domingo, 22 de dezembro de 2013

Luanda, as costas ficaram cancerosas, podres, e faleceu sem assistência médica.





No, Discurso Directo, da Rádio Ecclesia, um padre, que não consegui fixar o nome, que trabalha num centro de recolha de meninos de rua, contou a seguinte desgraça que me deixou cristãmente comovido: em Luanda, as madres de uma misericórdia acolheram um jovem de dezassete anos com um cancro no joelho. Enviaram-no para o hospital para que se efectuasse a necessária terapia oncológica. Ele regressou e depois foi para um centro ortopédico, porque a perna foi-lhe amputada. Mais tarde foi parar no Hospital Maria Pia, onde o médico de serviço perguntou pela sua ficha clínica, e o paciente ficou à espera, mas, ninguém a tinha, não existia. E assim o tempo foi-se perdendo e as metástases corroendo. Completamente abandonado, as costas ficaram cancerosas, podres, e faleceu sem assistência médica. 
Aproveito apenas para comentar: se ele fosse um porta-aviões ou uma prostituta do Brasil, um estrangeiro desses que ganham 10.000 dólares que fingem que trabalham, um exemplar corrupto, ou uma amante dessas da Sonangol.

Imagem: http://www.meusrecados.com/imagens_tristeza.php