segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Doentes já podem marcar consultas on-line


11.01.2010 - 08:02 Por Alexandra Campos
A marcação de consultas médicas on-line foi oficialmente alargada quinta-feira a todos os centros de saúde do país, após uma fase experimental nas administrações regionais de saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo e do Centro, durante o ano passado. Mas só a partir de hoje estará a funcionar normalmente e será acessível a todas as pessoas inscritas no Serviço Nacional de Saúde (SNS), porque nos dois primeiros dias surgiram dificuldades técnicas.


Nos dois primeiros dias surgiram dificuldades técnicas

Designado como eAgenda, este no-vo serviço permite também aos doentes crónicos pedir a renovação das receitas médicas através da Internet, para além de possibilitar o agendamento de consultas por esta via a qualquer cidadão inscrito no SNS, através do endereço https://servicos.portaldasaude.pt/.

Mas os dois primeiros dias foram problemáticos para os utentes que já se tinham registado na fase piloto e tinham adquirido uma palavra-chave para esse efeito: não conseguiam aceder o serviço.

No sítio da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), responsável pelo eAgenda, explicava-se que "as dificuldades detectadas" em alguns casos se deviam ao facto de a plataforma se encontrar "em processo técnico de actualização, sem que até à data tenha havido qualquer desvio nas actividades planeadas".

Fernando Mota, vice-presidente daACSS, garantiu ao PÚBLICO que o problema estava a ser resolvido e ficaria solucionado até ao final de sábado. A partir de hoje, já estará a funcionar normalmente.

"Foi necessário retirar todo o módulo de identificação e reinstalá-lo noutro serviço tecnológico", um processo que demorou algum tempo, explicou Fernando Mota. "Não quise-mos dizer às pessoas: inscrevam-se outra vez. Optamos por recuperar to-das as passwords existentes ", acrescentou.

O novo serviço "é bom para as pessoas e para os médicos", sublinhou o vice-presidente da ACSS. Para os utentes, é bom porque os dispensa de ir aos centros de saúde marcar consultas; e para os médicos também, porque "evita consultas [para renovação de receitas aos doentes com patologias prolongadas] que não são consultas nenhumas".