domingo, 23 de setembro de 2012

Médico legista do Egito diz que Mubarak não sofreu trombose cerebral


O chefe dos médicos legistas do Egito, doutor Ihsan Kamil George, afirmou ao jornal estatal "Al-Ahram" que o ex-presidente do país, Hosni Mubarak, não sofreu uma trombose cerebral, como afirmou o médico pessoal do antigo líder durante sua transferência da prisão de Tora a um hospital do exército, em junho. Em entrevista divulgada neste sábado, George disse que quando examinou o ex-presidente, não concordou com os relatórios do médico pessoal de Mubarak.
http://saude.terra.com.br
"O médico do ex-presidente apresentou um relatório no qual garantia que Mubarak tinha sofrido pelo menos seis tromboses cerebrais. Mas quando foi submetido a outro exame, ficou provado que o ex-presidente nunca teve nada parecido", disse.
Mubarak, cujo estado de saúde é alvo de especulações há anos, foi transferido da prisão de Tora a um hospital militar, em 19 de junho, após seu frágil estado de saúde se agravar.
Os relatórios divulgados à imprensa afirmavam que o ditador, de 84 anos, tinha sofrido uma trombose cerebral seguida de um ataque cardíaco.
Foi então que começaram a circular informações contraditórias sobre seu estado de saúde. Alguns meios de comunicação egípcios apontavam que Mubarak estava clinicamente morto, porém semanas depois, o ex-líder retornava à prisão para seguir cumprindo pena de prisão perpétua.
Além disso, o legista também negou que o ex-líder tivesse sofrido algumas complicações pulmonares. "Quando eu o examinei, estava claro que não mostrava sinais de complicações pulmonares, já que sua respiração era estável e sequer havia bujão de oxigênio em seu quarto. Por isso, escrevi no relatório que Mubarak não necessitava ser transferido a outro hospital", disse George.
O médico legista presidiu a equipe de profissionais que examinou o ex-líder a pedido da Procuradoria Geral, que queria determinar se seu estado de saúde permitia que pudesse retornar ao presídio, como ocorreu posteriormente.
O ex-presidente foi preso em 2 de junho, após ser condenado à prisão perpétua por cumplicidade na morte de manifestantes durante as revoltas que levaram a sua renúncia, em fevereiro de 2011.
Imagem: bilerico.com