terça-feira, 12 de junho de 2012

Os mais pobres têm menos chances de processarem seus médicos


Ao contrário da percepção comum entre os médicos de que as pessoas mais pobres processam mais, Ramon L. Jimenez e sua equipe demonstraram que os pacientes sócio-economicamente desfavorecidos, na verdade, processam os médicos menos frequentemente. O trabalho dos pesquisadores sugere que esse mito exista devido a estereótipos, que atuam de maneira inconsciente.
Alguns médicos acreditam que, como grupo, os pacientes mias pobres tendem a processá-los mais. Esse tipo de ideia tem efeitos negativos na relação entre o profissional e o paciente, chegando até a relutância de fazer uma consulta ou tratar as pessoas.
Jimenez e a equipe revisaram estudos médicos e sociais para entender as relações entre práticas médicas e processos legais, dos grupos mais pobres e de outros. A análise mostrou que os mais pobres processam menos, em parte por terem um acesso limitado a recursos leais e financeiros.
Os autores também salientam que alguns médicos têm um desejo inconsciente de evitar pacientes pobres com medo deles pedirem reembolso financeiro.
Jimenez conclui: “Ajudar os médicos a serem culturalmente mais competentes, a tratar e se relacionar bem com um paciente de raça, etnia, sexo e status socioeconômico diferentes pode ajudar a superar esse tipo de imagem negativa. Além disso, melhorar a educação e treinamento daqueles que cuidam da saúde, e dos pacientes, para que possam tomar decisões que tenham um impacto positivo na satisfação pessoal, no cuidado médico e nos incidentes de prática médica errada”. [ScienceDaily]