaminados.

Imagem: Um agricultor num campo de espinafres na prefeitura de Ibaragi. | Reuters
Europa Press | Tokio

sexta-feira, 18 de março de 2011

Como saber se o seu whisky não é falsificado


Whisky é uma das bebidas mais apreciadas do mundo. Os que gostam, amam, os que não gostam, acham forte demais. Os que gostam investem boas quantias de dinheiro para comprar uma bebida tradicional, de qualidade e envelhecida. Entretanto, algumas pessoas podem ser ludibriadas e, ao invés da bebida, tomam uma mistura de metanol e alguns químicos diluídos em chá gelado. Se isso parece ruim, imagina a ressaca.

Mas os dias dos falsificadores estão contados. Pesquisadores da Universidade de Leicester estão aprimorando uma tecnologia, que já é usada para reconhecer remédios falsificados, para analisar o conteúdo das garrafas de Whisky.

“Para quem gosta de whisky e vinho é importante que o produto não estrague quando você abre a garrafa”, disse o pesquisador George Fraser, que participou da construção do espectrômetro. A técnica consiste em detectar as diferenças entre as características de luz refletida pelo líquido dentro da garrafa ou pelo seu rótulo. Uma luz branca é direcionada ao líquido e o espectrômetro avalia se a assinatura é a mesma do produto original.

“Existe uma medida de superfície para a garrafa e a embalagem, mas também existe uma medida feita através da garrafa que permite a caracterização do líquido”, afirma Fraser. Os cientistas envolvidos no estudo acreditam a tecnologia também poderia ser usada para detectar líquidos em aeroportos. Outro fato importante é que, fora a questão da originalidade do produto, bebidas falsificadas podem conter altos teores de produtos químicos que poder causar estragos para seu fígado e todo o seu corpo. [NewScientist]

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