quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

«Ordem dos Médicos recomenda humanismo e solidariedade no exercício da profissão»


Luanda - A Ordem dos Médicos de Angola exortou hoje, em Luanda, aos profissionais de saúde, para o humanismo e sentido de solidariedade no exercício das suas actividades.

ANGOP

Numa nota de imprensa enviada à Angop, por ocasião do Dia do Médico em Angola, que hoje se assinala, a ordem avança ser necessário que os profissionais se interessem pelas organizações onde trabalham, integrando as sociedades científicas sectoriais.

A Ordem dos Médicos de Angola considera que a medicina, tal como a sociedade angolana, têm sofrido, nas últimas cinco décadas, transformações significativas, motivadas pela evolução tecnológica e científica e pela modificação dos padrões nosológicos.

"Não obstante os novos paradigmas evolutivos, marcados pela ramificação da medicina em especialidades médicas e áreas de actuação, não deixa de ser verdade que a profissão de médico, milenar, feita de ciência, arte e técnica, continua baseada num referencial juramento hipocrático - do ponto de vista formal e substancial", lê-se do documento, sustentando que isso quer dizer que "continua a valorizar-se a relação médico-doente, na sua dimensão holística e humanista".

Ainda assim, acrescenta a organização, o compromisso que os médicos assumem, graças a sua magnitude humanista, apresenta diversos contornos, de que se destacam a "Responsabilidade conscientizada face aos doentes e às doenças", "Liberdade de prescrição, dentro dos limites impostos pelo código ético-deontológico" e “Verticalidade de procedimentos - não vulnerável a interesses mercantilistas”.

A "Humildade intelectual que é exigida grandeza dos que reconhecem a necessidade de actualização científica permanente" e a "Solidariedade para com os colegas" são também outros compromissos evocados pela organização.

Neste dia do médico, a ordem defende "solenemente" que devem os profissionais valorizar os novos conceitos que a medicina assume: permanente e actuante profissionalismo, sem ferir os valores baseados no código deontológico.

Deste modo, lê-se no documento, "nunca se esqueçam que, para ser médico, é preciso pensar, primeiro que tudo, nos doentes, e que não permitam a existência de brechas no edifício moral desta profissão, construído ao longo de vários anos".

Segundo o mesmo documento, a Ordem dos Médicos de Angola "defende, preconiza e estimula o papel primordial dos médicos junto das populações e promove, constantemente, uma aproximação às outras associações profissionais.

Contribuirá, igualmente, para a execução das políticas de saúde que as autoridades públicas definam como prioridades".

Imagem: EFE