quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A influência de doenças cardiovasculares no desempenho sexual


A impotência sexual é um assunto sério. E foi pensando nisso que convidamos o Dr. Paulo Rodrigues, urologista do Hospital 9 de Julho, para criar uma série de sobre a relação entre impotência sexual e doenças cardiovasculares. No primeiro texto tivemos a oportunidade de conhecer as causas da impotência e no segundo post sobre o assunto, debatemos a relação do colesterol e do diabetes com as disfunções eréteis. No nosso terceiro post, vamos falar sobre a influência das doenças cardiovasculares no desempenho sexual, confira:

Autor: Hospital 9 de Julho
http://www.pordentrodo9dejulho.com.br/falando-em-saude/a-influencia-de-doencas-cardiovasculares-no-desempenho-sexual/

Aproximadamente 65% dos pacientes infartados queixavam-se de impotência sexual entre cinco a oito anos antes de sofrerem o infarto. Esse intervalo corresponde ao tempo que a rede arterial do paciente levou para que, progressivamente, fosse obstruída. O processo dá-se partindo dos vasos sanguíneos muito finos, presentes no pênis, até as artérias coronárias, mais espessas, e que, portanto, demoram mais até ficarem entupidas causando o infarto coronariano.

Tal observação levou os médicos a analisarem com maior profundidade a relação entre doenças cardiovasculares e a disfunção erétil. Como o sistema cardiovascular é revestido pelas mesmas células que recobrem os corpos cavernosos do pênis, notou-se que lesões nos vasos sanguíneos afetam na qualidade da ereção. Isso acontece pois a ereção é resultado do preenchimento de sangue dos corpos cavernosos, que se expandem, enrijecendo a região do pênis.

Se os vasos sanguíneos que são responsáveis pela distribuição de sangue encontram-se obstruídos ou entupidos, consequentemente o bombeamento de sangue para o pênis não será suficiente para manter a ereção por muito tempo durante a relação sexual, mesmo que involuntariamente.

Desse modo, a perda de ereção repetitiva pode sinalizar algum problema cardiovascular, em especial, o aumento do risco de infarto em um futuro próximo. A disfunção erétil não deve ser mais um problema a ser guardado entre quatro paredes. Hoje em dia, ela oferece a oportunidade de se diagnosticar e prevenir doenças cardiovasculares de maneira eficaz. Por isso, não deixe de procurar seu médico!