segunda-feira, 31 de maio de 2010

Irregularidade faz com que um som seja mais irritante e assustador


Tem algo mais irritante do que um bebê chorando o tempo todo no meio de um restaurante? Segundo cientistas, o choro pode ser ainda mais irritante se não for constante e, sim, irregular.

Veja o exemplo de filmes de terror, com aqueles barulhos imprevisíveis e dramáticos que, por si só, nos fazem pular na poltrona do cinema. Os editores dos filmes sabem que sons caóticos (no sentido matemático da palavra), irregulares e imprevisíveis, nos assustam mais do que aqueles regulares e constantes.

Mas essas descobertas podem ser usadas em mais situações do que na indústria cinematográfica. Explorando o uso de sons dissonantes e marcantes em um filme, os cientistas esperam descobrir como o medo é processado em nossas mentes.

Pesquisadores analisaram trechos de 30 segundos de mais de cem filmes de vários gêneros (romance, comédia, terror, drama…). Os filmes de terror possuíam mais sons fortes e dissonantes – principalmente gritos (obviamente). Filmes dedrama possuíam menos gritos, mas mudanças abruptas na freqüência de sua trilha sonora.

Filmes de aventura, incrivelmente, mostravam vários gritos masculinos.
Gritos são, de acordo com especialistas, a representação sonora do caos. E, para conseguir um bom grito, não basta gravar uma pessoa representando. Muitas vezes mudanças são feitas na mesa de som, na hora da edição.

Gritos de animais também são alterados para parecerem mais bizarros e dar mais medo ao telespectador. Um bom exemplo é o filme “Os Pássaros” de Hitchcock. Quem já assistiu sabe que o filme é medonho e que os gritos dos pássaros contribuem bastante para o clima – mas talvez não saiba que os únicos sons “puros” de pássaros aparecem só no começo do filme. Os outros pios são alterados. [Science News]

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