segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Sintomas de infarto: dor no peito não é único sinal





Quanto antes você procurar um hospital, menores são os riscos

Dr. Bruno Valdigem CARDIOLOGISTA - CRM 118535/SP
http://www.minhavida.com.br/

As doenças cardiovasculares são líderes em morte no mundo, sendo responsáveis por quase 30% das mortes no Brasil. Dentre estas, o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é a causa principal. De acordo com o Datasus, agência de controle de dados do governo, foram registrados 2028 óbitos por doenças cardiovasculares no estado de São Paulo apenas no mês de agosto de 2013. A mortalidade hospitalar por infarto agudo na internação é alta, e maior quanto mais demorado o tempo entre o início dos sintomas e o atendimento final. Os fatores de risco para o infarto são obesidadehipertensão, colesterol alto, estresse, diabetes ou infartos anteriores. Homens na meia idade e mulheres após a menopausa são os mais afetados pelo problema.

O infarto acontece quando parte do músculo cardíaco morreu por falta de oxigênio. A nutrição do músculo é feita pelas artérias coronárias, que levam sangue e nutrientes até o coração. Se uma artéria dessas "entupir" - que ocorre quando uma placa de gordura perto da parede interna do vaso rompe - o fluxo de sangue é interrompido e aquela área entra em sofrimento (causando dor) e se esse fluxo não for reestabelecido a tempo, o tecido morre.
Identificando o infarto
A dor do IAM é uma sensação mal definida, surda, que pode se alojar em qualquer local entre o lábio inferior e a cicatriz umbilical. Ainda que a maioria das pessoas sinta dor no meio do peito, em aperto, espalhando para o braço direito, vemos com muita frequência apresentações menos características. Já vi pessoas com dor no queixo, dor nas costas. As características do infarto em mulheres são muito menos típicas, com queixas de queimação ou agulhadas no peito ou ainda falta de ar sem dor. Qualquer dor nessas regiões que se mantêm por mais de 20 minutos deve ser investigada e considerada doença grave, especialmente se associada aos seguintes sintomas:
Na presença dessas sensações, é de extrema importância procurar ajuda no pronto socorro mais próximo em no máximo uma hora. Conforme o tempo passa a dor diminui, mas o dano torna-se mais extenso e irreversível. Após 12 horas de dor, o músculo em sofrimento já morreu quase por completo.
Em municípios com disponibilidade de atendimento domiciliar rápido, como o excelente SAMU de São Paulo, vale a pena acioná-lo. Na ausência de uma ambulância, busque uma acompanhante que possa dirigir ou acompanhar até o medico (sempre em um hospital de emergência, para não transformar um consultório medico em uma UTI). Evite dirigir com suspeita de infarto, pois arritmias e desmaios são frequentes no inicio do quadro, colocando em risco você e os outros. Carregue consigo seus exames mais recentes, se estiverem acessíveis e não forem atrasar a sua viagem. Fique tranquilo e explique tudo ao seu acompanhante e médico, em especial a presença de alergias e doenças prévias.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

A Descoberta de Semmelweis: Os Médicos Podem Transportar a Morte





Febre Puerperal é o nome de uma doença que ocorria nas maternidades, matando milhares de mães e crianças. Esse nome descrevia a fase em que a enfermidade surgia: ela era observada no puerpério – o período logo após o parto.

http://www.cefetsp.br/edu/eso/semmelweisjussara.html
Turma 260
Allan Rodrigo
n.º 02
André Braga
n.º 03
Regiane Favorato
n.º 36
Jussara Tassini
n.º 38

Era comum que, de cada dez mães, uma ou mais morressem após o parto. Freqüentemente, os bebês também morriam, com sintomas parecidos. Em certos casos, nas fases mais intensas das epidemas, morriam todas as mulheres que davam entrada nos hospitais – os partos em casa, por parteiras, raramente eram seguidos pela febre puerperal.
A causa inicial da infecção era a entrada de germes por meio de mãos sujas, instrumentos cirúrgicos contaminados, contato com roupas infectadas, etc. Como o útero ficava ferido após o parto, tornava-se fácil ocorrer uma infecção. Outra teoria dizia que a causa era o acúmulo de leite dentro do corpo da mulher, após o parto. Também se atribuía a febre puerperal a fatores emocionais, como medo, vergonha, etc.
Desconfiava-se de fatores externos, atmosféricos – miasmas, influências cósmicas ou terrestres.
Vários médicos tentaram solucionar o problema da febre puerperal, mas foi somente o trabalho do médico húngaro Ignaz Philipp Semmelweis (1818-1865) que proporcionou evidências claras sobre o processo de transmissão da enfermidade.
Em 1846, Semmelweis iniciou o seu trabalho em Viena. Havia duas divisões ma maternidade. Ele trabalhava na Primeira Clínica Obstétrica, na qual eram instruídos os estudantes de medicina. Em média, de cada seis mulheres que entravam na maternidade, uma saía morta.
Semmelweis procurou explicações para a febre puerperal. Através de um estudo cuidadoso, foi excluindo as várias causas sugeridas.
Uma das explicações preferidas era a de causas atmosféricas, como miasmas ou variações climáticas. Semmelweis observou que havia uma mortalidade grande, constante, em todas as épocas do ano, com qualquer tipo de clima. Além disso, sabia-se que as pessoas que as pessoas que preferiam realizar o parto em suas casas raramente ficavam doentes, o que parecia excluir qualquer qualquer causa atmosférica, cósmica ou telúrica. Quando a epidemia se intensificava e a maternidade era fechada, as mortes diminuíam.
A causa devia estar dentro do próprio hospital. No entanto, mesmo dentro do prédio, ocorria um fato inexplicável. Em geral, a mortalidade na divisão de Semmelweis era quatro vezes maior do que na Segunda da Clínica. Como ambas ficavam no mesmo prédio, Semmelweis começou a procurar a causa dessa diferença, convencido de que havia fatores nocivos dentro dos limites da Primeira Clínica Obstétrica.
Era fato conhecido, na cidade, que a mortalidade na Primeira Clínica era grande. Sugeriu-se que o medo poderia influir nas pacientes da Primeira Clínica, enfraquecê-las e produzir a febre puerperal. Semmelweis, no entanto, afastou essa possibilidade. Por um lado, o medo só poderia ter surgido após um período em que a mortalidade na Primeira Clínica fosse maior que na Segunda. Por outro lado, não se podia conceber como o medo poderia produzir uma doença tão grave e mortal.
Semmelweis tomaca hipótese por hipótese, analisava as evidências, e ia excluindo uma a uma. Mesmo as sugestões mais estranhas eram levadas em conta, pois tratava-se de um problema gravíssimo: estava em jogo a vida de centenas de mulheres.
Na Primeira Clínica, as doentes de febre puerperal eram isoladas em uma sala especial e visitadas pelo padre, que passava antes pelos quartos onde estavam as mulheres sadias, com o sacristão tocando o sino. Sugeriu-se que isso podia criar um terror muito grande entre as mulheres e aumentar a doença. Na Segunda Clínica, ao contrário, o padre chegava às doentes sem passar pelas outras. Semmelweis conseguiu fazer com que o padre desse uma volta por fora dos quartos das parturientes e que o sacristão não tocasse mais o sino. As mortes continuaram, sem mudança.
Notou-se uma outra diferença entre os dois setores da maternidade. Na Segunda Clínica, as parturientes eram colocadas de lado, durante o parto. Na Primeira, eram deitadas de costas. Semmelweis mudou a posição das parturientes da Primeira Clínica, apesar da resistência dos médicos e das enfermeiras. Não houve melhora, e retornou-se a posição anterior.
Com a mudança do diretor, que não aceitava a teoria do contágio, os métodos foram abandonados e a mortalidade havia aumentado. O próprio Semmelweis não acreditava no contágio da febre puerperal através doa ar, pois nesse caso a epidemia deveria ser ainda pior.
Na verdade, Semmelweis não tinha inicialmente nenhuma idéia sobre a causa da enfermidade ou sobre sua transmissão.
O fato que veio lhe trazer uma repentina compreensão desse problema foi a morte de um colega. Seu amigo, professor de Medicina Legal, feriu-se com o bisturi após realizar uma autópsia. A ferida se infectou e surgiu uma infecção geral, chamada "piemia", da qual ele faleceu poucos dias depois. Semmelweis ficou chocado com a morte e, ao mesmo tempo, informando-se sobre os detalhes, percebeu que os sintomas do amigo tinham sido idênticos aos das mulheres com febre puerperal.
Efeitos semelhantes devem ter causas semelhantes. Mas o que poderia haver de semelhante entre uma mulher que fica doente após o parto, e um médico que se infecciona pela ferida de um bisturi sujo?
Semmelweis pensava e repensava sobre a semelhança entre os dois tipos de morte. Por fim, concluiu que deviam ter entrado "partículas cadavéricas" no corpo das mulheres. E isso deveria ter sido causado pelos próprios médicos que as examinaram.
Os estudantes e os médicos da Primeira Clínica praticavam com grande dedicação a dissecação de cadáveres. Após isso, lavavam apressadamente suas mãos com água (nem sempre usando sabão) e as enxugavam em toalhas sujas ou em seus próprios aventais. Daí passavam para o cuidado das pacientes, levando consigo um cheiro nauseante.
Semmelweis percebeu que aí estava o problema. Durante a dissecação, algumas "partículas cadavéricas" se prendiam às mãos dos médicos e não seriam removidas pelo processo apressado de lavagem, como o próprio cheiro mostrava. Depois, ao examinar as mulheres grávidas ou em trabalho de parto, a mão contaminada passaria para os órgãos genitais dessas pessoas algumas partículas cadavéricas, que se espalhariam pelo sangue, produzindo a doença. A causa da febre puerperal seria igual a causa da morte de seu amigo: infecção por contato com substâncias de cadáveres.
A hipótese de Semmelweis explicava a diferença observada entre a Primeira e a Segunda Clínicas. Na Primeira, tinham acesso os estudantes de Medicina. Na Segunda, eram treinadas apenas as parteiras. Os primeiros realizavam autópsias; as segundas, não.
Vários fatores se tornaram significativos, de repente. As pessoas que tinham seus partos em casa eram em geral atendidas por parteiras ou clínicos que não praticavam autópsias. Houve até uma mulher que se recusava a ter filho no hospital, preferindo tê-lo dentro de uma charrete.
Semmelweis percebeu que ele próprio tinha sido responsável pela morte de muitas mulheres. Quase todos os dias, pela manhã, antes de atender às mulheres, ele realizava autópsias de cadáveres e, depois, ia examinar as pacientes.
Se a hipótese estivesse correta, pensou Semmelweis, o modo de evitar a enfermidade seria destruir as partículas cadavéricas nas mãos, por meios químicos. Ele começou a usar uma solução de cloreto de cálcio.
Todos os estudantes e professores que entravam na clínica deviam lavar e esfregar as suas mãos, antes de atender às pacientes. Após essa desinfecção inicial, considerava-se que bastava lavar as mãos com água e sabão, entre os exames das várias doentes.
O resultado foi muito bom. A mortalidade tornou-se aproximadamente igual à da Segunda Clínica. Portanto, parecia que Semmelweis havia descoberto a diferença entre as duas divisões.
Apesar do sucesso prático, o superior de Semmelweis, o diretor do hospital, não aceitou suas idéias e se recusou a formar uma comissão para estudar o assunto. Houve também resistências entre os estudantes e professores à adoção do método de desinfecção. Um estudante ridicularizou o método de Semmelweis, recusando-se a tomar as precauções indicadas. Nessa época, a mortalidade aumentou. Semmelweis descobriu o estudante e o puniu. A mortalidade diminuiu novamente.
No entanto, houve um novo problema. Embora todos os cuidados estivesse sendo respeitados, doze mulheres que estavam todas na mesma fileira de camas ficaram doentes e onze delas morreram de febre puerperal.
Semmelweis logo entendeu que ainda não tinha conseguido encontrar a explicação completa nem o método seguro de prevenir a febre puerperal. Analisando esse caso, logo se convenceu de que a doença devia ter sido transmitida às mão dos estudantes e médicos depois que eles haviam entrado na clínica. Notou então que, na fileira de mulheres que haviam morrido, a primeira paciente já tinha ingressado no hospital com uma doença do útero. Após examiná-la, Semmelweis e seus estudantes haviam apenas lavado as mãos com sabonete, e passado a examinar as pacientes seguintes, que depois adoeceram com febre puerperal.
Semmelweis concluiu que o material transmitido da primeira paciente para as outras havia produzido a enfermidade. Embora não se tratasse propriamente de "matéria cadavérica", o líquido que saía da ferida do útero podia ser considerado como um material em decomposição, tendo propriedades semelhantes ao material de uma cadáver.
A hipótese inicial de Semmelweis teve de ser rejeitada. A causa da mortalidade não era apenas o transporte de material dos cadáveres para as pacientes. Existia uma semelhança entre os dois casos, mas não uma identidade. Apesar disso, Semmelweis continuou a se referir sempre à "matéria cadavérica", o que produziu muita confusão sobre suas idéias.
A partir de então, Semmelweis modificou seu procedimento: era necessário desinfetar as mãos com cloreto de cálcio depois de qualquer contato com alguém que tivesse feridas ou alguma doença de onde pudesse sair algum material pútrido. Posteriormente, como mesmo essa medida não se mostrou suficiente, adotou o procedimento de isolar das demais pacientes qualquer pessoa que tivesse alguma doença que pudesse infectá-las.
Após a adoção desse cuidado, a mortalidade permaneceu baixa. Aparentemente, a febre puerperal havia sido superada.
Nota-se que não houve qualquer menção, aqui, a estudos microscópicos ou químicos, nem discussão sobre a natureza do material cadavérico infeccioso. Semmelweis não discutiu se a causa da febre puerperal era algum tipo de germe vivo ou outro tipo de agente. De fato, Semmelweis nunca estudou esses aspectos. Seu objetivo principal era a prevenção da febre puerperal e, tendo atingido esse fim, sua maior preocupação era que o método se difundisse e fosse usado em outros hospitais.
A recepção da descoberta de Semmelweis foi muito lenta. Em parte, pode-se entender isso como uma reação contrária à idéia de que os próprios médicos eram responsáveis pela morte das pacientes – ninguém queria admitir isso. Por outro lado, a divulgação das idéias de Semmelweis foi muito imperfeita. Ele próprio demorou vários anos para publicar seu trabalho. Outras pessoas divulgaram o que ele estava fazendo, mas às vezes de modo incompleto. Difundiu-se a idéia de que ele explicava a febre puerperal apenas através da infecção por matéria proveniente dos cadáveres. No entanto, em vários hospitais europeus, as pessoas que atendiam aos partos não praticavam autópsias – e, apesar disso, havia muitas mortes por febre puerperal. Isso parecia indicar que Semmelweis estava errado.
Em Viena, a oposição de importantes médicos fez com que Semmelweis fosse perseguido. Ele abandonou a Áustria e foi para a sua terra natal, a Hungria. Lá, começou a trabalhar no hospital de Budapeste – inicialmente, de graça. Nesse hospital, ele também conseguiu reduzir a mortalidade.
Outras pessoas antes de Semmelweis já haviam sugerido idéias muito parecidas com as dele. No entanto, não basta apenas sugerir uma idéia: é necessário examinar as várias sugestões existentes, testá-las, ir eliminando as alternativas até isolar uma hipótese que explique todos os fatos conhecidos.
Depois que seu trabalho teve sucesso, Semmelweis procurou difundi-lo, mas de forma pouco hábil, conseguindo mais inimigos, por sua agressividade. Anos depois da sua morte, generalizaram-se os cuidados de limpeza no tratamento obstétrico. Isso ocorreu lentamente, em geral sem se reconhecer o valor do trabalho d Semmelweis, que foi criticado em vida e esquecido após sua morte.

Auxiliar de creche agride bebé de 10 meses Martim ficou com hematomas na cabeça.



 



 Cidália Correia e Mónica Pacheco, avó e mãe do pequeno Martim, queixaram-se das agressões que deixaram marcas no bebé


Por Ângela Gonçalves Marques, Nelson Medeiros
www.cmjornal.xl.p

Cidália Correia ficou chocada face ao estado em que encontrou o neto, de apenas dez meses, quando o foi buscar ao infantário do bairro da Esperança, em Beja. O bebé tinha sinais de agressão na cara – e a suspeita é uma auxiliar de ação educativa que terá agido com violência após não ter conseguido que o pequeno Martim dormisse a sesta. Devido à suspeita, a funcionária acabou suspensa pela direção da creche. "O menino tinha o olho, a bochecha, a orelha e o pescoço vermelhos. Algumas partes já estavam a ficar roxas", disse ao CM a avó, de 39 anos. O caso terá ocorrido na sexta-feira. Nesse dia, a creche justificou que Martim teria tido um ataque de tosse e de vómitos. Mas, no entender da família, o que se passou à hora de almoço foi mais grave. "Cheguei a acreditar que teria sido dos vómitos. Mas no dia seguinte, quando olhei para a cara do Martim, tive a certeza de que lhe tinham batido", contou ontem a mãe, em lágrimas, ao CM. Mónica Pacheco pediu depois justificações à diretora e à educadora de infância. Foi-lhe dito que Martim ficou com uma auxiliar durante a hora de almoço e terá sido nesse intervalo que surgiram as lesões. Sobre a auxiliar já tinham recaído outras acusações. José Baguinho, diretor do centro comunitário responsável pela creche, revelou ao CM que, devido às chamadas de atenção por parte de outros familiares, a auxiliar já tinha sido afastada do berçário. O CM tentou contactar a funcionária, sem sucesso.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Portugal. Equipa do Minho cria tecnologia para extrair pedras dos rins em minutos





© Keith Bedford / Reuters SIC NOTICIAS

Uma equipa liderada pela Universidade do Minho criou uma tecnologia que permite extrair pedras dos rins em apenas um ou dois minutos, dispensando ainda o uso de radiação.

http://www.jn.pt

Em comunicado divulgado esta quinta-feira, a Universidade do Minho (UMinho) explica que a tecnologia utiliza um campo eletromagnético para navegar com segurança uma agulha para punção do rim.
"Após os testes em animais, espera-se avançar para ensaios nos humanos a partir do próximo ano", acrescenta.
Segundo Estêvão Lima, professor da Escola de Ciências da Saúde da UMinho, extrair pedras nos rins demora atualmente duas horas e "depende muito quer da experiência do cirurgião quer do uso de radioscopia, que pode ter consequências sérias de radiação no doente e no cirurgião".
Na prática, pica-se com uma agulha de 20 centímetros na zona lombar do paciente, abrindo caminho aos instrumentos cirúrgicos para a remoção.
"Mas a técnica que agora criámos é mais rápida, menos invasiva e permite ver no ecrã do computador a rota que a agulha deve seguir", resume Estêvão Lima, também cientista do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde e diretor do serviço de Urologia do Hospital de Braga.
O novo processo, que demora em média um a dois minutos, facilita ainda a tarefa a médicos menos experientes e aumenta a segurança dos procedimentos.
O projeto decorre em parceria com o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave e já foi testado em animais.
Os investigadores estão a aperfeiçoar o sistema com o fim de obter o certificado para futuros testes em pessoas.
Caso estes venham a ser bem sucedidos, espera-se que o primeiro produto seja patenteado e chegue às salas de operações a partir de 2016.
A pesquisa venceu o 1.º Prémio no Simpósio da Associação Portuguesa de Urologia, foi eleita para as melhores comunicações do Congresso Europeu de Urologia 2014 e tem sido publicada em revistas científicas internacionais.
As pedras nos rins afetam uma em cada 200 pessoas, sobretudo os homens.