domingo, 13 de setembro de 2009

Cirurgias em até um minuto


Marcelo Gigliotti, JB ONLINE

RIO - A saúde da mulher ganha um aliado. E o melhor: numa unidade da rede pública reconhecida pelo sua excelência, o Instituto Fernandes Figueira (IFF), vinculado à Fiocruz. Há cerca de 15 dias, o instituto está capacitado a fazer intervenções cirúrgicas pouco invasivas, como retiradas de pólipos e miomas do útero, sem necessidade de internação. Na verdade, estas pequenas cirurgias levam de um a cinco minutos.

– Trata-se de uma novidade na rede pública. Até então, para fazer este tipo de intervenção nas unidades públicas, a mulher tinha que percorrer vários hospitais, fazer pré-operatórios e ficar internada – diz o chefe do Departamento de Ginecologia do IFF, Márcio Lamblet.

A intervenção rápida, em nível ambulatorial, agora é possível devido à aquisição de um equipamento chamado eletrodo bipolar, que faz a retirada das lesões, como pólipos e miomas (pequenos tumores). Nestes primeiros 15 dias de funcionamento, já foram realizadas cerca de 50 pequenas cirurgias, segundo Lamblet.

O médico, porém, alerta que para se submeter a estas cirurgias, é preciso marcar hora.

– Não queremos criar a expectativa de que a paciente chegue lá e seja atendida no mesmo dia – diz.

Na verdade, a paciente deve ir ao IFF encaminhada por algum médico ou de posse de um exame de ultrassonografia, que mostre que ela tem alguma patologia. Mesmo assim, ressalta o médico, as consultas para a eventual retirada das lesões devem ser marcadas no Serviço de Videohisteroscopia, através do telefone 2554-1700.

Segundo Lamblet, as pacientes com consulta marcada para eventual cirurgia são orientadas a ir ao IFF de jejum e com acompanhante, para que seja possível, se for o caso, realizar a operação.

– No IFF, nossos profissionais vão avaliar se é possível fazer a retirada da lesão em regime ambulatorial. Dependendo do caso, a intervenção é feita na hora – diz Lamblet.

As patologias benignas – miomas e pólipos – no endométrio (a camada interna do útero) acometem 50% das mulheres brasileiras, em alguma fase da vida, diz o médico. Já o câncer do endométrio é o terceiro mais comum em relação ao sistema genital da mulher: o primeiro é o câncer de mama e o segundo, de colo de útero.

– Por isso, é muito importante a mulher fazer exames periódicos – diz o especialista.

O Departamento de Ginecologia do IFF atende cerca de 3 mil mulheres por dia. Ele funciona na Avenida Rui Barbosa, no Flamengo. Embora, o novo serviço tenha começado há 15 dias, hoje ocorre a inauguração oficial do novo centro de tratamento e investigação de doenças ginecológicas.

22:55 - 10/09/2009