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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Província de Nampula. Cerca de 7% da população padece de cegueira curável



Ontem o mundo assinalou o dia da cegueira curável e, ao nível da província de Nampula, a “Sightsavers International” promoveu diversas actividades, desde triagem a cirurgias

Nampula (Canalmoz) - A taxa de prevalência da cegueira em pessoas residentes em Nampula ronda os 7%, sendo considerada a mais elevada taxa de cegueira do país.
Falando à margem da cerimónia do dia mundial da visão, que se assinala a cada segunda quinta-feira do mês de Outubro, Mahomede Riaz, director provincial da Saúde em Nampula, reconheceu ser preocupante a situação, tendo afirmado que o Governo está comprometido a reverter estes dados, através do combate à cegueira curável.
O director da Saúde em Nampula disse igualmente que várias actividades têm sido levadas a cabo no sentido de reverter a pirâmide, destacando-se uma feira de saúde decorrida recentemente na cidade de Nampula, onde cento e sete adultos foram testados, dos quais trinta foram encaminhados ao hospital central local para cirurgia.
No presente ano as cerimónias do dia mundial da visão, ao nível da província de Nampula, tiveram lugar no posto administrativo de Alua, distrito de Eráti, e foram suportadas pela ‘Sightsavers International’, uma organização não governamental que opera na área.
Na ocasião, o coordenador da ‘Sightsavers em Moçambique’ – uma Organização Não Governamental que lida com cegueira – Izidine Assane, disse que a maior preocupação da ONG que dirige é a promoção de cuidados oculares, desde a prevenção, cirurgia, até à cura dos que sofrem de cegueira.
Assane assumiu que com a taxa de prevalência que Nampula regista, os desafios de investimento e financiamento de actividades tendentes à redução do problema da cegueira se tornam uma prioridade. Garantiu que há esforço na formação do pessoal de saúde em oftalmologia e o melhoramento do equipamento técnico, assim como a construção de um bloco de oftalmologia de raiz no Hospital Central de Nampula, cujas obras estão em curso.

A satisfação dos beneficiários

O Canalmoz colheu diversas sensibilidades no local, junto dos beneficiários. Apurou que de uma forma geral as actividades do género têm estado a satisfazer os problemas de quem está com problemas de visão.
O professor Jerónimo disse que começou a ter problemas de cegueira por volta de 1979 e que com a promoção de consultas gratuitas surgiu-lhe a oportunidade de estancar o problema.
Para Maria de Fátima, a iniciativa é boa por priorizar as pessoas carenciadas.
Já no hospital distrital de Eráti, conversámos com alguns pacientes pós cirurgia. “Depois da operação estou a ver bem”, é o que mais se ouve. Valentim Raimundo, de 39 anos disse à nossa Reportagem em Nampula: “Estou a sentir-me melhor. Antes não via ao longe, só via cacimba”.
João Baptista também anda satisfeito: “Estou a melhorar. Antes da operação, via tudo escuro”.
Por seu turno, Fernando Bila, chefe provincial de Oftalmologia em Nampula, apontou que as cirurgias decorrem de 10 a 22 do corrente mês, esperando-se que sejam atendidas pouco mais de quinhentas pessoas. Bila disse que actualmente são atendidas em média diária entre doze e catorze pacientes, número que se espera seja superado nos próximos dias.
Estas actividades são uma oportunidade para realçar a contagem regressiva para o ano 2020, limite para a eliminação da cegueira por causas evitáveis no mundo, como meta do programa “Visão 2020”, alusivo ao direito à visão.
O programa “Visão 2020” foi instituído em 2000 e “o direito a visão é uma iniciativa coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira (IAPB)”, estando a sua implementação a cargo de agências de implementação e outras organizações internacionais de que a ‘Sightsavers’ faz parte.
Estas actividades enquadram-se no âmbito dos projectos que estão a ser levados a cabo na província de Nampula, pela DPS e o HCN em parceria com a ONG Sightsavers, respectivamente o projecto “Nampula CES”, que é financiado pela Iris AID, e o projecto “Promovendo a Saúde da Comunidade – Cuidados Oculares de Qualidade, Acessíveis no Malawi, Moçambique e Zimbabwe”, financiado pela União Europeia e outras ONGs internacionais. (Aunício da Silva)