Por favor salvem esta menina. Apelo de Viana. Angola. Filha de 5 anos de idade que acerca de 2 anos está doente com Neoplasia Vesical (um tumor maligno na zona genital). O pouco que cada um pode dar já é muito para quem precisa, não precisamos ter muito para ajudar. Se cada um de nós depositar um pouco podemos ajudar a salvar a vida dessa menina. Quem puder ajudar pode depositar na conta: 000005001760033 ou IBAN A006.0034.0000.0500.1760.0334.1 de Lidia Manuel no banco Millenium

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Caminhos alternativos conectam áreas distantes em lados opostos do cérebro


Um mistério que há quase meio século persiste sem explicação na neurociência pode ter sido esclarecido agora por um grupo de pesquisadores brasileiros e ingleses. Pessoas que nascem sem um importante feixe de fibras nervosas que conecta os dois hemisférios cerebrais, o corpo caloso, em princípio teriam dificuldade em associar o aprendizado e a memória armazenados em lados opostos do cérebro. Acontece que o cérebro de algumas delas parece preservar essa habilidade, um paradoxo bastante conhecido dos neurocientistas, mas nunca devidamente esclarecido.

http://revistapesquisa.fapesp.br/2014/06/16/ponte-entre-hemisferios/

Em um artigo publicado em maio na revista PNAS, da Academia de Ciências dos Estados Unidos, os pesquisadores relatam uma possível explicação para esse antigo quebra-cabeça. Eles verificaram que o cérebro de pessoas que nascem sem o corpo caloso parece ser capaz de criar rotas alternativas e garantir a comunicação entre os dois hemisférios cerebrais. No estudo, coordenado pelos médicos Fernanda Tovar-Moll e Roberto Lent, ambos do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOr) e do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o grupo identificou e descreveu morfologicamente esses novos caminhos, que parecem compensar a ausência dessa importante estrutura cerebral.
Situado na região central do cérebro, o corpo caloso funciona como uma ponte conectando os hemisférios direito e esquerdo por meio de 200 milhões de fibras nervosas. Ainda nos anos 1960, pesquisadores verificaram que a remoção cirúrgica do corpo caloso — procedimento conhecido como calosotomia — prejudicava a capacidade das pessoas de perceber e interpretar o mundo. Eles constataram que a comunicação entre os dois hemisférios era seriamente comprometida nas pessoas em que essa estrutura havia sido retirada cirurgicamente para tratamento de distúrbios neurológicos, como a epilepsia. Por ser considerada um procedimento paliativo, e não curativo, além de bastante agressivo e invasivo, a calosotomia era e ainda é usada apenas em casos muito específicos. “Acreditava-se que a remoção do corpo caloso impediria, no caso da epilepsia, que as conexões neuronais que não funcionam adequadamente e desencadeiam as convulsões se espalhassem para neurônios do hemisfério vizinho”, explica Fernanda.
Nos casos cirúrgicos, a remoção desse conjunto de fibras pode ser completa. O procedimento interrompe a troca de informações entre os dois hemisférios cerebrais, desencadeando a síndrome de desconexão inter-hemisférica. A pessoa cujo corpo caloso é completamente retirado por meio de cirurgia pode se tornar incapaz de dizer o nome de um objeto caso, vendada, o apanhe com a mão esquerda. Isso porque o reconhecimento tátil dessa mão é processado pelo hemisfério direito do cérebro, enquanto a fala é controlada pelo hemisfério esquerdo. E, para perceber um objeto e dizer seu nome, é preciso que os dois hemisférios troquem informações entre si. Segundo Fernanda, o que explica essa incapacidade no caso dessas pessoas é o fato de o sinal não conseguir passar do lado direito para o esquerdo por conta da ausência dessa ponte.
Mas há tempos também se sabe que o mesmo não acontece com quem nasce sem essa estrutura cerebral. Em 1968, o neurocientista Roger Sperry, prêmio Nobel de Medicina ou Fisiologia em 1981, verificou que pessoas que nascem sem o corpo caloso são capazes de reconhecer e dizer o nome de qualquer objeto, independentemente da mão com a qual o seguram. Essa constatação, também conhecida como paradoxo de Sperry, deixava os neurocientistas intrigados, porque não se sabia ao certo como um hemisfério se comunicava com o outro na ausência do corpo caloso.
Problemas de formação
No estudo da PNAS, Fernanda e seus colaboradores avaliaram seis pessoas de ambos os sexos com idade entre seis e 33 anos e problemas na formação do corpo caloso que variavam de sua ausência completa (agenesia) até o desenvolvimento de um corpo caloso atrofiado. Dos voluntários que participaram do estudo, dois não tinham o corpo caloso; dois o tinham em tamanho menor que o normal (hipoplasia); e outros dois apresentavam apenas partes da estrutura formada (disgenesia parcial). Ao realizarem testes de reconhecimento tátil e visual, os pesquisadores verificaram que a comunicação entre os dois hemisférios do cérebro das pessoas que nasceram sem o corpo caloso ou com apenas parte dele era praticamente igual à observada em um grupo de controle, composto por pessoas com cérebros saudáveis.
Na tentativa de entender melhor como o cérebro dos dois grupos funcionava de modo semelhante, os pesquisadores mapearam seus cérebros por meio de técnicas de ressonância magnética estrutural (RM) que permitem visualizar as conexões neurais e técnicas de ressonância magnética funcional (RMf), que mede a atividade cerebral a partir de variações no fluxo sanguíneo regional. O grupo observou que, diferentemente do cérebro das pessoas saudáveis ​​e de pacientes que tiveram o corpo caloso retirado em cirurgia, os cérebros das pessoas que não tinham o corpo caloso ou que o tinham malformado apresentavam vias nervosas alternativas ligando os dois hemisférios, possivelmente desde o nascimento. “Identificamos em pessoas que haviam nascido sem o corpo caloso, e também nas que o tinham parcialmente formado, um conjunto de fibras nervosas formando feixes compactos que conectam regiões responsáveis pela transferência de informações táteis entre os dois hemisférios”, relata Fernanda. Seriam duas as rotas alternativas de comunicação entre os hemisférios cerebrais. Segundo a médica, elas ligam, bilateralmente, a região do córtex parietal posterior, área relacionada ao reconhecimento tátil.
O grupo acredita que esses circuitos cerebrais alternativos, no caso das pessoas que nascem sem o corpo caloso, são gerados durante o desenvolvimento embrionário – entre a 12ª e a 20ª semana de gestação –, quando a plasticidade anatômica do cérebro é alta e capaz de desviar o crescimento dos axônios, a parte do neurônio responsável pela condução de impulsos elétricos de uma célula para outra. A essa capacidade do cérebro de reconectar áreas distantes, os neurocientistas se referem como plasticidade de longa distância. Os pesquisadores ainda não sabem se o cérebro de todos aqueles que nascem sem o corpo caloso desenvolve essas rotas alternativas. Mas o fato de as terem observado em alguns casos já indica que é possível. Por enquanto, os resultados obtidos pelo grupo de Fernanda e Lent não só esclarecem esse antigo paradoxo como também sugerem que mesmo as longas ligações formadas no cérebro durante seu desenvolvimento podem ser modificadas, provavelmente em resposta a fatores ambientais ou genéticos, abrindo caminho para uma melhor compreensão de uma série de doenças humanas resultantes de conexões neuronais anormais formadas durante o desenvolvimento intrauterino.


Vacina contra febre amarela agora vale para toda a vida, diz OMS


Certificados com data de validade vencida já são aceitos em todos os países signatários

POR EDUARDO MAIA
22/08/2016
O GLOBO

RIO - Viajantes precisam estar sempre atentos a datas e prazos de documentos essenciais, como vistos e passaporte, que devem estar sempre dentro da validade. Pelo menos com a renovação da vacina contra a febre amarela, item obrigatório para boa parte das viagens internacionais feitas por brasileiros, não é preciso mais se preocupar. Desde julho, de acordo com uma nova determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma única dose passa a valer por toda a vida do viajante, não mais apenas por dez anos. Vale ressaltar que o que caiu é a obrigação da renovação, não da vacinação, que deve acontecer até dez dias antes da viagem.
Não é de hoje, no entanto, que a OMS afirma que uma dose da vacina contra a febre amarela é suficiente para toda a vida. Os pesquisadores da organização chegaram a essa conclusão em 2013 e a oficializaram em 2014. Foi durante a 67ª Assembleia Mundial de Saúde, quando o anexo 7 do Regulamento Sanitário Internacional foi alterado, e se estabeleceu a data de 11 de julho de 2016 como o prazo para que todos os 196 países signatários da entidade passassem a adotar a nova medida. No Brasil, por exemplo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), já emite certificados internacionais de vacinação com a designação “válido por toda a vida” desde junho.
Documentos antigos valem
Isso quer dizer que, desde 11 de julho, agentes de fronteiras não podem impedir a entrada de viajantes portando certificados internacionais de vacinação, independentemente da data de validade. Os documentos emitidos após a nova determinação devem vir com a data de vacinação e a frase “vida da pessoa vacinada” (também em inglês e francês) no campo da data de validade. Documentos anteriores à nova regra não precisam e não devem ser modificados, já que são válidos mesmo assim, com as datas de validade já expiradas ou por vencer, e porque qualquer rasura ou alteração no documento o torna inválido.
A nova orientação da OMS pode diminuir a burocracia para quem já foi vacinado e, claro, ainda tem o certificado. Mas para quem nunca se vacinou, o procedimento continua sendo necessário.
Por ter casos registrados em quase todo o território nacional, o Brasil é considerado um país endêmico para a doença. Por isso muitos destinos exigem que os viajantes se vacinem, com no mínimo dez dias de antecedência.
A vacina é oferecida em postos de saúde municipais e estaduais. Depois de tomá-la é preciso levar o comprovante a um posto da Anvisa (anvisa.gov.br) e trocá-lo pelo Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP). Todo o processo é gratuito. Mulheres grávidas, bebês de até seis meses e pessoas alérgicas a seus componentes, portadoras do vírus HIV, em tratamento com corticoides, quimioterapia ou radioterapia, não devem se vacinar. Para elas, há o Certificado de Isenção de Vacinação, também disponível nos postos da Anvisa.
Onde se exige a vacina
América do Sul. Equador, Bolívia, Paraguai, Guiana, Guiana Francesa e Suriname.
América do Norte. México.
América Central e Caribe. Toda a região, exceto Cuba, Nicarágua, República Dominicana, Panamá, Haiti, Porto Rico e Ilhas Virgens (Britânicas e Americanas).
Europa. Malta e Albânia.
África. Todos os países, menos o Sudão do Sul.
Oceania. Brasileiros precisam se vacinar para ir à Austrália, Polinésia Francesa, Fiji, Nova Caledônia e Samoa.
Oriente Médio. Líbano, Arábia Saudita, Irã, Iraque, Jordânia, Omã, Bahrein e Iêmen.
Ásia. China (menos Hong Kong e Macau), Coreia do Norte, Índia, Camboja, Tailândia, Laos, Butão, Vietnã, Filipinas, Indonésia, Cazaquistão, Quirguistão, Malásia, Brunei, Nepal e Cingapura.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

O que acontece quando colocas um cubo de gelo na parte detrás da cabeça!



Não dá para acreditar

A medicina tradicional chinesa conseguiu descobrir um ponto incrivel do nosso corpo que quando é estimulado promove um bem estar geral inacreditável.
 ponto chamado de Feng Fu, é um ponto de pressão que se situa atrás da cabeça, na nuca (na base do crânio) na parte superior do pescoço.
Indo pela lógica da medicina tradicional chinesa o Método do Ponto Feng Fu não trata os problemas do organismo. Na verdade, este método, faz com que o corpo volte ao seu equilíbrio fisiológico natural – fornecendo um forte impulso de vida rejuvenescendo todo o corpo, basicamente sentes-te como nunca te sentiste antes.
Técnica da aplicação de um cubo de gelo no ponto Feng Fu:
Escolha uma posição confortável de barriga para baixo.
Aplique um cubo de gelo, uma ou duas vezes por dia, durante 20 minutos.
Se lhe for mais conveniente, pode usar um pano ou um saquinho de plástico para envolver o cubo de gelo.
Ao fim de 30 segundos começará a sentir um leve calor neste ponto.
Nos primeiros dias há a possibilidade de uma leve sensação de euforia devido à libertação de endorfinas.




Alterações que poderá sentir ao aplicar este método:
Diminuição de dores de cabeça, dores de dentes e de articulações;
Ajuda a regular problemas de tensão arterial (hipotensão e hipertensão);
Melhoras no sistema digestivo;
Melhoras do seu sono e humor;
Alívio de infecções gastro-intestinais e doenças sexualmente transmissíveis;
Alívio de perturbações neurológicas e distúrbios psico-emocionais: fadiga crónica, stress, depressões, insónias, etc;
Inibição de alterações degenerativas da coluna vertebral;
Melhoras de problemas respiratórios;
Ajuda a inibir problemas ligados ao sistema cardiovascular;
Eliminação de constipações frequentes;
Estabilização de distúrbios provocados pela tiróide;
Alívio de ataques de asma;
Redução da celulite;
Melhoras de problemas do tracto gastro-intestinal,;
Melhoras de desordens ligadas à obesidade e à má-nutrição;
Alivio de desordens ligadas à frigidez, impotência e infertilidade;
Melhoras de problemas menstruais.


http://tudoahoras.com/o-que-acontece-quando-colocas-um-cubo-de-gelo-na-parte-detras-da-cabeca-nao-da-para-acreditar/

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Já não bastavam os mosquitos, agora há zika no sexo e no sangue


MOSQUITOS Não há vacina para prevenir a infeção, nem medicamentos para combater os efeitos do vírus zika, transmitido pelo Aedes Aegypti
GETTY

O pânico mundial com o zika alastra com o crescimento do número de vítimas do vírus. Em Portugal ainda só se conhecem quatro casos, mas o alerta é total, sobretudo na Madeira, onde o mosquito já foi encontrado. No Brasil já se confirmaram cerca de quatro mil situações de bebés nascidos com microcefalia, ou seja, com o perímetro cerebral inferior ao normal (32 centímetros), devido a este vírus

expresso.sapo.pt/sociedade

O vírus zika chegou aos Estados Unidos. E à Espanha. E a Israel. E ao Reino Unido. E a Cabo Verde... E a Portugal. E este é apenas o princípio de um pesadelo que vem com um mosquito de menos de um centímetro de comprimento, o Aedes Aegypti. E para completar o cenário negro de dimensões mundiais, um alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS) assumiu o que já se suspeitava: uma pessoa infetada pode transmitir o zika através do sangue ou do sémen.
A OMS revelou ontem que está a ser analisado um caso de transmissão do vírus zika por contacto sexual, embora não tenham sido anunciados os detalhes nem de quando nem de onde esse caso terá ocorrido. “O zika já foi isolado em sémen humano e descrito um possível caso de transmissão sexual de pessoa para pessoa”, refere o comunicado da autoridade de saúde. Ainda não foram, contudo, divulgadas situações de transmissão da infeção através do leite materno.
Em 2011, um estudo publicado na revista científica “Emerging Infectious Diseases” relatou o caso de um cientista americano que, ao regressar do Senegal, em 2008, altura em que o país africano se debatia com um surto de zika, desenvolveu sintomas da infeção depois de ter chegado a casa, no estado do Colorado. A sua mulher, que nunca saíra dos Estados Unidos, também foi infetada, manifestando desta forma a possibilidade da transmissão por via sexual.
A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, afirmou ontem em Genebra que, “apesar de uma ligação causal entre a infeção por zika na gravidez e a microcefalia não ter sido estabelecida, a evidência circunstancial é sugestiva e extremamente preocupante”.
A OMS alerta que, no continente americano, apenas o Canadá e o Chile poderão escapar à epidemia de zika. O Brasil é o país mais afetado pelo surto, com 49 óbitos em investigação - seis dos quais confirmados - e quatro mil recém-nascidos com microcefalia, a mais temida consequência do zika, que acarreta malformações neurológicas nos recém-nascidos. Com o Carnaval à porta e com os Jogos Olímpicos a aproximar-se a toda a velocidade, o Brasil está a transformar-se num destino a evitar.
MAIS MISTERIOSOS DO QUE O ÉBOLA
Na esmagadora maioria (entre 60 e 80%) das pessoas infetadas, não há sintomas. E, quando há, a febre causada pelo vírus zika não é alta, as dores no corpo e de cabeça são suportáveis, mas o medo é quando uma grávida é infetada. Neste caso, as consequências podem ser nefastas. No Brasil, já se confirmaram cerca de quatro mil situações de bebés nascidos com microcefalia, ou seja com o perímetro cerebral inferior ao normal (32 centímetros), e com consequências sérias de desenvolvimento cognitivo e motor.
A organização olímpica britânica já começou a preparar os seus atletas para evitarem as picadas dos mosquitos e as autoridade municipais do Rio de Janeiro, onde vão decorrer as Olimpíadas a partir de 5 de agosto, garantem que as ações de combate serão intensificadas. Mas as certezas são raras. “Sabemos menos do vírus zika do que sabemos do Ébola, não sabemos como é transmitido nem como o combater”, garante Trudie Lang, coordenadora da Global Health Research, uma das maiores redes de investigação científica do mundo.
Numa semana, o número de casos nos Estados Unidos passou de um para oito. Já foi registado no Havai o primeiro bebé nascido com malformação neurológica. Todos os casos foram importados, de pessoas que tinham estado na América Latina. Em El Salvador, as autoridades chegaram ao inimaginável de recomendar que as mulheres não engravidem durante dois anos. Há 23 países afetados e que já mereceram o selo de destinos desaconselhados a mulheres grávidas por parte das autoridades de saúde norte-americanas.
Não há vacina para prevenir a infeção nem qualquer medicamento para combater os efeitos do vírus. A única forma de proteção é tentar não ser picado, nem infetado através de transfusões de sangue ou de uma relação sexual. Os números de infetados não para de aumentar e a certeza é de que a epidemia de zika chegou para ficar. Até que se consiga erradicar o agente transmissor, o Aedes Aegpyti, o mesmo que, no início do século XX, atemorizava populações ao transmitir a febre amarela.


Diferenças da Dengue, Chikungunya e Zika



O Brasil vive uma epidemia de dengue com mais de 745 mil casos só neste ano. Mas esta não é a única doença transmitida pelo mosquito aedes aegypti que tem trazido dor de cabeça às autoridades brasileiras.

mdemulher.abril.com.br

Nos últimos meses, o país passou a registrar casos de duas “primas” da dengue. Elas atendem pelos nomes exóticos de chikungunya e zika, são transmitidas pelo mesmo mosquito e têm alguns sintomas semelhantes.
Mas não se engane: as doenças são diferentes. Veja a seguir quais são os sintomas de cada uma delas.

Dengue
Doença: Dentre as três, é a mais conhecida e presente no Brasil. O país vive hoje uma epidemia da doença com 367,8 casos para cada 100 mil habitantes registrados até o dia 18 de abril.
Transmissão: O vírus da dengue é transmitido pela picada do mosquito aedes aegypti. 
Sintomas: Febre alta (geralmente dura de 2 a 7 dias), dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Nos casos graves, o doente também pode ter sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal, vômitos persistentes, sonolência, irritabilidade, hipotensão e tontura. Em casos extremos, a dengue pode matar - até 18 de abril foram registrados 229 óbitos.
Tratamento: A pessoa com sintomas da dengue deve procurar atendimento médico. As recomendações são ficar de repouso e ingerir bastante líquido. Não existem remédios contra a dengue. Caso apareçam os sintomas da versão mais grave da doença, é importante procurar um médico novamente.

Chikungunya
Doença: Até 18 de abril deste ano, foram registrados 1.688 casos de chikungunya. Os primeiros casos “nativos” da doença no Brasil apareceram em setembro do ano passado em Oiapoque, no Amapá. Antes disso, já haviam sido detectados casos de pessoas que contraíram a virose fora do país. A origem do nome chikungunya é africana e significa “aqueles que se dobram”. É uma referência à postura dos doentes, que andam curvados por sentirem dores fortes nas articulações.
Transmissão: É transmitida pelos mosquitos aedes aegypti (presente em áreas urbanas) e aedes albopictus (presente em áreas rurais).
Sintomas: O principal sintoma é a dor nas articulações de pés e mãos, que é mais intensa do que nos quadros de dengue. Além disso, também são sintomas: febre repentina acima de 39 graus, dor de cabeça, dor nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas. Segundo o Ministério da Saúde, as mortes são raras.
Tratamento: Como no caso da dengue, não há tratamento específico. É preciso ficar de repouso e consumir bastante líquido. Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia.

Zika
Doença: A doença pode ter sido detectada na Bahia, mas ainda não está confirmada. A suspeita é de que ela tenha sido trazida para o Brasil durante a Copa do Mundo.
Transmissão: Mais uma vez, o aedes aegypti é o vilão da história. Mas o vírus também é transmitido pelo aedes albopictus e outros tipos de aedes.
Sintomas: O vírus não é tão forte quanto o da dengue ou da chikungunya e os pacientes apresentam um quadro alérgico. Os sintomas, porém, são parecidos com os das doenças “primas”: febre, dores e manchas no corpo. Quem é infectado pelo zika também pode apresentar diarreia e sinais de conjuntivite.
Tratamento: Assim como nas outras viroses, o tratamento consiste em repouso, ingestão de líquidos e remédios que aliviem os sintomas e que não contenham AAS. 


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Sobre a Febre Amarela. O que é?


A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), gravidade variável, causada pelo vírus da febre amarela, que ocorre na América do Sul e na África.
Qual o microrganismo envolvido?
O vírus RNA. Arbovírus do gênero Flavivirus, família Flaviviridae.
Quais os sintomas?
Os sintomas são: febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina).
Como se transmite?
A febre amarela é transmitida pela picada dos mosquitos transmissores infectados. A transmissão de pessoa para pessoa não existe.
Como tratar?
Não existe nada específico. O tratamento é apenas sintomático e requer cuidados na assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido numa Unidade de Terapia Intensiva. Se o paciente não receber assistência médica, ele pode morrer.
Como se prevenir?
A única forma de evitar a febre amarela silvestre é a vacinação contra a doença. A vacina é gratuita e está disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano. Ela deve ser aplicada 10 dias antes da viagem para as áreas de risco de transmissão da doença. Pode ser aplicada a partir dos 9 meses e é válida por 10 anos. A vacina é contra-indicada a gestantes, imunodeprimidos (pessoas com o sistema imunológico debilitado) e pessoas alérgicas a gema de ovo.
A vacinação é indicada para todas as pessoas que vivem em áreas de risco para a doença (zona rural da Região Norte, Centro Oeste, estado do Maranhão, parte dos estados do Piauí, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), onde há casos da doença em humanos ou circulação do vírus entre animais (macacos).


http://bvsms.saude.gov.br/bvs/febreamarela/sobre.php

Vírus Zica alastra-se rapidamente no Brasil e é preocupação mundial


Mosquito Aedes aegypti, portador do vírus Zica


Patrick Vaz
O ano de 2016 mal começou e, mais uma vez, em todo o Brasil já são milhares as vítimas do mosquito portador do vírus Zica .
Vírus Zica alastra rápidamente no Brasil

Há anos, a população brasileira vem sofrendo com o mosquito Aedes aegypti, causador da Dengue, da Febre Chikungunya e do recente e não menos preocupante vírus Zica.
É neste período de verão chuvoso, até meados de Março, que o número de casos dessas doenças transmitidas pelo mosquito cresce assustadoramente no país.
O Governo tem dificuldades para criar ações efectivas para eliminar o mosquito.
A população ainda hoje pouco tem feito para evitar a proliferação desse vetor.
Garrafas, pneus velhos, caixas d’água, vasos de flores são os locais preferidos para a proliferação do Aedes aegypti.
Basta ter um pouco de água para ele se desenvolver rapidamente.
Desta vez, o que mais chama atenção é a microcefalia, condição neurológica rara em que a cabeça da pessoa é significativamente menor do que a de outros da mesma idade e sexo, e que também causa problemas na coordenação motora e na fala.
Essa doença, desenvolve-se em grávidas e afecta diretamente os bebés ainda em formação.
O último balanço divulgado nesta semana pelo Ministério da Saúde revela que entre 22 de Outubro de 2015 e 9 de Janeiro deste ano foram registrados  3.530 casos suspeitos de microcefalia relacionada ao vírus Zika em recém-nascidos.
As notificações da má-formação dos bebês estão distribuídas em 724 municípios de 21 estados brasileiros.
O nordeste do Brasil lidera a ocorrência de casos.
Pernambuco é o Estado com o maior número de casos suspeitos (1.236), o que representa 35 por cento do total registado em todo o país.
Em seguida, estão Paraíba (569), Bahia (450), Ceará (192), Rio Grande do Norte (181), Sergipe (155), Alagoas (149), Mato Grosso (129) e Rio de Janeiro (122).
Diante deste alarmante cenário, os brasileiros tentam se esquivar do mosquito, pois combatê-lo tem sido quase impossível nos últimos anos.
O infectologista Carlos Starling acredita que essa epidemia tende a se alastrar ainda mais.
“Vivemos um surto importante com característica epidêmica pelo Zika vírus. Todos os dados epidemiológicos mostram isso. O vírus apareceu ano passado, provavelmente na época da Copa do Mundo, contendo o mesmo vector do vírus da dengue, que é o mosquito Aedes aegypti. Ele difundiu no nordeste brasileiro e certamente vai ter a mesma disseminação que teve a dengue. Pelo menos é isso que epidemiologicamente nós vislumbramos para os próximos meses”, afirmou.
O Governo pouco tem contribuído para solucionar de vez esse problema.
Para agravar ainda mais a situação, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, em conversa recente com jornalistas deu uma declaração infeliz ao dizer que iria torcer para as mulheres contraírem o vírus Zika antes da idade fértil.
"Não vamos dar vacina para 200 milhões de brasileiros. Nós vamos dar para as pessoas em período fértil. E vamos torcer para que as pessoas antes de entrar no período fértil peguem a zika, para elas ficarem imunizadas pelo próprio mosquito. Aí não precisa da vacina”, disse.
O ministro ainda ressaltou que o vírus Zika pode criar uma geração de sequelados, que o problema é alarmante e que a população precisa se engajar no combate ao mosquito.
Ele garantiu que uma vacina vai ser criada para combater essa doença.
Carlos Starling entende uma simples vacina não será a salvação dos brasileiros.
“Com certeza uma declaração muito infeliz por parte dele. Mesmo porque nós ainda não conhecemos todas as consequências do Zika vírus. A princípio parece ser uma doença branda, mas está relacionada também como qualquer outra doença viral a síndromes neurológicas graves como a síndrome de Guillain-Barré, em que o paciente fica meses paralisado e algumas vezes evolui com complicações que o leva a óbito. Infecção viral não é uma coisa que pode ser tratada como banalidade. Esse é um problema importante de saúde pública e que nós estamos longes de resolvê-lo. Não conseguimos controlar o Aedes aegypti. Ele está disseminado praticamente em todo o país e até muito bem adaptado ao ambiente urbano. A expectativa que a gente tem não é das melhores. A possibilidade de disseminação do Zika vírus para o país inteiro é iminente e as consequências disso estão longe de serem resolvidas com uma vacina. A vacina da dengue, por exemplo, demorou 30 anos para ser criada e mesmo assim não é a ideal. Certamente é agora que as pesquisas vão começar e nem temos critério para indicar alguma coisa que nem existe”, ressaltou.
Os reflexos negativos da disseminação do Aedes aegypti neste período chuvoso são facilmente vistos em unidades de saúde e hospitais de todo o Brasil, conforme Starling. Ele teme uma nova e agressiva versão da dengue.
Carlos Starling acredita que o melhor a ser feito são campanhas preventivas para conscientizar a população sobre os riscos das doenças transmitidas pelo mosquito. 
“Cada um tem que fazer sua parte, mas o Governo não pode se isentar de suas responsabilidades. Precisa investir em novas pesquisas tanto para desenvolver estratégias de controle do mosquito, quanto novas vacinas. O Governo tem a sua grande parcela de responsabilidade em relação a essas epidemias que estamos vivendo. E não só esse Governo, mas todos os outros governos passados”, concluiu.


Luanda. Aumento de ocorrência de casos de síndrome febril ictérico.



República de Angola
Ministério da saúde
Comunicado de imprensa
Luanda, 20 de Janeiro de 2016

aumento de ocorrência de casos de síndrome febril ictérico.
Como era de esperar a esta altura do ano em que se regista o aumento das quedas pluviométricas (chuva) e de temperatura em todo o País, e tendo em conta o deficiente saneamento básico persistente no seio da população,
O Ministério da Saúde tem vindo a registar desde Dezembro de 2015, o aumento da ocorrência de casos de doença caracterizada por febre, icterícia (olhos amarelados) e sangramento ou não em qualquer parte do corpo, tendo já resultado em alguns óbitos.
Os sintomas mais frequentes da doença são: febre repentina, dôr de cabeça forte, vómitos, fraqueza geral, associado ou não com olhos amarelados e sangramento em qualquer parte do corpo. A doença pode evoluir para estado grave e acabar em óbito.
Enquanto decorre a investigação epidemiológica e laboratorial para o diagnóstico definitivo do agente causador da doença, o Ministério da Saúde, apela a população a observar o cumprimento rigoroso das seguintes medidas de prevenção:
Comunicar imediatamente à Unidade Sanitária (Hospital, Centro ou posto de Saúde) mais próxima de casa, todos os casos de familiares ou de amigos doentes com queixas de febre repentina, dores de cabeça, fraqueza geral, vómitos, olhos amarelos, sangramento ou não.
Manter as casa e os quintais sempre limpos, isto é sem lixo, destruir os pneus e todos objectos que possam acumular água da chuva, criando mosquitos. (latas, vasos, baldes, garrafas e outros).
Manter os reservatórios de água (tanques, baldes, bacias e bidões) sempre limpos e tapados.
Desinfectar os reservatórios de água com lixívia ou bactivec.
Usar sempre mosquiteiros tratados com insecticida ou repelente de insectos como sheltox, dragão ou outros, para evitar a picada do mosquito.
Evitar todas as situações que favoreçam a picada de mosquitos. Sempre que possível durante o dia ou à noite, usar roupa que cubra as partes mais expostas do corpo.
Endereço: Direcção Nacional de Saúde Pública - Rua 1º Congresso de MPLA n.º 67 Contacto: Telefax: 00244 222 330 435
Centro Nacional de Processamento de Dados Epidemiológicos - Direcção Nacional de Saúde Pública Tel. 00244- 912 202523, 997126261



Febre de Lassa mata 37 pessoas na Nigéria


Wari, 08 - O ministro da Saúde da Nigéria pediu para que a população não entre em pânico por causa do surto de Febre da Lassa, que já vitimou 35 pessoas em sete estados do país desde novembro.

http://www.em.com.br

Segundo o ministro Isaac Adewole, o governo tem tomado as medidas necessárias para conter o surto, que tem outros 14 casos confirmados por testes de laboratório, de 76 suspeitos.

A febre de Lassa ganhou o nome por causa da cidade de Lassa, onde uma febre hemorrágica aguda foi identificada em 1969. A doença tem os mesmos sintomas do ebola e também exige que pacientes infectados sejam isolados, assim como que trabalhadores da saúde usem roupas protetoras. A taxa de mortalidade, no entanto, é de apenas 1%.

A doença é transmitida por ratos e afeta principalmente áreas rurais com condições sanitárias ruins e cidades superpopulosas. O vírus é encontrado apenas na África Ocidental. Fonte: Associated Press.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

¿Qué esconde la mano de un niño?



Las bacterias de la mano de una niña, la mejor imagen de ciencia del año en España


El Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC) y la Fundación Española para la Ciencia y la Tecnología (FECYT) han publicado cuáles son las fotografías ganadoras de la 13ª edición de su certamen Fotciencia, que busca acercar la ciencia y la tecnología a los ciudadanos mediante "una visión artística y estética". El primer premio lo ha ganado esta imagen en la que se puede ver lo que esconde la mano sucia de un niño. La fotografía fue tomada a partir de la huella de una niña de seis años tras posar su mano sobre una placa de Petri, un recipiente utilizado en microbiología para cultivar células. El objetivo era demostrar a alumnos de Infantil y Primaria la importancia que tiene lavarse las manos después, por ejemplo, de jugar con tierra. A través del microscopio se podían apreciar diversas colonias de levaduras y de bacterias.

RAÚL RIVAS GONZÁLEZ / LORENA CELADOR LERA
ELPAIS


sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Las ‘superbacterias’ amenazan a Europa


La resistencia a los antibióticos “de último recurso” aumenta en el continente

Hace solo 70 años, contraer una infección común podía llevar a la tumba a cualquier persona joven y sana. Hacerse un corte o someterse a una sencilla operación quirúrgica era una lotería: si una bacteria entraba en la herida, esta podía acabar siendo mortal. Hasta que llegaron los antibióticos y cambiaron la historia de la medicina. Se aprecia en las gráficas que dibuja la mortalidad en lugares como Estados Unidos: a partir de los años cuarenta del siglo XX el número de fallecimientos cae en picado. Una revolución sin precedentes que ha salvado millones de vidas en el mundo.

ELENA G. SEVILLANO Bruselas 
ELPAIS

Pero el uso se ha convertido en abuso, y los antibióticos están perdiendo efectividad. No se trata de una predicción apocalíptica, de una amenaza lejana en el tiempo. Los expertos hablan de la era posantibióticos como de algo que está a la vuelta de la esquina y que hay que intentar evitar por todos los medios. En todo el mundo aumentan las infecciones causadas por microorganismos que resisten a distintos antibióticos, las llamadas bacterias multirresistentes o, coloquialmente, las superbacterias. Aumentan las infecciones, y aumentan las muertes.

Consumo de antibióticos en Europa
Solo en la Unión Europea se calcula que la resistencia antimicrobiana se cobra cada año 25.000 vidas. “Es dramático. Tenemos pacientes que es como si estuvieran en la época de antes de Fleming, porque carecemos de antibióticos con que tratarlos. Estamos perdiendo la carrera”, asegura Juan Pablo Horcajada, portavoz de la Sociedad Española de Enfermedades Infecciosas y Microbiología Clínica (SEIMC) y jefe de servicio de Infecciosas del Hospital del Mar de Barcelona. ¿Por qué? “En parte porque no se producen nuevos antibióticos, pero también porque no usamos bien los que tenemos”.
El consumo se dispara
Si no se toman medidas inmediatamente, alertan los organismos de salud internacionales, el reloj de la medicina podría retroceder un siglo, de forma que una operación, un tratamiento de quimioterapia, una neumonía o una tuberculosis volverán a tener un enorme riesgo de muerte. El (mal) uso de los antibióticos explica, en parte, el aumento de las resistencias. Solo en la primera década del milenio el consumo global de antibióticos en humanos creció el 40%. En Europa el consumo también va al alza, según alerta el Centro Europeo para la prevención y control de enfermedades (ECDC, en sus siglas en inglés) en un informe hecho público hoy. Con enormes diferencias entre países: los griegos usan tres veces más antibióticos que los holandeses.
Los territorios con mayor consumo de antibióticos suelen ser también los que tienen mayor problema con las resistencias. En Europa son los países del sur y del este. Los últimos datos del ECDC muestran un “incremento significativo” de los porcentajes de infecciones por distintas bacterias que ya no responden a los antibióticos más comunes. Por ejemplo, la Klebsiella pneumoniae, un bacilo que causa infecciones del tracto urinario, o neumonías, entre otras, y que puede afectar a los recién nacidos.
Casi dos de cada diez de estas infecciones ya son resistentes a tres clases de antibióticos muy utilizados: las cefalosporinas de tercera generación, las fluoroquinolonas y los aminoglicósidos. “Esto significa que a los pacientes les quedan muy pocas opciones terapéuticas”, recuerda el ECDC. Hay tres países –Grecia, Rumania y Eslovaquia—donde más de la mitad de las infecciones ya no responden a estos fármacos.
Volver a antibióticos antiguos
La progresiva pérdida de eficacia de estos tratamientos ha llevado a recuperar antiguos antibióticos que dejaron de usarse hace décadas porque eran tóxicos y habían sido superados por otros más modernos. Horcajada relata que en muchos hospitales han tenido que recurrir a ellos para intentar salvar la vida de pacientes para los que no había otra opción. Sin embargo, estos viejos antibióticos no son tan eficaces ni tan seguros como los actuales. No solucionan el problema. Horcajada pone el ejemplo de un hombre de unos 50 años, intervenido de un cáncer, que en el posoperatorio enfermó de neumonía. A la espera de que llegaran los análisis, le dieron un antibiótico común, adecuado según las guías terapéuticas, pero que no era eficaz frente a la bacteria.
La infección se la estaba provocando una Pseudomona aeruginosa“extremadamente resistente”, recuerda el especialista en enfermedades infecciosas. Tuvieron que emplear colistina, un antibiótico descartado a finales de los sesenta porque provocaba insuficiencia renal. Al ser tan tóxico, tuvieron que disminuir la dosis, con lo que era menos eficaz y la infección progresaba. El paciente acabó muriendo por una infección multirresistente. “A las familias les cuesta entenderlo. Hasta ahora se creía que cualquier infección se cura como antiguamente, pero ahora las hay incurables”, asegura.
Mientras las técnicas ultrarrápidas de diagnóstico no estén implantadas en todos los hospitales, añade el experto, los médicos seguirán prescribiendo antibióticos sin saber si funcionan en las primeras horas, y contribuyendo al problema. “Es como un pez que se muerde la cola. Cada vez hay más resistencias, y se usan antibióticos de mayor espectro antes de tener análisis. La mayor utilización provoca que haya bacterias más resistentes”, explica Horcajada. Se necesitan “programas de optimización”: usar el antibiótico adecuado, en el momento, con el paciente, la dosis y la duración adecuadas. En España, añade, estos programas "están en fase de desarrollo e implementación" por parte de la Agencia Española del Medicamento (Aemps), en colaboración con la SEIMC.
El “último recurso” tampoco sirve
La mayor amenaza a la que se enfrenta Europa es la de las superbacterias resistentes a un grupo de antibióticos muy potentes llamados “de último recurso”, los carbapenémicos, según alerta el ECDC coincidiendo con el inicio de la primera semana mundial de sensibilización sobre los antibióticos. Se llaman enterobacterias productoras de carbapenemasas (CPE). Las carbapenemasas son unas enzimas que inactivan al que prácticamente es el último escalón terapéutico frente a los microorganismos multirresistentes.
“La mayor propagación de las CPE en Europa es una preocupación de primer orden en la Unión Europea, porque las opciones alternativas de tratamiento de los pacientes infectados son muy limitadas”, asegura Andrea Ammon, directora en funciones del ECDC. De “alarmante” la califica el informe de este organismo, que habla de cómo la situación en Europa ha empeorado notablemente en solo dos años. En 2013 seis países declararon que estas infecciones tenían distribución interregional (con casos por toda la geografía) o bien que ya eran endémicas. Este año ya son 13 los Estados (España incluida) en los que las CPE se registran en un gran número de hospitales.
Más muertes que el cáncer
De llegar a una era postantibióticos, es decir, si en los próximos años no se desarrollan nuevos antibióticos que sustituyan a los que están perdiendo su efectividad, en el año 2050 morirán 10 millones de personas al año en el mundo por infecciones bacterianas. Así lo asegura un informe encargado por el Gobierno británico que se publicó en diciembre pasado. Si se compara con otras causas de muerte se aprecia la dimensión del problema. El cáncer, por ejemplo, provoca 8,2 millones de fallecimientos. La diabetes, 1,5 millones. Actualmente se calcula que las muertes atribuibles en el mundo a la resistencia antimicrobiana son unas 700.000 anuales. Es decir, la mortalidad por esta causa se multiplicaría por 14.
El informe recuerda que al coste en vidas humanas se sumará el económico. Si las resistencias siguen creciendo, en 2050 menoscabarían el producto interior bruto mundial de entre un 2 y un 3,5%, es decir, unos 100 billones de dólares. Y las consecuencias de caer de nuevo en una “era oscura” de la medicina afectarían a muchísimas más personas que perderían calidad de vida. ¿Quién se arriesgaría a una operación sin profilaxis antibiótica si puede evitarlo? ¿Una operación de cadera, por ejemplo?
Es necesario actuar, y hacerlo ya, coinciden las autoridades sanitarias. La Organización Mundial de la Salud (OMS) lanzó el año pasado la advertencia más severa. “El mundo está abocado a una era posantibióticos en la que infecciones comunes volverán a ser potencialmente mortales”, aseguró uno de sus directivos el año pasado, cuando se presentó en Ginebra el primer atlas mundial sobre resistencia a los antibióticos. Con datos de 114 países, la OMS confirmó lo que los expertos llevaban años señalando: la amenaza es global y afecta a todas las regiones.
Alexander Fleming recibió en 1945 el premio Nobel por el descubrimiento de la penicilina. Y durante su discurso lanzó esta profecía: “Llegará un día en que la penicilina la pueda comprar cualquiera en las tiendas. Entonces existirá el peligro de que un hombre ignorante pueda fácilmente tomar una dosis insuficiente y que al exponer sus microbios a cantidades no letales del fármaco los haga resistentes”. Siete décadas después, sus palabras resuenan en un mundo amenazado por las superbacterias.
Imagem: autor desconhecido


sábado, 12 de dezembro de 2015

¿Cómo enfrentarse a la adversidad?


El autor explica qué sucede en nuestro cerebro cuando nos enfrentamos a un peligro, un recuerdo negativo o el temor a que algo malo ocurra en el futuro

ELPAIS

Las situaciones extremas de la vida nos muestran, como si fuera a través de una lente de aumento, el comportamiento de nuestro cerebro frente a escenarios en donde se pone en juego nuestra supervivencia física o nuestra integridad psicológica. En estos párrafos trataremos de entender qué sucede en nuestro cerebro frente a un peligro del presente, un recuerdo negativo del pasado o el temor a que algo malo ocurra en el futuro.
Desde el momento en que somos expuestos a una situación extrema se activa un sistema muy básico, rápido y firme modelado durante cientos de miles de años, para hacer frente a lo que está ocurriendo. Este primer paso de defensa de nuestro sistema biológico es la llamada “respuesta de estrés”. Cuando el cerebro detecta una amenaza, se activa una respuesta fisiológica coordinada que implica componentes autonómicos, neuroendocrinos, metabólicos y del sistema inmune. El organismo necesita un mayor flujo de oxígeno para sus músculos, especialmente los del sistema de locomoción (para emprender el escape si hace falta). Así, se acelera la respiración para proveer más oxígeno, y la frecuencia cardíaca para entregar rápidamente ese oxígeno a través del torrente sanguíneo a los músculos principales. Los vasos sanguíneos en la piel se constriñen para que haya el menor sangrado posible en el caso de una herida.
Cuando el cerebro detecta una amenaza, se activa una respuesta fisiológica coordinada que implica componentes autonómicos, neuroendocrinos, metabólicos y del sistema inmune
Para proporcionar el combustible suficiente para el esfuerzo, nuestras glándulas convierten los carbohidratos almacenados en las células en azúcar circulante en sangre. También mejora la respuesta inmune; los glóbulos blancos que combaten las infecciones se adhieren a las paredes de los vasos sanguíneos, preparados para zarpar raudamente hacia cualquier parte del cuerpo que pudiera lastimarse.
El sistema cognitivo humano, a su vez, ofrece una variante aún más sofisticada: la capacidad de figurar y anticipar las amenazas del futuro, e incluso imaginar eventualidades que nunca han ocurrido, y que acaso nunca ocurran. Esta capacidad notable de nuestra especie es fruto de la experiencia acumulada y de la capacidad de hipotetizar e inferir. El desarrollo del cerebro humano, y en particular de sus áreas prefrontales, expandió, entre otras, nuestras capacidades para revisar el pasado y examinar el futuro. Esta complejización cognitiva de la respuesta de estrés llevó al psicólogo estadounidense Richard Lazarus a postular la existencia de “mecanismos evaluativos” implicados en el proceso de respuesta frente al peligro porque no siempre es sencillo determinar cuándo estamos frente a una situación que requiere acciones de protección.
El primer paso de este proceso es la “evaluación primaria”, esto es, el establecimiento del valor de un estímulo como peligroso o inocuo. Las investigaciones en neurociencia han permitido establecer el rol de diferentes estructuras cerebrales en la detección y evaluación del peligro, en particular, la actividad crucial de la “amígdala”, que sería responsable de detectar, generar y mantener emociones relacionadas con el miedo y respondería a la importancia de los estímulos emocionales. La “evaluación secundaria”, por su parte, busca establecer la disponibilidad de recursos del organismo para afrontar la amenaza.
Ahora bien, cuando la amenaza se disipa, se ponen en marcha otros mecanismos para volver a la situación inicial de reposo: la desactivación de la respuesta de estrés. Si, por el contrario, la respuesta de estrés permanece sostenidamente encendida, tiene lugar el llamado “estrés crónico”. En esta circunstancia, los componentes de la respuesta que suponían una ventaja adaptativa y una reacción de defensa y autoprotección del organismo, dejan de serlo y se vuelven en su contra.
Se acelera la respiración para proveer más oxígeno, y la frecuencia cardíaca para entregar rápidamente ese oxígeno a través del torrente sanguíneo a los músculos principales
A nivel cognitivo, la respuesta aguda de estrés favorece el incremento del nivel de alerta y la formación de memorias, aunque en el largo plazo la producción elevada de cortisol provoca deterioro cognitivo. La respuesta inmune también se afecta negativamente frente al estrés crónico dejando al organismo más expuesto a los diversos patógenos.
Podemos especular que existen factores ambientales, factores individuales –biológicos y psicólogicos– y también factores socioculturales que pueden llevar a que la respuesta de estrés no ceda y se realimente de forma continua, o, peor aún, en forma de espiral. Entre los factores externos socioculturales se suele aludir al estilo de vida moderno y urbano. Por ejemplo, hoy podemos tener al instante la información de lo que ocurre en cualquier parte del mundo. Este hecho tecnológico que confiere ventajas evidentes en ciertos terrenos, puede volverse una desventaja en lo que se refiere a la propagación de temores y la circulación de malas noticias.
Por su parte, en lo que se refiere a los factores biológicos y psicológicos, es necesario revisar la conexión existente entre el estrés y los trastornos de ansiedad, por un lado, y la depresión, por el otro. Para entender la ansiedad, podemos compararla con un radar, es decir, un dispositivo que rastrea nuestro ambiente en estado de alerta y nos avisa que una amenaza se aproxima. Pero la ansiedad es mucho más que un radar: es también un cuaderno de bitácora donde registramos las experiencias peligrosas vividas, y un mapa que nos guía, como un GPS, hacia territorios seguros. Sin embargo, cuando la ansiedad excede los niveles normales puede generar “falsas alarmas” que sobreactivan la respuesta de estrés y provocan estados de preocupación intensos y síntomas físicos diversos.
La depresión, por su parte, puede ser entendida en ciertos casos como una reacción biológica y psicológica en la cual nuestro organismo se rinde ante la adversidad, reduce sus intentos de solución, por considerarlos infructuosos, y se entrega a la desesperanza. En la depresión, así como en la ansiedad, nuestro pensamiento se vuelve propenso a los “sesgos cognitivos”, esto es, seleccionamos y priorizamos ciertos datos en desmedro de otros. En el caso de la depresión, la información negativa, y en el caso de la ansiedad, la información relacionada con el peligro. Luego, ciertos razonamientos distorsionados generalizan o amplifican el peso de esta información y provocan un espiral de realimentación de las emociones negativas.
Resulta central reflexionar también sobre el rol clave del otro (el prójimo, el ser amado, la comunidad) frente al desasosiego. Cuando cobija, cuando contiene, cuando acompaña
Afortunadamente, nuestro cerebro cuenta con diversas herramientas que pueden protegernos de estas complicaciones. La “resiliencia” es el conjunto de factores y mecanismos que nos permiten superar adaptativamente las situaciones de adversidad. En este sentido, dos mecanismos altamente eficientes para atenuar de forma progresiva la respuesta de estrés son la “habituación” y la “extinción”. El primero es la propiedad general de nuestras células nerviosas que consiste en la acomodación al entorno y un principio de economía, para evitar respuestas ociosas. Son innumerables los ejemplos, desde cuando entramos a una pileta fría y de a poco vamos acostumbrándonos, hasta cuando nos exponemos de forma repetida a un estímulo que nos asusta o tensiona, ayudando a que la respuesta intensa inicial disminuya hasta volverse tolerable. Este es el principio que rige los tratamientos por exposición, altamente eficaces en la ansiedad.
El proceso de “extinción” sucede cuando nos exponemos a un estímulo temido y comprobamos una y otra vez que las consecuencias negativas que esperábamos no ocurren tal cómo anticipamos, y se atenúa la respuesta de estrés. Otro de los procesos de regulación de las emociones, de naturaleza cognitiva, es la “re-evaluación”, que consiste en modificar el significado funcional atribuido a la situación que gatilla el estrés. Es “cambiar la manera en que sentimos al cambiar la manera en que pensamos”.
Algunas personas que experimentaron traumas súbitos o han sufrido situaciones de abandono o maltrato emocional sostenido en momentos tempranos de sus vidas pueden llegar a sufrir en forma prolongada por dichas vivencias. Dolencias psiquiátricas como el trastorno de estrés post-traumático tienen que ver con esas experiencias y con el modo en que nuestra memoria alberga los recuerdos emocionales. El trabajo de neurocientíficos como Joseph LeDoux es relevante para entender las afecciones emocionales y su tratamiento porque explica la consolidación de las memorias. Al comienzo, cuando uno experimenta algo, el recuerdo es inestable hasta que se estabiliza por la síntesis de proteínas en el cerebro. Una vez almacenado el recuerdo, la exposición a un estímulo que le recuerda aquel evento, va a reactivarlo y a hacerlo inestable nuevamente por un período corto de tiempo, para volver a guardarlo luego y fijarlo nuevamente en un proceso llamado reconsolidación de la memoria.
Cuando la ansiedad excede los niveles normales puede generar “falsas alarmas” que sobreactivan la respuesta de estrés y provocan estados de preocupación intensos y síntomas físicos diversos
Ahora bien, cada vez que recuperamos una memoria de un hecho, al volverse otra vez inestable, permite la incorporación de nueva información. Ese momento es una ventana para cambiar las reacciones emocionales que acompañan un recuerdo. Un paciente que sufre un trastorno de estrés postraumático evoca con ayuda de un terapeuta experto y en un contexto seguro, los recuerdos de la situación vivida, para atenuar progresivamente las reacciones emocionales intensas que acompañan el recuerdo.
Por último, resulta central reflexionar también sobre el rol clave del otro (el prójimo, el ser amado, la comunidad) frente al desasosiego. Cuando cobija, cuando contiene, cuando acompaña. Como en el diálogo entre los dos en El beso de la mujer araña, la famosa obra del autor argentino Manuel Puig: “… y mientras esté a mi alcance, por lo menos en este día, … no te voy a dejar pensar en cosas tristes.”
Facundo Manes es neurólogo y neurocientífico (PhD in Sciences, Cambridge University). Es presidente de la World Federation of Neurology Research Group on Aphasia, Dementia and Cognitive Disorders y Profesor de Neurología y Neurociencias Cognitivas en la Universidad Favaloro (Argentina), University of California, San Francisco, University of South Carolina (USA), Macquarie University (Australia). @manesf