Por favor salvem esta menina. Apelo de Viana. Angola. Filha de 5 anos de idade que acerca de 2 anos está doente com Neoplasia Vesical (um tumor maligno na zona genital). O pouco que cada um pode dar já é muito para quem precisa, não precisamos ter muito para ajudar. Se cada um de nós depositar um pouco podemos ajudar a salvar a vida dessa menina. Quem puder ajudar pode depositar na conta: 000005001760033 ou IBAN A006.0034.0000.0500.1760.0334.1 de Lidia Manuel no banco Millenium

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Sobre olhar impávido da direcção. Imundice no centro de saúde de Massinga



Maputo (Canalmoz) - Vive-se um cenário de uma autêntica bandalheira no centro de saúde de Massinga, província de Inhambane. Há falta de cozinha, lavatórios, refeitório e casas de espera para acompanhantes de doentes internados naquele centro de saúde. A imundice, entretanto, é as marca daquela unidade sanitária.
É o salve-se quem poder. Acompanhantes de pacientes vindos de diversos pontos do distrito de Massinga e mães grávidas à espera do dia de parto, cada um tem de se livrar da desgraça à sua maneira. Não têm onde dormir, queixam-se. Até água é difícil encontrar.
De uma forma desorganizada, cada um faz a sua lareira e prepara refeições para o seu doente. Numa breve passagem por aquele local, o Canalmoz contabilizou cerca de 60 panelas em igual número de lareiras. Uma autêntica feira de fogueiras e fumo num recinto que era suposto ser limpo para atender doentes.
Outra questão que desperta a atenção é o facto de os doentes internados e menos graves juntarem-se em sombras com os seus acompanhantes para tomarem as refeições. Todos juntos. Os doentes graves que por recomendação médica não podem abandonar as enfermarias, tomam as refeições nos quartos, mas todos os outros andam espalhados.
A maternidade funciona num espaço minúsculo, o que faz com que os acompanhantes com doentes internados naquele lugar fiquem nas escadas.
O mobiliário velho (secretárias, motorizadas, camas, bicicletas) é deixado de qualquer maneira pelo recinto hospitalar.
O capim é visível em todo o hospital.
O reservatório de água está meio engolido pelo capim.
A fumaça provocada pelas chamas das panelinhas até chega a incomodar o funcionamento normal das enfermarias. É o pão de cada dia, naquele hospital do distrito mais populoso da província de Inhambane.

Direcção do hospital reconhece

Contactado pela Reportagem do Canalmoz, o administrador do centro de saúde de Massinga, Basílio Quivale, reconheceu a desorganização ali existente, tendo dito que com a conclusão das obras da casa de espera, também está prevista a construção de uma cozinha para que os acompanhantes dos doentes preparem as suas refeições num lugar condigno.
“A responsabilidade dos doentes internados é do hospital. Os acompanhantes estão fora do nosso controlo. Eles ficam espalhados pelas sombras. Nada podemos fazer. Muitos deles vêm de zonas distantes, disse Quivale. (Cláudio Saúde)