sábado, 17 de março de 2012

Cinco mil pessoas morrem por ano devido à malária


Maputo (Canalmoz) – Pelo menos cinco mil pessoas morrem por ano devido à malária em Moçambique. São apenas números oficiais. Muitos óbitos no interior do país não são manifestados.
Do universo de óbitos oficialmente reconhecidos, 75 por cento são crianças – com idades compreendidas entre zero e cinco anos – e mulheres grávidas.
A informação sobre os óbitos foi avançada ao Canalmoz pelo director nacional da Saúde Pública, Mouzinho Saíde.
A fonte disse ainda que a malária é responsável também por 60 por cento da taxa de internamentos nas unidades sanitárias públicas, tornando-se, desse modo, como uma das primeiras causas de mortalidade em Moçambique, em parceria com o HIV/Sida.
Para inverter este cenário de elevado número de vítimas mortais de crianças e mulheres grávidas, as autoridades moçambicanas de saúde, de acordo com Mouzinho Saide, têm vindo a reforçar medidas de prevenção e combate a esta doença que é ainda responsável por 40 por cento das taxas de consultas diárias nos hospitais públicos.
Trata-se de medidas como: a distribuição de redes mosquiteiras, para crianças e mulheres grávidas por ser o grupo mais vulnerável, e a pulverização inter-domiciliar e extra-domiciliar no sentido de eliminar os mosquitos anopheles que são os principais vectores da malária.
Para além destas duas medidas, as autoridades moçambicanas de saúde estão desde 2004 a desenvolver uma vacina de prevenção contra a malária no Centro de Investigação em Saúde da Manhiça, província de Maputo, a sul do país.
Trata-se de uma vacina que, segundo as autoridades moçambicanas, deverá estar pronta até 2015, e que se espera venha reduzir a incidência desta doença, sobretudo nas crianças e mulheres gravitas.
No primeiro ensaio a vacina revelou uma eficácia de 30 por cento de prevenção.(Raimundo Moiane)
Imagem: Por vezes, o quadro da malária cerebral lembra a meningite, o tétano, ...
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