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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Desmaios. Defuntos que vagueiam e assombram escolas públicas

O correspondente do Opperaa em Moçambique nos conta de um mistério que ronda a Escola Secundária Quisse Mavote.
É verdade! Tínhamos, no ano passado, versado sobre uns desmaios que assolavam alunas da Escola Secundária Quisse Mavote. Com certeza todos estamos lembrados! Lembramos, igualmente, o quão dramático foi o cenário que caracterizava os tais fenómenos e, em algum momento, a indiferença por parte das autoridades sobre os tais desmaios.
Bem, no princípio ouve de facto indiferença e malabarismos políticos, numa autêntica táctica de conservação de cargos de direcção, mesmo que para isso sejam infectados factos sobre factos.
Ainda estamos a falar da Escola Secundária Quisse Mavote, localizada no bairro do Zimpeto, vulgarmente chamado de Matendene, arredores da cidade de Maputo, cujos referidos desmaios, tinham raparigas (alunas) como o seu principal alvo. Aí começa o drama. Dramas sim, pois, durante muitos dias mais de 20 alunas eram derrubadas pelos desmaios. A direcção acompanhava estes factos estranhos, mas a imprensa, saiu na melhor.
Dentre várias correntes, que na altura surgiram para comentar e diagnosticar o fenómeno, destacam-se duas: epidemia ou reacções espirituais. Cérebros funcionaram para defender cada uma dessas teses. Especialistas em saúde até chegaram a dar a voz máxima e autoritária afirmando que são doenças. Isto é, todas as raparigas que caíam em massa diariamente, seriam portadoras de alguma doença e algumas, seria apenas por emoção.
Por outro lado, apareciam os menos ouvidos. Estes defendiam que estavam em actuação espíritos já há muito abundantes em forma de ser vivos nestas terras. Isto é, defuntos que se manifestavam nas mulheres para reivindicar alguma coisa.
Entretanto, volvidas várias tentativas frustradas das autoridades da educação a nível da cidade, de explicar que tratava-se de facto de problemas emocionais, com apoio de vários psicólogos, eis que a ideia de que o “vovô Mavota” ressuscitara para reivindicar o seu espaço no terreno onde a escola foi construída.
Alguns adivinhos seguiram o caso, sacerdotes e pastores oraram sem sucesso, muito pelo contrário, os supostos defuntos, iam mais fundo e já enlouqueciam as vítimas. Não se estudava mais na Quisse Mavota, delírios e gritos de Socorro. Uma cena verdadeiramente enlouquecedora, era impossível saber agir na hora, raparigas de várias idades, principalmente as menores, rebolavam ao chão e rastejavam como se fossem serpentes. Outras voavam como se tivessem ganho asas.
Algumas ruíam como se fossem verdadeiras leoas raivosas. Instalou-se o caos naquela instituição de ensino durante muitos dias, até que se chegasse ao consenso e o governo comprou bois para os oferecer os mortos que pelo visto, queriam mais.
Fez-se o “mamba” e outros rituais. Entornou-se as bebidas na boca dos defuntos, foram os curandeiros invocando o nome dos Mavotas e outros espíritos que tomaram o espaço. Sacrificaram-se vacas também e fez outros rituais, incluindo a entrega do Fole aos fantasmas mulherengos. Assim foi, até que tudo retomasse ao estágio normal.
Noutras escolas ares de desmaios também sopraram, sem que, contudo, ganhassem grandes proporções, talvez aí se trate de facto de emoções. Será?
Neste ano supostamente voltaram os defuntos. Alias, os espíritos dos Matsolos, terão decidido dar uma volta na terra e também, tomarem de assalto um recinto escolar.
Trata-se da Escola Secundária da Matola, na provincial de Maputo, a maior instituição de ensino.
Uma onda de desmaios assolou esta instituição de ensino, derrubando, igualmente, raparigas e em massa.
Mais uma vez os dirigentes fazem valer os seus cargos e deixam de lado a verdade que escalou-os e os chama ao trabalho a favor de quem juraram servir.
Pelo que se pode apurar no local, é que desmaiam no mínimo 6 alunas por dia e em alguns dias os contornos são alarmantes. Alarmante que chegam a paralisar as aulas em toda escola. Desmaiam cerca de 20 alunas e o susto aumenta.
Assumindo que não é normal, os dirigentes dizem ser problemas emocionais, as vitimas estranham o que com sigo se passa, pela sua reacção quando escaladas por este mal.
Já houve pregação de evangelhos sobre as raparigas desmaiadas, mas não surtiu nenhum efeito. Desmaiam mais alunas.
Suspeita-se, no seio da comunidade escolar, que esteja a vaguear algum espírito maligno e mulherengo na área, mas as autoridades ainda não falam de “mamba” ou alguma vaca para os defuntos.
Ainda não apareceram psicólogos, nem outros especialistas de saúde para dizer alguma coisa, nem algum curandeiro já se pronunciou, mas uma coisa é verdade há alguma coisa a acontecer naquela escola e que é urgente a intervenção de quem é de direito.
Outra verdade é que a inocência dos homens vivos perante os mortos que se vivia na antiga África, já fora respeitada. Já fora. Melhor, os homens não mais temem os defuntos africanos, nem mais os chamamos de nossos deuses, chamamo-los de espíritos do mal, chipocos e fantasmas que assustam, torturam e atormentam. Já não são os nossos avós e outros familiares que a muito chamávamos de falecidos. Agora são apenas fantasmas que nada merecem de nós. Nem uma tumba, nem lágrimas, nem limpeza nos seus túmulos. Nem nada. Já eram nossos os diabos que os cuidem não é?
Hoje, vive-se a pouca vergonha nos cemitérios. Ninguém deixa o celular no desligar-se, nem pelo menos no silêncio absoluto, para inteirarmos num ambiente de paz os pobres homens que morreram neste mundo que não sabe amar.
Não temos mais roupa para vestir por eles. Nem capulanas, nem saias ao menos até o joelho, está tudo encurtado. Corta matos como fazem os chapeiros de Maputo, entulhamentos como fazem os cobradores na hora da ponta. É assim como estão também os cemitérios, entulhados, com os mortos a sobrecarregarem-se entre si.
Nem a honra os é reservada. As viúvas já não querem saber. Com o sexualismo dos homens, não há mais tempo a perder. Sexo até de luto. Leram-se que antigamente pelo menos seis meses, tinha que se ficar nas lamentações? Agora já não. Morreu ontem e amanhã tudo acaba na cama, consoladas por outros homens e consolados por outras mulheres. Padres e pastores improvisados nas cerimónias fúnebres, no desespero dos defuntos em ir a tumba. Mentira?
Os mortos já nem se quer podem morrer e viver a sua morte na paz. Já não podem não. Torturados na terra, enganados e sofridos. Quando partem para outra também é assim. Ou inferno ou paraíso não é? Pois então todos vão ao inferno.
http://www.opperaa.com/899-defuntos-que-vagueiam-e-assombram-escolas-publicas.html