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domingo, 6 de abril de 2014

Mali confirma primeiros casos suspeitos de ébola


Febre hemorrágica viral ultrapassou fronteiras na Guiné-Conacri e já se manifestou na Libéria e na Serra Leoa.

http://www.publico.pt/

Depois da Guiné-Conacri, da Libéria e da Serra Leoa é agora o Mali a anunciar casos suspeitos de febre hemorrágica viral no país. Três pessoas infectadas foram detectadas no âmbito do programa de vigilância das autoridades de saúde e encontram-se em quarentena, até que seja conhecido o resultado dos testes de despistagem ao vírus responsável pelo ébola.
Num comunicado citado pela AFP, o Governo do Mali indica que, “nos três casos suspeitos, foram recolhidas amostras biológicas". "As amostras foram enviadas para análise ao laboratório de referência CDC de Atlanta, nos Estados Unidos. Enquanto se aguardam os resultados, os doentes foram colocados numa unidade de isolamento onde recebem cuidados médicos. A esta hora, o seu estado de saúde parece ter melhorado”. O ministro da Saúde do Mali apelou, entretanto, à população para se manter calma e não entrar em pânico.
Os casos mais recentes de ébola na África Ocidental surgiram na Guiné-Conacri, país vizinho da Libéria e da Serra Leoa, onde foram confirmadas também infecções e mortes pela febre hemorrágica viral. A Guiné é o país mais afectado. Pelo menos 86 pessoas morreram entre as 137 registadas em unidades de saúde desde Janeiro. Dos casos mortais, 45 foram confirmados como contaminações pelo ébola, os dois mais recentes em Conacri, a capital.
A partir da Guiné surgiram casos na Libéria e na Serra Leoa. Análises à presença do ébola deram dois resultados positivos na Libéria, mas negativos na Serra Leoa. Dos 14 casos de febre hemorrágica liberianos, sete revelaram-se mortais.
Ainda na Libéria, o Ministério da Saúde anunciou a descoberta de um caso suspeito num caçador, numa zona florestal próxima de Tapeta, na região de Nimba (Este), mas sem qualquer ligação à Guiné. Segundo o ministério, o homem “nunca teve qualquer interacção com uma pessoa suspeita de ser portadora do vírus” responsável pelo ébola e nunca foi ao país vizinho. A organização não-governamental Médicos sem Fronteiras, que se encontra a trabalhar na Guiné-Conacri, fala numa “epidemia sem precedentes”.
O vírus identificado no país é “do tipo Zaire”, a mais mortal entre as cinco estirpes que causam o ébola, e nunca antes tinha sido detectado na África Ocidental. Começa por provocar nas vítimas sintomas semelhantes aos da gripe: mal-estar geral, febre e dores de cabeça. A seguir surgem sintomas mais graves, como vómitos, erupções cutâneas, diarreia hemorrágica. O vírus dissolve literalmente os órgãos internos dos doentes, que perdem sangue até pelos olhos e ouvidos e acabam, em geral, por morrer de choque ou paragem cardíaca.
O ébola, que se transmite entre humanos através do contacto com o sangue das hemorragias que causa nos doentes, mata até 90% dos infectados.

Imagem: Na Guiné-Conacri são já 45 os casos de morte devido ao ébola SEYLLOU/AFP