APELO AO PR JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS. O banco millennium Angola na rua rei Katyavala roubou-nos o terreno e nele montou um gigante gerador que dia e noite nos mata com fumo mortal. Não se justifica este crime horrível porque há energia eléctrica. Os moradores já se queixaram mas em vão. Já há anos que vivemos de janelas e portas fechadas. Apelamos para que V. Ex.ª ordene o fim imediato deste crime e que os culpados sejam enviados para a justiça e que os lesados recebam as devidas indemnizações.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Presos na Comarca de Luanda são Tratados Pior que Cães


O Novo Jornal conversou com vários presos, alguns dos quais não quiseram identificar-se por receio de represálias. Um deles disse que contraiu tuberculose na cadeia.
“Isto aqui é um inferno, somos tratados pior que cães. A cela em que estou tem mais de 35 pessoas, não há casa de banho, a comida mistura-se com fezes de ratos e baratas, os presos doentes com tuberculose e sida estão junto com os demais. Eu entrei bem na cadeia, sem doenças, hoje estou a morrer aos poucos, porque contraí uma tuberculose e não estou a receber tratamento”, relata.
O jovem, de 23 anos, encontra-se na Cadeia da Comarca de Luanda há sete meses. “Tive uma briga com um amigo, quando a polícia chegou levou-me”, lembra em jeito de explicação.
Segundo o jovem, na Comarca Central de Luanda falta de tudo: médicos, enfermeiros, remédios, sabonetes, comida e água. E dignidade.
O jovem denuncia os maus-tratos e abusos que têm sofrido dentro da cadeia quando não querem fazer a vontade dos agentes dos serviços prisionais. Entre as denúncias está também a cobrança de dinheiro dentro da cadeia aos presos mais novos pelos mais antigos.
Uma outra fonte que falou ao NJ e que está preso há seis anos disse que a superlotação na Comarca Central de Luanda é um problema antigo. “Eu sou o chefe, mando em todos na caserna. Há aqueles presos que quando chega um novo querem bater, mas eu não permito. Aconselho a todos que devemos respeitar os outros, porque não é nada fácil estar aqui, principalmente os miúdos que, às vezes, ficam sem saber como se defender”.
Questionado sobre a idade do preso mais jovem da cela, responde que tem 16 anos e há muitos nestas condições na Comarca de Luanda.
NJ
ANGOLA24HORAS

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