sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Sangue de sobreviventes do ebola pode curar pacientes, afirmam cientistas





Tratamento está sendo avaliado pela OMS em reunião com mais de 200 especialistas
Enquanto a África Ocidental luta para conter o maior surto de ebola da história, alguns especialistas dizem que um tratamento diferente, mas simples pode ajudar: o sangue dos sobreviventes.

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Os cientistas acreditam que utilizar o sangue de quem venceu a doença sem ajuda de remédios pode ser a chave para uma cura, já que não há medicamentos ou vacinas para a doença que já tenham sido testados.
Essa técnica de usar sangue de sobreviventes do ebola é um dos tratamentos experimentais que está em discussão em uma reunião que acontece desde quinta-feira (3) em Genebra. Mais de 200 especialistas reunidos pela OMS (Organização Mundial de Saúde) estão analisando questões de segurança e eficácia dos novos tratamentos.
Há cerca de meia dúzia de medicamentos e vacinas em desenvolvimento. Nenhum foi testado em humanos, mas um julgamento antecipado de uma vacina começou esta semana nos Estados Unidos.
Em contraste, a rede de sangue da OMS, um grupo internacional de reguladores de sangue, observou recentemente que existem milhares de sobreviventes de surtos passados de Ebola na África e que podem ser aproveitados como fonte.
Em outro documento publicado esta semana, a OMS estimou que os primeiros lotes de sangue de sobreviventes poderiam estar disponíveis até o final do ano. A agência disse que tinha identificado vários pacientes recuperados como potenciais doadores, mas reconheceu a "logística de coleta de sangue” como um problema.
Como funciona o possível tratamento
Alguns cientistas não acreditam que os anticorpos presentes no sangue dos sobreviventes do ebola poderiam ajudar pacientes infectados com a doença mortal. Os anticorpos são produzidos pelo sistema imunológico do corpo para combater coisas prejudiciais, como vírus. Eles permanecem no sangue pronto para lutar contra qualquer futuras infecções pelo mesmo substância estranha.
Segundo o DailyNews, especialistas dizem que a única precaução a ser tomada antes da transfusão do sangue seria verificar se o paciente que foi curado não é portador de outros vírus, como o HIV e a malária.
Na África Ocidental, não houve tentativas organizadas para usar o sangue dos sobreviventes para tratar os pacientes. O sangue de um menino de 14 anos que sobreviveu ao ebola foi dado em julho para o médico americano Kent Brantly, que foi infectado na Libéria. Brantly também recebeu dosagens do medicamento ZMapp. Depois de uma internação de uma mês em um hospital dos EUA, o médico recebeu alta. Não se sabe se a droga ou o sangue do menino foram responsáveis pela sua recuperação.