segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Escolha o seguro de saúde mais adequado para a sua família


O Diário Económico contactou dez seguradoras para comparar as condições e os preços das diferentes apólices de saúde, segundo o perfil dos clientes. Conheça as melhores ofertas.

Marta Marques Silva 16/10/09 00:05 DIÁRIO ECONÓMICO

Tentar comparar a oferta de seguros de saúde não é, decididamente, tarefa fácil. Mas não desespere, já que uma leitura atenta dos conceitos e características dos produtos poderá ajudá-lo. É certo que, à primeira vista a confusão é mais que muita. Senão repare: o Valor Saúde e o Vitalplan são, em ambos os cenários considerados os que apresentam os prémios mensais mais "simpáticos". Em contrapartida, os limites de capital em caso de hospitalização e cirurgia estão entre os menores da oferta analisada: 15.000 mil euros. Da mesma forma, os valores de co-pagamento ou franquias (o pagamento que fica sempre a cargo do segurado) para consultas são os mais baratos, entre 10 e 15 euros. Mas, se recorrer a um profissional fora da rede de prestadores, o Vitalplan reembolsa apenas 35% do valor da consulta, a comparticipação mais baixa dos seguros considerados. Uma teia intricada de prós e contras que mais se assemelha a uma toalha que é demasiado pequena para a mesa em questão: quando cobre de um lado falta do outro.

Ainda assim, a disparidade de preços entre os seguros convida a uma leitura mais atenta. Em ambos os cenários a diferença entre o produto mais caro e o mais barato é superior a 100%, o que poderá justificar-se pelos limites de capital superiores. Enquanto a Médis, cujo prémio mensal para o primeiro cenário analisado é de 44,34 euros, tem um capital de 50.000 euros para hospitalização e cirurgia, o Valor Saúde, onde o valor mensal do prémio é de 20,04 euros oferece apenas 15.000 euros. A mesma tendência é válida para o serviço de ambulatório, onde o Médis contempla mais 1.000 euros de cobertura face ao Valor Saúde e mais 500 euros para parto. Em contrapartida, o Médis é o único que não permite a extensão ao estrangeiro, e apresenta valores de co-pagamento e franquias dos mais elevados da amostra, além de comparticipar apenas 35% do valor das consultas fora da rede. Já no caso do Multicare, com o segundo prémio mensal mais caro para o primeiro cenário, 40,4 euros, a diferença não é tão facilmente justificável. Oferece apenas mais 5.000 euros de cobertura em caso de internamento e o limite de capital para ambulatório (possivelmente o serviço mais utilizado pelos clientes) é mesmo o mais baixo de todos os seguros considerados, 1.000 euros. Igualmente, os valores de co-pagamento e franquias são dos mais elevados, para consultas ao domicílio e de urgência.