quinta-feira, 16 de julho de 2009

Ministério da Saúde de Angola


A morte de uma criança na portaria da Televisão Pública de Angola (TPA) motivou a abertura de um inquérito para se apurar as responsabilidades dos profissionais que rejeitaram prestar assistência médica à jovem Mingota.

A CAPITAL

Na verdade, todo o sistema de saúde deveria ser inquirido, tendo em conta o mau serviço que se presta. Mas não apenas o sistema de saúde.
O próprio Governo. Afinal, milhões de dólares foram gastos na reabilitação de hospitais e construção de novas infra-estruturas hospitalares que, em boa verdade, não ajudaram a melhorar o quadro. O Governo construiu e reabilitou sem calcular as verdadeiras necessidades daí a insipiência de instituições como o Hospital Geral de Luanda e outras que submetem os cidadãos enfermos a um profundo calvário. Isso, assim, não está certo.


Governo Angolano
Com todos os avanços económicos que o país apregoa a meio mundo, algumas notícias que chegam aos cidadãos soam, simplesmente, como um tremendo absurdo. Fala-se em crescimento económico, mas os indicadores de subdesenvolvido parecem agudizar-se cada vez mais. Um exemplo foi a noticia segundo a qual morrem, só na pediatria de Luanda, cinco crianças por dia devido a malária, uma doença que pode ser curável e, mais do que isso, evitada com uma boa qualidade de vida. Duas questões se colocam aqui: a saúde vai muito mal e os angolanos vivem, mesmo, em condições deploráveis. De facto, em nada adianta termos indicadores económicos de fazer inveja ao mundo quando as condições de vida em nada dignificam esses mesmos indicadores de que tanto nos gabamos.