A imagem de um
bebezinho chupando o dedo é até angelical. Alguns bebês já estão com o dedo na
boca dentro da barriga da mamãe. “Olha que bonitinho, com o dedinho na boca!”,
costuma dizem muitas pessoas “desavisadas”.
http://guiadobebe.uol.com.br/chupar-o-dedo-nao-e-nada-bom/
O problema maior
é que grande parte das pessoas que acha esse ato “meigo” desconhece o quanto um
dedo na boca pode ser prejudicial à vida da criança.
A sucção é muito
importante para as crianças até dois anos de idade e em algumas delas a
necessidade de sucção é maior. O bebê suga não apenas para matar a fome, mas
também para saciar sua vontade de sugar.
Por esse motivo
as mamães não devem se preocupar quando os bebês levam a mão toda à boca. Eles
começam a conhecer o mundo pela boca. Além da mão, tudo o que pegarem levarão à
boca. As mamães devem ficar atentas se o que for à boca seja somente o dedo e o
bebê sugue efetivamente.
O bebê
amamentado exclusivamente até os seis meses de vida normalmente tem sua necessidade
de sugar saciada e dificilmente vai aceitar uma chupeta ou sugar o dedo. Se a
mamãe apresentar grande oferta de leite, estiver sempre com as mamas cheias, o
bebê não fará muito esforço para sugar, matando sua fome rapidamente, mas não
sua vontade de sugar.
Nesse caso, há
grandes possibilidades de o bebê encontrar o dedo, já que a necessidade de
sucção não foi saciada. A mamãe que tem muito leite deve antes das mamadas
ordenhar (retirar) o leite até que as mamas fiquem mais vazias e o bebê tenha que
se esforçar para mamar e então matar a fome e a vontade de sugar.
Para crianças
que não amamentam ou que já introduziram outros alimentos, o leite, a água ou o
suco pode ser oferecido em copos de bico com válvulas que necessitam do esforço
do bebê para a retirada do líquido.
A fonoaudióloga
Jamile Elias alerta para o abuso de dedo na boca. “Os prejuízos causados pela
sucção do dedo prolongada são normalmente maiores do que os causados pela
sucção da chupeta. A chupeta pode ser jogada fora, esquecida em casa em algum
passeio ou mesmo ser retirada pelos pais enquanto a criança dorme ou brinca”,
informa.
“Já o dedo está
sempre disponível, não tem jeito de ser retirado e por isso é mais fácil de se
tornar um vício e mais difícil de ser retirado”, concluiu Jamile Elias.
Alterações na
arcada - A sucção do dedo leva a alterações da arcada dentária como mordida
aberta, cruzada ou profunda, dependendo da posição em que o dedo é levado à
boca, da força durante a sucção, ou da posição da mandíbula durante a sucção.
Essas alterações
levam a criança a respirar pela boca, pois deixam a musculatura oral flácida.
Crianças com respiração oral podem apresentar roncos ou baba enquanto dormem,
irritabilidade, cansaço fácil em atividades físicas, bruxismo, alterações da
postura, apetite diminuído, respiração e mastigação ruidosas, hiperatividade ou
sonolência e dificuldade de aprendizagem.
“Alterações na
arcada dentária e a respiração oral também podem afetar a fala da criança, que
trocará os sons na hora de falar e, se não corrigido antes da criança entrar na
escola, pode criar problemas na alfabetização”, esclareceu Jamile Elias.
Evitando o dedo
na boca - Para evitar a sucção do dedo, além do aleitamento materno, a mamãe
precisará de muita paciência. Para tentar tirar o dedo do caminho à boca,
ofereça mordedores, preferencialmente gelados (coloque-os na geladeira antes de
oferecer à criança). Assim a criança se entreterá com o mordedor e esquecerá o
dedo.
Sempre que a
criança estiver com o dedo na boca, não recrimine, apenas tente distraí-la para
outra atividade que tenha que fazer uso das mãos. Se o hábito já for vicioso,
consulte um profissional como fonoaudiólogo, dentista ou psicólogo para ajudar
nesse hábito tão prejudicial.
Bruno Rodrigues
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