sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Gravidade dos desmaios força JES a acionar sistema de defesa biológica das FAA


Lisboa – O Chefe de Estado angolano José Eduardo dos Santos encara “com gravidade” o caso de desmaios verificados nos estabelecimentos escolares em Angola. Numa acção sem precedentes, o PR acionou recentemente o sistema de Protecção Nuclear Biológica e Química das FAA, para dar explicações sobre o que esta acontecer. O grupo de especialistas trabalha em estreita colaboração com o Serviço de Inteligência Militar (SIM).

Fonte: Club-k.net
País em estado de alerta
O acionamento do sistema de defesa militar não foi objecto de anuncio na comunicação social governamental. É considerado como o mais habilitado em Angola para actuar em circunstâncias de grande vulto semelhante a que se esta a registrar.

Em relatório recente, os especialistas de defesa química desta estrutura militar, admitiram estar a enfrentar dificuldades por falta de meios consubstanciado em equipamentos. Para reforço, JES criou, na quinta-feira (04) uma outra Comissão Multi-sectorial chefiada pelo chefe do Serviço de Inteligência e Segurança de Estado – SINSE, Sebastião Martins.

No sentido de acalmar os populares, o regime orientou um grupo de figuras de “segundo linha” da nomenclatura estatal para prestar esclarecimento publico tendo, o grupo, justificado que os desmaios devia-se a “psicose dos alunos”. A posição foi apresentada Rui Pires, um psicólogo que esta a ser criticado em meios da sua classe profissional por ter se deixado influenciar para avançar com tal versão. Os colegas questionam-lhe os critérios que usou para chegar a tal conclusão pedindo nele explicação do porque que os desmaios apenas afectam as “unidades escolares e as alunas”. Embora esteja oficialmente ligado ao hospital psiquiátrico de Luanda, Rui Pires, deixou de comparecer a cerca de um ano naquela unidade hospitalar por divergência com a directora Natalia Santos.

A justificação dada pelas autoridades é vista como tendo obedecido a critérios tais como, evitar com que as crianças deixassem de ir a Escola como estava a se observar e para causar sentimento de segurança as pessoas. Outro critério dado como valido é no sentido de não espantar investidores estrangeiros.

Os desmaios chegaram até ao Uige, porem é em Luanda onde as autoridades contradizem-se nas justificações. Recentemente a comandante da policia de Luanda, Elisabeth Ranque Franque disse que tinha sob custodia um jovem de 19 anos que estava a espalhar os gases na escola e que o mesmo teria aprendido as tecnicas na internet. O administrador municipal de Cazenga, Tany Narciso é também citado como tendo apresentado uma versão descabida. Bento Kangamba, dirigente do Comitê Central do MPLA juntou-se as vozes “desencontradas” insinunado que os desmaios poderiam ser trabalho da oposição/UNITA para comprometer o governo.

Em círculos da Casa Militar atribuem falhas aos Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE) e descrevem-no como estando “fragilizado”, razão pela qual terão sugerido a JES, para que nas suas vestes de Comandante em Chefe das FAA, acionasse o sistema de defesa Química, para investigar o assunto.