terça-feira, 30 de agosto de 2011

Amebas devoradoras de cérebro matam 95% de suas vítimas humanas


Amebas raras que atacam o cérebro estão preocupando diversos norte-americanos e autoridades de saúde depois de terem sido responsáveis por três mortes nos Estados Unidos. Nesta época do ano, verão nos EUA, há um ligeiro aumento dos casos. As amebas florescem no calor e prosperam em águas mornas, justamente onde as pessoas nadam.

Cerca de dois ou três casos de mortes por infecção são registrados todos os anos nos EUA – o maior índice foi em 1980, com oito óbitos. Na maioria das vezes, a ameba ataca crianças e adolescentes. A idade média das vítimas é de 12 anos, possivelmente porque as crianças são mais propensas a brincar e nadar na água.

A infecção da ameba é extremamente rara. Em dez anos, 32 casos foram registrados, um índice muito baixo em comparação com as 36 mil mortes por afogamento entre 1996 e 2005.

Entretanto, a infecção assusta por ser altamente letal – o índice de mortes por pessoa infectada é de mais de 95%. Depois de infectada, a morte da pessoa é uma consequência difícil de evitar.

As amebas entram no corpo das pessoas através do nariz, após mergulhos em água doce quente, como em lagoas, lagos e rios. Apesar de milhões de pessoas nadarem nas mesmas águas, apenas uma pequena fração de pessoas é contaminada pela ameba. O motivo disso ainda não é claro, mas os cientistas especulam que a falta de certos anticorpos pode ser o motivo pelo qual algumas crianças são infectadas, enquanto outros que nadam no mesmo local não.

É importante ressaltar que a ameba não é um parasita e nem busca hospedeiros humanos – o ser humano é um ponto final acidental. Quando a ameba se aloja no nariz de uma pessoa, ela começa a procurar por alimento. Ela acaba no cérebro e começa a comer os neurônios da vítima, causando uma grande quantidade de traumas e danos.

Os sintomas iniciais incluem dor de cabeça, febre, náuseas e vômitos. Mais tarde, os sintomas evoluem para confusão mental, falta de atenção às pessoas e aos ambientes, perda de equilíbrio, convulsões e alucinações.

A ameba se multiplica e o corpo monta uma defesa contra a infecção. Isto, combinado com o rápido aumento das amebas, faz com que o cérebro inche criando uma pressão imensa – até que em algum ponto pára de funcionar. A morte geralmente acontece entre três e sete dias após o início dos sintomas.

Nos hospitais, a infecção muitas vezes é confundida com a meningite bacteriana. Mas mesmo quando o diagnóstico correto é feito, a infecção é quase impossível de tratar. O tratamento primário é feito a partir da anfotericina B, um medicamento antifúngico injetado nas veias e no cérebro.

Até agora, apenas uma pessoa é conhecida por ter sobrevivido a esse tipo de infecção, em 1978. A incidência desta doença é realmente muito pequena, mas trágica. [CNN]

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Hypescience