quarta-feira, 3 de março de 2010

Medicina – A Origem da Arte da Cura. A saúde dos índios brasileiros despertou a atenção dos descobridores


As prescrições arroladas para o tratamento das enfermidades de acordo com Platão são as mais diversas: ginástica, prática da música, dietas, estudo da astronomia e filosofia.

http://www.emdiv.com.br/pt/saude/saudealemdocorpo/2346-medicina-a-origem-da-arte-da-cura.html

Medicina Renascentista
Com o Renascimento, o pensamento humanístico, a revalorização do saber greco-romano, a invenção da imprensa e o interesse pela pesquisa produziram considerável impulso nas ciências médicas, reforçado pelo nascimento de uma escola de arte dedicada à investigação anatômica. Leonardo da Vinci e Michelangelo foram grandes estudiosos do corpo humano, e Andreas Vesalius é pioneiro da anatomia científica moderna.

Medicina no Brasil Colônia
A saúde dos índios brasileiros despertou a atenção dos descobridores. Afora ferimentos por luta ou acidente, picadas de insetos ou problemas resultantes da caça de animais, eram raras as doenças observadas nos indígenas pelos primeiros cronistas. Em sua medicina, rituais, amuletos e remédios supersticiosos somavam-se a práticas como abluções, repouso, jejum, uso do calor sob várias formas e utilização de ervas.

O emprego da ipecacuanha ou poaia - vomitivo, expectorante e antidisentérico - e do jaborandi - tônico, diurético e diaforético - são contribuições importantíssimas do índio. Os padres buscaram espécies parecidas com as da Europa ou do Oriente e introduziram vários remédios vegetais.

A murta-do-mato, sucedânea da quina, obteve tal sucesso na profilaxia das febres que passou a ser exportada, como "pó dos jesuítas", para a metrópole. Usavam-se também alecrim, estimulante; carimã e mingaus de mandioca, ditos excelentes para aliviar distúrbios intestinais; fumo umedecido com saliva ou, como fumaça, soprado em picadas venenosas; e guaraná, contra males intestinais, dores nevrálgicas e sobretudo como tônico e reconstituinte.

Outros recursos eram caldo de jenipapo, contra pústulas; leite de cansanção, em conjuntivites; óleo e bálsamo de copaíba, antitetânico tópico; folha de caroba, em erisipelas; casca de barbatimão, em piodermites; bálsamo de caboreíba, expectorante; raiz de jalapa, sementes de mamona e de coco andá-açu, purgativos; malva, em inflamações locais; e urtiga, revulsivo, como ajuda às ventosas de chifre de boi.

"A medicina se fundamenta na natureza, a natureza é a medicina, e somente naquela devem os homens buscá-la. A natureza é o mestre do médico, já que ela é mais antiga do que ele e ela existe dentro e fora do homem..." (Paracelso)

É de acordo portanto com a origem das medicinas de diversas culturas, que o viver ordenado, com equilíbrio entre todas as partes da constituição, trabalhando todos os elementos, a forma de se prevenir e se remediar qualquer doença.

Refletir sobre o fazer médico - eis uma perspectiva da maior importância em uma sociedade. Procedendo assim, abre-se um caminho para a construção de uma prática médica mais condizente com as necessidades humanas, voltada para a amplidão das suas possibilidades, mas também ciosa em relação aos limites de suas próprias mãos e dos meios por elas utilizados e aperfeiçoados, representados pela arte de curar e cuidar.

Imagem: urucum bixa orellana. http://iriscelta.multiply.com/photos/