domingo, 16 de dezembro de 2012

Ictus: sintomas, evolução e tratamento


O que é o Ictus: sintomas e tratamento
O Ictus é uma diminuição, mais ou menos rápida, das funções do cérebro após uma alteração da circulação do sangue no mesmo. Pode-se tratar da obstrução de uma artéria cerebral, de um derrame ou de uma diminuição temporária do fluxo de sangue.

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Quando o sangue circula mal, as células do cérebro ficam sem oxigénio: o resultado é que em poucos minutos entram em asfixia e não podem continuar a garantir as suas funções. Se a interrupção do afluxo de sangue for breve, há possibilidades de recuperação; caso contrário, as consequências serão inevitáveis.
Alguns Ictus chegam de repente sem sintomas premonitórios. Outros são precedidos por sintomas transitórios.
Os dois tipos de sintomas do Ictus variam dependendo da artéria interessada. Os problemas motores e sensitivos causados pelo Ictus referem-se ao rosto, aos membros ou a uma metade inteira do corpo.
Os problemas sensoriais referem-se principalmente à vista. Mas podem ser afectados também o comportamento, a fala, a linguagem, a memória.
SINTOMAS
-->O Carência matara da face e dos membros;
-->O Carência sensitiva;
-->O Carência sensorial, princi­palmente da vista;
-->O Carência cognitiva (do estado de consciência).
Os problemas sensoriais referem-se principalmente à vista. Mas podem ser afectados também o comportamento, a fala, a linguagem, a memória.
Quais são as causas do Ictus?
A causa mais frequente é a arteriosclerose, uma patologia favorecida por vários factores: fumo, alimentação demasiado rica, diabetes, lipídos elevados no sangue, obesidade, idade, doenças do coração. Mas a razão principal é a hipertensão arterial não controlada com medicamentos. Nas pessoas mais jovens, às vezes, a causa pode ser a ruptura de um aneurisma, uma malformação na parede de uma artéria ou a consequência de um trauma craniano.
Quando é necessário consultar o médico?
O médico deve ser consultado urgentemente quer em presença de uma forma grave, tal como coma improviso, quer nos casos em que os sintomas sejam menos graves e haja uma regressão natural.
O que faz o médico?
Nas formas graves, por exemplo o coma, o médico interna imediatamente o paciente na DCI ou na divisão de reanimação de um hospital. Nos outros casos, é necessário internar o doente para que todos os exames sejam realizados: exame cardiovascular e neurológico completo e do sangue. Conforme os casos, o médico pede uma electroencefalografia, uma tomografia computadorizada, uma arteriografia cerebral, um electrocardiograma, um exame Doppler das artérias cervicais. Tudo isto para identificar a causa do Ictus e, a seguir, poder programar o tratamento.
Qual é o tratamento para o Ictus?
Na fase de reanimação, o tratamento é de urgência: controle da tensão arterial, do equilíbrio hidrossalino, da coagulação; combate à inflamação do cérebro ou à perda de líquido dos vasos sanguíneos.
O tratamento seguinte pode iniciar logo após os exames terem detectado a causa do Ictus: um derrame causado pela ruptura de uma artéria não se cura como a obstrução por coágulo de sangue. Os remédios usados visam melhorar a circulação do sangue no cérebro e nutrir as células do mesmo.
Em presença de algumas causas é necessário operar: ruptura de um aneurisma, presença de um hematoma devido a trauma craniano, oclusão de uma carótida. O Ictus que tem causas cardíacas necessita de um tratamento específico. A reabilitação deve começar o mais rápido possível para melhorar as funções que foram prejudicadas pelo Ictus: a mobilidade, a fala etc.
O que deve fazer o paciente?
Para conseguir recuperar ao máximo as capacidades perdidas, é necessário empenhar-se na reabilitação com constância e regularidade, enfrentar o desânimo e aceitar a própria deficiência. O apoio de familiares e amigos ajuda muito a superar esta fase.
Qual é a evolução do Ictus?
Alguns Ictus podem ser repentinos. Há os que são graves desde o início, com coma profundo e sérias carências físicas. Outros resolvem-se em pouco tempo de maneira espontânea, mas isto não deve tranquilizar. Em outros casos, os Ictus são anunciados por uma série de sintomas que revelam problemas, que foram descuidados, na circulação. É difícil prever o grau de deficiência final: isso é algo que depende de muitos factores entre os quais a eficácia da reabilitação.
Como evitar o Ictus?
É necessário evitar todos aqueles factores que possam vir a favorecer a arteriosclerose: em primeiro lugar a hipertensão, mas também o fumo e o excesso de colesterol no sangue.