quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A malária continua a ser a doença mais mortífera da África


Falta de dinheiro inviabiliza programas de combate à malária na SADC

Abdoa Moha, em representação da Organização Mundial da Saúde (OMS), disse em Maputo que a região da SADC tem estado a registar melhorias no combate à malária, resultante de apoios disponibilizados, nos últimos anos, através do Fundo Global (GF), Presidencial Malária Initiative (PMI), dos Estados Unidos da América e que o desafio é garantir que os fundos disponibilizados para os programas de combate à malária sejam, efectivamente aplicados no combate à malária e não desviados para outros fins.

Maputo (Canalmoz) – Nos países da região da África Austral, a malária é a principal causa que leva os cidadãos a procurarem serviços de Saúde. É igualmente a principal causa de mortalidade, sobretudo em crianças menores de cinco anos de idade e de mulheres grávidas.
Peritos de saúde de oito países da SADC reunidos em Maputo para reflectirem sobre a prevalência da doença, concluíram que o défice de formação de recursos humanos e a falta de recursos financeiros destinados a sustentar os programas de combate à malária, são das principais causas de prevalência da doença que apresenta índices elevados.
Os peritos reunidos em Maputo são provenientes da África de Sul, Angola, Botswana, Namíbia, Zâmbia, Zimbabwe, Suazilândia e Moçambique. O encontro teve início ontem e prevê-se o seu término amanhã (quinta-feira) numa Reunião Técnica do Programa de Eliminação da Malária na região, para debater e deliberar sobre os mecanismos e termos de colaboração para eliminação da malária.
A reunião deverá estudar mecanismos que permitam a angariação e alocação de fundos para o sector de combate à malária.

Falta medicamento em Moçambique
Segundo o secretário permanente do Ministério da Saúde, Jorge Tomo, falando no encontro, os desafios que se colocam no processo de combate à malária prendem-se fundamentalmente com a falta de recursos financeiros, o que leva à ruptura de stock dos medicamentos anti-maláricos em Moçambique.
Por sua vez, Abdoa Moha, em representação da Organização Mundial da Saúde (OMS), disse que a região da SADC tem estado a registar melhorias no combate à malária, resultante de apoios disponibilizados, nos últimos anos, através do Fundo Global (GF), Presidencial Malária Initiative (PMI), dos Estados Unidos da América. O desafio, para a representante da OMS, é garantir que os fundos disponibilizados para os programas de combate à malária sejam, efectivamente aplicados no combate à malária e não desviados para outros fins.

(António Frades) 2010-11-03 05:38:00