terça-feira, 5 de outubro de 2010

Médicos malditos


I
“Aribert Heim estabelecia com um cronómetro o tempo que demoravam a morrer centenas de prisioneiros nos quais injectava no coração vários líquidos, incluindo gasolina, fenol e água com diferentes tipos de venenos. Praticava amputações sem anestesia para saber o nível de dor que um ser humano podia resistir antes de morrer. Removia órgãos em doentes conscientes, como foi o caso da ablação do fígado, do baço e dos intestinos. Chegou a decapitar, depois de ter castrado e feito a ablação dos rins, um jovem de 18 anos, utilizando a caveira como pisa-papéis na sua secretária.” – Christian Bernadac in «Os Médicos Malditos»


II
“O Snasp, por intermédio dos Destacamentos Operativos Especiais (afectos ao Gabinete de Luta Contra Bandidos, GLCB) criados por Sérgio Vieira, com assessoria da congénere cubana (LCB, Lucha Contra Bandidos), foi responsável pela propagação, em zonas específicas da província de Inhambane, de neisseria gonorrhoeae, a bactéria causadora da gonorreia, uma doença venérea altamente contagiosa. Mulheres portadoras dessa doença foram enviadas para zonas da Renamo na expectativa de virem a contaminar as bases da guerrilha.” - in Canal de Moçambique, 18 de Junho de 2006

GUATEMALA

Administração Obama apresenta desculpas por “crime contra a humanidade”
Pretoria (Canalmoz) - De 1946 a 1948, médicos americanos levaram a cabo experiências na Guatemala, utilizando prisioneiros e doentes mentais como cobaias. Numa reminiscência da era nazi, que Christian Bernadac denunciou no livro, «Os Médicos Malditos», os médicos americanos infectaram as vítimas com as bactérias causadoras da sífilis e da gonorreia para determinar se a penicilina podia evitar essas doenças e não apenas curá-las.
As vítimas, em número de 700, desconheciam que estavam a ser usadas para esses fins. Os médicos utilizaram prostitutas infectadas com as duas doenças venéreas.
Ao tomar conhecimento do macabro caso, trazido a conhecimento público pela Professora Susan Reverby, do Colégio de Wellesley, o presidente da Guatemala, Álvaro Colom, considerou-o de “crime contra a humanidade”.
Numa declaração conjunta, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, e a responsável pela pasta da saúde dos Estados Unidos, Kathleen Sebelius, afirmaram que “embora estes casos tenham ocorrido há mais de 64 anos, achamos uma afronta que essa repreensível pesquisa pudesse ter ocorrido sob a capa da saúde pública. Lamentamos profundamente o sucedido, e pedimos desculpa a todos os indivíduos que foram afectados por essas repugnantes pesquisas”.

(Redacção) 2010-10-05 06:27:00