segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Brasil desenvolve ferramenta que identifica risco de osteoporose


Uma pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (Fidi) em parceria com uma equipe de médicos do setor de reumatologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/EPM) revela que metade das mulheres da Grande São Paulo tem ou corre o risco de desenvolver osteoporose.
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O resultado da pesquisa se baseou nos dados obtidos em oito mil exames de densitometria óssea realizados ao longo de três anos na região metropolitana da cidade. Do total de mulheres analisadas, 30% já tinham osteoporose e 20% apresentavam estado de osteopenia, a um passo de adquirir a doença.
Um software desenvolvido a partir do estudo – o São Paulo Osteoporisis Risk Index (Sapori) – revela que os principais fatores de risco para o surgimento da doença nas mulheres paulistanas são o baixo peso, a idade avançada, a cor, o histórico familiar de fratura de fêmur, o tabagismo, o alcoolismo e o uso crônico de cortisona. Software matemático, o Sapori tem um programa que recolhe informações de mulheres nos estágios de pré, peri e pós-menopausa e depois calcula, automaticamente, qual delas têm maior predisposição a desenvolver doenças relacionadas à baixa densidade óssea.
- O Sapori coleta informações como idade avançada, baixo peso, cor da pele, altura, hábitos alimentares, doenças associadas, ingestão de medicamentos, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas. Para cada um desses fatores clínicos de risco é atribuído um peso de relevância, baseado em nossa população de mulheres. A partir desses dados, o sistema calcula um escore final que, ao ser interpretado pelos médicos, indica se a pessoa pertence ou não a um grupo de risco e se tem indicação de realizar o exame de densitometria óssea – explicou a reumatologista Vera Szejnfeld, coordenadora da densitometria óssea da Fidi.
A pesquisa desenvolvida pela Fidi e pela Unifesp/EPM venceu, na categoria Especialização e Residência Médica, o Prêmio Ciência e Tecnologia, organizado anualmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em parceria com os ministérios da Saúde, da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil era o único entre os países com maior índice de desenvolvimento social e econômico da América Latina que ainda não contava com uma ferramenta capaz de identificar com precisão pessoas com maior risco de apresentar osteoporose e osteopenia.