quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O número de vítimas de bala perdida no Rio é assustador


O Natal se transformou em tragédia para a família da menina de dez anos baleada na cabeça na madrugada desta terça-feira.

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Segundo a Polícia Militar do Rio de Janeiro, Adriele dos Santos Vieira brincava perto de casa, em uma rua da Piedade, bairro na Zona Norte da cidade, por volta da 1h quando foi atingida. Encaminhada para o Hospital Salgado Filho, no Méier, Adriele foi atendida somente às 8h30, quando chegou um neurocirurgião. O número de vítimas de bala perdida no Rio é assustador.
A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde relatou, por volta das 12h, que Adriele passava por outra cirurgia e não informou o motivo da ausência de um especialista no hospital. A menina, segundo os pais, brincava na rua logo após receber como presente uma boneca quando caiu no chão com a cabeça ferida. Eles só souberam se tratar de um tiro no hospital, quando foram informados de que uma bala estava alojada no crânio.
A PM garante que não houve tiroteio no local. A suspeita é de que traficantes da favela Urubuzinho atiravam para o alto na noite de Natal e acabaram acertando Adriele. O caso está registrado na 28ª DP.
Dor e sofrimento
Outra vítima de bala perdida no Rio, a química Flavia da Costa Silva, de 26 anos, foi sepultada nesta terça-feira no cemitério de Irajá. Flávia morreu na véspera do Natal, depois de passar dois dias internada no hospital do Andaraí, também na Zona Norte da cidade. O corpo de Flavia foi velado por familiares no próprio cemitério.
Flávia foi atingida na cabeça por um tiro na rua Araújo Leitão, no Engenho Novo, quando estava no ônibus da linha 232 (Praça XV-Lins). Ela evoluiu para a morte cerebral sábado. O pai, Luiz Gustavo da Silva, confirmou que a filha já não respondia mais a estímulos e o quadro era irreversível. A Polícia Militar acredita que a bala partiu de um tiroteio entre traficantes de favelas do Lins, no subúrbio da cidade.
Flávia saia do Méier em direção ao Centro, o mesmo trajeto que fazia há nove meses desde que começou a trabalhar. O ônibus passa por um dos acessos ao complexo das favelas do Lins. 
Imagem: Aumenta o número de vítimas de bala perdida no Rio, nesta última semana