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domingo, 11 de dezembro de 2011

Médicos estão a matar nos hospitais públicos. – acusa a presidente da Liga dos Direitos Humanos, Alice Mabota



Como que sustentar as suas acusações, Mabota contou alguns episódios. Por exemplo, disse que recentemente recebeu na Liga dos Direitos Humanos uma netinha da Graça Machel, viúva do primeiro presidente de Moçambique Independente, Samora Machel, e actual esposa do antigo presidente sul-africano, Nelson Mandela, que depois de levar uma tareia na escola dirigiu-se ao hospital. Chegada lá os médicos não receitaram nenhum fármaco. Disseram-lhe que tinha problemas de tensão, e passando alguns dias, a criança, de apenas 7 anos, acabou morrendo.

Maputo (Canalmoz) - A presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos, Alice Mabote, denunciou a existência de mortes nos hospitais públicos que resultam de “brincadeiras de mau gosto” de alguns profissionais de saúde.
Alice Mabota falava sábado nas cerimónias alusivas às comemorações do Dia Mundial dos Direitos Humanos. Não avançou nomes de médicos, enfermeiros, nem dos hospitais onde isso estará a suceder, mas repetiu que “há pessoas que estão a morrer nos hospitais”, por negligência de médicos que nunca são chamados à responsabilidade.
Como que sustentar as suas acusações, Mabota contou alguns episódios. Por exemplo, disse que recentemente recebeu na Liga dos Direitos Humanos uma netinha da Graça Machel, viúva do primeiro presidente de Moçambique Independente, Samora Machel, e actual esposa do antigo presidente sul-africano, Nelson Mandela, que depois de levar uma tareia na escola dirigiu-se ao hospital.
Chegada lá, prossegue, os médicos não receitaram nenhum fármaco. Disseram que ela tinha problemas de tensão, e passando alguns dias, a criança de apenas 7 anos acabou morrendo.
Contou ainda que outra criança caiu de um prédio na zona do Cemitério da Lhanguene, chegado ao hospital, e durante a operação os médicos não observaram todos os cuidados. A criança acabou saindo de lá com uma perna mais comprida do que outra.
Segundo Mabote, os médicos também teriam deixado morrer um jovem de 17 anos que fora salva de morrer afogada ao nada na praia. O jovem foi socorrida, levada ao hospital, mas o pessoal médico ignorou-o alegando que “ela quis morrer ao tentar nadar sem antes aprender”.
Médicos, segundo Mabota, deixaram também morrer uma outra jovem a quem os pais teriam impedido de ir a uma festa. Ela ingeriu comprimidos para pôr termo à sua vida e chegada a uma unidade sanitária, os médicos não assistiram a jovem tendo ela sucumbido.
“Na história deste país, apenas me recordo de Samora Machel que descartou um médico e o mandou de volta ao seu país por negligência. Os médicos que prejudicam a vida dos cidadão deveriam ser criminalmente responsabilizados”, defendeu Mabota, sublinhando que o Índice Global dos Direitos Humanos de Moçambique, IGDH, que brevemente irá ao debate público, passará a considerar estas situações.

Benvinda Levi e o exercício da cidadania

Por seu turno, a ministra da Justiça, Benvinda Levi, disse que o desafio que o país neste momento enfrenta é de os moçambicanos saberem exercer a sua cidadania. “Como é que todos os moçambicanos podem exercer a sua cidadania?” interrogou? Respondeu: “Isto depende da informação necessária que os moçambicanos podem ter”.
Benvinda Levi avançou que se isto não acontecer, “continuaremos a ser mais avaliados por relatórios externos, que sempre dizem que os moçambicanos não procederam bem”.
A ministra da Justiça apelou ainda para que os relatórios externos serem analisados com cuidado. A tal retórica habitual da “mãozinha externa”…
“Moçambique não se compara, por exemplo, com a Suécia ou Canadá, nesses países o cidadão já não reclama por uma casa condigna, água canalizada e energia, porque até tem subsídio de desemprego. Devemos olhar o país real e não penalizar um país já penalizado”, disse como que a desvalorizar o imenso role de relatórios internacionais que têm mostrado o descalabro que está a ser a governação de Moçambique nos últimos anos.
Benvinda Levi disse que a declaração dos Direitos Humanos existe há 63 anos e é um processo longo e inacabável. “Moçambique respeita os Direitos Humanos. Os direitos à vida, à saúde, alimentação, são válidos. Sempre lutamos para que o dia de hoje seja melhor que o amanhã”, concluiu insistindo na desvalorização do quadro desastroso que uma série de relatórios de conceituadas organizações internacionais tem relevado de Moçambique como resultado da acção dos sucessivos governos.(Cláudio Saúte)