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sábado, 15 de outubro de 2011

Rede hospitalar no Kwanza Norte sem técnicos de saúde


Kwanza Norte – Depois de três anos ininterruptos de concursos públicos despachados pelo executivo do jurista Henrique Júnior no sector da saúde, a rede sanitária da província ainda clama por mais técnicos de saúde. A situação da insuficiência dos agentes da seringa naquelas paragens tem afligido as populações locais com maior incidência no interior da província.

Fonte: Club-k.net
Por exemplo, o município de Kiculungo, que dista a 131 quilómetros, a nordeste de Ndalatando, com uma população estimada em 12.108 habitantes, na sua maioria camponesa, distribuídas em quatro sectores e 29 alldeias, tem apenas 15 enfermeiros, cifra que não satisfaz a demanda de pacientes que se apresentam naquele hospital, de dimensão regional e os três postos de saúde locais, necessitando mais de 20 enfermeiros para minimizarem a carência se vive no sector, situação que tem deixado esgotado, os poucos homens que diariamente manuseiam as seringas em função da quantidade elevada de doentes que se apresentam nas poucas unidades sanitárias daquela região.

No município do Golungo Alto, o cenário não foge a regra, as dificuldades, também são enormes e preocupantes. Devido a reabilitação parcial do hospital municipal, os poucos técnicos de enfermagem que actualmente ali trabalham, cumprem a sua nobre tarefa de salvar vidas humanas em local não apropriado. Eles labutam numa pequena residência, onde habitualmente é destinado ao domicilio dos médicos que são nomeados para aquele município.

Salienta-se que aquele mesmo hospital está desde os finais de Junho último sem um titular, ou melhor, sem um representante de Manuel Duarte Varela, director provincial da saúde do Kwanza Norte, porque o director municipal que tinha sido nomeado para aquela circunscrição, José Martins Franco, abandonou o cargo por falta de condições básicas e condignas. Situação este que deixa asfixiada, até hoje, a direcção provincial da saúde local.

Já o município de Kambambe necessita de 22 médicos e 224 enfermeiros para uma cobertura integral da rede sanitária da vila do Dondo e das comunas de Massangano, Dange-ya-Menha, Zenza do Itombe e São Pedro da Quilemba.
João Mateus Donga referiu que o sector que dirige conta apenas com 66 enfermeiros e 11 médicos entre angolanos, vietnamitas e cubanos, nas especialidades de materno-infantil, clínica geral, ginecologia, obstetrícia e medicina interna e ainda 46 técnicos básicos de enfermagem, 30 técnicos médios, duas enfermeiras licenciadas, que fazem parte do conjunto de técnicos que asseguram os serviços de saúde naquele município, número ainda irrisório tendo em conta o crescimento demográfico e da rede sanitária local.

Com o alargamento da rede sanitária na região e com a entrada em serviço de mais postos de saúde, o município passará a contar com 21 unidades sanitárias: um hospital municipal, três centros de saúde e 17 postos de saúde, espalhados nas diversas comunidades urbanas e rurais, para um universo de 89 mil habitantes. “O número do quadro do pessoal ainda não é suficiente”, referiu a fonte, acrescentando que a situação reside, propriamente, na falta de meios de transporte, razão pela qual os 11 médicos existentes na província se limitam a prestar consultas no hospital municipal e no centro de saúde da sede.

Para ele, a não admissão de novos quadros, poderá comprometer os objectivos que levaram a construção das novas unidades sanitárias em várias localidades da região. “O que se regista actualmente é que, um único enfermeiro atende todas as pessoas que solicitam os postos de saúdes”, deplorou o médico.

Enquanto isso, em Ndalatando, sede capital do Kwanza Norte, o director do hospital municipal, localizado no Catome de Baixo, município de Cazengo, José Martins Franco, admitiu, a insuficiência de médicos e enfermeiros, falta de formação contínua dos funcionários e a falta de humanização no atendimento dos pacientes por parte de alguns enfermeiros.

A nossa fonte garante que o seu hospital, inaugurado em 2009, precisa mais de 50 enfermeiros, para corresponder à procura de pacientes. “Começamos com um médico, hoje estamos com 10, mas o que nos preocupa é o reduzido número de técnicos de saúde, pois só temos 80 enfermeiros”, revelou. Mostrando-se preocupado com a falta de humanização no atendimento aos pacientes que procuram aqueles serviços, disse que alguns trabalhadores são apontados como maus servidores da população.

O terapeuta avançou ainda que, no âmbito do programa de melhoria dos serviços de saúde às populações, a direcção do hospital está a trabalhar num projecto que será desenvolvido no final do mês, para melhorar o intercâmbio entre os técnicos de saúde e a população. O hospital municipal de Cazengo atende diariamente uma média de 200 pacientes, atacados, sobretudo, pela malária e doenças diarréicas e respiratórias. E trabalha somente com um médico permanente no banco de urgência. Os casos mais graves são encaminhados para o hospital central do Kwanza-Norte.

Apesar da criação dos comités municipais institucionais de controlo das mortes materna e infantil em todo país, as mortes insólitas de mães durante ou pós parto nalgumas maternidades da província continuam arrasar. Com maior incidência na maternidade do hospital central de Ndalatando.


Mas o que acontece é que na maternidade do hospital central de Ndalatando, que ainda não oferece as condições desejadas pelas populações. Nos últimos meses tem estado a registar mortes inéditas de parturientes, sem quaisquer esclarecimentos convincentes pelo corpo médico. Recentemente, uma parturiente que por sinal também é funcionária de uma das maternidades municipais, escapou da morte devido a complicações que teve durante o parto. A mesma admitiu que houve negligência e má fé por parte das suas colegas que constituíram o corpo clínico daquele dia.