domingo, 16 de outubro de 2011

Porque o câncer de pâncreas, que vitimou Jobs, é um dos mais letais?


Na última semana, uma velha doença fez uma de suas vítimas mais ilustres. Steve Jobs, fundador da Apple, padeceu após sete anos de luta contra o câncer de pâncreas, um dos mais agressivos e fatais.
Em 2010, 43 mil pacientes foram diagnosticados com câncer de pâncreas nos EUA, dos quais 37 mil morreram.
O câncer de pâncreas tem uma impressionante taxa de mortalidade. Dos pacientes que contraem a doença, 75% morrem ainda no primeiro ano de tratamento. Cinco anos após a detecção do tumor, a taxa de mortalidade sobe para 94%. Jobs, que foi diagnosticado em 2004, conseguiu uma façanha de sobrevivência, impulsionada pelos ótimos recursos médicos. Mas a doença finalmente venceu seu organismo na última semana.
O tipo de câncer contraído pelo empresário, na verdade, era um caso raro. O que se verificou, há sete anos, foi a existência de um tumor pancreático neuroendócrino. Em linhas gerais, é um câncer que parte essencialmente de uma disfunção hormonal. Dentro do universo do câncer pancreático, a incidência desse tumor é de apenas 5%.
Há razões bem definidas, segundo os médicos, para o câncer de pâncreas ser tão fatal. Em primeiro lugar, é difícil de detectar. Não existe nenhum método comprovado para antecipar o surgimento da doença: quando os médicos o descobrem, o tumor já passou pela metástase, ou seja, já está consolidado.
Um fator que torna a detecção difícil é a ausência de sintomas visíveis até a doença já estar em estágio avançado. No Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos, por exemplo, apenas 8% dos casos de c6ancer no pâncreas são detectados logo de início. Tanto é que o corpo de Steve Jobs, embora tenha criado o tumor em 2004, só começou realmente a padecer anos depois.
Como se não bastasse a dificuldade em ser identificado, o câncer de pâncreas não é fácil de tratar. A quimioterapia dificilmente faz efeito para esse caso, devido à resistência do tumor. A cirurgia, portanto, se torna a principal opção para tratamento. Mas ela nem sempre resolve o problema, e o câncer de pâncreas segue sendo uma pedra no sapato dos médicos. [LiveScience]
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