Por favor salvem esta menina. Apelo de Viana. Angola. Filha de 5 anos de idade que acerca de 2 anos está doente com Neoplasia Vesical (um tumor maligno na zona genital). O pouco que cada um pode dar já é muito para quem precisa, não precisamos ter muito para ajudar. Se cada um de nós depositar um pouco podemos ajudar a salvar a vida dessa menina. Quem puder ajudar pode depositar na conta: 000005001760033 ou IBAN A006.0034.0000.0500.1760.0334.1 de Lidia Manuel no banco Millenium

quinta-feira, 26 de julho de 2012

O iogurte que pode parar um ataque cardíaco


Nós somos definitivamente humanos, mas muitas das células no nosso corpo não são. Isso porque nós dependemos de um imenso exército de micróbios para permanecer vivos: um “microbioma” amigável que nos protege contra germes, quebra alimentos para liberar energia e produz vitaminas.
Nosso sistema digestivo é o lar de cerca de 100 trilhões de micróbios – cerca de 10 vezes o número de células nos órgãos principais. Mas nem todo mundo tem os mesmos micróbios.
Uma equipe coliderada por Jeroen Raes do Instituto de Biotecnologia de Flandres descobriu que todos nós temos um de três ecossistemas básicos de micróbios em nossas entranhas.
Porém, estranhamente, o tipo de cada pessoa não está relacionado à sua raça, país de origem ou dieta. Esses “enterotipos” são: Bacteriodes, Prevotella e Ruminococcus. Cada um reflete as espécies de micróbio que dominam em cada um.
Pessoas com um ecossistema Bacteriodes, por exemplo, têm tendência para bactérias que tiram a maior parte da sua energia dos carboidratos e proteínas.
Esta revelação poderia explicar as diferenças na nossa capacidade de digerir os alimentos. Alguns anos atrás, outra equipe, de Jeffrey Gordon, descobriu que os intestinos de pessoas obesas contêm um repertório um pouco diferente de micróbios, quando comparados com pessoas magras.
No novo estudo, os pesquisadores encontraram uma correlação semelhante entre a obesidade e a abundância de bactérias que extrai energia rapidamente a partir de alimentos.
Já o professor Jeremy Nicholson, do Imperial College London, duvida que a descoberta mais recente seja de grande importância biológica, uma vez que os três enterotipos provavelmente têm funções e capacidades similares.
No entanto, ele acredita que, algum dia, talvez seja possível “criar” enterotipos, que poderiam ser usados, por exemplo, para aumentar o número de calorias extraídas de dietas pobres em crianças nos países em desenvolvimento.
Isto não quer dizer que tal coisa será fácil. O intestino humano contém cerca de 1.500 espécies bacterianas, de modo que mexer com a sua ecologia de uma maneira controlada pode ser complicado.
Embora existam produtos que pretendem manipular bactérias, como prebióticos e probióticos (como iogurtes) que contêm bactérias vivas, ainda sabemos muito pouco sobre isso para fabricá-los de forma confiável.
No entanto, o reconhecimento da importância do microbioma está crescendo. Ele já foi ligado à nossa compreensão da obesidade, alergias, diabetes e câncer e, nos últimos dias, um estudo sugeriu que os tipos e níveis de bactérias no intestino de uma pessoa podem ser utilizados para prever a probabilidade de ter um ataque cardíaco, também.
A descoberta pode ser um marco revolucionário na prevenção e tratamento de tais ataques. Como parte das experiências conduzidas, o estudo induziu ataques cardíacos em três grupos distintos de ratos.
O primeiro foi alimentado com uma dieta padrão. O segundo tomou o antibiótico vancomicina, e o terceiro foi alimentado com
um probiótico contendo Lactobacillus plantarum, uma bactéria que suprime a produção de um hormônio chamado leptina, ligado ao apetite e metabolismo.
O grupo tratado com o antibiótico também mostrou diminuição dos níveis de leptina. Os dois grupos com menores níveis de leptina sofreram ataques cardíacos menos graves, e se recuperaram melhor.
Segundo os pesquisadores, ainda não é possível prescrever iogurte para prevenir ataques cardíacos, mas o estudo dá uma compreensão muito melhor de como o microbioma afeta a resposta do corpo à lesão.
Mais pesquisas são necessárias para mostrar se as mudanças dramáticas em moléculas inflamatórias encontradas nos ratos se aplicam aos seres humanos também. Mas, em um futuro não muito distante, podemos ter ainda mais ajuda dos nossos passageiros microbianos.[Telegraph]