quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Lisboa-Ministério da Saúde contrata 100 médicos colombianos


O ministério de Ana Jorge admite que a escassez de médicos obriga “à adopção de medidas extraordinárias”, como ponderar recrutar médicos estrangeiros.
Catarina Duarte
http://economico.sapo.pt/noticias/ministerio-da-saude-contrata-100-medicos-colombianos_103318.html

Estrangeiros vêm ajudar a compensar a falta de médicos nos cuidados de saúde primários, agravada pela corrida às reformas.

O Ministério da Saúde prepara-se para contratar 100 médicos colombianos para integrar o Serviço Nacional de Saúde e ajudar a combater a carência de médicos nos cuidados de saúde primários. A vinda destes médicos para Portugal acontece ao abrigo de um protocolo de cooperação entre o Governo português e o Governo colombiano, confirmou ao Diário Económico fonte oficial da Embaixada da Colômbia em Lisboa.

Ao que o Diário Económico apurou, a maior parte destes profissionais vai integrar as unidades locais de saúde da região da grande Lisboa, reforçando o número de médicos de família.

Contactado pelo Diário Económico, o Ministério da Saúde não confirma a contratação dos 100 médicos colombianos, mas assume que "está em curso uma prospecção em diferentes países, não estando contudo concluído qualquer processo de recrutamento". Fonte oficial do ministério acrescenta que a contratação de médicos estrangeiros "implica uma sucessão de procedimentos de avaliação e de validação de competências, por forma a assegurar a qualidade dos eventuais recursos humanos a contratar". A tutela reconhece ainda que "a escassez de médicos em Portugal, sobretudo na área de medicina geral e familiar, tem obrigado à adopção de medidas extraordinárias que permitam ultrapassar esta dificuldade transitória".

O problema da falta de médicos, que resulta dos ‘numerus clausus' que limitaram as entradas nas faculdades de medicina nas décadas de 80 e 90, agravou-se este ano com corrida dos médicos às reformas antecipadas. Desde o início do ano, já deram entrada nos serviços mais de 500 pedidos de reforma, dos quais cerca de 300 apresentados por médicos de família, disse ao Diário Económico o presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), Mário Jorge Neves.