quarta-feira, 20 de maio de 2009

Como cuidar dos seus olhos (6)


por Donald Patten, M.D. - traduzido por HowStuffWorks Brasil

Você corre maior risco de ter glaucoma se:

tem diabetes
teve uma lesão anterior nos olhos
tem um histórico familiar de glaucoma
tem sido um usuário de drogas corticosteróides por um longo período
Pessoas com alto risco devem fazer um exame pelo menos a cada 2 anos. Outros devem ser examinados a cada 3 ou 5 anos.

Quando é detectado cedo, o glaucoma normalmente pode ser controlado com colírios, que às vezes causam efeitos colaterais como sonolência, visão embaçada, dores de cabeça ou alterações na freqüência cardíaca. A cirurgia a laser pode ser feita quando os medicamentos não funcionam bem, mas um estudo feito em 1996 concluiu que a cirurgia a laser, como terapia de primeira linha, funciona tão bem quanto os colírios e tem menos efeitos colaterais. Contudo, o efeito da cirurgia a laser pode se desgastar com o tempo e ser necessário um tratamento adicional.

Miopia

Quando o globo ocular é muito longo da parte da frente à parte traseira ou a córnea é muito curva, o resultado pode ser a miopia, também conhecida como vista curta. Pessoas com miopia podem ver claramente os objetos que estão perto, porém os objetos distantes parecem embaçados. Na visão normal, a imagem de um objeto distante é focalizada na retina, porém na visão com miopia, devido ao maior comprimento do globo ocular, a imagem focalizada cai antes da retina. O resultado: uma imagem confusa.

2006 Publications International, Ltd.
Óculos ou lentes de contato corrigem facilmente a miopia

A miopia tende a ser hereditária, desenvolvendo-se por volta dos 12 anos de idade e progredindo até perto dos 20 anos. Raramente a condição piora depois dos 30 anos e, na verdade, às vezes melhora após essa idade.

Os óculos ou lentes de contato corrigem facilmente a miopia. Pessoas que não querem se aborrecer com nenhum desses dispositivos para os olhos podem considerar a realização de ceratotomia radial. Esse é um procedimento cirúrgico que envolve fazer vários cortes radiais na superfície da córnea, alterando assim o formato da córnea e corrigindo o problema.

Em 1994, oftalmologistas publicaram o primeiro estudo de longo prazo sobre a ceratotomia radial, com recursos do Instituto Nacional de Olhos americano. Os resultados mostraram que 70% das pessoas que fizeram ceratotomia radial não precisavam usar lentes corretivas 10 anos após a cirurgia.

A ceratotomia radial não funciona para todo mundo e há riscos, tais como ficar com uma má visão para ler ou visão noturna ruim. Os melhores candidatos para o procedimento são pessoas com miopia apenas leve. Qualquer um que esteja considerando fazer a cirurgia, deve discutir todos os resultados esperados e as possíveis complicações com um oftalmologista. Está disponível também um procedimento novo, chamado de ceratotomia fotorrefrativa.

Felizmente a maioria dos problemas nos olhos são apenas temporários e se resolvem com o tratamento apropriado. Para mais informações sobre condições oculares temporárias, vá para a próxima seção.

Condições que afetam os olhos temporariamente
Às vezes, nem os melhores esforços preventivos conseguem interromper um problema que está surgindo. A seguir, alguns dos problemas oculares mais comuns, como identificá-los, como lidar com eles e como impedir que voltem.

Blefarite

A blefarite é uma inflamação das margens das pálpebras, que causa vermelhidão e espessamento. Podem também aparecer escamas, crostas ou úlceras rasas (áreas de erosão). A doença é comum, especialmente em crianças, e com freqüência afeta as pálpebras superiores e inferiores dos dois olhos. Há dois tipos: ulcerosas e não ulcerosas. A infecção dos folículos dos cílios e glândulas oleosas causa a blefarite ulcerosa. A variedade não ulcerosa, que é mais comum, pode ser causada por uma alergia ou dermatite seborréica, que é uma descamação inflamatória do couro cabeludo, sobrancelhas e orelhas. Piolhos também podem às vezes causar o tipo não ulceroso.

2006 Publications International, Ltd.
Uma alergia à maquiagem pode causar blefarite

Os sintomas de blefarite incluem:
coceira, queimação, olhos com as bordas vermelhas
pálpebras inchadas
perda de sobrancelhas
irritação da parte interna da pálpebra (como se houvesse areia ou sujeira por dentro)
Os olhos podem lacrimejar e ficar sensíveis à luz. Na blefarite ulcerosa, as crostas duras e secas que se formam deixam a superfície sangrando quando são removidas. Na blefarite não ulcerosa, aparecem escamas gordurosas que são facilmente removidas nas margens das pálpebras.

http://saude.hsw.uol.com.br/como-cuidar-dos-seus-olhos4.htm

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Medicina nos Anos Dois Mil (3)


Por Manuel Luciano da Silva, Médico

Em Dezembro de 1895, o fisicista alemão, Wilhelm Conrad Rontgen, revelou a sua descoberta dos Raios X, capazes de penetrar os corpos opacos e revelar os nosso ossos. Devido à grande importância desta descoberta Rontgen foi galardoado com o Prémio Nobel em 1901, sendo este o primeiro Prémio Nobel atribuído no Mundo.

Leis da genética

Foi em 1866, que Gregório Mendel, um botânico e monge agostinho austríaco, revelou os resultados das suas descobertas sobre as leis que regulam os mecanismos da hereditariedade baseado nas experiências que tinha conduzido no cruzamento de ervilhas híbridas brancas e amarelas no quintal do seu mosteiro. Mesmo sem saber da existência dos cromossomas e dos genes, Mendel formulou as três leis da hereditariedade que ainda hoje estão correctas!

Teoria dos Microorganismos

Louis Pasteur (francês 1822-1895) é considerado o maior químico e biologista que mais contribui para o avanço da medicina. Ele passou a sua vida casado com o seu laboratório! Destruiu por completo a teoria da germinação espontânea. Demonstrou também que os micróbios é que causam as doenças e que a fermentação é feita à custa de microorganismos! É lógico que se as bactérias é que são as causadoras de doenças, Pasteur tornou-se um grande defensor dos métodos anti-sépticos, iniciando a chamada pasteurização, ainda hoje muito usada quer no leite e noutras bebidas. Mas a sua maior contribuição foi no campo das vacinas contra o antraz e contra a raiva. Não há duvida nenhuma que todos nós devemos muito da nossa longevidade às descobertas feitas por Pasteur.

Na sala de operações

Foi o cirurgião inglês Joseph Lister que em 1865, depois de ler um trabalho publicado por Louis Pasteur a respeito da Teoria das Bactérias iniciou as medidas de esterilização na sala de operações, reduzindo assim em mais de cinquenta por cento a mortalidade post-operatória!

Anestesia

Outro passo gigante no tratamento médico foi alcançado por William T. G. Morton com a aplicação do éter na anestesia. Era dentista, mas uma das suas preocupações foi sempre descobrir qualquer substância que aliviasse as dores aos seus doentes. No dia 16 de Outubro de 1846, o Dr. Morton, anestesiou com éter um doente que tinha um tumor no pescoço e foi operado pelo famoso cirurgião, Dr. John Warren, do Massachusetts General Hospital de Boston. A anestesia e a operação foram ambas grande sucesso.

Mais invenções

Para condicionarmos o nosso cérebro na análise dos triunfos médicos devemos rever, embora rapidamente, algumas das invenções que foram imprescindíveis no progresso da ciência médica.

Duas descobertas fundamentais para o avanço da civilização, quer na ciência quer na medicina, foram, sem dúvida, a invenção do papel pelo chinês Ps'ai Lum, 105 anos antes de Cristo nascer e a invenção da imprensa por Johann Gutemberg, na Alemanha em 1454.

Em 1769 James Watt, escocês, inventou o motor a vapor iniciando assim a revolução industrial, muito importante para o progresso científico incluindo a medicina.

Em 1821 Michael Faraday (inglês) inventou o primeiro motor capaz de produzir eletricidade! Esta descoberta teve um impacto tremendo no mundo.

Foto: Rontgen fazendo sua primeira demonstração do Raios X Descoberta do Raios X

domingo, 17 de maio de 2009

Como cuidar dos seus olhos (5)


por Donald Patten, M.D. - traduzido por HowStuffWorks Brasil

Astigmatismo

O astigmatismo é um tipo de visão distorcida, causada por um defeito na curvatura da córnea ou no cristalino. A maioria das pessoas com astigmatismo, pode ver claramente os objetos que estão diretamente na frente delas, mas talvez sua visão periférica em cima e embaixo, no lado direito ou esquerdo ou diagonalmente, seja defeituosa.

2006 Publications International, Ltd.
O astigmatismo é causado por um defeito na curvatura da córnea ou do cristalino

Geralmente, a prescrição de óculos corrige o problema. A maioria das pessoas com astigmatismo nasce com essa tendência, mas ele pode também ser causado por doença ou lesão dos olhos. O segundo tipo é mais difícil de corrigir. Independentemente da causa, o tratamento precoce é crucial. Crianças, em particular, correm risco de ter a visão permanentemente defeituosa se o astigmatismo não for corrigido cedo.

Catarata

A catarata é um embaçamento do cristalino que resulta em escurecimento da visão. Pessoas com esse problema, vêem o ambiente como se estivessem olhando através de uma cachoeira, por isso o nome da doença. Outros sintomas incluem
sensibilidade à luz e ao brilho
cores mais fracas ou amareladas
visão noturna precária
halos em torno das luzes
A causa exata da catarata é desconhecida. O envelhecimento provavelmente é um fator determinante. Cerca da metade dos americanos com idades entre 65 e 74 têm cataratas, e essa proporção salta para 70% em pessoas com mais de 75 anos. Mas a catarata pode ocorrer também em pessoas jovens e até em recém-nascidos cujas mães contraíram rubéola durante a gestação.

Há pesquisas em andamento para determinar se certas vitaminas e minerais poderiam ajudar a prevenir ou retardar o desenvolvimento de catarata. Uma agressão ao cristalino, uso prolongado de drogas corticosteróides e altas doses de radiação (como raio-x) podem também desencadear a doença. A exposição excessiva aos raios ultravioletas também aumenta o risco.

Embora seja normalmente curável, a catarata pode levar à cegueira se não for tratada. Quando necessário, o tratamento cirúrgico restaura a visão em 95%. O procedimento é feito geralmente no ambulatório. Mas a cirurgia é feita somente quando a catarata está interferindo na vida diária.

Anos atrás, os pacientes tinham que usar óculos especiais com lentes espessas depois da cirurgia de catarata, hoje isso não é mais preciso. Agora os cirurgiões geralmente implantam uma lente intra-ocular, um pequeno disco plástico bem leve, que produz uma imagem sem distorção. Há um problema: como essa não é uma lente natural, não consegue ajustar o foco para imagens próximas e distantes. O médico e o paciente precisam decidir antes da cirurgia qual correção vão escolher.

Glaucoma

O glaucoma é um distúrbio dos olhos causado pelo aumento da pressão dentro do globo ocular, que aumenta porque os fluidos não conseguem drenar normalmente. O distúrbio é mais comum em pessoas com mais de 40 anos de idade; é a causa líder de cegueira em pessoas com mais de 60 anos.
Dispositivos auxiliares para visão
Se você estiver com a visão comprometida devido ao glaucoma ou outro problema nos olhos, existem muitos dispositivos que podem ajudar você a enxergar melhor.
óculos com lentes de aumento (à venda sem prescrição nas farmácias);
lupas;
telescópios (algumas pessoas usam pequenos telescópios encaixados nos óculos para enxergar objetos distantes, como placas na rua);
circuitos fechados de TV (estes produzem uma imagem ampliada em um monitor de TV);
livros, revistas e jornais com letras grandes;
aparelhos com voz, tais como cronômetros, relógios ou computadores;
mostradores de telefone maiores.
Lembre-se também que a iluminação adequada faz muita diferença (uma pessoa de 60 anos de idade sem distúrbio nos olhos requer o dobro de iluminação que uma pessoa de 20 anos de idade para ler confortavelmente).

Cerca de 90% dos glaucomas são crônicos; a pressão vai aumentando gradualmente, não sendo detectado por anos. Em um tipo muito mais raro, o glaucoma agudo, a pressão aumenta subitamente causando dor intensa e escurecimento abrupto da visão.

A deterioração da visão no glaucoma crônico é tão gradual e indolor, que tem sido denominada de ladrão sorrateiro da visão. Às vezes, a perda da visão periférica progride lentamente, enquanto a visão central permanece normal. Outros sintomas tardios incluem:
visão nebulosa ou embaçada; a visão periférica é normalmente afetada primeiro
dificuldade para ajustar-se ao brilho e escuridão
dor leve dentro ou ao redor do olho
um efeito de halo em torno de luzes distantes
Porém, no momento em que os sintomas aparecem, o glaucoma crônico já pode ter causado danos permanentes. É por isso que a realização de exames regulares depois dos 40 anos é essencial para identificar a doença no início. O tratamento precoce pode retardar o dano aos olhos e prevenir perda adicional da visão.

sábado, 16 de maio de 2009

Idosos com direito a medicamentos de segunda


Abril 25, 2009 – 12:27 am

(Em Portugal)

Os idosos com rendimento mensal inferior a 450 € passam a ter direito a medicamentos genéricos gratuitos. O custo da operação é da ordem dos 40 milhões de euros anuais, pouco superior ao que o governo se propõe gastar com a incineração dos cadáveres das vacas loucas até 2011.

Os medicamentos genéricos estão sob suspeita em todo o mundo, em razão das condições anómalas de funcionamento de muitas empresas fabricantes dos chamados princípios activos, sobretudo na China e na Índia e da inexistência de mecanismo de controlo de qualidade.

http://www.lawrei.eu/mranewsletter/

Perder emprego pode aumentar riscos de contrair problemas de saúde



JB ONLINE

WASHINGTON - Perder o emprego em meio a uma crise econômica de dimensão mundial não representa apenas um problema financeiro, mas também um episódio que pode causar doenças. É o que indica estudo publicado na edição de 8 de maio da revista Demography.

Mesmo se uma nova colocação for encontrada em pouco tempo, há um aumento no risco de desenvolver problemas de saúde como hipertensão, diabetes, infarto, derrame ou doenças coronárias, apontam os autores da pesquisa.

- Na economia atual, perder o emprego é algo que pode acontecer com qualquer um. Por conta disso, precisamos estar atentos às possíveis consequências para a saúde e verificar o que pode ser feito de modo a aliviar os efeitos negativos do processo - disse Kate Strully, que conduziu o estudo na Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

A pesquisa foi conduzida a partir de dados obtidos em um levantamento nacional sobre renda feito pelo governo norte-americano de 1991 a 2003. Foram avaliadas diversas profissões, tanto no setor industrial como no de serviços.

Segundo os resultados, trabalhadores com problemas de saúde têm 40% mais chances de serem demitidos. Entre aqueles com boa saúde, mas que perderam empregos por conta de fatores como o encerramento das atividades da empresa em que estavam, o risco de desenvolver doenças aumentou em 83%.

- À medida que consideramos maneiras de melhorar a saúde da população durante um período de recessão econômica e aumento de desemprego, é fundamental que olhemos além da reforma do setor de saúde, de modo a compreender o enorme impacto que fatores como perda de emprego têm sobre a saúde - disse David Williams, também da Universidade Harvard.

- Onde e como vivemos, trabalhamos, estudamos e nos divertimos têm um impacto na saúde maior do que o apoio que o sistema de saúde nos oferece - apontou.

As informações são da Agência Fapesp

14:57 - 08/05/2009

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Os Mistérios do Corpo Feminino, ou as Muitas Descobertas do Clitóris



Margareth Rago

No ano de 1997, o jornal Folha de São Paulo noticiou com alarde a publicação de um romance, O Anatomista, por uma das mais famosas editoras brasileiras. De autoria do psicanalista argentino Federico Andahazy, trata-se de uma ficção real, ou de uma história romanceada a respeito da descoberta do clitóris, em 1559, por Readolus Colombus, ou Mateo Renaldo Colón. Risadas, brincadeiras, comentários jocosos, a verdade é que o livro vendeu bem e o autor se tornou famoso nos meios culturais e sociais também em nosso país. E com ele, o clitóris entra novamente em cena.

Digo novamente, é claro, porque o feminismo, liberal ou socialista, já havia feito esta mesma descoberta décadas antes. Logo no final dos anos 60, ou inícios dos anos 70, feministas radicais, lésbicas assumidas e mulheres emancipadas proclamavam sua independência sexual em relação ao império do falo, acusando os homens de desconhecerem o corpo e a sexualidade femininos, negando-lhes na prática o direito ao prazer. A revista Nova, publicada pela Editora Abril a partir de 1972, destinada a mulheres da classe média urbana, divulgava a nova e importante descoberta: as mulheres tinham sim orgasmo e este era sobretudo clitoriano, não apenas vaginal. O clitóris, órgão pouco falado e conhecido entre as mulheres principalmente, fazia sua portentosa aparição, de certo modo, assustadora para os homens: os holofotes punham em cena o pequeno órgão que havia passado tão despercebido e desconsiderado por homens e mulheres por muito tempo.

Na verdade, também não sabemos exatamente por quanto tempo, já que, em seguida, as pesquisas históricas e antropológicas sobre o corpo e a sexualidade do "sexo frágil" passaram a indicar, ao menos nos textos médicos do século 19 e das primeiras décadas do 20, na Europa e no Brasil, um conhecimento bastante aprofundado sobre o corpo feminino pela medicina moderna. Antes mesmo da descoberta de Freud, em 1905, vários médicos, ao explicarem as razões da anafrodisia ou da prostituição, demonstravam um conhecimento científico bastante aprofundado sobre o corpo e os órgãos prazerosos da mulher, desde meados do século 19. Vale lembrar, aliás, que nos séculos anteriores, esta era pensada biologicamente a partir do modelo masculino, sendo o clitóris interpretado como um pequeno pênis.

Gostaria de pensar, neste texto, as razões que levam a um esquecimento da existência do clitóris, a um apagamento do pequeno órgão em cada época histórica e a seu posterior e abrupto renascimento. Será possível detectar algum fenômeno maior associado a este movimento? Será possível dizer que o clitóris é redescoberto em momentos de modernização econômica e de maior liberação das mulheres e, do mesmo modo, esquecido e silenciado em momentos de retração, de maior repressão moral e conservadorismo político? Seria o controle dessa informação sobre o corpo da mulher uma forma de contenção do desejo e normatização das relações de gênero, garantindo o lugar privilegiado ao sexo forte? Minha hipótese é a de que o clitóris é silenciado física e discursivamente nos momentos de maior controle sobre a mulher, sobretudo naqueles em que é associada à figura da mãe e, portanto, totalmente dessexualizada. Exemplo disso são os regimes totalitários, o fascismo italiano e o nazismo alemão que promoveram a figura dócil da mulher camponesa, aconchegante e aninhada entre os filhos, abnegada e bondosa, porém, totalmente assexuada.


A releitura médica do corpo feminino no século 18

Alguns estudos, como o de Thomas W. Laqueur, Ivonne Knibiehler/Catherine Fouquet e Jean-Louis Flandrin trazem inquietantes informações a respeito das interpretações médicas do corpo feminino. O primeiro autor, por exemplo, explica que, a partir do final do século 18, os doutores mudaram radicalmente os parâmetros para pensar o corpo e a sexualidade feminina, o que levou a uma profunda dessexualização da mulher, ou para recorrer a Foucault, a uma patologização de seu corpo. Segundo ele, a partir do final do século 18, emerge uma nova conceitualização do orgasmo feminino, o qual deixa de ser relevante para a geração, como fora anteriormente a ciência médica das Luzes. Os textos renascentistas, em que o clitóris é concebido como um órgão que faz o prazer das mulheres e sem o qual elas "não teriam desejo, nem prazer e nem nunca poderiam conceber" se tornam superados.

O deslocamento do orgasmo sexual feminino se inscreve num quadro mais amplo de reinterpretação radical do corpo feminino, em relação ao masculino, no século 18. Por milhares de anos, embora a mulher fosse socialmente percebida como inferior ao homem, acreditava-se que tinha os mesmos órgãos genitais que ele, com a diferença de estarem dentro e não fora. Galeno, que desenvolve o modelo mais importante sobre a natureza homóloga entre os órgãos reprodutivos do macho e da fêmea, no século 2 d.C., afirmava que a mulher tem testículos acompanhados de canais seminais iguais aos do homem, um de cada lado do útero, com a única diferença de que os do macho estão contidos no escroto e os da fêmea não. Por dois milênios, o órgão que, no início do século 19, definirá a essência da mulher ainda não tinha um nome próprio. Galeno refere-se a ele usando o mesmo nome que utiliza para os testes masculinos, orchis. No século 17, Regnier de Graaf chama os ovários pelo nome latino, testiculi. No século 18, Pierre Roussel, autor do Système Plysique et Moral de la Femme, um dos autores mais influentes do período, denomina os dois corpos ovais em cada lado do útero de ovários ou testículos

"dependendo do sistema que cada um adota".

Por volta de 1800, a concepção que associava o orgasmo à geração se torna alvo de profundos ataques. Os autores passam a defender a tese da profunda diferença da sexualidade masculina e feminina, apoiando-se nas descobertas de suas diferenças biológicas. Em 1803, o médico Jacques Moreau de la Sarthe, autor da Histoire Naturelle de la Femme, em 3 volumes, afirmava, contra Aristóteles e Galeno, que não apenas os sexos são diferentes, mas são diferentes em todos os domínios do corpo e da alma, em cada aspecto moral e físico. Entre homem e mulher, haveria muito mais contrastes e oposições. Segundo Julien Joseph Virey, autor de inúmeras obras sobre a mulher:

"As diferenças sexuais não se limitam aos órgãos da geração simplesmente, no homem e na mulher, mas todas as partes de seus corpos, mesmo as que parecem indiferentes aos sexos revelam alguma influência destes."

O saber médico esforça-se por definir a especificidade do corpo feminino em relação ao masculino, acentuando seus principais traços: fraqueza e predestinação à maternidade. Para Roussel,

"os ossos são menores e menos duros, a caixa toráxica é mais estreita; a bacia mais larga impõe aos femures uma obliquidade que atrapalha o andar, pois os joelhos se tocam, as ancas balançam para encontrar o centro de gravidade, o andar é vacilante e inseguro, a corrida rápida é impossível às mulheres",

explica Knibiehler. (p.90)

Ao mesmo tempo, o útero é definido como o principal órgão feminino, responsável pelo funcionamento de todos os outros: cérebro, estômago, seios, lábios etc. (p.94) Portanto, o antigo modelo de interpretação do corpo, em que homens e mulheres eram definidos segundo o grau de perfeição metafísica, por seu calor vital, segundo um eixo cujo telos era masculino, foi substituído pelo modelo da diferença biológica, no século 18. Assim como Knibiehler, Laqueur nega que estas conclusões e especialmente o ataque ao orgasmo feminino tenham advindo de avanços científicos concretos, registrando um profundo desconhecimento da ovulação humana até recentemente. A mudança na interpretação dos corpos feminino e masculino, antes vistos como hierárquica e verticalmente dispostos e agora percebidos como horizontalmente disposto, como opostos, como "incomensuráveis" resulta de outros fatores. Até 1797, ninguém se preocupara em reproduzir um esqueleto feminino num livro de anatomia para ilustrar as diferenças do homem. Até então só existira uma estrutura básica do corpo humano, a do macho. Portanto, longe de refletir um avanço científico,

"novos modos de interpretar o corpo resultavam de novos modos de representar e de fato de constituir realidades sociais". (p.4)

Knbiehler refere-se à medicina das Luzes como aquela que promove a domesticação do corpo feminino, como aquela que

"invalida o ser feminino como nunca havia sido antes"

pois a mulher deverá ser afastada da vida pública e profissional por sua constituição fraca e por sua sensibilidade à flor da pele. (p.113) Ter prazer sexual significava, na lógica do século 16, como mostra Flandrin, ter tido uma relação sexual perfeita, portanto, gerado o ser perfeito, tese que era aceita pelos teólogos. Segundo estes, os membros inferiores e as costas da viúva solitária doeriam por causa da contenção do sêmen, até que ela descarregasse e sentisse um prazer semelhante ao que obteria na cópula: Segundo Ambroise Paré:

"Nenhuma concepção ocorre se as duas sementes não concorrerem junto no mesmo instante." (p. 133)

Ao mesmo tempo, vários autores viam a menstruação como um sangramento, entre outros. Para o médico Boerhaave por exemplo, os homens sangravam regularmente através das artérias hemorroidiais, do nariz, dedos, etc.

O clitóris, descoberto em 1559 por Readolus Colombus como "a sede do deleite das mulheres", era chamado nos textos do século 16 de mentula muliébris (female penis), nympha (termo de Galeno), columnella (coluna), crista (de galo), dulcedo amoris ou oestrum veneris; era visto como o pênis feminino, como, aliás, aparece no guia de parteira de Jane Sharp, de 1671. ainda não passaria pela cabeça de ninguém a idéia de que clitóris grande significasse lesbianismo

Laqueur chama a atenção para o fato de que a construção cultural da fêmea em relação ao macho, enquanto expressa em termos de realidades concretas do corpo estava mais profundamente enraizada em assunções sobre a natureza da política e da sociedade. O abandono destas crenças no Iluminismo tornou inapropriado o sistema de homologias hierarquicamente ordenado. A nova biologia, com sua busca por diferenças fundamentais entre os sexos e entre seus desejos emergiu neste momento preciso, quando as bases da sociedade estavam profundamente abaladas. O século 19, lembra Havelock Ellis, afirmará a tese da anestesia sexual da mulher. Mas, o que aconteceu com a velha biologia?

Para Flandrin, a seqüência é a seguitie: Aristóteles, com a teoria de que a mulher é um vaso receptáculo apenas do sêmen masculino e de que não necessita de orgasmo para a geração é seguido por São Jerônimo e Santo Agostinho, e ainda no século 13, na obra de Alberto, o Grande. Os médicos dos séculos 16 e 17 foram partidários de Galeno e a maioria dos teólogos também retomaram os argumentos galenistas. Contudo, ninguém seguiu à risca as diferentes teorias, mesclando-as muitas vezes. (p.132) Flandrin constrói seu texto no sentido de mostrar que não há um avanço com os séculos, mas um crescente irracionalismo com a modernidade.

Aí entra a reviravolta: por que muda o modelo de leitura do corpo? Por que há uma dramática reavaliação do orgasmo feminino e de interpretação do corpo feminino em relação ao masculino, no final do século 18? Os escritores do século 18 buscam na biologia uma justificação para as diferenças culturais e políticas entre os sexos, que foram cruciais para as articulações de argumentos feministas e antifeministas. Para Hobbes, não havia na natureza nenhuma base para justificar qualquer tipo de autoridade - de um rei sobre seu povo, do homem sobre a mulher. E a revolução, o argumento de que a humanidade em todas as suas relações sociais e culturais poderia ser refeita engendrou tanto um novo feminismo quanto um novo medo da mulher. Mas o próprio feminismo e sua luta pela entrada da mulher na esfera pública foi feita com base nesta diferença.

Sua tese segue a de Ivonne Knibiehler: com a emergência da sociedade burguesa houve, no final do século 18, uma redefinição do lugar social da mulher, para a qual a ideologia burguesa teve que fornecer novas justificações científicas. A ciência médica propõe, então, uma releitura do corpo feminino, tendo em vista responder a uma série de problemas colocados pela nova ordem sócioeconômica emergente: a concepção de indivíduo, já que as mulheres passam a se pensar como iguais aos homens; a separação entre as esferas públicas e a privada, a primeira associada aos negócios masculinos e a segunda à natureza feminina; uma re-significação da função social da mulher, agora destinada a constituir a família higiênica.

Segundo ele, deve-se considerar as mudanças políticas em curso: a emergência do discurso da igualdade se faz acompanhar do nascimento de uma nova biologia - "a biologia da incomensurabilidade" - segundo a qual a mulher é por natureza diferente do homem, inferior e incapaz de vida pública. A resistência das mulheres, o nascimento do feminismo acirram este discurso, levando a buscarem-se outros modos de restabelecimento das hierarquias de gênero, num momento em que as bases metafísicas estavam sendo solapadas. No Brasil, várias pesquisas tornaram conhecidas as teorias médicas sobre o corpo e a sexualidade feminina, seja da "mulher honesta", seja de seu avesso, "a prostituta", que fundamentaram as interpretações e os sentidos atribuídos à feminilidade e definiram o lugar da mulher na sociedade, e que referenciaram as práticas de controle social, incluindo-se as policiais. Fortemente marcados pelos pensadores e cientistas europeus, os médicos explicaram a inferioridade física, moral e intelectual da mulher em relação ao homem, como uma realidade inscrita em seu próprio corpo, na configuração diferenciada de sua estrutura óssea, concluindo por sua incompetência para participar da esfera pública em condições de igualdade com os homens. Avisaram que, por natureza, as mulheres haviam sido destinadas às tarefas da reprodução e as que se recusavam a essa função deveriam ser percebidas como "desviantes" ou "associais". Era o caso das feministas, consideradas mulheres que recusavam sua condição e seu espaço natural - a maternidade e o lar e desejavam ser homens, ou quase como homens. Era o caso também das prostitutas e lésbicas, mulheres dos excessos instintivos, degeneradas natas por hereditariedade.

Os médicos e a relações conjugais no Brasil

A partir do último quarto do século 19, os enunciados do discurso médico sobre a sexualidade feminina, no Brasil, reproduzem as concepções, dominantes da medicina vitoriana, ampliada, mais para o final do século, pelas teorias lombrosianas da Antropologia Criminal. Em 1872, o dr. Ferraz de Macedo, em sua já conhecida tese sobre A Prostituição na Cidade do Rio de Janeiro, classificava, as prostitutas, como mulheres excêntricas, gulosas, preguiçosas, irracionais, irrecuperáveis para a sociedade, signos da involução das espécies: sub-raça. Alguns anos depois, o criminologista italiano Cesare Lombroso classificava as cientificamente como "degeneradas natas", sendo então largamente difundido entre os médicos de todo o mundo. Aqui os doutores insistiam na ausência de instinto sexual nas "mulheres castas", a não ser para fins reprodutivos. Como ensinava o doutor J.B. de Moraes Leme, em 1926:

"Na mulher domina, sobre o instinto sexual, o instinto materno, ou melhor, o apetite sexual decorre do instinto materno, enquanto que no homem o instinto paterno tem parte muito pequena no coito, em que aquilo que ele procura é o prazer".

Ao lado dos médicos, juristas famosos como o dr. Viveiros de Castro, obcecados com a classificação do que consideravam "perversões sexuais", segundo as classificações do psiquiatra vienense Richard von Kraft-Ebing, enxergavam onanistas, pedófilos, homossexuais, tríbades, desviantes e perversos sexuais em quase todos os cantos dá cidade, sobretudo nos bares, restaurantes, cafés-concertos e pensões de artistas. Voyeuristas conscientes ou inconscientes, os homens da ciência seqüestraram a sexualidade desde o século 19, como apontou Foucault, e "perverteram o sexo". Todas as práticas sexuais foram postas sob o signo do discurso científico, analisadas, classificadas e condenadas, enquanto o corpo da mulher foi congelado sob o "império do útero", na expressão de Knibiehler. Dir-se-ia que a ciência domou o sexo, com medo de ser dominada.

É de se notar que o saber médico recolhia importantes informações sobre a anatomia do corpo feminino, não se detendo nas meretrizes, importantes, diga-se de passagem, apenas na medida em que permitiam sinalizar as formas de conduta que as "honestas" deveriam evitar. Por isso mesmo, insistiam no fato de que as mulheres tinham um desejo sexual muito menor do que os homens aliás, quase inexistente, já que sua energia sexual era canalizada para a realização de sua essência: o desejo de ser mãe.

Contudo, já em 1886, o médico A. D'Almeida Camilo, em sua tese O Onanismo na Mulher: explicava a anatomia feminina e destacava a importância do clitóris para o prazer sexual. Segundo ele:

"O clitóris é um órgão eréctil, cuja estrutura se assemelha à dos corpos cavernosos e que apoiado sobre o dorso do pênis, no ato da cópula, recebe a excitação pelo atrito deste, dando em resultado a satisfação do desejo venéreo."

Advertia, portanto, que, em geral, o homem terminava a cópula antes da mulher,

"de mudo que, havendo lentidão e portanto o clitóris não sendo perfeitamente friccionado pelo pênis, permitindo apenas um começo de prazer, este ato que lhe é mais enfadonho que agradável a obriga a masturbar-se para completar o prazer que começara a sentir"

Seria limitado, portanto, enxergar o discurso médico como homogêneo e de ponta a ponta coerente, ao longo dessas décadas. Alguns doutores aproximaram-se de teorias científicas mais abertas, em especial durante os , anos 20, quando as antigas leituras do corpo feminino e de suas necessidades passam a ser questionadas em vários países, como na Inglaterra e nos Estados Unidos. Para muitos historiadores, esta foi a década que presenciou a "primeira revolução sexual" do século 20, precedendo a segunda nos anos 60, e se caracterizaria por uma liberação dos costumes sexuais, mas apenas no que se refere às relações conjugais heterossexuais, e não homossexuais.

Já praticado na experiência anarquista da Colônia Cecília, no Paraná, em fins do século, o "amor livre" passa a ser um tema constantemente debatido nas rodas de intelectuais e de artistas, modernistas e libertários, como observa Maria Lacerda de Moura, enquanto ela própria contesta radicalmente o casamento indissolúvel como prisão e a exigência da virgindade apenas para as mulheres. Pagu e Oswald de Andrade ficam famosos, nos anos 20 por suas relações amorosas bastante livres e transgressoras, enquanto ela é lembrada como uma mulher que ousa desafiar a moral, que circula audaciosamente vestida nas ruas da cidade, protagonizando a "nova mulher", ou a "mulher emancipada", próxima da figura da "melindrosa" e da vamp sedutora, que aparecem nos romances da época. Nesse contexto, o casamento é contestado enquanto instituição deformada e desmoraliza-la, enquanto vários posicionam-se favoravelmente ao divórcio.

A preocupação com a erotização da mulher casada, na Inglaterra e nos Estados Unidos, é destacada por Jeffreys, como: uma das principais mudanças na ideologia, sexual desta década e, de certo modo podemos observar uma tendência semelhante no Brasil. Ao longo dos anos 20 e 30 cresce, entre nós, toda uma literatura que discute e questiona a moral sexual, por parte de médicos e juristas, tanto quanto de anarquistas e modernistas. A virgindade, o casamento, o adultério, a prostituição, o divórcio compõem um conjunto de temas amplamente discutidos, tanto em sentido conservador e misógino, como em sentido oposto.

Os argumentos desenvolvidos pelos homens cultos em favor da educação sexual dos jovens revelaram que a preservação dos valores morais burgueses se colocava com alguma insistência, e que esta aparecia como uma poderosa arma no combate moral aos perigos, imaginários e reais, que visualizavam. O dr. Ubaldino A. de Oliveira, por exemplo, em discussão sobre a questão da Profilaxia Sexual? ou Social em 1924, afirmava que as causas da "derrocada moral" de nossa sociedade se deviam a que a juventude buscava unicamente "o gozo" nas suas atividades. Pela falta de educação sexual, os jovens ficavam seduzidos pelas orgias e pelos "vícios elegantes", entenda-se, as drogas. Desde cedo, aprendiam a arte de seduzir as "mulheres honestas", e apenas quando "gastos" resolviam casar-se. Para o dr. Orlando Vairo, o vício se alastrava de tal modo na cidade de São Paulo, que até mesmo senhoras casadas da alta sociedade já se entregavam

"à embriaguez do ‘lança
http://www.nodo50.org/insurgentes/textos/mulher/16descobertas.htm

Anestesia Consciente. DIDA


Cerca de 21 milhões de pessoas recebem anestesia geral por ano. E o resultado esperado é que as pessoas durmam pacificamente para que possa ser feito à cirurgia necessária no paciente. Hoje em dia um número considerável de pessoas, mas especificamente 30 mil, encontram-se incapazes de dormir ao decorrer do processo, isso é o fenômeno que podemos chamar de Anestesia Consciente.

Esse despertar inadvertido durante a anestesia (DIDA), ocorre quando um paciente sob o efeito da anestesia geral se torna consciente de algum ou de todos os eventos durante a cirurgia ou um dado procedimento e tem a recordação direta daquele(s) evento(s). Por causa do uso rotineiro dos relaxantes neuromusculares durante a anestesia geral, o paciente é frequentemente incapaz de comunicar-se com a equipe cirúrgica se esta complicação ocorrer.

A anestesia geral tem a função de bloquear os estímulos dolorosos que são conduzidos através da medula espinhal. A medula espinhal é parte do Sistema Nervoso Central, ocupando o canal vertebral da coluna. É da medula espinhal que emergem quase todos os nervos responsáveis pela nossa sensibilidade (tátil, térmica, dolorosa) e pela motricidade voluntária (movimentos).

Em síntese o processo normal de anestesiar um paciente consiste em aplicar primeiro um medicamento que cause a sedação, posteriormente se aplica uma anestesia e finalmente um paralisante para evitar qualquer movimento por reflexo. Entre os passos dois e três não existe um tempo de espera para ver se a pessoa está em estado profundo de inconsciência, desse modo se o paciente ficar consciente ele não conseguirá gritar por ajuda, nem se mexer por causa do paralisante que nele fora aplicado. Para o médico o paciente está, aparentemente dormindo, mas de qualquer forma eles estão fatidicamente acordados.

Pessoas que sofreram essa anestesia consciente geralmente sofrem de síndrome de stress pós-traumático, pois vivenciaram, com dor e uma grande pressão psicológica, médicos abrirem e manipularem seus órgãos.
Esse fenômeno ocorre anualmente com bastante freqüência nos EUA, no Brasil desconheço alguma estatística para tais pacientes que vivenciaram DIDA, mas é de convir que deva ser uma experiência agonizante, medonha, sentir dor e desespero e não poder fazer nada, é a impotência inegável.

Hoje em dia a nossa única preocupação ao enfrentar uma raquianestesia não é mais o medo de como irá reagir com ela depois, se irá vomitar ou algo do tipo, agora meu medo é outro, por mais que não seja tão corriqueiro é real, a consciência e a impotência do despertar inadvertido durante a anestesia.

Awake é um filme que relata de forma excelente esse fenômeno, com uma trama enlouquecente.
Existe um site ótimo para quem quiser ler mais sobre o assunto: http://www.anestesiologia.com.br/

http://ingridcerveira.blogspot.com/

Como cuidar dos seus olhos (4)


Faça intervalos freqüentes daquilo que você estiver fazendo para dar um descanso aos músculos dos seus olhos.

por Donald Patten, M.D. - traduzido por HowStuffWorks Brasil

Embora o cansaço ocular não prejudique seus olhos, pode causar desconforto, como olhos lacrimejantes ou secos, dificuldades de foco, fadiga e talvez venha acompanhado de uma dor de cabeça. Embora o cansaço ocular em si não seja algo sério, pode ser sintoma de alguma doença séria, como o glaucoma. Se estiver sendo incomodado por um cansaço ocular de longa duração, freqüente ou recorrente, você deve consultar um profissional.

Cuidados com olhos de diabéticos

Pessoas com diabetes precisam preocupar-se em particular com a proteção dos seus olhos. As complicações da diabetes impõem sérias ameaças aos olhos. O principal risco de doença ocular para pessoas com diabetes é a retinopatia diabética, onde vasos sangüíneos anormais crescem através da retina, danificando ,e às vezes, destruindo permanentemente a visão. A retinopatia diabética atinge cerca de um terço das pessoas com diabetes, principalmente depois de terem a doença por pelo menos 10 anos. Cerca de 5% dos diabeticos acabam perdendo a visão devido à retinopatia. Na verdade, ela é a causa líder de cegueira em pessoas com menos de 60 anos de idade nos Estados Unidos e Canadá.

Dieta, medicação e exercício são a chave para controlar a diabetes e reduzir os riscos de retinopatia. A pressão alta aumenta as chances de desenvolvimento de retinopatia. Sabe-se que controlar de perto os níveis de glicose no sangue diminui os riscos de uma pessoa ter retinopatia progressiva. Qualquer pessoa com diabetes que corra esse risco deve ser examinada pelo menos anualmente para verificar se tem doença ocular, mesmo que não haja sintomas na visão. Se for descoberta no início, o avanço da retinopatia pode às vezes ser detido através de tratamentos com laser. Aqueles que foram diagnosticados recentemente com diabetes do tipo II devem fazer um exame dos olhos logo após receberem o diagnóstico, pois os olhos já podem ter sido danificados.

2006 Publications International, Ltd.

Check-ups regulares podem ajudar a prevenir um problema sério


Check-ups regulares

Devido à natureza humana, a maioria de nós espera até que os olhos estejam incomodando para fazer um check-up. O problema com isso é que podemos estar, sem saber, com uma doença nos olhos. Na hora em que procuramos um especialista em olhos, podemos ter perdido um tempo de tratamento valioso e alguma capacidade de visão. Descobrir cedo um problema de visão aumenta a chance de um tratamento bem sucedido.

Desse modo, o melhor que você tem a fazer é um check-up a cada 2 ou 4 anos quando estiver entre os 40 e os 65 anos de idade e a cada 1 ou 2 anos quando estiver com mais de 65 anos. Se você tiver diabetes ou um histórico familiar de condições como glaucoma ou degeneração macular, faça check-up uma vez por ano. Pessoas com miopia grave também correm maior risco de glaucoma e devem considerar fazer exames regulares.

Que tipo de especialista você deve visitar? Tanto o oftalmologista quanto o optometrista, são treinados para avaliar problemas nos olhos. Na maioria dos lugares apenas os oftalmologistas, que são médicos, podem prescrever medicamentos para tratar de doenças nos olhos. Eles são os únicos que podem fazer cirurgias nos olhos. Um terceiro tipo de especialista, o optometrista, é treinado para prescrever e ajustar óculos e lentes de contato. No Brasil, somente o oftalmologista pode prescrever óculos.

Se você estiver preocupado porque pode ter um problema sério nos olhos, relacionamos e explicamos na próxima página alguns das doenças graves que podem ocorrer nos olhos.

Seis maneiras de proteger seus olhos
Aqui estão algumas coisas simples que você pode fazer para tratar bem dos seus olhos.
Leia com boa luminosidade. A luz fraca não danifica seus olhos porém eles podem se cansar mais facilmente.

Se os seus olhos ficarem incomodados ao assistir televisão em uma sala escura, deixe uma luz acesa.

Se você tiver óculos ou lentes de contato, use-os. Você não precisará se esforçar tanto para enxergar.

Use um filtro anti-reflexivo no monitor do seu computador.

Posicione o monitor de modo que fique no nível dos olhos ou um pouco abaixo, e na distância que você usaria para segurar um livro enquanto lê.

Faça intervalos freqüentes daquilo que você estiver fazendo para dar um descanso aos músculos dos seus olhos.

Distúrbios congênitos dos olhos
Infelizmente, há alguns distúrbios dos olhos que já nascem com as pessoas, e não há prevenção que evite os sintomas. Aqui estão alguns dos principais:

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Doenças cardiovasculares e obesidade


A principal contribuição para as doenças cardiovasculares, diabetes e obesidade é a falta de actividade física.

OMS

A OMS estima que “a inactividade física leva 2 milhões de mortes por ano”. Estima-se que a combinação de uma dieta inapropriada, de inactividade física e do uso do fumo seja a causa da elevação para 80% dos casos de doença coronária prematura.

Em países tão diversos como a China, Finlândia e os Estados Unidos, estudos têm demonstrado que até mesmo mudanças relativamente modestas no estilo de vida são suficientes para prevenir o desenvolvimento de quase 60% dos casos de diabetes tipo 2.

É como se um terço dos casos de cancro possa ser prevenido pela manutenção de uma dieta saudável, do peso normal e da prática da actividade física ao longo da vida. A inactividade também aumenta substancialmente o risco de hipertensão, desordem lipídica, osteoporose, depressão e ansiedade.

Nos Estados Unidos, a obesidade causa 300.000 mortes anualmente, número superado somente por mortes relacionadas com o uso do tabaco.

In semanário AGORA nº 624 de 18 de Abril de 2009

Prevenção. Quais são os sintomas do câncer de mama?

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a mensagem.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Dois a três milhões de infectados e 75 mil mortos


Gripe A poderá provocar dois a três milhões de infectados e 75 mil mortos em Portugal
Director do Instituto de Higiene e Medicina Tropical

PÚBLICO ÚLTIMA HORA

08.05.2009 - 15h20 Lusa
O director do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Jorge Torgal, alertou hoje que se houver uma verdadeira epidemia da gripe A em Portugal poderão registar-se "dois a três milhões de infectados e 75 mil mortos".

O catedrático de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa avança com estes números na base de que a epidemia se desenvolva sem que até ao Inverno seja criada uma vacina contra o vírus. Jorge Torgal, que falava no 3º Congresso sobre "Pandemias na era da globalização", a decorrer até amanhã em Coimbra, considera estas "previsões optimistas".

"Se houver uma epidemia e não for criada uma vacina até Outubro, Novembro, a previsão mais optimista é que haverá em Portugal dois a três milhões de pessoas com gripe, o que significa que serão 75 mil pessoas a perder a vida", afirmou. O especialista sublinha que no ano passado só a gripe sazonal provocou em Portugal "um acréscimo de mortalidade de 1961 casos, número muito acima do normal" e para o qual não há, até ao momento, explicações.

Referindo-se à gripe A, o médico de saúde pública considerou que "Espanha, aqui ao lado, onde ontem havia 57 casos confirmados, dos quais quatro transmitidos no país, é uma fonte de preocupação, um risco grande" para Portugal. Jorge Torgal alerta que, caso a epidemia se desenvolva, a sociedade portuguesa deve preparar-se logisticamente para uma alteração do quotidiano. "Quem tem de se preparar de facto são as forças vivas da sociedade civil, para que os cidadãos compreendam como se podem defender pessoalmente", sustentou.

O médico, que abordou o tema "Pandemias na era da globalização", fala "numa modificação quotidiana da sociedade, uma preparação logística que deve ser feita, um caminho de consciencialização". Refere, a propósito, que, "se há crianças que têm de estar em casa porque as escolas fecham, os pais não podem ir trabalhar".

"As pessoas foram a correr comprar máscaras e Tamiflu, mas se houver uma epidemia provavelmente o mais razoável é não saírem de casa durante duas semanas", advertiu, questionando quem terá mantimentos para tal. Jorge Torgal esclarece que "não está a defender que as pessoas devem, nesta fase, fazer um armazenamento (de mantimentos) para duas semanas" mas que "se souberem a tempo que é mais seguro para a sua saúde ficar em casa, provavelmente terão meia dúzia de cebolas em vez de ir todos os dias à mercearia comprar uma".

Como cuidar dos seus olhos (3)


por Donald Patten, M.D. - traduzido por HowStuffWorks Brasil

A melhor cura para o cansaço ocular é dar algum descanso aos músculos dos seus olhos. Feche-os por alguns instantes, ou olhe para o nada, bem longe, por um momento.

O trauma causado por objetos pouco pontiagudos não é o único modo de lesar seus olhos. Há pequenas coisas, aparentemente inofensivas, que você faz todos os dias e que podem resultar em problemas oculares sérios. Para ver algumas dicas de como prevenir lesões nos olhos, vá para a próxima seção.
Óculos normais não são óculos de proteção
Quando estiver trabalhando com ferramentas elétricas, produtos químicos ou cortadores de grama, não se engane acreditando que os óculos comuns que você usa estão protegendo seus olhos. Eles não estão porque:
não cobrem uma área suficientemente ampla; há muito espaço para que fragmentos passem por fora dos óculos e entrem no seus olhos;

óculos comuns podem aumentar ainda mais o risco de lesão se os cacos das lentes quebradas voarem para dentro dos seus olhos.

Prevenindo problemas nos olhos
Apesar de seus olhos serem surpreendentemente complexos e terem alta capacidade de recuperação, há limite para os maus tratos que eles podem suportar. Com o curso de muitos anos, ações simples do dia-a-dia podem lesar seus olhos. Aqui estão alguns perigos que devemos evitar.

Exposição à luz ultravioleta

Óculos de sol são muito mais do que "charmosos", são barreiras de proteção que interrompem a exposição à luz ultravioleta (UV), uma porção dos raios solares que podem causar doenças oculares tais como catarata e degeneração macular.

A Academia Americana de Oftalmologia recomenda que você proteja seus olhos sempre que ficar no sol por tempo suficiente para se bronzear. O uso de um chapéu com abas diminui a exposição solar pela metade. Os óculos de sol aumentam ainda mais a sua proteção. Os raios solares podem também ser refletidos da água, da areia e da neve, sendo portanto aconselhável que nesses ambientes se use um óculos de sol, além do chapéu com abas.

2006 Publications International, Ltd.
Você deve proteger seus olhos sempre que ficar no sol por tempo suficiente para se bronzear.

Você consegue um bom bloqueio de UV mesmo usando óculos de sol baratos. Recomenda-se que seus olhos não sejam atingidos por mais de 30% da luz solar. Em condições muito luminosas, como em circuitos de esqui atingidos pelo sol ou na praia, é melhor você usar óculos de sol com um fator de transmissão de apenas 10%.

Tenha em mente também que óculos escuros sem bloqueio de UV não dão qualquer proteção. Na verdade, eles aumentam seu risco de danificar os olhos porque dilatam as suas pupilas. Isso permite que entre mais luz, sem haver o bloqueio dos perigosos raios UV.

Aqui estão alguns pontos a se considerar quando você for comprar óculos de sol:
A cor das lentes não afeta o nível de proteção UV.

Lentes polarizadas não são necessárias para proteção UV, mas diminuem o brilho que vem das superfícies reflexivas.

Óculos de sol que sejam mais escuros em cima e fiquem gradualmente mais claros embaixo, não protegem seus olhos tão bem quando você está no ambiente externo à luz do sol, como na praia ou em um circuito de esqui. Eles são adequados quando você estiver dirigindo um carro.

Teste os óculos de sol para ver se não causam distorção, segurando-os poucos centímetros à frente dos seus olhos. Olhe através dos vidros para focalizar alguma forma retangular, como a moldura da janela. Mova os óculos lentamente de um lado para o outro, depois para cima e para baixo. Se as linhas retas parecerem irregulares é porque as lentes são de má qualidade.

Certifique-se que os óculos de sol estão confortáveis; caso contrário, você não vai querer usá-los por longos períodos de tempo.

Certifique-se que no rótulo dos óculos está indicado que eles protegem contra a radiação ultravioleta A e B (UVA e UVB).

Lembre-se que o preço não é um bom indicador da qualidade de proteção dos óculos de sol. Alguns óculos de marca caros não fornecem uma proteção muito boa.
Forçar os olhos

O cansaço ocular, como ocorre quando se lê ou se costura, não lesa na verdade os olhos, mas faz com que fiquem cansados. Para ser exato, não são realmente os olhos que ficam cansados ou que são forçados, e sim os músculos ao redor dos olhos.
Mitos sobre forçar os olhos
Desde a infância muitos de nós ouvimos velhos alertas sobre não ler com luz fraca, assistir televisão com a sala escura, sentar-se perto demais da televisão ou ler sem nossos óculos. Todas essas ações, segundo nos dizem, prejudicam nossa visão. Nem tanto, dizem os especialistas. É certo que essas atividades podem deixar os seus olhos cansados, mas elas não causam danos reais a eles.

A melhor cura para o cansaço ocular é dar algum descanso aos músculos dos seus olhos. Feche-os por alguns instantes, ou olhe para o nada, bem longe, por um momento. Ter luz suficiente para ler ou trabalhar também ajuda a prevenir o cansaço ocular. Uma luminária ajustável ajuda você a concentrar a luz onde precisa mais dela e não onde iria irritar seus olhos. Lembre-se, quanto mais precisa a tarefa, mais luz será necessária.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Dia do Enfermeiro: histórias e curiosidades da profissão


Dia 12 de maio comemora-se mundialmente o Dia do Enfermeiro, em referência a Florence Nightingale, um marco da enfermagem moderna no mundo e que nasceu em 12 de maio de 1820. Já no Brasil, além do dia do enfermeiro, entre os dias 12 e 20 de maio, comemora-se a Semana da Enfermagem, data instituída em meados dos anos 40 em homenagem a dois grandes personagens da enfermagem no mundo: Florence Nigthingale e Anna Nery, enfermeira brasileira e primeira enfermeira a se alistar voluntariamente em combates militares.

A profissão tem sua origem milenar e data da época em que ser enfermeiro era uma referência à quem cuidava, protegia e nutria pessoas convalescentes, idosos e deficiente. Durante séculos a Enfermagem forma profissionais em todo o mundo comprometidos com a saúde e o bem-estar do ser humano. Só no Brasil, são mais de 100 mil enfermeiros, além de técnicos e auxiliares de enfermagem que somam cerca de 900 mil profissionais em todo país. Essas variações de cargos fazem com que mais profissionais se juntem ao setor e à novas possibilidades de trabalho nesta área.

Origem da Profissão

Desde os tempos do Velho Testamento a profissão de enfermeiro já era reconhecida por aqueles que cuidavam e protegiam pessoas doentes, em especial idosos e deficientes, pois nessa época, tais atitudes garantiam ao homem a manutenção da sua sobrevivência. Nesta época e durante muitos séculos, a enfermagem estava associada ao trabalho feminino, caracterizado pela prática de cuidar de grupos nômades primitivos..

Com o passar dos tempos, as práticas de saúde evoluíram e entre os séculos V e VIII a Enfermagem surge como uma prática leiga, desenvolvida por religiosos como se fosse mais um sacerdócio. Sendo assim, tornou-se uma prática indigna e sem atrativos para as mulheres da época, pois consideravam o trabalho como um serviço doméstico, o que atestava queda dos padrões morais que a sustentavam, até então, o trabalho da enfermagem.

Mesmo com essa crise da profissão, a evolução do trabalho associados ao reconhecimento da prática, em meados do século XVI a enfermagem já começa a ser vista como uma atividade profissional institucionalizada e no século XIX, vista como Enfermagem moderna na Inglaterra. A partir daí, foram catalogadas definições e padrões para a profissão e a ANA ( American Nurses Association) define a Enfermagem como: uma ciência e uma arte, levando em consideração que o objetivo principal do trabalho é o de cuidar dos problemas reais de saúde por meio de ações interdependentes com suporte técnico –científico, bem como reconhecer o papel significativo do enfermeiro de educar para saúde, ter habilidades em prever doenças e o cuidado individual e único do paciente.

De onde vem o nome Enfermeiro

A palavra Enfermeira/o se compõe de duas palavras do latim: “nutrix” que significa Mãe e do verbo “nutrire” que tem como significados, criar e nutrir. Essas duas palavras, adaptadas ao inglês do século XIX acabaram se transformando na palavra NURSE, que traduzido para o português, significa Enfermeira.
http://www.hospitalar.com/noticias/not2186.html

Como cuidar dos seus olhos (2)


por Donald Patten, M.D. - traduzido por HowStuffWorks Brasil

Antioxidantes - os antioxidantes têm bastante destaque nas notícias atuais, devido às evidências de que podem prevenir parte da deterioração biológica que acompanha o envelhecimento. Os pesquisadores acreditam que os antioxidantes beneficiam o corpo impedindo o dano celular causado pela oxidação, (oxidação é um processo natural que ocorre como parte do funcionamento celular normal. O processo é similar ao escurecimento de uma fruta cortada que fica exposta ao ar durante muito tempo).

Além de reduzir o risco de doença cardiovascular e de câncer, os antioxidantes junto com o zinco, podem ajudar na proteção contra a degeneração macular, uma doença ocular grave associada à idade. Um estudo feito pelo National Institutes of Health (The Age-Related Eye Disease Study - AREDS) descobriu que os altos níveis de antioxidantes da vitamina A (betacaroteno), C e E reduziam significativamente o risco de desenvolver uma degeneração macular avançada relacionada à idade (DMRI) naqueles que já corriam algum risco de desenvolver a doença. Contudo, o estudo não deu evidências de que os antioxidantes possam proteger contra o desenvolvimento de catarata.

Minerais - além dos antioxidantes, acredita-se que certos mineiras também estejam ligados à saúde dos olhos. Tem-se mostrado que o zinco, por exemplo, ajuda a reduzir o risco de degeneração macular avançada ligada à idade. Um estudo sobre doenças oculares relacionadas à idade (AREDS) descobriu que tomar altos níveis de zinco, junto com altos níveis de vitaminas antioxidantes, reduzia em cerca de 25% o risco de desenvolver DMRI avançada.

Evitando perigos e acidentes

A lesão dos olhos pode acontecer em qualquer lugar. Os especialistas dizem que 90% das lesões nos olhos podem ser evitadas. Para isso é preciso um pouco de vigilância adicional nas situações que tornam seus olhos vulneráveis. Aqui estão algumas delas:

Na recreação - seja uma linha de pesca errada, uma bola rebatida, o recuo de uma corda elástica ou faíscas de uma fogueira no camping, os locais de recreação apresentam sérios riscos de lesões nos olhos. O melhor modo de se divertir com segurança é ficar alerta. Preste bastante atenção naquilo que você está fazendo e no que está acontecendo ao seu redor.

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O número de lesões nos olhos ligadas aos esportes chega a 200 mil por ano. Uma proteção para os olhos pode ajudar

O número de lesões nos olhos ligadas aos esportes chega a 200 mil por ano, com os jogadores de beisebol, basquete, tênis, squash e hóquei sendo os mais suscetíveis. Quando você estiver no campo, quadra ou ringue, use óculos de proteção que protejam as laterais também. Os óculos feitos de policarbonato ou outro plástico rígido são os melhores.

Na oficina doméstica - lascas de madeira voando, pregos ricocheteando, solventes espirrando, estes são apenas alguns dos perigos impostos pelas tarefas do tipo "faça-você-mesmo" em casa. O uso de óculos de proteção pode parecer chatice, mas é capaz de salvar a sua visão. Aqui estão algumas opções:
óculos de segurança - custam barato e oferecem proteção quando você está martelando ou usando ferramentas manuais ou instrumentos elétricos lentos. Procure uma marca que indique que os óculos passaram por testes de segurança. Aqueles feitos de policarbonato serão mais resistentes ao impacto. Certifique-se de escolher óculos com proteção lateral também, para barrar objetos que venham pelos lados. Se você precisa de óculos para visão, pode também obter um óculos de segurança com grau.

óculos de segurança vedados - estes protegem você de resíduos voando de todas as direções. Assim, os óculos vedados dão o máximo de proteção por todos os lados quando você está trabalhando com ferramentas, substâncias químicas e etc.

protetores faciais - estes são uma boa idéia quando você estiver usando um torno ou fresa, por exemplo. Se você estiver soldando, certifique-se que o protetor tem algum revestimento especial para proteger seus olhos da luz intensa. Como o protetor não protege contra impacto forte de objetos que possam voar por cima ou ao redor dele, você deve usar sempre óculos de proteção embaixo do escudo.
Jardinagem - muitas pessoas têm descoberto da pior maneira que, mesmo uma tarefa simples, como cortar a grama, pode levar a uma lesão dos olhos. Milhares de ferimentos nos olhos são resultados de pedras ou galhos que voam para longe quando você passa o cortador de grama. Desse modo, é uma boa idéia usar óculos de proteção vedados para se proteger. O mesmo serve para quando você estiver aparando cercas vivas; os galhos podem voltar e atingir seu olho. Quando estiver usando uma serra elétrica, é importante usar tanto o protetor facial quanto os óculos de segurança vedados.

Outras tarefas ou consertos domésticos - muitas outras tarefas que você faz em casa também merecem o uso de proteção para os olhos. Por exemplo, óculos de proteção vedados podem proteger seus olhos da graxa que cai quando você está trabalhando embaixo do seu carro, de produtos químicos que espirram durante uma limpeza ou da tinta que pode derramar quando você está pintando o forro.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Como cuidar dos seus olhos (1)


por Donald Patten, M.D. - traduzido por HowStuffWorks Brasil

Introdução
William Blake descreveu os olhos como as "janelas da alma". Em termos práticos, nossos olhos são as janelas por onde vemos o mundo ao redor. De qualquer modo, não há dúvida de que damos um grande valor aos nossos olhos e à nossa visão. As pesquisas têm mostrado que dos 5 sentidos, a visão é o que as pessoas mais temem perder.

Devido à importante função que nossos olhos desempenham, devíamos dar a eles o melhor cuidado possível, mas às vezes estamos tão ocupados que nos esquecemos de algumas poucas coisas que podem manter nossos olhos saudáveis. Bem, nas próximas seções deste artigo, daremos a você todas as dicas necessárias para cuidar dos seus olhos.
Proteja seus olhos

A primeira parte do cuidado com os olhos, é certificar-se de que não serão lesados. Primeiro mostraremos como a nutrição adequada vai manter seus olhos fortes e saudáveis. Lembra quando você era criança e sua mãe dizia que cenouras faziam bem para a vista? Bem, ela talvez estivesse certa. Em seguida, vamos falar sobre como impedir que ocorram lesões nos olhos quando você estiver praticando esportes ou executando tarefas domésticas. Vamos também dizer quando você deve usar óculos de proteção e quais os tipos mais apropriados.

Prevenindo problemas nos olhos

Seus hábitos cotidianos podem lesar seriamente seus olhos. Sem que você tome conhecimento ou perceba, seus olhos podem estar se deteriorando lentamente devido ao abuso. Em primeiro lugar, vamos falar sobre a luz ultravioleta, os danos que ela pode causar e porque você precisa da proteção UV nos seus óculos de sol. Vamos falar também sobre 'forçar a vista' e se é verdade ou não que sentar muito perto da TV pode danificar sua visão. Vamos dar ainda algumas dicas especiais de cuidados para os olhos de diabéticos e dizer porque você deve ser diligente nas consultas ao oftalmologista.

Distúrbios congênitos dos olhos

Em um certo sentido, algumas pessoas já nascem com problemas nos olhos. Como outros distúrbios congênitos, há muitos problemas oculares que estão codificados na genética da pessoa. Estes distúrbios podem incluir problemas relativamente simples, como dificuldades para enxergar perto ou longe, ou podem ser problemas debilitantes, como o glaucoma. Nesta seção vamos falar sobre os sintomas destes distúrbios e os tratamentos disponíveis. Vamos também informá-lo sobre a ajuda para a visão que está falhando, que você pode obter nas farmácias.

Problemas oculares temporários

Mesmo tendo todo o cuidado, os problemas nos olhos acabam acontecendo. Seja uma infecção incômoda ou embaçamento causado pelo uso excessivo, há muitos problemas temporários que afetam os olhos e podem ser bastante assustadores. Nesta seção, vamos abordar todos os principais problemas que ocorrem nos olhos, como conjuntivite, olhos secos, olhos vermelhos e terçóis. Vamos também dar-lhe informações sobre o perigo da conjuntivite para os bebês e dar uma orientação sobre como e quando comprar colírios.

Este artigo tem finalidade apenas informativa. ELE NÃO FORNECE ORIENTAÇÕES MÉDICAS. Tanto o editor do Consumer Guide ®, da Publications International, Ltd., quanto o autor e o divulgador não se responsabilizam por nenhuma possível conseqüência dos tratamentos, procedimentos, exercícios, modificações de dieta, ação ou aplicação de medicação que resultem da leitura ou utilização das informações aqui contidas. A publicação dessas informações não constitui prática da medicina e não substitui as orientações de seu médico ou outro profissional da saúde. Antes de iniciar qualquer tratamento, o leitor deve procurar o conselho do seu médico ou de outro profissional de saúde.

Protegendo seus olhos
Para manter nossos olhos funcionando na capacidade máxima, precisamos dar a eles um pouco de atenção e evitar os riscos e atos descuidados que podem prejudicá-los. Em primeiro lugar vamos aprender como a nutrição pode ajudar a fortificar os olhos.

Nutrição

Vitamina A - por gerações, as mães têm dito aos filhos que eles devem comer cenouras para enxergarem melhor à noite. Bem, pode ser que sim, pode ser que não. Na verdade, esse toque de sabedoria popular é uma versão levemente distorcida de um fato científico conhecido. As cenouras são uma excelente fonte de vitamina A e um dos primeiros sintomas da deficiência desse nutriente é a cegueira noturna. Isso não significa, contudo, que comer cenouras vai tornar a visão noturna normal ou ainda melhor.

2006 Publications International, Ltd.
Como a mamãe dizia, a vitamina A das cenouras pode manter seus olhos saudáveis


Mas ninguém nega que a vitamina A seja essencial para a saúde dos olhos e para a visão normal. A deficiência crônica grave de vitamina A causa uma condição chamada xeroftalmia, ou olhos secos. Isso afeta a córnea, a cobertura transparente que permite que a luz entre nos olhos. Na xeroftalmia, a córnea que normalmente é clara e brilhante torna-se extremamente seca. Se não for tratada, essa condição pode levar à cegueira. A xeroftalmia atinge cerca de 3 milhões de crianças por ano nos países em desenvolvimento. Mais de 250 mil delas acabará tendo cegueira permanente, uma tragédia que poderia ser evitada através de uma dieta adequada ou suplementação com vitamina A.

domingo, 10 de maio de 2009

Bactéria inibe desenvolvimento do plasmódio da malária


Sheila Machado, JBONLINE

RIO - O combate à malária, que mata mais de 1 milhão de pessoas por ano no mundo, avançou um passo com a descoberta recente de cientistas da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos: uma bactéria que vive no estômago de alguns mosquitos vetores Anopheles gambiae tem o poder o inibir a infecção do inseto pelo Plasmodium falciparum, o parasita que causa malária nos humanos.

A pesquisa do Bloomberg School's Malaria Research Institute usou antibióticos para remover dos mosquitos a bactéria, que faz parte da flora microbial. Eles ficaram mais suscetíveis à infecção pelo plasmódio devido à falta de estímulo imune, segundo o estudo "Implication of the mosquito midgut microbiota in the defense against malaria parasites", publicado na edição desta sexta-feira do jornal 'PLoS Pathogens'.

O mosquito faz parte do ciclo de transmissão da malária ao ingerir o parasita quando se alimenta do sangue de uma pessoa contaminada. O plasmódio, então, se desenvolve dentro do inseto e é transmitido aos humanos no momento em que o mosquito infectado volta a se alimentar do sangue de outra pessoa.

– Nosso estudo sugere que a flora microbial dos mosquitos estimula a atividade imunológica que os protege da infecção pelo plasmódio. Os mesmos fatores imunes necessários para controlar a microbiota também defendem os mosquitos da contaminação pelo parasita da malária – explicou George Dimopoulos, autor-sênior da pesquisa e professor do Instituto de Pesquisa de Malária da Johns Hopkins. – A interação entre a bactéria e o sistema imunológico do vetor tem implicações significativas na transmissão da malária. Teoricamente, a bactéria pode ser introduzida nos mosquitos para aumentar sua imunidade e torná-los resistentes e incapazes de transmitir a doença.

Dimopoulos explica que, para o estudo, a bactéria foi inserida no trato estomacal dos insetos por meio de "refeições de açúçar".

– Os Anopheles se nutrem de açúcar quando não conseguem obter sangue de homens ou animais.

Alguns deles já têm a bactéria, naturalmente, em seus estômagos.

Na primeira fase da pesquisa, os cientistas trataram os mosquitos com antibióticos que matam a bactéria dentro do estômago. Livres de bactérias, os insetos ficaram mais suscetíveis ao plasmódio ao se alimentarem de sangue infectado do que aqueles que não receberam o antibiótico. Para verificar os resultados, a flora microbial dos mosquitos tratados foi reposta. O resultado foi que eles se tornaram mais resistentes ao plasmódio.

Outra constatação percebida foi que 60% dos insetos que receberam a bactéria morreram mais cedo do que aqueles infectados pelo plasmódio.

– O parasita da malária precisa viver dentro do mosquito por cerca de duas semanas para completar seu ciclo de vida e ser transmitido a uma pessoa. O fato de a bactéria diminuir o tempo de vida do mosquito é uma boa notícia a mais – disse Dimopoulos. – O plasmódio não consegue chegar ao estágio infeccioso, no qual estaria pronto para afetar humanos.

Uma das primeiras soluções que vêm à mente é infectar os Anopheles com a bactéria para interromper a transmissão da malária. Mas Dimopoulos alerta: ainda é cedo para pensar nisso:

– Nossas descobertas são iniciais e precisamos de mais dados antes de desenvolver métodos de biocontrole do mosquito.

Em sua fase atual, a pesquisa do Malaria Research Institute trabalha para identificar quais bactérias disparam a mais forte resposta de defesa imunológica do mosquito contra o parasita da malária.

Além de Dimopoulos, o estudo é assinado por Yuemei Dong e Fabio Manfredini.

A maior parte dos casos de malária está entre crianças da África. No Brasil, a doença ocorre no Nordeste e no Norte e afeta milhares de pessoas por ano. Não há cura para esta que é a principal parasitose tropical do mundo. Mas a comunidade médica espera uma vacina para 2010.



21:35 - 08/05/2009

Benefícios do Alho


Patricia Mello comentou

Me curei de hemorróidas apenas tomando alho com água e azeite de oliva todas as manhãs e noites durante 3 meses!!! Mas em compensação perdi o namorado… ele odeia alho!!!!!

 

sandroski comentou

sabiam q alho tambem é bom prá espantar mosquito,pois ingerir alho,não é só o hálito,mas tambem ele exala por todos os poros do corpo,por isso nos protege contra os mosquito,sou viciada em alho

 

j.a comentou

sem duvidas alguma que vou começar a comer alho!!

se espanta mosquitos e namorados..

boraaaaaaa

 

 

Allium sativum é a sua designação em Latim e referimo-nos ao alho comum.

Regra geral quase todos nós utilizamos os dentes de alho na nossa alimentação como tempero, a verdade é que ele tem mais propriedades agradáveis além do paladar.

 

Muito utilizado, desde a antiguidade, os estudos têm vindo a comprovar a sua real eficácia. Outrora as pessoas comiam ou engoliam dentes de alho, hoje já não é necessário - um dos benefícios da actualidade  as cápsulas! - vieram evitar esse desconforto, mas sobretudo vieram aumentar a quantidade de óleo concentrado responsável pelos efeitos benéficos.

 

O Alho tem várias aplicações… e não só para afastar vampiros e criaturas dessas, mas sobretudo outros ” monstros” mais reais! As bactérias, vermes, parasitas… Estes não atacam em noite de lua cheia mas também nos “sugam” 

 

As aplicações do alho regra geral são as seguintes:

 

Antibiótica. Anti-inflamatória. Anti-microbiana. Anti-asmática. Anti-oxidante.

Anti-cancerígeno. Protector cardiovascular.

 

As patologias ou sintomas a serem tratados pelo alho são muito vastos, mas pode-se resumir a sua eficiência em:

 

Distúrbios gastrointestinais, colesterol elevado, tensão arterial elevada, asma, bronquite, gripe, dores de dentes e mais recentemente os estudos comprovam a sua eficácia em cancro da mama e próstata.

 

O Alho deve ser consumido cru, pois após ser aquecido ou transformado, perde ou transforma as suas propriedades benéficas. No caso das cápsulas, estamos a falar de extratos prensados a frio, macerações ou ainda alho envelhecido, que tem vindo a ser provado a sua eficácia e a ultrapassar as outras apresentações devido ao aumento da concentração das substâncias activas.

A nossa recomendação vai para 500 a 1000mg de óleo Alho por dia, como efeito protector ou 1 a 2 dentes crus e frescos por dia.

 

O seu uso excessivo ou em dosagens elevadas pode causar má digestão e irritabilidade da mucosa gástrica. Deve ser evitado se estiver a tomar drogas sintéticas, pode haver o risco de potenciar algumas. Suspender nos casos: se já teve algum sintoma alérgico após a sua ingestão, em grávidas, lactentes e crianças até quatro anos e em pré e pós operatótio pois tem efeito anti-plaquetário.

 

Irina Silva

 

http://sounatural.com/2007/11/05/alho/

sábado, 9 de maio de 2009

China… obrigados a fumar


Medida já foi revogada

Região da China queria obrigar funcionários públicos a fumarem mais para aumentar receitas fiscais

 

Jornal de Negócios

 

Uma região do centro da China descobriu uma maneira ou, pelo menos, julgou ter descoberto de revitalizar a economia local. A ideia foi obrigar os funcionários públicos a fumar mais. Mas as críticas não se fizeram esperar e as autoridades já voltaram com a palavra atrás.

Carla Pedro

cpedro@negocios.pt

 

 

Uma região do centro da China descobriu uma maneira – ou, pelo menos, julgou ter descoberto – de revitalizar a economia local. A ideia foi obrigar os funcionários públicos a fumar mais. Mas as críticas não se fizeram esperar e as autoridades já voltaram com a palavra atrás.

 

Segundo a imprensa internacional, foi ordenado aos funcionários públicos e professores de Gongan, na província rural de Hubei, que fumassem pelo menos 230.000 maços de tabaco por ano –no valor de 587.000 dólares – da marca local Hubei, de forma a ajudarem as finanças locais.

 

Aqueles que não atingissem os objectivos ou que fossem apanhados a fumar marcas de tabaco de outras províncias ou do estrangeiro seriam multados ou até mesmo demitidos, referia um documento governamental.

 

“Este regulamento irá revitalizar a economia local, através do imposto sobre o tabaco”, comentou ao jornal “Global Times” um membro da equipa de supervisão do mercado do tabaco na região de Hubei, Chen Nianzu.

 

No entanto, o governo tem estado a ser fortemente criticado pela imprensa local, que considera a medida nociva para a saúde, pelo que decidiu retirar o edital, refere a Reuters.

 

“Decidimos retirar este edital”, refere um comunicado colocado no website do governo daquela região (www.gongan.gov.cn). O edital foi inicialmente pensado para evitar a distribuição ilegal de cigarros na região de Gongan e para proteger as receitas fiscais e os direitos do consumidor”, acrescenta o comunicado.

 

A China é o maior produtor mundial de tabaco. O tabaco está fortemente enraizado na cultura da China, onde mais de metade dos médicos fuma, salienta a “BBC News” BBC.

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