sábado, 6 de setembro de 2014

Cabo Verde tem 27 pessoas monitorizadas devido ao Ébola





O Governo cabo-verdiano indicou que há 27 pessoas a ser preventivamente monitorizadas pelas autoridades sanitárias do país por causa do vírus do ébola e garantiu a inexistência de qualquer caso.

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A informação foi avançada pela ministra da Administração Interna cabo-verdiana, Marisa Morais, numa conferência de imprensa para dar conta da decisão do Governo em autorizar, por razões excecionais, a entrada em Cabo Verde de cidadãos estrangeiros que tenham transitado pelos países oeste-africanos afetados pelo vírus nos últimos 30 dias.
Marisa Morais não adiantou a nacionalidade dos 27 cidadãos -- que poderão ter estado no Senegal, Guiné-Conacri, Serra Leoa, Libéria ou Nigéria -, e garantiu que Cabo Verde está "preparado" para enfrentar eventuais casos da febre hemorrágica.
Sobre a medida governamental, a ministra cabo-verdiana salientou tratar-se de um "aditamento" à decisão de proibir a entrada de cidadãos estrangeiros que tenham transitado ou oriundos daqueles cinco países, que entrou em vigor no arquipélago a 01 deste mês.
"Podem, por razões humanitárias, de emergência médica, económicas ou outras de relevante interesse público, ser autorizadas entradas no território nacional mediante despacho do primeiro-ministro (José Maria Neves)", afirmou Marisa Morais.
Manifestando a "solidariedade" do Governo cabo-verdiano para com os países afetados, Marisa Morais salientou que a entrada de cidadãos nesse contexto será feita caso a caso e que a ponderação será feita por especialistas sanitários.
No entanto, mantém-se o controlo aos transportes aéreos e marítimos da costa oeste-africana, tendo sido reduzidos os voos diretos entre a Cidade da Praia e Dacar, a única capital oeste-africana para onde voa a transportadora cabo-verdiana TACV.
A epidemia surgiu em fevereiro deste ano, com casos, até hoje, no Senegal, Guiné-Conacri, Serra Leoa, Libéria e Nigéria, matando cerca de 1.900 infetados.

Foto: Ébola causa vítimas na Libéria. DOMINIQUE FAGET/AFP

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