segunda-feira, 8 de março de 2010

Invenções. O chá foi descoberto acidentalmente quando o vento derrubou algumas folhas de camélia na água


Electrocutar um grande número de animais. O primeiro homem a ser morto na cadeira eléctrica foi o assassino William Kemmler, na prisão de Auburn, Estado de Nova York, em 6 de agosto de 1890.

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Chá
Por volta de 2500 a.C., os chineses já produziam bebidas a partir de folhas secas da Camellia sinensis, nome científico da planta que deu origem ao chá. É o que diz o clássico livro de Lu Yo, em 780, que regista o início da cultura, do plantio, da colheita e preparo das folhas. Contam os chineses que o chá foi descoberto acidentalmente quando o vento derrubou algumas folhas de camélia na água que o imperador Shen Nung havia mandado ferver. Aprovada, a bebida passou a frequentar os banquetes imperiais.

Chuveiro
Os antigos gregos e romanos já utilizavam grandes banheiras, em mármore ou prata. Especialistas acreditam que os chuveiros apareceram por volta de 1350 a.C. Em Akhenaten, a antiga capital do Egipto, os arqueologistas descobriram um lugar raso, que seria uma espécie de tina para banhos de chuveiro. Um vaso grego do século VI a.C. mostrava mulheres a banharem-se no que pareciam ser chuveiros.
O duche foi inventado por Merry Delabost, médico-chefe da prisão Bonne-Nouvelle, em França, em 1872. Foi a maneira que ele encontrou para os detidos melhorarem a sua higiene.

Cigarro
Existem duas versões conhecidas. Uma delas diz que, no começo do século XVI, os mendigos de Sevilha tiveram a ideia de enrolar o fumo das baganas de charuto num canudinho de papel. Rapidamente o cigarro chegou a Portugal e Itália, e, por intermédio dos marinheiros portugueses, aos portos de comércio do Mediterrâneo e à Rússia. A segunda versão relata que foram os soldados turcos que inventaram o cigarro. Eles defendiam a cidade de São João de Acre dos ataques das tropas de Napoleão Bonaparte, em 1799, quando o seu hookah (cachimbo comunitário refrigerado por água) foi destruído por uma bala de canhão. Para fumar, eles enrolaram o tabaco em papel embebido em nitrato, utilizado para disparar os canhões.

Chocolate
Quando aportou no México, em 1519, o conquistador espanhol Hernán Cortés teve uma grande surpresa. Em vez de ser recebido por hostes de soldados aztecas, prontos a defender o seu território, ele foi coberto de presentes, oferecidos pelo imperador Montezuma. Para os nativos, Cortés era nada menos que Quetzacóatl, o deus dourado do ar que, segundo a lenda, havia partido anos antes, prometendo voltar algum dia. De acordo com a crença, Quetzacóatl tinha plantado cacaueiros como uma dádiva aos imperadores. Com a semente extraída da planta, acrescida de mel e baunilha, os aztecas confeccionavam uma bebida considerada sagrada, o tchocolat. Para o povo azteca, o ouro e a prata valiam menos que as sementes de cacau - a moeda da época. Dez sementes compravam um coelho; cem, uma escrava.

De volta a Espanha, em 1528, Cortés levou consigo algumas mudas de cacaueiro, que resolveu plantar pelo caminho. Primeiro nas Caraíbas - no Haiti e em Trinidad - e, depois, em África. Chegando à Europa, ofereceu a Carlos V um pouco da bebida sagrada azteca, o bastante para que o rei de Espanha ficasse extasiado. Não tardou que o tchocolat se tornasse apreciado por toda a corte. Graças às plantações iniciadas por Cortés, o seu país pôde manter o monopólio do produto por mais de um século. A receita, aprimorada com outros ingredientes (açúcar, vinho e amêndoas), era guardada em segredo pelos zelosos espanhóis. Apenas mosteiros previamente escolhidos eram autorizados a produzir o tchocoat, já com o nome espanhol chocolate.

Pouco a pouco, porém, os monges passaram a distribuí-lo entre os seus fiéis.
O chocolate era uma pasta espessa e de gosto amargo, apesar do açúcar que lhe haviam adicionado os espanhóis. Foi justamente para amenizar a inconveniência da massa granulada, difícil de digerir, que o químico holandês Conraad Johannes van Houten começou a interessar-se por um novo método de moagem das sementes. Em 1828, Van Houten inventou uma prensa capaz de eliminar boa parte da gordura do vegetal. Como resultado, obteve o chocolate em pó, solúvel em água ou leite e, consequentemente, mais suave e agradável ao paladar.

Mas isso não era tudo. Faltava saber o que fazer com a gordura sólida que sobrava da prensagem. A resposta seria dada somente 20 anos depois, pela empresa inglesa Fry & Sons. Os técnicos da indústria adicionaram pasta de cacau e açúcar à massa gordurosa e confeccionaram a primeira barra de chocolate do mundo - tão amarga, porém, quanto a bebida que lhe deu origem. Tempos depois, o suíço Henri Nestlé (1814-1890) contribuiu para que o doce começasse a parecer-se com as tabletes de hoje. De uma das suas experiências resultou um método de condensação do leite, processo até então desconhecido, que seria utilizado em seguida por outro suíço, Daniel Peter (1836-1919). Fabricante de velas de sebo, Peter passou a interessar-se pela produção de chocolates quando percebeu que o uso do petróleo para iluminação estava, aos poucos, minando a sua fonte de renda. Por sorte, ele morava no mesmo quarteirão de Nestlé e, ao saber da sua descoberta, ocorreu-lhe misturar o leite condensado para fazer a primeira barra de chocolate de leite.

Croissant
Em 1869, os turcos otomanos preparavam-se para invadir Viena, na Áustria. Planeavam atingir o centro da cidade à noite, cavando galerias subterrâneas. Os padeiros vienenses, que começavam o seu trabalho durante a madrugada, deram o alarme. O exército local conseguiu evitar a invasão. Aí o imperador da Áustria pediu que os padeiros fizessem um pão que tornasse o feito inesquecível. Assim nasceu o croissant, representando a lua crescente do estandarte otomano.