sábado, 12 de fevereiro de 2011

Por que não nos lembramos de quando éramos bebês?


Qual é a memória mais antiga que você consegue se lembrar? Certamente, não é de quando ainda era um bebê, no colo de sua mãe. Provavelmente, é de um evento em algum momento entre os dois e quatro anos de idade – período em que o cérebro começa a processar os pacotes de informação através dos complexos padrões neurais que conhecemos como memórias.

Mas não devemos pensar que os bebês não guardam lembranças. Claramente, eles se recordam de fatos no momento – como são seus pais, ou que se deve dizer “por favor” para sua mãe lhe dar doces. Isso é chamado de memória semântica, responsável por nossos conhecimentos acerca do mundo.

Até em algum momento entre as idades dois e quatro, no entanto, as crianças não possuem o que é chamado de memória episódica, ou seja, memória sobre os detalhes de um evento específico. Essas lembranças são armazenadas em várias partes da superfície do cérebro, ou córtex. Por exemplo, a memória do som é processada no córtex auditivo, nos lados do cérebro, enquanto a memória visual é gerida pelo córtex visual, na parte de trás.

Se você pensar em seu córtex como um canteiro de flores, há várias delas espalhadas por toda a cabeça. A região responsável por unir cada uma delas em um buquê é o hipocampo. Nessa analogia, a memória efetiva é o buquê – o padrão neural de ligações entre as partes do cérebro onde as lembranças são armazenadas.

Então por que crianças geralmente não registram episódios específicos até a faixa etária de dois a quatro anos? Pode ser porque é quando o hipocampo começa a “amarrar” os fragmentos de informação. E isso tem uma razão: a memória episódica pode ser desnecessariamente complexa em um momento em que a criança está aprendendo como funciona do mundo. [Life's Little Mysteries]

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