segunda-feira, 28 de junho de 2010

Casais japoneses adotam bebê-robô


A nova moda no Japão é adotar um robô bebê, que simula todas as atividades e necessidades de um bebê de verdade, antes do casal decidir se quer ter um filho de verdade.

O Japão possui uma das menores taxas de natalidade do mundo. Os japoneses também são o povo que, de acordo com pesquisas mundiais, fazem a menor quantidade de sexo (34¨% dos japas fazem sexo semanalmente, contra 87% dos gregos, que são os campeões).

Junto a esse cenário foi criado o Yotaro, um robô-bebê de “não tão alta tecnologia”, que mais parece um travesseiro com rosto. Ele chora, ri, seu nariz escorre quando ele espirra, ele precisa de atenção, etc.

Em teoria, ele imita tudo o que um bebê real faria. A idéia é que o robô está longe de ser humano mas, talvez, ele estimulasse emoções maternais ou paternais que fizessem os japoneses quererem um bebê de verdade.

E talvez isso realmente esteja acontecendo. Mulheres que testaram o Yotaro disseram que, realmente, ficaram com vontade de ter um bebê.

No Japão a situação está tão crítica que o governo está oferecendo incentivos mensais de 150 dólares para o casal que resolver ter um filho. Estima-se que em 2050, 40% dos japoneses estarão com mais de 60 anos, comprometendo a força de trabalho do país.

O problema é se o robô der uma de “Inteligência Artificial” e desenvolver sentimentos de verdade. Ou então se os pais ficarem ligados ao robô mais do que a um possível filho – sabemos que algo parecido aconteceu na Coréia, onde um casal deixou a filha morrer de inanição para cuidar de um bebê virtual no computador. [DailyTech]

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