segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Compostos da soja diminuem risco de câncer de mama


Segundo um novo estudo, alguns compostos encontrados na soja, chamados isoflavonas, podem diminuir o risco das mulheres de desenvolver certos tipos de câncer de mama.

Os pesquisadores compararam 681 mulheres que tiveram câncer de mama com 611 mulheres sem câncer de mama. A quantidade de isoflavonas de soja em suas dietas foi registrada, variando em elevada (217 microgramas ou mais por dia), média (76 a 216 microgramas) ou baixa (inferior a 76 microgramas).

A pesquisa chegou a conclusão que mulheres que comiam uma boa quantidade de isoflavonas de soja (217 microgramas, o que corresponde a menos de metade de uma porção) por dia tinham uma redução de 30% na chance de desenvolver câncer de mama invasivo do que as mulheres que comiam pouca soja (76 microgramas por dia ou menos ).

As mulheres que comiam mais isoflavonas não só tinham um risco 30% menor de ter câncer de mama invasivo, como também um risco 60% menor de desenvolver um tumor de grau 1, que é o tipo menos agressivo de tumor.

As mulheres pré-menopáusicas que comeram a maior quantidade de isoflavonas também tiveram um risco 30% menor de desenvolver câncer em estágio 1, um risco 60% menor de desenvolver câncer em estágio 2 e um risco 70% menor de ter um tumor maior que 2 centímetros, do que as mulheres que comiam menos soja.

Porém, os resultados mostram que, mesmo quando as isoflavonas de soja são consumidas em níveis baixos, ainda podem ter um efeito protetor.

75% das mulheres no estudo não comiam produtos de soja. Elas obtinham as isoflavonas de verduras, café, pão enriquecido com nutrientes, e carnes. Inclusive, os pesquisadores ressaltam que a maioria das pessoas não consome várias porções de soja por semana, assim os resultados são significativos porque imitam a dieta real das pessoas.

Segundo os pesquisadores, o possível papel da soja no câncer de mama decorre do fato de que as isoflavonas podem afetar os hormônios através da ligação com receptores de estrogênio no organismo.

A constatação apóia estudos anteriores que afirmaram que a soja reduz o risco de câncer de mama, e contraria outros estudos que mostram um risco aumentado de câncer com o consumo de soja.

Segundo os pesquisadores, as isoflavonas não parecem ser prejudiciais, pelo menos não neste estudo. Especialistas que não participaram da pesquisa dizem que quando a soja é consumida como alimento, não há provas de que seja prejudicial para a saúde. Como suplementos é que pode haver alguma confusão, e levar a crer que ela pode ser ruim.

Alguns estudos in vitro e com animais que relacionaram a soja a um risco aumentado de câncer de mama podem ter chegado a esse resultado por causa da ligação dos receptores de estrogênio com isoflavonas que estimula o crescimento do tumor. No entanto, esses resultados não têm sido encontrados em humanos. [LiveScience]

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