sábado, 17 de setembro de 2011

A Rinite Alérgica e os Pólipos Nasais



A rinite alérgica se caracteriza por apresentar episódios de espirros repetidos, coriza líquida, coceira em narinas, olhos, ouvidos, céu da boca, ouvidos, lacrimejamento, além de congestão (obstrução) nasal. No entanto, em algumas pessoas a sensação de nariz obstruído pode se manifestar de maneira intensa e persistente, tornando-se predominante e prejudicando sobremaneira a função respiratória. Nestes casos, é importante pesquisar a presença de pólipos nasais.
O que é um pólipo nasal?

Pólipos nasais correspondem a uma degeneração da mucosa que ocorre nas narinas, causando uma obstrução nasal intensa, agravando a rinite e tornando-se muito incômoda ao paciente. A palavra pólipo pode assustar porque algumas pessoas já a viram relacionada com tumores malignos, mas é importante deixar claro que são em geral formações benignas. A ocorrência de pólipos nasais é mais comum em adultos, sendo mais rara em crianças abaixo dos 10 anos.
É uma doença inflamatória da mucosa nasal (tecido de revestimento interno do nariz) mas até hoje não se sabe com precisão a causa e o porquê do aparecimento dos pólipos. É descrita uma relação clínica entre a rinite e o surgimento de pólipos, mas até hoje esta relação não está totalmente esclarecida. Na prática, observa-se que os pólipos quando surgem associados à rinite tendem a ser mais severos e que o controle da alergia melhora sua evolução e diminui a recidiva do processo. Entretanto, não há comprovação de que a alergia predisponha ao surgimento dos pólipos.
O pólipo pode ser único ou múltiplo, sendo seu tamanho variável. Os pólipos pequenos em geral causam poucos problemas, mas os maiores podem provocar sintomas mais graves. Uma conseqüência comum é o impedimento da drenagem normal dos seios paranasais e como conseqüência, facilitação de infecções bacterianas.

Quais são os sintomas mais comuns da polipose nasossinusal?

- O principal sintoma é a obstrução nasal intensa, popularmente referida como “nariz entupido”. A pessoa descreve que suas narinas estão sempre obstruídas e que tem pouca melhora com o uso de descongestionantes, seja em forma de gotas, seja em comprimidos.
- Dor de cabeça (cefaléia) e/ou dor na face ou ainda sensação de pressão na região da face.
- Secreção catarral e em algumas ocasiões de odor ativo, não apenas sob forma de coriza mas também como um gotejamento na região posterior das narinas em direção à faringe.
- Quadros repetidos de sinusite.
- Diminuição ou perda de olfato e/ou paladar.
- Podem ocorrer também distúrbios do sono, roncos ou até apnéia do sono, ou seja, a parada da respiração durante o sono por um período superior a 10 segundos.

Como posso saber se tenho um pólipo?

O diagnóstico da polipose pode ser feito pelo médico ao exame clínico, mas existem exames específicos que serão úteis como a tomografia e a endoscopia rinossinusal. A escolha do tipo de exame complementar varia em cada pessoa e com o tipo de pólipo, sendo valiosos não apenas no reconhecimento do problema como também na escolha da conduta e do tratamento em cada caso.

Associação da polipose com outras doenças

-Em crianças, o achado de um pólipo nasal pode indicar a presença de mucoviscidose, mais conhecida como fibrose cística ou apenas FC, que é uma doença genética, grave, sem cura, que afeta as glândulas exócrinas, provocando alterações nos pulmões, pâncreas, fígado e intestino. O diagnóstico pode ser confirmado através do exame do suor.
-A presença de polipose, rinossinusite, asma e eosinofilia(aumento da contagem de eosinófilos no hemograma) sugerem a síndrome de intolerância à aspirina, analgésicos e antinflamatórios não hormonais. Recomenda-se que pessoas portadoras de polipose e asma evitem o uso de analgésicos (derivados da aspirina, ácido acetil salicílico, dipirona, pirazolona) e antinflamatórios não hormonais. Existem medicações alternativas que deverão ser orientadas pelo médico.
-Sinusite causada por fungos pode se associar à presença de pólipos nasais.
-Outras síndromes mais raras, podem se associar.

Tratamento

O tratamento deve ser escolhido de forma individual, de acordo com o tipo da lesão, reflexos em seu portador, sintomas clínicos e na dependência do grau de comprometimento nasal e dos seios da face. Os medicamentos podem ser úteis para debelar episódios agudos e para o controle da doença, mas em alguns casos a indicação cirúrgica se impõe, com objetivo de remover os pólipos. A cirurgia resulta numa melhora significativa mas infelizmente verifica-se um índice significativo de recidivas.
http://blogdalergia.blogspot.com/2007/03/rinite-alrgica-e-os-plipos-nasais.html